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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017






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Ibiporã lança programa de logística reversa de resíduos perigosos

O Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) e a Administração Municipal lançam nesta sexta-feira (3), às 9h, no Auditório do Samae, o programa “Ibiporã Devolve”, em cumprimento à lei 2.799/2015, que institui o Programa Municipal de Logística Reversa de Resíduos Sólidos Especiais e Perigosos para Pequenos Geradores.

O objetivo é organizar a logística reversa (instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada) de resíduos sólidos especiais e perigosos, os quais não podem ser misturados à coleta diária.

“Resíduos como pilhas, baterias, lâmpadas, embalagens de tintas e solventes, bitucas de cigarro e medicamentos vencidos não podem ser colocados à disposição para coleta pública pois, devido às suas características (presença de metais pesados, como chumbo e mercúrio), podem causar graves danos à saúde, como anemia, câncer, lesão renal e cerebral, fibrose pulmonar, e ao meio ambiente, contaminação da água, solo e ar, se descartados incorretamente”, alerta o coordenador do programa e diretor de Limpeza Pública do Samae, Miguel Gardini.

Como a lei prevê a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, o Samae, autarquia responsável pelos serviços públicos de água, esgoto, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, será a responsável por articular o modal de coleta, transporte e destinação final destes resíduos produzidos por pequenos geradores.

Na prática, o Samae oferecerá ao pequeno gerador alternativas para acondicionar adequadamente e de forma diferenciada os resíduos sólidos especiais e perigosos. “Serão disponibilizadas embalagens de papelão dupla onda, resistente a impactos, de cinco diferentes tamanhos cujos valores variam de R$10,00 a R$30,00 (já inclusos todos os custos). O cidadão colocará na embalagem, respeitando a capacidade de armazenamento de cada tipo os seguintes resíduos: pilhas e baterias; eletroeletrônicos de uso doméstico, com exceção da linha branca; lâmpadas de até 1,23 cm de comprimento; embalagens de tintas e solventes de até 18 litros; óleos e gorduras de origem vegetal e animal; extintores de incêndio de até 6 kg; medicamentos vencidos, desde que não perfuro-cortantes; reatores de luminárias; bitucas de cigarro;chapas de raio-x. Depois de cheia e bem fechada a embalagem “Ibiporã Devolve” o cidadão ligará no Samae, este enviará um servidor para realizar a coleta no endereço ou ele próprio poderá entregar na recepção da autarquia”, explica Gardini.

O coordenador do programa acrescenta que após a coleta e posterior triagem dos residuos, será emitido um certificado pelo Samae onde constará a quantidade, composição e forma de destinação que será dado ao resíduo. “A certificação é uma garantia de que quando o cidadão coloca nas mãos do Samae os resíduos, estes serão destinados de forma correta e ambientalmente adequada, resguardando o meio ambiente como um todo; além de assegurar documentação necessária ao bom desempenho do seu ramo de atividade, garante ainda segurança jurídica a empresas pequenas geradoras”, argumenta o coordenador.

Para conscientizar sobre a responsabilidade de cada um na logística reversa, o Samae desenvolveu uma identidade visual para o programa e materiais de divulgação como panfletos, banners e cartazes a serem afixados em locais de grande movimentação e um manual de orientação para pequenos geradores. Dentre as ações de educação ambiental estão a realização de palestras em escolas e indústrias. Os comerciantes destes tipos de resíduos serão orientados para que disponibilizem em seu estabelecimento um Ponto de Entrega Voluntária (PEV) e informem seus clientes sobre o programa. “Ibiporã é pioneira e referência na gestão de resíduos sólidos, com um sistema completo de coletiva seletiva que conta com a colaboração da população ao separar rejeitos e recicláveis dos orgânicos. A concretização deste programa, inédito no país, mostra a preocupação da Administração Municipal com o desenvolvimento sustentável do município, pois possibilita a reutilização e redução no consumo de matérias-primas”, conclui Gardini.

