Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017






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Gerdau quer exportar 30% do aço que produz no País

A pior demanda no mercado interno fez com que a Gerdau, além do volume que já vende no exterior por meio de suas subsidiárias estrangeiras, elevasse a quantidade de aço exportada no primeiro trimestre. A empresa, de acordo com seu presidente, André Gerdau, pretende embarcar cerca de 30% de sua produção no Brasil para outros países em 2016.

De janeiro a março, a unidade brasileira da companhia gaúcha exportou 526 mil toneladas de seus produtos, 72,5% a mais do que no mesmo período de 2015. Enquanto isso, as vendas internas caíram 28,4%, para 896 mil toneladas. A procura baixa por aqui e a taxa cambial ainda interessante motivaram a decisão.

O lucro líquido caiu 94,7%, para R$ 14,2 milhões, no trimestre. A receita líquida ficou 3,5% menor, fechando em R$ 10,1 bilhões. Um dos principais destaques foi a margem Ebitda da América do Sul, de 15% – a maior desde 2010.

Em teleconferência, o executivo-chefe disse ainda que a valorização internacional do aço já deve se traduzir em receita melhor durante o segundo trimestre. A partir de maio as entregas feitas no exterior levam em conta esse componente. As margens para essa área também provavelmente vão melhorar, acrescentou.

Preço maior é um dos motivos pelos quais a empresa também estuda exportar minério de ferro. Custos em baixa para infraestrutura portuária e fretes mais baratos também podem resultar nas vendas da commodity ao exterior.

Na teleconferência, Harley Scardoelli, diretor financeiro da siderúrgica, ainda comentou que a partir de agora a alavancagem (dívida líquida sobre Ebitda) tem potencial para ser reduzida. Em março, esse índice encontrava-se em quatro vezes, um patamar que, apesar de alto, foi classificado pelo BTG Pactual como “relativamente confortável”. A alavancagem deve cair mais próxima a três vezes, mas a meta é chegar a 2,5 vezes para atingir um nível saudável, afirmou o executivo.

A Gerdau também garantiu que os investimentos de R$ 485,3 milhões nos três primeiros meses serão cortados. Desse total, 45% foram desembolsados para o novo laminador de chapas e para a aciaria na Argentina, gastos que vão se encerrar até o fim do ano. A meta é investir R$ 1,5 bilhão em 2016.

Fonte: Portos e Navios

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Gerdau pode ter a produção paralisada

Funcionários podem cruzar os braços, pelo descumprimento da convenção coletiva

Trabalhadores da Gerdau de todo o Brasil devem paralisar as atividades nos próximos dias. O motivo é um protesto em face aos sucessivos descumprimentos das garantias trabalhistas negociadas em convenção coletiva. Entre elas, o não repasse do aumento salarial de 9,88%. Recentemente, a siderúrgica anunciou uma queda de 94,8% no lucro líquido neste primeiro trimestre em relação ao ano anterior.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Pernambuco (Sindmetal-PE), Henrique Gomes, benefícios como cartão farmácia, bolsa de estudos para o trabalhador e seus filhos, auxílios nutrição, creche e óculos, além da mudança dos planos de saúde e odontológico compõem a extensa lista de cortes dos benefícios praticados pela empresa. “A Gerdau também já tinha cortado as cestas de Natal, os brinquedos, a festa do fim de ano e aumento salarial por mérito do trabalhador”, listou o sindicalista.

No mais recente corte feito pela empresa e anunciado aos trabalhadores na última quinta-feira (6), a multinacional decidiu pelo fechamento da sua Associação dos Funcionários Açonorte (AFA). O espaço de lazer, conquistado a partir de reivindicações dos trabalhadores, foi fechado e colocado à venda. Segundo Gomes, a alegação para o fechamento foi de que os custos para manter o local em funcionamento são altíssimos. “Essa ação da Gerdau foi apenas mais uma dentro do pacote de maldades praticado pela empresa”.

Nesta sexta-feira (7), o sindicalista vai se reunir com o setor jurídico do sindicato para avaliar a possibilidade de entrar com uma ação nacional contra a multinacional, uma vez que os cortes de benefícios e direitos trabalhistas não acontecem apenas na unidade pernambucana da Gerdau, que fica instalada na BR-232, no distrito industrial do Curado.

A reportagem da Folha de Pernambuco não conseguiu contato com a Gerdau até o fechamento desta edição.

Fonte: Folha de Pernambuco

Redação On maio - 6 - 2016
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