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Tera-feira, 21 de Novembro de 2017






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Participação em acordo com EUA e europeus aumentaria PIB em 4%

A entrada do Brasil na Parceria Transatlântica (TTIP), acordo de livre-comércio desenhado por Estados Unidos e União Europeia (UE), levaria a um incremento de 4,26% no Produto Interno Bruto (PIB) do País em 2030.

O estudo “Os Impactos para o Brasil de acordos de livre-comércio com EUA e União Europeia”, elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e pela Câmara Americana de Comércio Brasil-Estados Unidos (Amcham), apontou para o crescimento da corrente de comércio do País. Após a entrada no TTIP, a redução de tarifas e de barreiras não tarifárias levaria a aumento de 19,62% nas exportações e de 25,48% nas importações nacionais. Em outros cenários, o trabalho mostrou os impactos de acordos comerciais com norte-americanos ou europeus. A redução de tarifas em um tratado com os Estados Unidos causaria o crescimento de 0,44% no PIB, além de ganhos de 6,52% em exportações e 4,73% em importações. No caso da redução de tarifas e barreiras não tarifárias, a economia brasileira teria expansão de 1,29%, as vendas, de 6,94% e as compras, de 7,46%.

Já um acordo com a UE que tivesse a redução de tarifas traria alta de 1,31% para o PIB, 6,77% para exportações e 9,02% para importações. Se houvesse também a diminuição de barreiras não tarifárias, a economia cresceria 2,80%, as vendas, 12,33% e as compras, 16,93%. Todas as projeções têm 2030 como ano base.

A principal diferença entre os acordos com europeus e norte americanos está no teor das exportações, explicou Lucas Ferraz, professor da FGV e um dos responsáveis pelo estudo. Enquanto o tratado com os EUA favoreceria a venda de manufaturados brasileiros, o acerto com a UE fomentaria os embarques de commodities.

Com relação aos EUA, são projetados impactos positivos maiores na venda de vestuário, equipamentos eletrônicos e produtos têxteis e de couro. Já o acordo com os europeus fomentaria, principalmente, as exportações brasileiras de açúcar e de produtos alimentícios.

A expansão dos tratados comerciais com estrangeiros foi defendida por Vera Thorstensen, também professora da FGV e autora do estudo. Segundo a especialista, o Brasil vive “fase perfeita” para redefinir seu modelo de comércio exterior, que estaria “totalmente esgotado”.

“É preciso abrir a casca e forçar o governo a baixar os impostos, a fazer leis trabalhistas mais decentes, ou o Brasil não vai conseguir exportar nada. E nós só vamos conseguir sair dessa crise se conseguirmos exportar”, argumenta.

Dificuldades

Além da resistência encontrada no Brasil, o fechamento dos acordos também não é unanimidade nos Estados Unidos e na União Europeia.

O tratado com a UE, por exemplo, encontra resistência de parte importante do agronegócio local, que não quer enfrentar a concorrência das commodities brasileiras. Ainda assim, deve acontecer amanhã a troca de ofertas entre o Mercosul e o bloco europeu, passo importante para que o acordo comercial seja assinado.

O tempo para que o trâmite traga resultados, entretanto, pode ser longo. “Na melhor das hipóteses, estamos falando em efeitos para daqui uma década”, disse Welber Barral, ex-secretário de comércio exterior. “Um acordo que reduza barreiras não tarifárias em um setor específico poderia criar mais comércio imediatamente do que uma longa negociação internacional”, afirmou.

Marcos Troyjo, codiretor do BricLab da Columbia University, também apontou complicações para o avanço das negociações. De acordo com ele, há um ciclo de protecionismo no planeta que pode travar a aprovação dos acordos em outros países. “Muita gente tem a impressão de que o mundo vai se abrir para nós, mas eu acho que vai ser mais difícil.”

Mudança no Itamaraty

As possíveis mudanças no ministério das relações exteriores (Itamaraty), que poderia ser liderado por José Serra caso Michel Temer assuma o executivo, foram abordadas por Paula Aguiar Barboza, assessora do departamento de negociações internacionais do Itamaraty.

“Essa é a pergunta que se faz todos os dias nos corredores do ministério: a expectativa é que venha alguém que quererá fazer casamentos [acordos]. E a minha impressão é que os casamentos serão com quem quiser casar conosco.”

