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Sbado, 18 de Novembro de 2017






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Exportação aos países árabes caiu 2,4% em abril; importação registrou alta de 4,8%

As exportações do Brasil para os países árabes caíram em abril deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do governo brasileiro (Secex) compilados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira, foram embarcadas 1,8 milhão de toneladas em abril, uma queda de 45,8% em comparação com o mesmo mês do ano passado. Em valores, as remessas somaram US$ 773,7 milhões, ou 2,4% menos na mesma comparação.

Entre os árabes, o principal cliente do Brasil em volumes foi o Egito. O país do Norte da África importou 467,8 mil toneladas, uma quantidade 139% maior do que em abril de 2015 devido ao minério de ferro.

O mesmo produto fez cair as vendas para Omã, o segundo importador em volumes. A Vale tem uma usina de pelotas de minério de ferro em Omã. Para o país do Golfo foram embarcadas 411,7 mil toneladas, 72,3% a menos do que em abril de 2015.

As exportações cresceram para Arábia Saudita e Argélia, que triplicaram as compras de açúcar. Os Emirados reduziram em 99% as compras de óxidos e hidróxidos de alumínio e de minério. Bahrein e Catar também não compraram minério em abril.

Em valores, o principal cliente brasileiro foi a Arábia Saudita, que importou US$ 209 milhões, ou 17% a mais do que em abril do ano passado em razão de gastos maiores com carne de frango e açúcar. Os Emirados Árabes aparecem em segundo lugar nesta lista, com compras que somaram US$ 132,5 milhões, em queda de 14,8%. Egito, Argélia e Omã completam o ranking.

Na comparação com março, as exportações de abril foram menores em volumes e em valores. Em março, foram exportados 3,3 milhões de toneladas e o principal importador, em volumes, foi Omã. O país do Golfo teve uma queda menor nas importações de minério em março do que em abril. O Bahrein também importou minério em março, o que não aconteceu em abril. Em valores, as exportações aos árabes em março somaram US$ 989,79 milhões, 21,8% mais do que em abril.

O diretor-geral da Câmara Árabe, Michel Alaby, observou que os países árabes do Golfo estão sofrendo os impactos da redução acentuada dos preços do petróleo. “Devido a esta realidade, eles irão investir fortemente em segurança alimentar, como já estão fazendo na Índia, Indonésia e Paquistão, entre países asiáticos, e como fizeram aqui no Brasil, com investimentos na Minerva”, afirmou.

Em dezembro do ano passado, a Saudi Agricultural and Livestock Investment Co. (Salic), que é parte do Fundo Público de Investimentos da Arábia Saudita, comprou 20% da empresa brasileira de processamento de carne bovina. Em abril, executivos da Salic afirmaram que a Arábia Saudita quer garantir a segurança alimentar de sua população.

Alaby afirmou ainda que a tendência é que os países árabes importem mais alimentos neste mês, para fazer estoque para o Ramadã. O mês sagrado para os muçulmanos começa em junho. “Depois pode ser que as exportações caiam um pouco e então retomem. É possível que as exportações aos árabes melhorem um pouco neste ano [como um todo]”, disse.

No acumulado do ano, as exportações do Brasil para os países árabes chegam a 10,8 milhões de toneladas, com queda de 20,08% em comparação com o período entre janeiro e abril do ano passado. Egito, Omã e Arábia Saudita lideram as importações.

Em valores, os embarques aos países árabes somam US$ 3,45 bilhões, com redução de 3,6% em relação aos quatro primeiros meses de 2015. A Arábia Saudita importou US$ 818,9 milhões neste ano, em alta de 4,2%. Egito e Emirados completam a lista dos três principais importadores.

 Importações 

No sentido contrário, o Brasil importou mais dos países árabes em abril tanto em valores como em volumes. Foram 1,4 milhão de toneladas, ou 42,7% a mais do que em abril de 2015. No mês passado, os principais fornecedores foram Catar – tendo o gás como produto exportado em maior quantidade -, Argélia, Kuwait e Iraque – com petróleo – e Arábia Saudita, com fertilizantes.

O Brasil importou US$ 497 milhões dos países árabes em abril, com expansão de 4,8% sobre o mesmo mês de 2015. Argélia, Catar, Kuwait e Arábia Saudita foram os principais exportadores ao Brasil no período em valores.

No acumulado do ano, o Brasil importou 5,08 milhões de toneladas dos países árabes, ou 29,4% a mais em relação ao período entre janeiro e abril de 2015. Argélia, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes e Kuwait foram os principais fornecedores do período em volumes.

Em valores, as importações até abril somam US$ 1,7 bilhão, com redução de 13,4% em comparação ao mesmo período do ano passado. A Argélia liderou as vendas ao País, com US$ 497,8 milhões, seguida por Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes e Kuwait.

Fonte: Comex

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Vontade da China de manter números de crescimento pode esconder riscos de longo prazo, diz Moodys

A vontade da China de manter os números de crescimento pode elevar os riscos de longo prazo para a segunda maior economia do mundo, afirmou nesta quinta-feira a agência de classificação de risco Moodys Investor Services.

Embora tenha mantido sua projeção de crescimento para a China em 6,3 por cento para este ano, a agência afirmou que a expansão continua a ser sustentada pelo crescente volume de dívida que pode levar a mais problemas à frente.

“Entregar as metas de taxa de crescimento como objetivo primário pode acontecer às custas da qualidade do crescimento devido à má alocação de recursos, e limitar a capacidade do governo de lidar com os desequilíbrios na economia através da implementação de reformas”, escreveram os autores do relatório, Madhavi Bokil e Dima Cvetkova.

A China determinou uma meta de crescimento econômico de 6,5 a 7 por cento neste ano, após a expansão ter desacelerado para a mínima de 25 anos, de 6,9 por cento, em 2015. Mas alguns economistas consideram que as taxas reais de crescimento já são bem menores do que os dados oficiais sugerem.

Fonte: Reuters

Redação On maio - 20 - 2016
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