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Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017






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Mercado volta a elevar previsão para inflação e vê IPCA em 7% neste ano

Após o IPCA (índice oficial de preços) superar as previsões de analistas em abril, o mercado voltou a elevar as projeções para a inflação neste ano, após oito semanas consecutivas de queda.

De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com economistas e instituições financeiras, o IPCA deve encerrar 2016 com avanço de 7%. Na semana passada, a expectativa era de 6,94%, enquanto há quatro semanas a previsão era de 7,14%.

Para 2017, os economistas e instituições consultados voltaram a reduzir as estimativas. A previsão para a inflação recuou de 5,72% na pesquisa passada para 5,62% nesta semana. O percentual se situa abaixo da meta estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) para o próximo ano, que é de 4,5% com 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

A pesquisa também melhorou levemente a expectativa para o recuo do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano. A projeção é que a atividade econômica tenha retração de 3,86% neste ano, enquanto no boletim anterior a queda estimada era de 3,89%. Quatro semanas atrás, a previsão era de contração de 3,77%. No próximo ano, os economistas elevaram a previsão de crescimento de 0,40% para 0,50%.

Em relação ao câmbio, a projeção foi cortada de R$ 3,72 para R$ 3,70 no final deste ano e de R$ 3,91 para R$ 3,90 em 2017.

A estimativa para a taxa básica de juros (Selic) foi cortada de 13,25% para 13% neste ano e mantida em 11,75% no próximo.

Abinee/Folha de S.Paulo – 10/05/2016

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Juros futuros disparam

Em dia de alta volatilidade, surpresas e pânico no mercado, os juros futuros de longo prazo dispararam ontem. Assim como a moeda norte-americana, as taxas de juros futuros subiram muito logo após o anúncio da anulação da votação do impeachment na Câmara, mas, depois de o Senado sinalizar que daria continuidade ao processo, recuaram um pouco.

A disparada foi mais forte nas taxas futuras com prazos mais longos. Ao fim da negociação normal, às 16h, o DI janeiro de 2021, mais associado à percepção de risco de longo prazo, registrou alta de 12,70% ao ano, ante 12,58% no ajuste anterior. Na máxima, a taxa foi a 13,15%, a maior alta desde 23 de setembro de 2015. O DI janeiro de 2018 foi a 12,88% frente a 12,80%. O DI janeiro de 2017 avançou a 13,70%, ante 13,67% na sexta-feira passada.

Para a gestora e sócia da SM Futures Vitória Saddi, a instabilidade provocada pelas decisões do governo e do Legislativo pegaram muito mal no mercado financeiro. “Os investidores estrangeiros não entendem esta liberalidade de uma decisão do peso de um impeachment. Que algo assim possa ser revogado da noite para o dia. Nem a gente sabe como explicar que havia essa possibilidade. Estamos perdendo clientes porque o estrago foi feito, mesmo que tenha havido pequena recuperação depois”, avaliou a especialista.

Para Vitória, as dúvidas do mercado já existem mesmo com a expectativa de que o vice-presidente Michel Temer assuma o governo. Com a polêmica de ontem, as incertezas estão ainda maiores.

Abinee/Correio Braziliense – 10/05/2016

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Focus eleva projeções para produção industrial e PIB

As projeções dos analistas para preços e atividade em 2017 continuaram a melhorar, de acordo com o boletim Focus, do Banco Central. Houve aumento das estimativas do Produto Interno Bruto (PIB) e produção industrial, além de queda na inflação. Ao mesmo tempo, a projeção de inflação deste ano subiu depois de oito recuos consecutivos, após o IPCA de abril ter ficado bem acima do esperado.

De acordo com o Focus, a mediana das projeções para o IPCA deste ano subiu de 6,94% para 7%. Na sexta-feira, o IBGE informou que o índice aumentou 0,61% no mês passado, quando se esperava 0,52%. Economistas ouvidos pelo Valor consideraram a alta pontual e avaliaram que fatores de caráter mais estrutural, como a alta do desemprego, devem continuar a reduzir a inflação acumulada em 12 meses até o fim do ano. Em 12 meses até abril, o IPCA subiu 9,28%.

