Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017






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Em carta, Temer diz que setor siderúrgico é vital para desenvolvimento

O presidente em exercício, Michel Temer, afirmou em carta lida durante a abertura do 27º Congresso Brasileiro do Aço, em São Paulo, que o governo não vai descuidar de medidas de apoio à indústria e que o setor siderúrgico é vital para a retomada do desenvolvimento do País.

“Preciso da colaboração de vocês para enfrentar os severos desafios que temos pela frente, entre os quais as medidas de ajuste fiscal e de corte de gastos”, disse Temer, na carta. “Não descuidarei, porém, de medidas de apoio à indústria, principal pilar de sustentação da economia nacional”.

Na carta, Temer manifestou apreço ao setor siderúrgico, dizendo reconhecer a “vital importância” do segmento para a retomada do desenvolvimento do País, “razão pela qual a defesa de seus ideais e suas demandas se inserem em escala de alta prioridade da política governamental”.

O presidente em exercício ainda disse reconhecer que a siderurgia brasileira enfrenta grandes dificuldades de natureza conjuntural e estrutural. “Poderemos, juntos, superar as dificuldades e voltar a ter competitividade no mercado internacional”.

Também na abertura do 27º Congresso Brasileiro do Aço, o primeiro-secretário da Câmara dos Deputados, Beto Mansur, disse ser fundamental que o País tenha medidas importantes para a produção de aço, destacando que uma das principais alternativas para o setor é a exportação.

Durante sua fala, Mansur defendeu a elevação das alíquotas do Reintegra, voltando para o patamar de 3% – atualmente, está em 0,1%. “É uma medida que, ao meu ver, é importante para que a indústria retome o desenvolvimento”.

Fonte: Isto É

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Indústria do aço em agonia

Diretamente afetada pela crise interna e temendo as exportações da China, atividade busca ajuda do governo para se recuperar

Saulo Moreira

Críticas, reclamações e lamentações. A indústria do aço no Brasil, que nos anos 2000 ajudou a dar sustentação ao crescimento da nossa economia, está nas cordas. Em termos de consumo e vendas, voltou a patamares de 2009, vem demitindo milhares de pessoas e enfrenta hoje a pior crise de sua história. E o grande algoz tem nome: China. Ontem, durante a 27ª edição do Congresso Brasileiro do Aço, o setor apresentou uma agenda que, dirigida ao governo interino de Michel Temer, pretende retomar produção, empregos, consumo e, principalmente, exportações.

A crise interna, com retração de todas atividade nos setores que consomem o aço brasileiro, também afeta frontalmente esta indústria. Entre janeiro e março passados, a indústria da transformação acumula queda de 11,7%; construção civil, queda de 17,4%; bens de capital, de 28,8%; setor automotivo, de 27,8% e eletrodomésticos, de 22%. Juntos, estas atividades compram 80% do nosso aço. Além da questão econômica, o setor interno também traz variáveis políticas que produzem incerteza.

Por causa da crise intensa que vive, cinco dos 14 alto fornos que existem no País estão parados. O setor já demitiu 29.740 pessoas entre 2014 e 2015. A previsão é encerrar o primeiro semestre com mais 11,3 mil cortes. Presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo Lopes disse ontem que a indústria adiou investimentos de US$ 2,9 bilhões que faria este ano. Se estes aportes fossem concretizados 9 mil pessoas não teriam perdido o emprego.

Diante de um quadro considerado catastrófico, o segmento já procurou o ministro das Relações Exteriores, José Serra. A ideia é se voltar para mercados externos. Mas é aí que surge o grande obstáculo chinês. Sem regras claras e atuando de forma predatória, repleto de mão de obra barata, a China produz muito, exporta muita e mantém preços bem abaixo do mercado global. E se for considerada uma economia de mercado (hoje é uma economia em transição), as reações à sua política distorcida de preços ficará muito mais difícil. O grande objetivo da indústria siderúrgica brasileira hoje e evitar que o governo brasileiro considere a China uma economia de mercado. Pequeno parêntesis: no início do governo Lula, de olho numa vaga no conselho de segurança da ONU, o governo brasileiro sinalizou que consideraria a China uma economia de mercado. As críticas internacionais foram intensas, a China não apoiou o pleito do Brasil para a ONU e a ideia, para o bem da nossa indústria, não prosperou.