Todos os entrevistados participaram, ontem, de evento sobre comércio exterior realizado ontem pela Amcham.

Abinee/DCI – 10/05/2016

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China mantém estímulos a empresas de setores com excesso de capacidade

Barras de metal na Aluminum Corp. of China, ou Chalco, que manteve sua abatida fundição em funcionamento graças à incentivos do governo

Brian Spegele e John W. Miller de Pittsburgh

Apesar de vir há anos prometendo reduzir o excesso de capacidade em sua indústria, a China está redobrando seus esforços para manter fábricas que não são lucrativas funcionando, acrescentando ainda mais matérias-primas ao já saturado mercado global.

O excesso de produção de aço, alumínio, diesel e outros bens industriais na China tem derrubado os preços e prejudicado concorrentes, causando milhares de demissões mundo afora.

Isso está aumentando drasticamente as disputas comerciais e o sentimento protecionista, especialmente nos Estados Unidos, onde as questões comerciais emergiram como um tema central na eleição para presidente.

De acordo com uma análise de empresas chinesas de capital aberto feita pelo The Wall Street Journal, o apoio do governo chinês inclui bilhões de dólares em assistências em dinheiro, energia subsidiada e outros benefícios a siderúrgicas, mineradoras de carvão e fabricantes de painéis solares, cobre e químicos.

Uma das empresas beneficiárias, a Aluminum Corp. of China, ou Chalco, afirmou, em outubro, que uma de suas unidades iria desativar uma fundição na região de Gansu com capacidade de produzir 500 mil toneladas ao ano, devido à sua dificuldade para gerar lucro. Os executivos estavam preparando milhares de demissões.

Mas as autoridades de Gansu cortaram a conta de energia da firma em 30%, dizem empregados, e a fundição foi salva, embora parte de sua capacidade tenha sido desativada. A assessoria de imprensa da Chalco e as autoridades do governo local não responderam a pedidos de comentário.

Na Europa, trabalhadores aderiram aos protestos contra a importação de aço chinês. A Austrália vem investigando a suspeita de que a China vende produtos como aço e painéis solares abaixo do custo, o chamado dumping. A Índia elevou os impostos sobre a importação de aço, após uma onda de compras de produtos chineses baratos.

Nos primeiros três meses deste ano, os EUA abriram sete novas investigações sobre suspeitas de dumping ou subsídios governamentais envolvendo produtos chineses, mais do que em qualquer primeiro trimestre pelo menos desde 2003, mostram dados do governo. No início do ano, o Departamento de Comércio dos EUA reagiu, impondo impostos de importação preliminares de 266% sobre o aço laminado a frio da China. A decisão foi tomada depois que a U.S. Steel Corp. teve perdas de US$ 1,5 bilhão em 2015, fechou seu último alto-forno no sul dos EUA e demitiu milhares de trabalhadores, culpando a China.

No fim de abril, a U.S. Steel, que é comandada pelo brasileiro Mario Longhi, apresentou uma queixa formal contra a China na Comissão Internacional de Comércio, alegando manipulação de preços, envio de produtos por meio de outros países e espionagem cibernética para roubar tecnologia da empresa. O Ministério do Comércio da China pediu às autoridades americanas para rejeitarem a denúncia e afirmou que as acusações de infringir propriedade intelectual não têm nenhuma base factual.

A China nega que pratique dumping e afirma que as investigações dos EUA e da União Europeia são formas de protecionismo. O governo chinês diz que já extinguiu empresas e pretende fechar outras, segundo planos que envolvem a demissão de 1,8 milhão de trabalhadores nos setores siderúrgico e de carvão.

Autoridades dizem que é natural sugirem mais denúncias contra a China à medida que o país amplia sua participação no comércio global. “Como o maior comerciante de produtos, é bem compreensível para nós que existam tantas” denúncias, disse o ministro do Comércio da China, Gao Hucheng.

Uma forma de monitorar o apoio da China a empresas é analisar os subsídios divulgados nos documentos que elas registram nas duas maiores bolsas de valores do país: Xangai e Shenzhen.

De acordo com a análise do WSJ de cerca de 3 mil empresas chinesas listadas no mercado local em 2015, a ajuda do governo divulgada subiu para mais de 119 bilhões de yuans (US$ 18 bilhões) no ano passado, comparado com cerca de 92 bilhões de yuans em 2014.

