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Tera-feira, 26 de Setembro de 2017






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Crise atinge todos os níveis da cadeia de autopeças e ameaça até a produção

O mercado de autopeças vive uma de suas piores crises. A queda das vendas de veículos afeta empresas de todos os portes, mas a recessão econômica ameaça o fluxo de produção dos próprios fornecedores da cadeia automotiva.

 A alemã Freudenberg, que tem no setor automotivo sua maior receita, relata as dificuldades de alguns de seus fornecedores para garantir as entregas de insumos, principalmente diante da falta de capital de giro.

“Com a queda vertiginosa da demanda, muitos fornecedores da base não estão resistindo. Tivemos até que ajudar algumas empresas financeiramente para nos entregar os pedidos”, afirma o presidente da Freudenberg-NOK, George Rugitsky.

O executivo conta que o setor de compras da divisão tem trabalhado fortemente para garantir os insumos à produção da empresa, que atende montadoras e o mercado de reposição.

“Fornecedores disseram que iriam fechar as portas e conseguimos que alguns criassem pulmões para nos atender enquanto não arranjássemos substitutos. É um trabalho árduo”, acrescenta.

A brasileira Falcare Equipamentos, que realiza projetos para a maioria das montadoras instaladas no País, demitiu quase 40% do seu efetivo nos últimos três anos.

“Chegamos ao nível mínimo que a empresa pode rodar. Todos os investimentos das montadoras estão parados”, conta o presidente Nivaldo Falcare.

O executivo explica que, apesar da necessidade de substituição de equipamentos antigos nas linhas de produção, as marcas têm optado por esperar uma melhora do cenário econômico.

“Como o ritmo de produção de veículos caiu sensivelmente, o desgaste dos equipamentos é menor. Por isso, as montadoras têm conseguido adiar o investimento em manutenção”, pondera Falcare.

O fantasma da crise paira também sobre a norte-americana Cummins. “Estamos operando com 70% de ociosidade em motores no País”, afirma o presidente da companhia no Brasil e vice-presidente da Cummins Inc, Luís Pasquotto.

Considerada a maior fabricante independente de motores para veículos pesados, nos últimos anos a empresa adiou a construção de uma nova fábrica no País, reduziu seu quadro de funcionários e cortou uma série de custos.

“Para 2016, projetamos uma retração de 20% das vendas de caminhões no mercado brasileiro”, avalia Pasquotto.

O executivo afirma que o cenário de crise política e econômica, aliado ao quadro internacional de queda das commodities, impactou em cheio o segmento pesado.

“Há crédito, mas o empresário não quer investir. A crise política desencadeou a falta de confiança dos investidores estrangeiros”, observa.

O panorama também é desolador para a brasileira Cydak, que tem nas montadoras e sistemistas seus principais clientes. A empresa atua na área de estamparia, desenvolvendo projetos de reforma e retrofitting de prensas.

“O ano passado foi uma catástrofe para nós. Atingimos apenas 20% da nossa meta de vendas”, revela o presidente Clóvis Rueda.

Segundo ele, o mercado vinha em uma trajetória de crescimento expressivo de 2010 a 2014, quando a empresa atingiu recorde de faturamento em 20 anos de existência. “Com a crise, os pedidos caíram de forma substancial”, pontua.

Rugitsky, da Freudenberg, acredita que o mercado automotivo não deve atingir 2 milhões de unidades neste ano. “As dificuldades no segmento de autopeças são crescentes e os pedidos de recuperações judiciais só aumentam no mercado brasileiro”, observa.

Alternativas 

Em momentos de retração da demanda, os fabricantes de autopeças geralmente se voltam para a reposição. “A rentabilidade é maior no segmento”, revela Rugitsky.

Ele informa que a Freudenberg-NOK deve ganhar participação na reposição, em 2016. “Apesar do cenário, investimos fortemente no after market. Vamos ganhar share e crescer acima do mercado”, garante.

A Cummins afirma que também está investindo na reposição e acrescenta o trabalho intenso na localização de peças. “Estamos nacionalizando motores para ganhar participação de mercado”, diz Pasquotto.

Para a Freudenberg, a nacionalização de componentes faz parte da estratégia de reduzir a exposição ao câmbio. “Em função da oscilação cambial, temos recebido consultas para vender no Brasil produtos que não fabricávamos localmente”, conta Rugitsky.

Segundo ele, o mix entre nacionais e importados da empresa mudou. “Passamos a produzir um portfólio maior no País devido à demanda das montadoras por produtos com conteúdo local”, destaca.

Sobre a recuperação do mercado, entretanto, executivos mantêm o ceticismo. “É difícil enxergar um horizonte de retomada”, declara Falcare.

Para Rugitsky, o mercado vai levar um tempo considerável para se recuperar. “Fizemos um investimento importante em modernização para estarmos preparados quando a demanda voltar com força. Mas até lá, vai ser um processo doloroso”, acredita.

Já Pasquotto garante que a Cummins não deixará de olhar para o Brasil. “O potencial do mercado é nítido, por isso temos que nos manter competitivos”, pontua.

Fonte: DCI

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Volkswagen anuncia queda de 20,1% no lucro líquido no 1º tri

Devido a escândalo, montadora teve ganho de € 2,306 bilhões

A montadora alemã Volkswagen, abalada pelo escândalo de manipulação de emissões de poluentes, anunciou nesta sexta-feira um recuo no lucro líquido de 20,1% no primeiro trimestre.

Durante os três primeiros meses do ano, o grupo que possui 12 marcas (Volkswagen, Seat, Audi, Porsche, Skoda, entre outras) registrou um lucro líquido de € 2,306 bilhões, 20,1% a menos que no mesmo período em 2015, revela o balanço financeiro da empresa. Analistas esperavam um resultado de € 2,42 bilhões.

O CEO da Volkswagen, Matthias Müller, afirma em um comunicado que os resultados são “respeitáveis”, dado o escândalo que continua abalando a montadora alemã desde setembro do ano passado, quando foi revelado que milhões de veículos do grupo com motores a diesel foram manipulados para apresentar resultados menos poluentes do que os índices reais.

As vendas da Volkswagen caíram 1,2% no primeiro trimestre e totalizaram 2,57 milhões de veículos, enquanto o faturamento registrou queda de 3%, a € 51 bilhões.

O grupo confirmou as previsões para o conjunto de 2016, ano em que projeta uma queda de até 5% em seu volume de negócios.

Em 2015, a Volkswagen registrou perda líquida de € 1,6 bilhão, a primeira em 20 anos, fragilizada por mais de € 16 bilhões em provisões destinadas a fazer frente aos gastos derivados do escândalo conhecido como dieselgate.

Fonte: G1

 

Redação On maio - 31 - 2016
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