Atualmente, a capacidade mundial de produção de aço é 750 milhões de toneladas.  Deste volume, a China corresponde a 400 milhões de toneladas.  E vai aumentar. A preocupação com a China não é só no Brasil. Tanto que existem mais de 150 acusações de dumping (vender abaixo do custo de produção para prejudicar o concorrente) neste segmento analisadas pela Organização Mundial do Comércio (OMC). O aço é o produto com mais políticas de proteção. Exatamente porque os países temem o gigante asiático. Uma pequena demonstração do poder de fogo da China é seu ritmo de produção. Em 15 dias os chineses fabricam o que o Brasil só consegue produzir em um ano. “Trata-se de um mercado predatório que ameaça não só a indústria siderúrgica, mas toda a indústria nacional”, diz Robson Braga, presidente da Confederação Nacional da Indústria.

Embora as ações para recuperação do setor não tenham sido detalhadas, sabe-se que a agenda entregue ao governo Temer prevê, no curto prazo, mecanismos de incentivo às exportações através do Reintegra, sistema que reduz a carga tributária de empresas exportadoras. No médio e longo prazos, o pleito é “correção de assimetrias competitivas”, que nada mais é que reduzir o chamado custo Brasil, claro, cobrando menos impostos do produtor.

Fonte: JC Online

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IABr revê previsão de queda da produção de aço em 2016 de 1% para 6%

Circe Bonatelli

A crise no mercado interno e o excesso de estoque no mercado internacional levaram o Instituto Aço Brasil (IABr) a reduzir suas projeções para o nível de atividade do setor neste ano. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira, 8, durante entrevista à imprensa.

A nova estimativa para a produção de aço bruto no País em 2016 é de 31,0 milhões de toneladas, o que representa queda de 6,8% em relação a 2015. A projeção anterior, divulgada em fevereiro, era de uma queda mais leve, na ordem de 1,0%.

As vendas no mercado interno devem totalizar 16,3 milhões de toneladas no ano, recuo de 10,0% em relação ao ano passado. A previsão inicial era de baixa de 4,1%.

Já as exportações devem somar 13,0 milhões de toneladas em 2016, baixa de 5,2% em relação a 2015, o que representa uma inversão ante a estimativa anterior, que era de crescimento de 2,3% Em valores, as vendas externas devem atingir US$ 4,7 bilhões, contração de 28,8% na comparação anual. A estimativa feita em fevereiro pelo instituto era de expansão de 3,0%.

O consumo aparente de aço, por sua vez, deve somar 18,2 milhões de toneladas, queda de 14,4%. A previsão inicial era de baixa de 8,8%.

Fonte: Agência Estado

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Indústria do aço reúne boas iniciativas em direção à economia circular

Especialistas no assunto debatem o futuro no 27º. Congresso Brasileiro do Aço, em São Paulo

Um novo modelo de economia, que adote estratégias de longo prazo, gerando riquezas sem aniquilar o meio ambiente, permitindo maior acesso aos bens e aos produtos. Este novo olhar faz parte do conceito da economia circular, uma economia regenerativa e restaurativa por princípio, um novo sistema que elimina a noção de resíduos, mantendo os materiais, sejam eles técnicos ou biológicos, em sua mais alta utilidade e valor o tempo todo, que funciona no longo prazo e em qualquer escala. Este foi o tema do terceiro painel do Congresso Brasileiro do Aço, cuja 27ª. edição acontece hoje (8) e amanhã (9), no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo.

O professor titular do Departamento de Economia da USP, Ricardo Abramovay, foi o conferencista convidado. Participaram também do debate Luísa Santiago, representante da Fundação Ellen MacArthur no Brasil, e Alexandre Fernandes, sócio-fundador da EPEA Brasil.