Os subsídios divulgados nos documentos subiram em torno de 50% desde 2013, com base na provedora de dados Wind Information Co., de Xangai. Pelos padrões de contabilidade chineses, esse tipo de ajuda pode ser em dinheiro ou na forma de benefícios, como custos subsidiados de energia ou de aluguel, mas não incluem alguns outros tipos de apoio, como injeções de capital por parte do governo, na posição de acionista.

Entre as firmas beneficiadas está uma produtora de etanol que afirmou ter recebido a promessa de 40 milhões de yuans em subsídios nos primeiros três meses deste ano, devido a “circunstâncias operacionais graves”. Outra empresa, a Yunnan Aluminium Co., obteve cerca de 500 milhões de yuans em subsídios desde o fim de 2015. A companhia afirma que, no primeiro semestre do ano passado, sua produção de alumina, usada na produção de alumínio, saltou 40%, apesar da receita ter despencado em meio à queda dos preços.

Os representantes das empresas não comentaram. Uma autoridade do Departamento de Finanças da província, responsável por boa parte da ajuda em dinheiro concedida, disse que a iniciativa teve como objetivo salvar os 10 mil empregos da Yunnan Aluminium. “A meta do governo é ajudar a manter a estabilidade social”, disse.

Outros países também oferecem bastante ajuda para setores em dificuldades. Especialistas citam dizem que a China é menos transparente quanto ao uso de seus subsídios e mais inclinada a usá-los para promover as exportações. O governo declarou várias vezes que vai fechar fábricas desnecessárias, sem ter feito isso.

A necessidade de cortar capacidade na China é há tempos evidente. Mais de 40% das principais siderúrgicas registraram prejuízo no primeiro semestre do ano passado, de acordo com Associação de Ferro e Aço da China.

O Ministério da Indústria e da Tecnologia da Informação da China, que regula o setor siderúrgico, afirmou ao WSJ em 2014 que as autoridades já estavam “no processo de implementação” de redução de capacidade. Desde então, a produção de aço bruto caiu 2% na comparação anual em 2015, para cerca de 804 milhões de toneladas. Mas os especialistas do setor na China, EUA e Europa dizem que mais 200 milhões de toneladas de capacidade — ou cerca de 25% da produção da China — precisa ser cortada para que o mercado retome o equilíbrio. As exportações de aço da China saltaram em torno de 20% no ano passado, para 112 milhões de toneladas, de acordo com dados alfandegários.

A exportação de óleo diesel, por exemplo, subiu 80% em 2015 ante 2014, segundo dados alfandegários. A China relaxou restrições para permitir que refinarias privadas exportassem o combustível pela primeira vez, devido à fraca demanda doméstica. (Colaboraram Kersten Zhan e Yang Jie, de Pequim.)

Fonte: The Wall Street Journal Americas

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Importações de cobre e minério de ferro da China avançam em abril

Marcelo Villela

As importações de cobre e minério de ferro da China avançaram em abril ante igual mês de 2015, de acordo com dados divulgados pela Administração Geral de Alfândega do país. No período entre janeiro e abril, as importações também cresceram na mesma comparação anual.

Os dados oficiais mostraram que as importações de cobre ficaram em 450 mil toneladas em abril, alta de 4,7% ante igual mês do ano passado. Entre janeiro e abril, as importações do metal foram de 1,88 milhão de toneladas, avanço de 23% no ano.

As importações de minério de ferro, por sua vez, ficaram em 83,92 milhões de toneladas, em alta de 4,6% no ano. As importações de minério de ferro entre janeiro e abril totalizaram 325,44 milhões de toneladas, avanço de 6,1% na comparação anual. (Dow Jones Newswires/Diário do Grande ABC)

Fonte: Mining.com

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UE e Mercosul trocam ‘bois por advogados’

Pela primeira vez em 12 anos, o Mercosul e a União Europeia vão negociar um acordo de livre comércio com base em propostas concretas de abertura dos seus mercados. A aguardada troca de ofertas entre os dois blocos ocorrerá finalmente amanhã, em Bruxelas, em rápido encontro das equipes técnicas que discutem o acordo. O evento será discreto, sem a presença de ministros ou representantes políticos.