O evento integra a Semana Mundial do Meio Ambiente, comemorada entre os dias 30 de maio e 5 de junho.

Bonde – 03/06/2016

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Fabricante de vidros amplia uso de cacos na produção

A Owens Illinois (O-I), maior fabricante de embalagens de vidro do mundo, vem trabalhando para ampliar o uso de cacos na sua produção. Em 2014, a utilização de restos representou 22% de sua matéria-prima, em 2015 foram 23,9%, incremento de 1,3%.

Como o vidro é 100% reciclável, os cacos utilizados no processo de fabricação são totalmente aproveitados, resultando em embalagens novas com as mesmas características de qualidade das produzidas a partir de matérias-primas virgens (areia, barrilha, calcário e feldspato). Segundo a coordenadora de sustentabilidade da O-I, Lúcia Moreira, o incremento de cacos na produção evita a extração de matérias-primas, e favorece o aumento da vida útil dos aterros sanitários, pelo não descarte das embalagens nesses locais.

“Cada quilo de cacos utilizados na produção de novas embalagens substitui o equivalente a 1,2 quilo de matérias-primas virgens, proporcionando ganhos na economia de recursos naturais”, apontou. Segundo dados da Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro), são produzidos no Brasil aproximadamente 1 milhão e 800 mil toneladas de embalagens de vidro, mas apenas 47% são destinados para a reciclagem. Em 1991, o cenário era ainda pior, apenas 15% de toda a produção era reciclada.

Redução de custos

Com o incremento de resíduos na produção, a fabricante conseguiu reduzir mais de 65% das emissões de gás carbônico e em até 50% o consumo de energia por embalagem. Moreira explicou que a utilização dos cacos facilita a fusão dos elementos que formam o vidro, demorando menos tempo para que a embalagem tome forma, por isso a indústria vem apresentando economia no processo. “A cada 10% de cacos colocados no forno diminui-se em até 4% o consumo de energia elétrica utilizada e em 5% a emissão de gás carbônico, em comparação com a produção de embalagens a partir de matérias-primas virgens”, disse o consultor de reciclagem da Abividro, Stephen David.

Um estudo da O-I (O-I: A Avaliação Completa do Ciclo de Vida), que mediu as emissões de carbono, atestou que as embalagens de vidro têm uma pegada menor do que as de plástico (PET) e, na maior parte do mundo, menor do que as de alumínio.

Desafios

O alto custo do transporte, o baixo volume coletado por catadores e cooperativas, a informalidade do mercado de sucata e a qualidade do vidro abaixo dos padrões necessários para o seu reaproveitamento são alguns desafios que a indústria enfrenta na reciclagem do vidro. Segundo David, a maior dificuldade do setor está ligada à gestão de grandes distâncias. “É difícil fazer com que as embalagens, que estão espalhadas por todo o País, retornem para as fábricas a um custo razoável”, disse.

Moreira comentou que a logística reversa do material é, muitas vezes, mais dispendiosa do que a compra de matérias-primas virgens.

O projeto Glass is Good, ação da Diageo, multinacional do mercado de bebidas, em parceria com a O-I surgiu para suprir estes entraves da indústria vidreira. A iniciativa acontece em São Paulo, Recife, Fortaleza e Campinas. “As cooperativas coletam as embalagens em bares e restaurantes, separam por cor, retiram as impurezas, e encaminham o material para nossas unidades fabris”, explicou Moreira. A iniciativa já firmou parceria com 146 estabelecimentos e atingiu a marca de 9 mil toneladas de vidro reciclado, o equivalente a cerca de 18 milhões de garrafas de 1 litro. Só em São Paulo, são recicladas 224 toneladas vidros/mês, o que corresponde a 1,5% de todo resíduo sólido urbano da capital.

DCI – 03/06/2016

Redação On junho - 3 - 2016
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