A indústria brasileira do aço, diante da sua maior crise, tem oportunidades únicas de se transformar rumo à economia circular. De acordo com os palestrantes, isso pode se dar tanto capturando valores perdidos ao longo do processo nos atuais modelos lineares de produção e consumo, como utilizando novas tecnologias para ser um direcionador de mudanças sistêmicas para a economia circular, dado que é responsável pela colocação de materiais básicos na economia.

“A indústria precisa se reinventar e a humanidade vai precisar cada vez mais de metais para atender suas necessidades básicas até 2100. E o aço pode tirar vantagem disso com inovação”, salienta Abramovay.

Um exemplo citado é o da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), primeira a aderir à rede de economia circular da Fundação Ellen MacArthur, se comprometendo a avançar em práticas sustentáveis.

A representante no Brasil da Ellen MacArthur comentou a experiência nacional na economia circular e seu potencial:

“É inegável pensar que um novo modelo de economia que seja regenerativa em um país como no Brasil precisa endereçar questões sociais que são grandes desafios resultantes da nossa trajetória de desenvolvimento linear e concentrador, como a alta desigualdade socioeconômica. O que se observa é que a economia brasileira tem particularidades que representam grandes oportunidades de negócios lucrativos e inclusivos dentro dos princípios da regeneração e da restauração, com vários casos já sendo observados em diferentes indústrias”, destaca Luísa Santiago.

Vantagem ou aumento de custos – Alexandre Fernandes comentou: “Sustentabilidade é uma vantagem, sem dúvida. A economia circular pode e deve ser o discurso que está faltando para aumentar o mercado do aço brasileiro no país e no mundo. Já que o metal, dado à sua alta capacidade de reaproveitamento, é o melhor substituto a outros produtos ainda utilizados em diversas cadeias da indústria de transformação”.

Fonte: Agência IN

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Novo presidente da Usiminas descarta recuperação judicial

Símbolo da siderurgia nacional, a Usiminas acelera ações para tentar sair da crise societária e de gestão em que se encontra há quase dois anos. O novo presidente da empresa, o engenheiro Sérgio Leite, no cargo há apenas duas semanas, criou um grupo de “altos profissionais” para priorizar medidas de reestruturação e recuperar a sustentabilidade do grupo que, até março, acumulava sete trimestres de prejuízos consecutivos.

Em sua primeira entrevista após assumir o posto, Leite afirma que nos próximos 30 dias será concluído o processo de aumento de capital de R$ 1 bilhão do grupo. O aporte, segundo ele, será suficiente para que a empresa pare de queimar seu caixa e comece a gerar resultados positivos. A renegociação das dívidas, de quase R$ 8 bilhões, deve ser concluída no prazo de 120 dias dado à Usiminas em meados de março.

A escolha de Leite é contestada pelo grupo japonês Nippon, mas teve o apoio do ítalo-argentino Ternium. Os dois são os maiores sócios da companhia. Com essas ações, o grupo afasta qualquer risco de recorrer à recuperação judicial, conforme chegou a ser avaliado no início do ano. “Esse tema está descartado, não existe essa preocupação, nem esse risco”, afirma Leite. “A Usiminas está rigorosamente em dia com todos os seus compromissos financeiros, junto a fornecedores etc.”

As ações desenvolvidas para recuperar a empresa – que já foi dona de metade do mercado brasileiro de aços planos, e hoje detém pouco mais de 30% – passam pela reestruturação de áreas e processos, redução de custos, aumento de receita, melhora da oferta de produtos mais nobres e ampliação das exportações para contrapor a queda nas vendas internas.

“A diretoria está focada no sentido de capacitar a empresa a enfrentar uma nova realidade de mercado, ser sustentável e construir seu presente e futuro”, informa. “Evidentemente o objetivo é reduzir o tamanho da estrutura, para torná-la menos complexa e mais leve”, diz Leite, que não descarta novos cortes de pessoal.

Já o fechamento de unidades produtivas, a exemplo do que ocorreu no início do ano com a produção primária de Cubatão (SP), não está nos planos no momento. O grupo chegou a empregar mais de 25 mil funcionários, mas, só com a suspensão das atividades de gusa e aço em Cubatão, cerca de 3 mil trabalhadores foram dispensados. Se ocorrerem novos cortes, serão priorizados o pessoal que está perto da aposentadoria, quem deseja deixar a empresa e, em último caso, haverá programas de incentivo.

