Sindicato Nacional da Indústria de
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Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017






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Para economistas, BC deve manter meta da inflação em 4,5%

O dilema entre os juros baixos e a vigilância da inflação traz um desafio ao Conselho Monetário Nacional (CMN), que, na sua próxima reunião, em junho, vai definir a meta para a inflação de 2018 e pode alterar a de 2017, que está em 4,5%, podendo chegar a 6%. Mas, para a maioria dos economistas, a tendência é que as taxas a serem buscadas sejam mantidas, para que não se frustrem as expectativas do mercado ou esfriem a tão esperada retomada da economia, forçando uma queda maior nos juros.

O economista da Uerj Luiz Fernando de Paula explica que uma meta maior que a atual daria mais espaço para se acomodarem choques e pressões inflacionárias, enquanto que uma meta menor mostraria um comprometimento maior do governo com uma inflação baixa — o que, em tese, ancoraria as expectativas inflacionárias e, se bem sucedido, permitiria reduzir a taxa real de juros. No entanto, acredita que a tendência é manter a meta de 4,5% para 2018:

— Forçar uma desinflação maior implicaria, possivelmente, numa redução futura menor na taxa de juros, o que arrefeceria a retomada de crescimento do país.

CORTES AINDA VÃO DEMORAR
Eduardo Velho, economistachefe da INVX Global Partners, considera “muito difícil” uma mudança no regime de metas.

— Se o BC tentar mostrar para o mercado que vai aceitar uma inflação maior para reduzir os juros, vai criar uma reação muito negativa — afirma Velho.

Ele acrescenta que o mercado já prevê um cenário com juros mais baixos, tanto no curto prazo quanto no longo. O mais recente boletim Focus projeta que a Taxa Selic chegará ao fim de 2016 em 12,75% ao ano — 1,5 ponto percentual a menos que os atuais 14,25%. Já para a inflação de 2017, a expectativa é de 5,5%, acima do centro da meta prometido pelo BC.

Eduardo Loyo, economistachefe do BTG Pactual e ex-diretor do BC, também aposta em uma saída sem a necessidade de alterar a meta de inflação, mas com uma mudança na comunicação do BC, alterando o prazo para atingi-la. Hoje, a autoridade monetária, ainda sob a gestão de Alexandre Tombini, persegue uma inflação de 4,5% já em 2017. No seminário sobre metas de inflação, no dia 20, Loyo sugeriu que o prazo poderia ser alterado:

— Mirar convergências em prazos diferentes. Acho que essa pergunta, essa decisão, só poderá ser tomada pelo Banco Central no momento que for de fato essencial para justificar uma redução de juros, e caso essa redução não seja compatível com chegar aos 4,5% no ano que vem.

Para o economista José Julio Senna, da FGV, uma opção para lidar com o dilema entre juros baixos e inflação pode ser a alteração da meta de 2017 na próxima reunião do CMN. O especialista não tem os cálculos de qual número seria viável, mas diz que o BC poderia tentar uma meta maior que os 4,5% para o ano que vem e, para amenizar os efeitos sobre as expectativas, propor uma referência menor para 2018.

Essa não seria a primeira vez que a autoridade monetária trabalharia com um ajuste de rota. O BC estabeleceu metas ajustadas para 2003 e 2004, após a inflação ultrapassar o limite de tolerância em 2002 — o IPCA fechou em 12,53%, bem acima ao teto da meta na época: 5,5%. Senna admite que o modelo não é comum, mas esta é uma situação atípica, na qual a renda per capita cai 10% em dois anos.

Mas Velho lembra, ainda, que os cortes nos juros devem demorar.

Abinee/O Globo – 30/05/2016

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Empresários cobram medidas que anunciem o corte efetivo dos gastos

Apesar da cobrança, empresariado já fala em retomada da confiança

O empresariado já fala em retomada da confiança na economia com o anúncio do pacote de medidas feito nesta terça-feira. Mas, embora mostrem otimismo, cobram a adoção de ações de curto prazo que cortem efetivamente o gasto público e não apenas limitem, como prevê as medidas divulgadas.

Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) e afiliado ao PMDB, as ações são “positivas”. Carlos Patoriza, presidente da ABIMAQ, associação que representa os fabricantes de máquinas e equipamentos, afirmou que as medidas “vão na direção certa”.

— Criam expectativa positiva e confiança, o que é importante para a retomada do crescimento — resumiu Skaf.

Pastoriza destacou a importância de haver um novo pacote que corte os gastos, ou o anúncio de hoje não surtirá efeito.

— É preciso anunciar o corte dos gastos, não apenas estabelecer um teto. Os gastos públicos têm de cair e não levando em consideração o aumento dos impostos — acrescentou.

Skaf vai na mesma linha e diz estar na “expectativa das medidas de curto prazo, para acertar o rombo de 2016, com foco em corte de gastos, porque a sociedade não vai aceitar aumento de impostos”. Segundo ele, se a limitação de despesas anunciada hoje tivesse sido adotada em 2005, a dívida pública seria de R$ 600 bilhões e não de R$ 4 trilhões.

— As taxas de juros seriam compatíveis com as do mercado internacional, teríamos mais investimentos, crescimento, emprego e salários — avaliou Skaf.

Sobre a tramitação das medidas no Congresso, Pastoriza avalia que esse primeiro pacote servirá de “teste para ver como está o humor do Legislativo e de como está o controle de Temer sobre o Congresso”.

— De novo, essas são as medidas mais fáceis de aprovar. As mais difíceis são as próximas, que devem tratar do corte efetivo de gastos — reiterou.

Fonte: O Globo

Redação On maio - 30 - 2016
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