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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017






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Vale monitora emissões de gases do efeito estufa dos fornecedores

A Vale recebeu, em 2015, o maior número de inventários de Gases do Efeito Estufa (GEE) de fornecedores no Brasil e no exterior desde que passou a exigir a apresentação do documento em cláusula contratual há quatro anos. Foram entregues 110 relatórios de empresas, que, juntas, responderam por 35% do volume de compras efetuado pela Vale no ano passado – um total de US$ 13 bilhões [1]. Considerando apenas os inventários de fornecedores incluídos em categorias críticas, com grande emissão de CO2 equivalente [2], este percentual sobe para 44% do total do volume de compras. A informação faz parte do Relatório de Sustentabilidade 2015​, que está sendo divulgado hoje no site da empresa (www.vale.com). De acordo com o documento, no ano passado, foram aplicados US$ 800,1 milhões em sustentabilidade, sendo 71% em ações ambientais e 29% na área social.

​​O monitoramento das emissões de fornecedores acontece desde 2012, quando a Vale criou o Programa de Emissão de Gases do Efeito Estufa na Cadeia de Valor e passou a exigir a apresentação de inventário de GEE em cláusula contratual padrão. A empresa também tem uma meta de reduzir 5% de suas emissões diretas globais de GEE em 2020. Embora não tenha impacto na meta carbono da empresa, pois são emissões na cadeia de valor, o trabalho que tem como objetivo conscientizar os fornecedores para a questão das mudanças climáticas [3].
O número de inventários recebidos em 2015 representa um crescimento de 380% se comparado ao primeiro ano do programa, quando foram entregues 23 inventários. Do total de documentos apresentados no ano passado, 33% foram verificados por auditoria externa, 48% estão disponíveis ao público e 86% seguem a metodologia do Registro Público de Emissões, do Programa Brasileiro GHG Protocol, que visa promover a gestão voluntária de GEE pelas empresas no país. No Brasil, além do GHG Protocol, o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) também faz monitoramento corporativo de emissões. Na comparação com as duas instituições, a Vale só fica atrás do Registro Público de Emissões, que, em 2015, recebeu 132 relatórios. O CEBDS registrou 14 documentos.
Com o objetivo de promover e incentivar o maior engajamento de sua cadeia de valor, a Vale também realiza treinamento de fornecedores na gestão, mensuração e elaboração de inventários de emissões. Embora a exigência contratual da apresentação de inventário de emissões tenha entrado em vigor em 2012, a primeira turma de fornecedores a ser capacitada na ferramenta de monitoramento de GEE ocorreu um ano antes, em 2011. Em cinco anos foram treinados 216 fornecedores em todo o mundo. Em 2015, passaram pela capacitação 13 empresas de Parauapebas, município no Sudeste do Pará onde está localizada a maior operação de minério de ferro da Vale, o Complexo Minerador de Carajás. “O objetivo é sensibilizar nossos parceiros a abraçarem a causa. Hoje, somos pioneiros em ações dessa natureza no Brasil e queremos nos tornar uma referência institucional no tema”, afirma Luiz Scavarda, gerente de Inteligência e Desenvolvimento de Fornecedores.
GEE na Vale
Além do Programa de Gestão de Emissão de Gases do Efeito Estufa na Cadeia de Valor, a Vale figura entre as empresas mais transparentes em relação às suas práticas de gestão em mudanças climáticas, de acordo com o Carbon Disclosure Project. O CDP é uma organização internacional de classificação de empresas com base em riscos e oportunidades relacionados com a mudança do clima. A Vale é a segunda companhia mais bem pontuada no Brasil no CDLI, o índice de transparência do CDP.
Em 2012, a empresa assumiu, voluntariamente, a meta de reduzir 5% de suas emissões diretas globais de GEE em 2020. A meta considera a diferença entre emissões evitadas ou reduzidas com a estimativa de emissões reais em 2020, caso a empresa não tomasse nenhuma iniciativa. Para tanto, a Vale aposta na adoção de projetos de eficiência energética e no uso de novas tecnologias em suas operações no Brasil e no mundo.
Uma dessas novas tecnologias consideradas pela empresa em sua meta de redução de emissões é o sistema truckless, que será usado no projeto S11D, no Sudeste do Pará. O S11D é o maior projeto da história da Vale e vai agregar 90 milhões de minério de ferro por ano à produção da empresa. O truckless consiste em um conjunto de estruturas composto por escavadeiras e britadores móveis interligados por correias transportadoras, que vão substituir os tradicionais caminhões fora de estrada, comuns na mineração. No caso específico do S11D, seriam necessários 100 caminhões fora de estrada de 240 toneladas de capacidade para realizar o trabalho dentro da mina. Com o sistema truckless, além de um corte de 70% no consumo de diesel, a Vale terá uma redução anual de, no mínimo, 50% das emissões de GEE, o que significa cerca de 130 mil toneladas de CO2 equivalente que deixarão de ser emitidas.