“Procuramos formas de minimizar o impacto (de possíveis cortes), mas não podemos deixar de enfrentar a realidade.” Após três reajustes seguidos no preço do aço aos distribuidores, em abril (10%), maio (12%) e junho (10%), Leite descarta novos aumentos no curto prazo. “Com esse aumento de junho, estamos em equilíbrio com o mercado internacional.”

A busca mais intensa pelo mercado internacional, que hoje fica com 15% a 25% da produção nacional, será feita basicamente nos mercados onde a companhia já atua, como América Latina (especialmente Argentina, México e Colômbia), Estados Unidos e Europa.

Uma ação mais organizada para conquistar mercados externos está sendo feita em conjunto com o Instituto Aço Brasil (IABr). A entidade tenta apoio e incentivo do novo governo federal. Uma das propostas é elevar as alíquotas do Reintegra, programa que garante às empresas um ressarcimento pelos resíduos tributários existentes nas exportações. A alíquota, que era de 3%, está em 0,1%, “mas o ponto que achamos razoável é no patamar de 5%”, ressalta o presidente da Usiminas.

Nesta quarta-feira, 8, Leite falará na abertura da 27ª edição do Congresso Brasileiro do Aço, em São Paulo, e pretende destacar a situação do setor no País e no mundo. Ele lembra que setor atravessa momento delicado. Em nível global, há um excesso de capacidade mundial de 700 milhões de toneladas do produto e a dificuldade de competir com a China.

No Brasil, a crise reduz ainda mais a participação da indústria de transformação no PIB. Só as vendas da Usiminas caíram 20% no primeiro trimestre em relação a igual período de 2015. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (Reuters)

Fonte: Mining.com

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Vallourec, que faz tubos, foca no Oriente Médio

O Oriente Médio é atualmente o maior destino das exportações da Vallourec Tubos do Brasil e também se tornou a região com as melhores perspectivas de investimento em petróleo e gás, grande consumidor de tubos, segundo disse o presidente da companhia, Alexandre Lyra.

Em entrevista coletiva após participação no 27º Congresso Brasileiro do Aço, evento no qual assumiu o cargo de presidente do conselho do Instituto Aço Brasil, o executivo afirmou que a queda dos preços do petróleo minou projetos no xisto dos Estados Unidos, no Golfo do México e no Mar do Norte, principalmente.

Quanto ao Brasil, Lyra afirmou que a recessão econômica que o país enfrenta também pesa sobre as decisões de investir ou não em novos poços de petróleo, o que ajudou a derrubar a demanda local pelos produtos da empresa. A francesa Vallourec é fabricantes de tubos de aço sem costura.

A empresa opera duas unidades produtivas no país, em Belo Horizonte e em Jeceaba, no Estado de Minas Gerais. A fábrica na capital mineira abafou em abril seu único alto-forno e, no âmbito da reorganização dos negócios do grupo francês, vai focar mais no mercado interno. Jeceaba exporta toda sua produção.

“Mas hoje também vendemos parte da produção em Belo Horizonte ao exterior”, disse o executivo. “De 15% a 20% é exportado. Mas olhamos caso a caso para decidir sobre as exportações e não comercializamos com margem negativa, com o objetivo de evitar a queima de caixa”, afirmou. Segundo ele, hoje as empresas têm negociar no exterior “ao lado da controladoria”, pra evitar margens negativas.

Além do Oriente Médio, a Europa também vai ganhar espaço como destino da empresa a partir do ano que vem. Após o fechamento de unidades na França, a laminação passará a ser realizada em Jeceaba, com o acabamento finalizado no mercado francês.

A reorganização operacional no Brasil, lembrou Lyra, levará ao desligamento do alto-forno restante e da aciaria em Belo Horizonte até 2018. A laminação e parte do acabamento vão permanecer.

Valor Econômico – 09/06/2016

Redação On junho - 9 - 2016
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