A projeção de 12 meses à frente, abril de 2017, portanto, cedeu de 6,19% para 6,15%. A estimativa para o ano de 2017 “cheio” recuou pela quinta semana seguida, de 5,72% para 5,62%. Os analistas reduziram novamente estimativa para o juro básico e esperam que a Selic termine 2016 em 13%, ante expectativa de 13,25% na semana anterior. Para o fim 2017, a projeção segue em 11,75%.

Entre os analistas Top 5, a mediana de médio prazo para a inflação de 2016 caiu de 7,05% para 6,92% e a de 2017 cedeu de 5,90% para 5,50%. As projeções para a Selic, contudo, subiram, de 13,38% para 13,88% neste ano e de 12,25% para 12,63% em 2017.

As estimativas de atividade melhoraram. Para 2016 espera-se contração um pouco menor do PIB. A mediana das estimativas subiu de -3,89% para -3,86%. Para 2017 saiu de crescimento de 0,40% para 0,50%. A projeção para produção industrial de 2016 recuou de -5,83% para -5,95%. A de 2017 subiu de 0,50% para 0,74%.

Na semana passada, o Itaú revisou sua estimativa para o PIB do ano que vem – alta de 0,3% para 1% -, projeção condicionada a reformas em um próximo governo.

Abinee/Valor Econômico – 10/05/2016

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Descompasso entre produtividade e renda do trabalho tende a diminuir

A tendência de avanço dos salários acima dos índices de produtividade que marcou os últimos quatro anos, pressionando os custos trabalhistas e, em última instância, a inflação, já dá os primeiros sinais de reversão, apontou o Banco Central. A análise se baseia nos dados referentes aos salários de contratação apurados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e na análise das negociações coletivas no Rio e em São Paulo homologadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego no primeiro trimestre.

Entre 2011 e 2015, o rendimento do trabalho calculado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua saltou 13,9% em termos reais, contra queda de 1,7% observada no Valor Adicionado por Trabalhador, indicador calculado pela autoridade monetária. Em 2015, diante de retração de 3,5% da produtividade, os salários se mantiveram estáveis, segundo o boletim. Ainda que não tenha havido reversão da tendência nos números consolidados, dados de curto prazo deste início de ano sinalizam que essa inflexão estaria próxima, especialmente devido ao comportamento contracionista da renda.

As convenções coletivas de trabalho no Rio e em São Paulo vêm aprofundando as perdas reais nos últimos trimestres. Segundo o BC, a queda de 0,5% observada entre abril e junho de 2015 transformou-se em retração de 2,2% nos três primeiros meses deste ano. “Após exercerem pressão inflacionária de custos até o primeiro trimestre de 2015, as negociações passaram a incorporar o cenário de desaceleração interna e aceleração da inflação”, afirma o texto.

A dinâmica de desaceleração do salário médio real de ingresso do Caged, por sua vez, é nítida, apesar de distinta entre os setores. A maior retração foi observada na construção civil, 5,7% entre os trimestres encerrados em dezembro de 2014 e março de 2016, período em que o comércio reduziu a remuneração dos recém-contratados em 2,4%.

O ajuste dos serviços, que começou no trimestre finalizado em março de 2014, traduz-se na queda de 3,8% das remunerações de entrada entre janeiro e março. Com redução mais branda, a indústria de transformação cortou os salários de contratação em termos reais em 1,4% desde o trimestre encerrado em dezembro de 2014. O boletim destacou que parte do comportamento desse setor se deve à opção dos empresários de manter a parcela da mão de obra mais especializada e com salários mais elevados.

Durante apresentação do Boletim Regional, a diretor de Política Econômica do Banco Central, Altamir Lopes, afirmou que a inflação deve continuar desacelerando em 12 meses. Lopes reiterou a mensagem da ata do Copom, segundo a qual, apesar dessa descompressão, ainda não há espaço para redução de juros. Questionado sobre medidas de estímulo, como a liberação de compulsório para injetar recursos na economia, afirmou que, no momento, não as considera adequadas. “Primeiro é preciso restabelecer a confiança para que esses instrumentos de impulso voltem a funcionar de maneira natural”, disse.

Abinee/Valor Econômico – 10/05/2016

Redação On maio - 10 - 2016
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