Além disso, o S11D foi concebido a partir de uma rota de processamento desenvolvido pela Vale e que permitirá reduzir em 93% o consumo de água, equivalente ao abastecimento de uma cidade de 400 mil habitantes. Já utilizado em algumas plantas de Carajás, o beneficiamento à umidade natural – ou a seco, como também é conhecido – vai diminuir o consumo mensal de água para 110 mil metros cúbicos contra quase 1,7 milhão de metros cúbicos por mês em uma planta a úmido.
Com o truckless, a Vale reduzirá anualmente, no mínimo, 50% de suas emissões de GEE. Foto: Arquivo Vale
Outros destaques do Relatório de Sustentabilidade 2015
– Foram aplicados US$ 800,1 milhões em sustentabilidade, sendo 71% em ações ambientais e 29% na área social.
– Do total de dispêndios ambientais, US$ 161 milhões foram aplicados em recursos hídricos e US$ 132,4 em emissões atmosféricas.
– Foram aplicados US$ 228 milhões em ações sociais nas localidades de atuação da Vale.  Desse total, US$ 28,7 milhões foram destinados às comunidades tradicionais e aos povos indígenas; US$ 43,1 milhões à educação; e US$ 61,8 milhões à infraestrutura urbana e mobilidade, dos quais US$ 34,6 milhões executados na construção de viadutos que oferecem maior segurança às comunidades vizinhas das ferrovias.
– A Vale doou, em 2015, US$ 14,8 milhões para a Fundação Vale, que atua na busca de avanços socioeconômicos nos territórios onde a Vale está presente por meio de ações e programas estruturantes. Um exemplo disso é o Programa de Apoio à Geração e Incremento de Renda (Agir) que beneficia, indiretamente, 2.300 pessoas. Além disso, só no ano passado, 60 negócios sociais e criativos foram incubados em 17 municípios do Pará, Maranhão, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro, segundo dados do Relatório de Atividades da Fundação Vale 2015, disponível aqui​
– A empresa aumentou em 8% o percentual de reúso de água em suas operações, passando de 76% para 82%. Em relação ao ano passado, a Vale reduziu a captação de água em fontes naturais em 1,8 milhão de m3.
– A Vale reduziu suas emissões diretas em cerca de 1 milhão de tCO2e, implantou oito projetos e manteve 18 em andamento.
– 5% é o aumento da participação de energia renovável na matriz de consumo energético da Vale nos últimos três anos.
– Com as atividades do Fundo Vale, a empresa ajudou a manter a proteção e o uso sustentável de 279 mil km2 de áreas naturais. Além disso, a Vale protege 8,2 mil km2 de áreas naturais, o que representa quase 5,3 vezes mais que a soma das áreas de suas unidades operacionais. A iniciativa favorece o equilíbrio ambiental e a conservação dos recursos naturais e serviços ecossistêmicos.
– US$ 254 milhões foram liberados em financiamentos e créditos para capacitação de fornecedores.
– O índice de contratação local foi de 72%, 8% acima do registrado em 2014.
– A Vale intensificou o programa de Agentes Educacionais, que visa à capacitação do empregado que tem um conhecimento valioso em sua área, a atuar como educador, multiplicador ou facilitador interno. Ao final de 2015 havia 1.850 agentes atuantes na Vale, responsáveis por conduzir 1.362 ações de desenvolvimento no ano.
– A empresa ofertou ainda turmas de mestrado e especialização em Logística e Mineração para 124 empregados no Brasil e em Moçambique.
– Foi intensificada a capacitação de profissionais em funções corporativas nas áreas de Finanças, Suprimentos, Tecnologia da Informação e Recursos Humanos, por meio do modelo de academias de negócios. Foram 2.482 participações em treinamentos presenciais e virtuais.
Sobre o relatório
A Vale publica seu Relatório de Sustentabilidade sob o modelo da Global Reporting Iniciative (GRI), e adota, pela primeira vez, a versão G4, em sua integralidade, na opção Abrangente. Constam ainda no relato os indicadores do Suplemento Setorial de Mineração e Metais, assim como referência aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e ao Pacto Global, da Organização das Nações Unidas (ONU) [4]. Todos os indicadores materiais estão sinalizados no relatório.
O documento contempla os principais temas da empresa referentes à Governança Interna e Externa, Perspectivas do Negócio, Relação com as Pessoas e Relação com o Meio Ambiente e as Mudanças Climáticas, além de informações relativas ao acidente com a barragem de Fundão, em Mariana, em 5 de novembro de 2015. Desde o primeiro momento, a Vale está empenhada em apoiar a Samarco no atendimento às pessoas afetadas e em todos os esforços necessários para minimizar os impactos no meio ambiente.
Fonte: Mining.com
Redação On junho - 7 - 2016
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