Segundo interlocutores dos dois lados, o terremoto político no Brasil pode até afetar mais adiante o processo de barganha que caracteriza esse tipo de negociação, mas não tem influência imediata. Na prática, as ofertas já estavam prontas desde o ano passado e a UE só esperava um sinal verde de seus 28 membros para colocá-la sobre a mesa.

É imensa, em ambos os lados, a expectativa para ter acesso aos detalhes de cada proposta. Os negociadores sul-americanos têm especial interesse em conhecer o grau de abertura que os europeus estão dispostos a ceder em produtos como carne bovina, carne de frango, milho, açúcar e etanol – todos eles considerados prioridades absolutas para o Brasil.

Para a Argentina, é importante saber as condições de acesso para o trigo. O Uruguai está de olho em aumentar as exportações de carne ovina. Em todos os casos, não basta ver em que medida a UE está disposta a reduzir suas tarifas para as mercadorias do Mercosul, mas se pretende impor cotas ao acesso privilegiado desses produtos e qual será a quantidade exata de toneladas permitidas com um desconto nas tarifas.

Os europeus também elegeram suas prioridades nas negociações. Além de maior acesso a bens industriais no mercado sul-americano, estão particularmente interessados na proposta do Mercosul para as áreas de serviços e compras governamentais.

Os países da UE querem participar em condições de igualdade das licitações públicas, especialmente no Brasil, recebendo tratamento equivalente ao de empresas nacionais. Eles cobiçam ainda restrições menores para a atuação de escritórios de advocacia e de empreiteiras com sede na Europa. Reclamam que exigências da legislação brasileira tornam excessivamente complicada o exercício dessas atividades no país. Por isso, o acordo tem sido chamado em Bruxelas de uma troca de “milho por engenheiros” ou de “bois por advogados”.

Mesmo cercada de incertezas sobre o desfecho das negociações, a troca de ofertas representa o maior avanço dos últimos 12 anos nas conversas entre UE e Mercosul. Em 2004, os dois blocos estiveram perto de um acordo, mas fizeram concessões insuficientes para chegar a um fim bem-sucedido. A proposta dos sul-americanos era reduzir, em um prazo de até 18 anos, suas tarifas para 86% dos produtos europeus. Quando as discussões foram retomadas, ficou acertado que o grau de abertura não seria inferior ao daquela época.

Os quatro fundadores do Mercosul – a Venezuela não participa das negociações – elaboraram uma oferta que abrange 87% do comércio. Esse percentual foi considerado excessivamente baixo pelos europeus, que racharam em torno da continuidade ou não das conversas. Prevaleceu o grupo liderado por Espanha, Portugal, Itália e Suécia. Eles defendiam a troca de propostas e ganham o apoio da Alemanha e do Reino Unido. França, Irlanda, Hungria e Lituânia integram a lista de países mais resistentes.

Após meses de indefinições, a UE conseguiu aval de seus membros para apresentar sua proposta ao Mercosul, mas certamente exigirá melhorias em troca. É justamente aí que a crise brasileira pode dificultar avanços. A Argentina tem demonstrado sérias dificuldades para aumentar sua cobertura. E ninguém sabe, diante da provável troca de governo no Brasil, qual seria a postura se, e quando, surgirem impasses.

O documento “Uma Ponte para o Futuro”, roteiro do PMDB para um eventual governo do vice-presidente Michel Temer, defende que o Mercosul deixe de ser uma união aduaneira – com tarifa externa comum – e volte para o status de zona de livre comércio. O senador José Serra (PSDB-SP), favorito para assumir o Itamaraty, também tem sido um crítico contundente das amarras do bloco para fazer novos acordos.

Ontem, em evento na Câmara Americana de Comércio (Amcham), em São Paulo, Paula Aguiar Barbosa, assessora do departamento de negociações internacionais do Itamaraty, declarou que o Mercosul fez sua “lição de casa” e apresentará proposta que cumpre os parâmetros estabelecidos para a retomada das negociações.

Segundo Paula, a oferta abrange “cerca de 90%” das exportações europeias e contempla ofertas em bens, inclusive o setor automotivo, serviços, investimentos e compras governamentais. A assessora diz que a troca de ofertas entre os dois blocos deve ser o primeiro passo para a retomada efetiva das negociações.

Abinee/Valor Econômico – 10/05/2016

Redação On maio - 10 - 2016
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