Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Tera-feira, 26 de Setembro de 2017






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Brasil quer limitar Venezuela no Mercosul

O governo brasileiro discute a possibilidade de impedir que a Venezuela assuma a presidência pro-tempore do Mercosul no final deste mês, para evitar fortalecer o governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse à Reuters uma fonte do Palácio do Planalto. Ainda não há uma definição das ações, nem houve um debate do bloco sobre o tema, “mas há uma disposição no governo Temer”, diz a fonte.

Abinee/DCI – 03/06/2016

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Serra sinaliza distanciamento das negociações na OMC

O ministro das Relações Exteriores, José Serra, sinalizou um possível distanciamento do Brasil nas negociações com a Organização Mundial do Comércio (OMC), se as demandas por um maior equilíbrio nas relações comerciais não avançarem. Ao discursar durante um encontro ministerial da OMC, realizado paralelamente à reunião da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Serra praticamente condicionou a permanência do Brasil nas negociações da OMC aos seus resultados:

— Com um padrão de comércio geograficamente bem distribuído, o Brasil naturalmente valoriza a OMC, mas a experiência dos últimos dez anos não tem sido recompensadora. Não temos sido capazes de ajustar a assimetria em setores econômicos e ao acesso entre produtos agrícolas e industriais. Não temos sido capazes de dar continuidade às preocupações dos países em desenvolvimento para facilitar sua crescente participação no comércio internacional.

CRÍTICA À ‘PARALISIA’ NA OMC
Criticando a falta de resultados na rodada de negociações, ele disse que o país está disposto a novos tipos de tentativas, enquanto os temas que considera importantes “continuarem sobre a mesa”.

— No mundo de hoje, acordos comerciais assumem uma diversidade de formatos e originam muitos fóruns. O Brasil vai também seguir este caminho, e permanecerá engajado nas negociações da OMC se elas avançarem — disse.

Serra elogiou o recente acordo que proibiu subsídios para a exportação de produtos agrícolas, o que “impediu a total perda de credibilidade do pilar de negociações da OMC”. Porém, ponderou que a capacidade da OMC em se manter como um fórum de negociação significativo ainda está em questão.

O ministro cobrou um “avanço sério” na questão dos subsídios domésticos na agricultura, pela definição de uma agenda progressiva de mudanças, “etapa por etapa”, para eliminar as distorções. O que o Brasil não pode ter hoje na OMC é “paralisia”, defendeu, sugerindo uma maior exigência por resultados nos encontros ministeriais realizados a cada dois anos, em vez de se apostar tudo nas grandes rodadas comerciais, como Doha.

Serra defendeu que o Brasil cumpriu seu papel econômico após a crise de 2008, e que é preciso que os países avançados façam agora a sua parte.
— É importante que nossos parceiros agora permaneçam abertos ao comércio e, como foi recomendado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), importantes economias usem o espaço disponível para estimular a demanda. Reequilíbrio não pode ocorrer em uma só via — alertou.

A próxima conferência ministerial da OMC ocorrerá no fim de 2017, e a Argentina foi o primeiro país a se candidatar como sede do encontro.

AZEVÊDO VÊ SINTONIA
O diretor-geral da OMC, o brasileiro Roberto Azevêdo, afirmou que, apesar do tom crítico, o discurso proferido por Serra na reunião “abre portas para muitas negociações”, incluindo o campo multilateral. Azevêdo disse ter conversado com Serra antes da reunião, da qual participaram cerca de 20 ministros dos países mais importantes associados ao organismo internacional. Relatou ter ouvido do chanceler que o Brasil tem grande interesse pelas conversas na OMC e que continuará dando apoio ao sistema multilateral, embora também vá procurar outros caminhos.

— Foi o que eu sempre disse: o país tem de ser pragmático, andar com sua agenda comercial aonde for possível, em todas as frentes. Estamos na mesma página. Ficou claro que o Brasil está pronto para explorar tudo isso em vários formatos de negociações: multilaterais, plurilaterais e mesmo acordos bilaterais fora da OMC — afirmou.

Serra nomeou o embaixador Evandro Didonet para a chefia da delegação brasileira em Genebra (Suíça), sede da OMC. Didonet assume o cargo no lugar de Marcos Galvão, que foi convidado pelo ministro para ocupar a secretaria geral do Ministério das Relações Exteriores.

Abinee/O Globo – 03/06/2016

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Construtora chinesa avalia ativos de infraestrutura no Brasil, diz diretor

Johannes Eisele

A construtora chinesa CGGC estuda entrar em negócios no setor de infraestrutura do Brasil, onde já abriu um escritório, com interesse em aquisições de ativos existentes, desenvolvimento de projetos de concessões, parcerias público-privadas ou realização de obras, afirmou à Reuters um executivo da empresa no país.

“Nosso foco não é somente setor de energia, também cobre o setor de saneamento, logístico etc… a CGGC está entrando no Brasil como investidora e construtora, queremos buscar os parceiros brasileiros para fazer negócio juntos”, disse o diretor-geral da companhia no país, Lucas Fan.

A estatal chinesa, que foi citada por fontes como uma das interessadas em entrar no bloco de controle da companhia de energias renováveis Renova Energia, também quer investir no setor elétrico do Brasil, mas não avalia o negócio neste momento, afirmou o executivo, ao responder por e-mail questionamentos da Reuters sobre o assunto.

“Nesse momento, estamos estudando alguns ativos, mas posso dizer que não é energia renovável. Também temos interesse na Renova, mas agora não estamos olhando.”

A estatal CGGC foi fundada na China em 1970 e atua na concepção, construção e operação de projetos nas áreas de saneamento, energia hidrelétrica, termelétrica, nuclear e eólica, além de transmissão de energia, rodovias, pontes e outras atividades.

Segundo informações de seu site, a CGGC possui negócios em mais de cem países e é “uma das mais competitivas companhias listadas (da China)… com capacidade muito forte de financiamento”.

O Brasil tem nas áreas de interesse da CGGC —logística e infraestrutura— alguns de seus principais gargalos para a expansão econômica.

Um dos setores que tem atraído maior participação de chineses nos últimos anos é o de energia, no qual companhias como a State Grid e a China Three Gorges (CTG) têm tido movimentos fortes, com investimentos bilionários.

Em evento recente em São Paulo, o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, Charles Tang, disse que o Brasil é visto pelos chineses neste momento como um país que dá bons retornos, devido aos baixos preços dos ativos em meio à crise econômica e política.

Fonte: Folha de São Paulo

Redação On junho - 3 - 2016
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