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Tera-feira, 21 de Novembro de 2017






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Copom deve manter Selic

A diretoria do Banco Central (BC) começa amanhã a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) presidida por Alexandre Tombini. No mercado é dado como certo que a taxa básica de juros (Selic), de 14,25% ao ano, será mantida. E, com Ilan Goldfajn, nome escolhido para o comando da instituição, a flexibilização da política monetária deve começar no mês que vem. A única dúvida dos analistas é se a inflação dará trégua.

Na opinião do economista Mário Mesquista, diretor do Banco Brasil Plural, como a carestia corrente continua elevada, não há possibilidade de flexibilização da política monetária por ora. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,86% em maio e nos últimos 12 meses cravou elevação de 9,62%. “Por enquanto a nossa expectativa é de que o ciclo de afrouxamento começará em julho com corte de 0,25 ponto percentual e a Selic terminará 2016 em 12,5% ao ano”, projeta.

Sabatina amanhã

Mesquita afirma que a sabatina de Goldfajn, que será realizada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal também amanhã, será ainda mais importante que a reunião do Copom, porque o indicado pode dar sinais de como será sua gestão. Isso pode afetar as projeções do mercado, na avaliação de Mesquita.

O diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, Octavio de Barros, explica que, desde a última reunião, as variáveis econômicas analisadas pelos membros do Copom apresentaram dinâmicas divergentes. Enquanto a inflação corrente se mostrou um pouco mais pressionada do que o esperado, as expectativas nos 12 meses à frente continuaram cedendo.

Barros comenta que, quando tenta replicar o modelo econométrico usado pela autoridade monetária, o resultado aponta estabilidade para as projeções de alta de preços. O diretor do Bradesco afirma que, para 2016, esse cálculo continua sugerindo alta dos preços de 6,5%, enquanto para 2017 a projeção passa de 4,7% para 4,6% na reunião de amanhã, o que sugere manutenção da taxa.

Para o economista-chefe da INVX Global Partners, Eduardo Velho, não haverá surpresa na próxima reunião do Copom, com a Selic mantida. Segundo ele, com a trajetória de queda da inflação, há espaço para autoridade monetária iniciar o ciclo de queda de juros em julho. Ele explica que o cenário externo está mais favorável para o BC iniciar a queda de Selic já que o Federal Reserve (Fed) não deve aumentar os juros a curto prazo.

Correio Braziliense – 06/06/2016

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Empresários temem que alta de gasto público leve a aumento de impostos

Os empresários continuam receosos com a trajetória das contas públicas, principalmente após o reajuste de algumas categorias de servidores aprovado na última semana pela Câmara dos Deputados.

Segundo eles, a medida pode encorajar outros encaminhamentos de propostas de elevação de gastos, abrindo espaço, dessa forma, para alta ou criação de tributo.

“A aprovação de reajuste para servidores é mais uma demonstração de que os cortes nas despesas públicas não estão ocorrendo”, critica Adriano Gomes, sócio-fundador da consultoria empresarial Méthode Consultoria.

“Na medida em que não há contenção de gasto, a interpretação é automática: significa que, daqui algum tempo, o governo vai dizer que a única saída, portanto, é o aumento ou a criação de imposto”, acrescenta. “Na conversa com outros empresários, nota-se que a aprovação da Câmara e o apoio do governo à medida foi uma péssima sinalização.”

Gomes argumenta ainda que os últimos pronunciamentos do presidente interino Michel Temer e ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, têm mostrado que a elevação de tributos não está descartada. “Ficou mais claro nos últimos dias que a CPMF [Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira] pode voltar. Isso é ruim, porque esse tributo atinge todas as cadeias de produção”, afirma.

Trajetória ‘explosiva’

Fábio Pina, assessor econômico da Federação do Comércio do Estado de São Paulo, concorda que a aprovação do reajuste na Câmara foi um “mal sinal” para o mercado e que coloca em risco a “trajetória explosiva das contas públicas”.

No entanto, ele relativiza o fato de acordo com o momento político atual. “Uma análise que não seja inocente requer entender que, por ainda não ter sido definitivamente empossado, o Temer precisa tomar decisões mais políticas do que técnicas. Nesse momento, ele não pode desagradar o Congresso. Senão, ele não fica no governo até o final deste mês”, considera Pina.

O assessor econômico da FecomercioSP diz ainda que o teto para o gasto público, se aprovado, pode ajudar a conter a expansão das despesas com o funcionalismo público.

As propostas de reajuste, que ainda passarão pelo Senado Federal, atingem os poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, a Procuradoria Geral da República, além de militares.

Só para os servidores do Judiciário, por exemplo, a correção vai variar entre 16,5% e 41,47%. Já os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) podem ter aumento de 16,38%, com o salário passando dos atuais R$ 33.763 para R$ 39.293,38. Todos os reajustes dos servidores serão escalonados até 2019, com impacto de R$ 53 bilhões. Temer defendeu a medida durante a semana passada, dizendo que os recursos para a realização dos aumentos estão previstos no Orçamento da União.

“Os seus percentuais são razoáveis e esse gasto será feito ao longo dos próximos três anos. Fica resolvido em todo meu governo”, afirmou Temer.

Dentro do pacote de reajuste, também está prevista a elevação dos subsídios pagos aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao procurador-geral da República (PGR). Com a medida, os vencimentos dos ministros do Supremo podem passar de R$ 33.763,00 para R$ 39.293,38. Já no caso do PGR, o vencimento de R$ 33.763,00 passa para uma cifra de R$ 36.813,88 em junho de 2016 e para R$ 39.293,38 em janeiro do próximo ano.

Mais cargos

Após notícias de que o governo teria criou 14.419 novos cargos federais, o Ministério do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão veio a público na sexta-feira, afirmando que “não houve criação de novos postos” na administração federal, “que gerasse aumento de despesas”. “O que houve foi a compensação com a extinção de outros cargos equivalentes”, disse o órgão.

Segundo o órgão, o Projeto de Lei 4.253 2015, em seu artigo 149, é “claríssimo”: “A criação de cargos ocorrerá sem aumento de despesa, pela compensação entre os valores correspondentes à totalidade da remuneração dos cargos vagos extintos e os valores correspondentes à totalidade da remuneração dos cargos e das funções criadas”, acrescentou.

DCI – 06/06/2016

Redação On junho - 6 - 2016
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