Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 23 de Setembro de 2017






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Sindicatos reagem contra pressa do Governo Temer em apoiar terceirizações

Por meio de uma nota oficial, divulgada nesta sexta-feira, 17/06, a CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros, presidida por Antonio Neto, critica duramente o posicionamento do ministro-chefe da Casa Civil do governo interino Michel Temer, Eliseu Padilha, de afirmar que o atual governo pretende pressionar o Senado pela aprovação do Projeto de Lei sobre a terceirização e sobre uma eventual reforma trabalhista.

No informe – também assinado pela Força Sindical e CTB – as entidades destacam que, “no caso da terceirização, que o fundamental é defender a regulamentação dos doze milhões de trabalhadores que, hoje, estão submetidos a uma legislação precária, que os penaliza de forma perversa”. As entidades aproveitam o comunicado ao mercado para reafirmar posição contraa terceirização nas chamadas atividades-fins, como estabeleceu o projeto aprovado na Câmara e que vai a apreciação no Senado.

Segundo ainda as entidades sindicais, “o governo interino tem de estar atento e precisa entender que a terceirização, na forma que é praticada hoje, nada mais é que uma maneira de diminuir direitos. Nas últimas décadas, o crescimento da terceirização resultou em relações de trabalho precarizadas, com aumento das situações de risco e do número de acidentes de trabalho e doenças profissionais, baixos níveis salariais, ampliação das jornadas de trabalho e crescimento da rotatividade da mão de obra”.

Destacam também que um projeto de lei deve garantir proteção social aos trabalhadores e estar assentado na isonomia de direitos, de salário e de tratamento dos terceirizados. E advertem que, “em todas as crises, os oportunistas de plantão levantam a bandeira da reforma trabalhista, apontando a mesma como solução para os problemas da economia e do mundo do trabalho. Não vamos permitir qualquer mudança na legislação trabalhista que retire direitos dos trabalhadores. E qualquer ação de alteração, neste momento, sofrerá uma forte reação do movimento sindical”.

O portal Convergência Digital publica a íntegra da reação das centrais sindicais:

Causou-nos estranheza as declarações do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, publicadas nos meios de comunicações, informando que o atual governo pretende pressionar o Senado pela aprovação do Projeto de Lei sobre a terceirização e sobre uma eventual reforma trabalhista.

É importante ressaltar, no caso da terceirização, que o fundamental é defender a regulamentação dos doze milhões de trabalhadores que, hoje, estão submetidos a uma legislação precária, que os penaliza de forma perversa. Reafirmamos que somos contra a terceirização nas chamadas atividades-fins.

O governo interino tem de estar atento e precisa entender que a terceirização, na forma que é praticada hoje, nada mais é que uma maneira de diminuir direitos. Nas últimas décadas, o crescimento da terceirização resultou em relações de trabalho precarizadas, com aumento das situações de risco e do número de acidentes de trabalho e doenças profissionais, baixos níveis salariais, ampliação das jornadas de trabalho e crescimento da rotatividade da mão de obra.

Um projeto de lei deve garantir proteção social aos trabalhadores e estar assentado na isonomia de direitos, de salário e de tratamento dos terceirizados. Vale destacar que, em todas as crises, os oportunistas de plantão levantam a bandeira da reforma trabalhista, apontando a mesma como solução para os problemas da economia e do mundo do trabalho. Não vamos permitir qualquer mudança na legislação trabalhista que retire direitos dos trabalhadores. E qualquer ação de alteração, neste momento, sofrerá uma forte reação do movimento sindical.

As prioridades do movimento sindical concentram-se na defesa de uma pauta trabalhista baseada na imediata redução da taxa de juros e na implementação de políticas que priorizem a retomada do investimento, do crescimento da economia, a geração de empregos, a redução da desigualdade social, o combate à pobreza e a distribuição de renda.

Antonio Neto

Presidente da CSB

Paulo Pereira da Silva (Paulinho da Força)

Presidente da Força Sindical

Adilson Araújo

Presidente da CTB

Fonte: Convergência Digital – 20/06/2016

Redação On junho - 20 - 2016
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