Sindicato Nacional da Indústria de
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Sbado, 23 de Setembro de 2017






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Governo lança linha para financiar capital de giro das pequenas

O ministro do Trabalho e da Previdência Social, Miguel Rossetto, disse ontem que a nova linha de crédito de R$ 5 bilhões para financiar capital de giro de micro e pequenas empresas tem por objetivo manter empregos e estimular à contratação de jovens.

“A novidade [aprovada na última segunda-feira pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador – Codefat] é que nessa relação de diálogo estabelecemos contrapartidas. As empresas que contratarem essa linha de crédito assumem o compromisso de preservação de empregos e do número de postos de trabalho por até 12 meses a partir do contrato. A segunda contrapartida é um compromisso de até seis meses – a partir da contratação [do crédito] – as empresas com mais de dez empregados contratarem um aprendiz, jovem de 14 a 24 anos, que mantenha sua escolaridade, realize um curso de profissionalização e tenha sua carteira assinada”, disse.

Para o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, as micro e pequenas empresas têm condições de cumprir a contrapartida de manter o número de empregos por um ano para ter direito à linha de crédito com juros menores.

“É a primeira vez que se libera recursos do FAT [Fundo de Amparo ao Trabalhador] para quem realmente gera emprego e renda, que é a micro e pequena empresa” disse Afif.

O Brasil tem cerca de nove milhões de micro e pequenas empresas, as quais são responsáveis por aproximadamente 52% dos empregos formais e mais de um quarto do Produto Interno Bruto (PIB). A estimativa do Ministério do Trabalho e Previdência Social é que 100 mil empresas possam utilizar a nova linha de financiamento.

Afif explicou que exigência de manter o número de empregos difere da proposta inicial que era dar estabilidade para os trabalhadores dessas empresas. Ou seja, as micro e pequenas empresas que tomarem o crédito poderão demitir desde que contratem outro funcionário para o lugar.

Ele afirmou que o ministério estima que, com essa medida, serão preservados 1,1 milhão de postos de trabalho e deve ser estimulada a contratação de até 100 mil jovens.

De acordo com o último dado do Instituto de Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população desocupada no Brasil atingiu 11,1 milhões de pessoas no primeiro trimestre.

Detalhes

A linha Proger Urbano – Capital de Giro será composta por R$ 2 bilhões do FAT e R$ 3 bilhões do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), segundo informou o Ministério do Trabalho e Previdência Social.

Os recursos da nova linha serão destinados a micro e pequenas empresas com faturamento bruto anual de até R$ 3,6 milhões. O limite de financiamento com verbas dos depósitos especiais do FAT é de R$ 200 mil por empresa, com prazo de pagamento de até 48 meses, com 12 meses de carência e limite financiável de 100%. Os encargos dos financiamentos, operados pelo Banco do Brasil, serão estabelecidos pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), acrescidos de até 12% ao ano.

Já o financiamento com recursos do BNDES, operado pelos bancos públicos, deve ser pago em 36 meses pelos beneficiados, incluído o prazo de carência de até seis meses, com taxa de juros definida pela TJLP mais 9,6% ao ano. A linha vai vigorar até dezembro do ano que vem.

Abinee/DCI – 11/05/2016

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PIB de serviços pode crescer menos que o da indústria nos próximos anos

O Produto Interno Bruto (PIB) de serviços tende a crescer um pouco abaixo do PIB industrial nos próximos anos, avalia o economista o economista Rafael Bacciotti, da Tendências Consultoria.

Para ele, o atual patamar do câmbio e o arrefecimento dos custos salariais – provocado pela recessão – devem ajudar nesse cenário.

“Os custos salariais estão mais condizentes com a produtividade do trabalho e a trajetória de depreciação da taxa de câmbio permite maior rentabilidade à indústria exportadora”, afirma.

Segundo a Tendências, o PIB da exportação deve se expandir 3,3% neste ano, enquanto a atividade das importações brasileiras deve fechar com queda de 12,1%.

