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Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017






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Brasil perde ‘preferência’ dos EUA para Argentina

Uma das principais integrantes da equipe econômica do presidente Barack Obama, a secretária de Comércio dos Estados Unidos, Penny Pritzker, disse ontem que a crise do Brasil é “muito, muito desafiadora” e não será resolvida rapidamente.

Diante das turbulências da maior economia da América do Sul, ela deixou claro que a Argentina de Mauricio Macri é a nova parceira preferencial de Washington na região.

“Nós estamos vendo as implicações que a corrupção pode ter sobre um país e tão rapidamente. É desestabilizador”, disse Penny durante a Conferência sobre as Américas, realizada anualmente no Departamento de Estado, em Washington. “Nossa esperança é que eles possam atravessar isso e lidar com o escândalo, mas parece que vai levar tempo. Não parece que vão virar a página logo.”

Novo queridinho. O pessimismo em relação ao Brasil contrastou com os elogios feitos por Penny à Argentina e à administração de Macri, que tomou posse em dezembro. “O seu compromisso para transformar a economia é extraordinário”, afirmou a secretária, que mencionou o corte de gastos públicos, a unificação do câmbio, a redução dos subsídios à eletricidade e a diminuição das tarifas sobre exportação.

A assessora de Obama também ressaltou o acordo obtido pela gestão Macri com os detentores de bônus que não participaram da reestruturação da dívida do país. Com isso, a Argentina conseguiu voltar ao mercado internacional e captar S$ 16,5 bilhões em abril. “Eles têm o potencial de desempenhar um papel de liderança, especialmente no momento em que os vizinhos estão tendo vários problemas”, observou.

Penny afirmou que há duas visões “concorrentes” nas Américas sobre o futuro do hemisfério. De um lado estão os países que integram a Aliança do Pacífico e a Parceria Transpacífica (TPP), que optaram pela abertura comercial.

Do outro, estão as nações do Mercosul, entre as quais o Brasil, que priorizaram políticas protecionistas. Apesar de a Argentina ser a segunda maior economia do Mercosul, Penny incluiu o país pós-Macri entre os favoráveis à integração.

“Não há comparação em relação ao crescimento. O crescimento está nos países que abraçaram uma concepção de futuro aberta, engajada e orientada ao comércio e à globalização.” Em suas relações comerciais com a região, o governo dos Estados Unidos dá prioridade às nações que optaram pelo engajamento, porque não há “muitas oportunidades” nos países com políticas protecionistas, ressaltou.

A expectativa da secretária dos Estados Unidos é que o Congresso americano aprove ainda este ano o TPP, o mega-acordo comercial entre 12 países da costa do Pacífico, que representam 40% do Produto Interno Bruto (PIB) global e foi fechado em fevereiro, depois de sete anos de negociação.

Abinee/O Estado de S.Paulo – 04/05/2016

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Europa perde fôlego e hesita diante de acordo

O crescimento na zona do euro e na União Europeia como um todo deve ser um pouco mais fraco neste ano que o antes esperado, enquanto cresce a oposição aos termos do acordo de livre-comércio com os Estados Unidos, que poderia dar fôlego à região.

Ontem, ao divulgar projeções atualizadas, a Comissão Europeia advertiu que a desaceleração econômica na China e em outros mercados emergentes, tensões geopolíticas e a incerteza antes da votação popular sobre a presença do Reino Unido na UE podem pesar no desempenho da atividade neste ano.

Os economistas da UE também ponderaram que a força dos fatores que têm apoiado o crescimento na região, como os preços baixos do petróleo e o euro mais fraco, pode começar a diminuir, enquanto os problemas fundamentais em muitas das economias do bloco, entre elas os altos níveis de endividamento privado e desemprego, continuam a frear a recuperação.

Ao mesmo tempo, a França dá sinais de que ameaça rejeitar o grande acordo de livre-comércio que vem sendo negociado entre a União Europeia e os Estados Unidos, ao dizer que a iniciativa é favorável demais às companhias norte-americanas e provavelmente está condenada ao fracasso.

O presidente francês, François Hollande, disse ontem que seu país “nunca aceitará” sacrificar o setor agropecuário e cultural em troca de melhor acesso ao mercado dos EUA. “É por isso que, neste estágio, a França diz não”, afirmou.

Revisão para baixo

De acordo com as projeções do braço executivo da UE, a economia dos 19 países da zona do euro deve crescer 1,6% neste ano, um pouco menos que a alta de 1,7% calculada pela Comissão Europeia em fevereiro. Em 2015, a zona do euro cresceu 1,7%. Em 2017, a economia da zona do euro crescerá 1,8%, disse a comissão, um pouco menos que o avanço de 1,9% antes esperado.

O crescimento nos 28 países da UE deve ficar em 1,8%, um pouco abaixo da projeção de 1,9% de fevereiro e abaixo dos 2% registrados em 2015. O Produto Interno Bruto (PIB) da UE deve crescer 1,9% no próximo ano, menos que os 2,0% calculados anteriormente.

As novas projeções, menores, são uma mostra das cicatrizes deixadas pela crise financeira e a da dívida.

Em suas projeções, a Comissão Europeia diz que, se por um lado o petróleo mais barato e as políticas de relaxamento monetário do Banco Central Europeu (BCE) impulsionaram o consumo e as exportações da região, o ritmo do crescimento na UE e na zona do euro permanece relativamente moderado.

Abinee/DCI – 04/05/2016

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Indústria chinesa volta a ter retração por demanda fraca

A atividade das indústrias da China encolheu pelo 14º mês seguido em abril, uma vez que a demanda ficou estagnada e forçou as empresas a cortar empregos a um ritmo mais forte. É o que mostra a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês).

O estudo do Caixin/Markit, divulgado ontem, aponta que o PMI de indústria caiu para 49,4 no mês passado, contra expectativa do mercado de 49,9 e ante 49,7 em março.

O índice permanece abaixo da marca de 50 que separa contração de expansão desde março de 2015, embora a taxa de declínio tenha diminuído recentemente, levantando expectativas de que o setor possa estar se recuperando.

As novas encomendas para exportação encolheram pelo quinto mês seguido, e praticamente no mesmo ritmo de março, enquanto o volume total de encomendas, domésticas e do exterior, permaneceu inalterado.

Isso levou as indústrias a reduzir a produção, ainda que ligeiramente, e a cortar empregos a uma taxa mais rápida. A produção caiu para o território de contração com uma leitura de 49,9, ante 50,4 em março.

“Todas as categorias do índice indicam que as condições pioraram na base mensal, com a produção caindo de novo para nível neutro”, disse o economista-chefe do Caixin, He Fan.

Estímulo financeiro

Ontem, o banco central chinês (PBoC, na sigla em inglês) informou ter injetado em abril 715 bilhões de iuanes (US$ 110,5 bilhões) no sistema financeiro local por meio de sua linha de crédito de médio prazo. O total inclui 311,5 bilhões de iuanes em empréstimos de três meses e 403,5 bilhões de iuanes em crédito de seis meses, a taxas de 2,75% e 2,85%, respectivamente.

DCI – 04/05/2016

Redação On maio - 4 - 2016
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