Por outro lado, Baccioti diz que a massa de rendimentos e o consumo doméstico não irão se expandir no mesmo ritmo verificado nos anos 2000, o que deve levar os serviços a registrarem menor crescimento do que a indústria nacional.

Vítor França, assessor econômico da FecomercioSP, relembra que, durante a década de 2000, o crescimento da China, a explosão das commodities, o excesso de liquidez no mundo e o avanço do crédito interno favoreceram todos os segmentos econômicos no Brasil, conjunção de fatores que será difícil de ser revivida.

“Se o Brasil quiser crescer no mesmo ritmo que antes, isso vai depender muito mais de uma agenda de reformas internas do que de um cenário externo”, considera França.

Risco no câmbio

Rafael Cagnin, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), faz algumas ponderações sobre o potencial de crescimento da indústria nos próximos anos. Para ele, a estabilização da queda do PIB do segmento ainda não está dada. “A valorização do real frente ao dólar que está sendo verificada desde o início do ano é um risco. Se isso for se confirmando mês após mês, o processo de ganho de competitividade da indústria será abortado”, diz.

“Além disso, a indústria brasileira é relativamente fechada, o que tira o nosso potencial de ganhar mercado nos demais países”, complementa ele.

Já o assessor da FecomercioSP afirma que a expectativa para os serviços difere dentre os seus sub-segmentos.

Ele comenta, por exemplo, que os serviços técnicos, como de engenharia, de economia e contabilidade podem ser destravados com a retomada da confiança na medida em que as empresas desengavetem projetos de investimentos.

Contudo, o comércio varejista e outros serviços que dependem de renda e emprego não devem ter recuperação imediata em uma eventual retomada da confiança no País.

“Mesmo com uma resolução das incertezas políticas, o mercado de trabalho ainda estará debilitado, com taxa de desemprego alta e com o consumidor que tem renda adiando decisão de comprar”, reflete França, lembrando ainda que os bancos tendem a demorar para ampliar o crédito.

Projeções

Para este ano, a Tendências Consultoria projeta que o PIB da agropecuária tenha expansão 1,5%, ao passo que a indústria e os serviços podem registrar queda de 6,1% e 3,4% respectivamente. Já as projeções para o primeiro trimestre de 2016, contra igual período de 2015, são de queda de 3,0% para a agropecuária, retração de 9,1% para a indústria e recuo de 4,1% para os serviços.

Apesar das previsões ruins, dados do Tesouro Nacional mostraram que a receita tributária dos principais setores da economia cresceu acima da inflação, o que, para especialistas, só pode ser explicado por fatores pontuais.

Até março deste ano, o recolhimento da agropecuária cresceu 83% frente a igual período de 2015, para R$ 5 milhões. Na indústria a alta foi de 20%, para R$ 166 milhões enquanto nos serviços a expansão foi de 4%, a R$ 14 bilhões.

Abinee/DCI – 11/05/2016

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Dissídios ficam sem reajuste real

Quase a metade das negociações salariais fechadas em todo o País no primeiro trimestre nos setores de indústria, comércio e serviços teve reajuste abaixo da inflação.

Essa piora foi detectada por um levantamento preliminar feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Das 102 negociações fechadas entre janeiro e março deste ano, 49% obtiveram reajustes abaixo da inflação apurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), sendo que a maioria registrou queda real de até 1% nos salários negociados em acordos coletivos.

Em janeiro de 2015, observa o técnico do Dieese, Luís Ribeiro, a fatia de categorias com reajustes abaixo da inflação estava em 42%, subiu para 47,7% em janeiro deste ano, recuo para 30,8% em fevereiro e atingiu 62,5% em março.

No primeiro trimestre do ano passado, a fatia de dissídios que ficou abaixo da inflação era bem menor em relação a este ano: em janeiro estava em 1,1%; fevereiro, 9,1% e março 10%. O técnico do Dieese pondera que os dados deste ano são ainda preliminares e podem mudar, pois muitas categorias não fecharam acordos. De toda forma, a piora é nítida.

Abinee/DCI – 11/05/2016

Redação On maio - 11 - 2016
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