Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017






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Temer terá que fazer ajuste fiscal cortando na própria carne

Tudo indica que nos próximos dias o Senado deverá deliberar pelo acolhimento, ou não, do processo de impeachment contra a atual presidente da República. A sinalização é de que o pedido deverá ser acolhido e que a presidente deverá ser afastada de suas funções pelo período de até seis meses, até que o processo seja julgado em definitivo.

O Brasil inteiro espera que essa situação se desenrole o mais rápido possível, seja lá qual for o resultado, para que o país vire a página e retome o seu foco para os enormes desafios que tem pela frente, nos campos político e econômico.

Se confirmado o afastamento temporário da atual presidente, e tudo indica que sim, o novo governo necessitará dar demonstrações claras e imediatas de que realmente deseja corrigir os graves equívocos da atual política econômica.

Como apresentação do seu cartão de visitas, terá que promover um forte ajuste fiscal, mas cortando na própria carne, sem aumento de impostos e com a redução dos próprios gastos e eliminação dos desperdícios. Terá que, já nos primeiros dias de governo, encaminhar ao Congresso Nacional as propostas de reformas que o país tanto necessita, dentre elas: a da Previdência; a simplificação do sistema tributário; apresentar um projeto de política industrial clara e horizontal que possa contribuir, efetivamente, para eliminar o “Custo Brasil”.

Para reativar e estimular os investimentos deverá, de imediato, reduzir as escorchantes taxas de juros –a Selic e os juros praticados pelos bancos aos consumidores– as mais altas do mundo. Também terá que corrigir e estabilizar a taxa de câmbio, que ainda faz com que a indústria fique menos competitiva nas exportações e, por outro lado, abre o mercado brasileiro aos produtos importados.

Por parte do novo governo , a implementação de ações rápidas e corretas, que sinalizem uma convergência das forças políticas e da sociedade civil em torno de uma recuperação da economia brasileira, contribuirão para retomar a confiança dos empresários e da sociedade como um todo e, consequentemente, recolocar o país em um ciclo virtuoso de retomada dos investimentos.

Os desafios que o país tem pela frente são grandes, mas grandes também são as oportunidades, e estamos convictos de que ainda dá tempo. Acreditamos ser possível fazer do Brasil um país mais justo e desenvolvido, com uma indústria forte, que produz bens de alto valor agregado, que desenvolve tecnologia e que gera empregos que exigem mão de obra qualificada e que, portanto, pagam melhores salários.

Sem deixar de reconhecer que o atual governo obteve resultados expressivos no que diz respeito às políticas sociais e que também implementou medidas pontuais que foram capazes de minimizar a perda de competitividade do nosso setor, principalmente durante a crise que se abateu sobre o mundo no final de 2008. Nós, da Abimaq (associação e máquinas e equipamentos), temos feito e vamos continuar fazendo a nossa parte, apresentando propostas e cobrando, diuturnamente, para que o Brasil volte a ser competitivo.

Mais uma vez, temos a grande oportunidade de deixarmos de ser o país das oportunidades perdidas. O Brasil precisa e pode mais!

O texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

  • Para enviar seu artigo, escreva para uolopiniao@uol.com.br

é presidente do Conselho de Administração da Abimaq/Sindimaq (associação e sindicato das indústrias de máquinas e equipamentos, respectivamente)

Uol – 04/05/2016

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Como preparar o Brasil para a indústria de nova geração

O crescimento da indústria de transformação puxou forte expansão da economia até os anos 80. As mudanças foram estruturais com migrações intensas de setores tradicionalmente de baixa produtividade para os mais modernos. O padrão atual é distinto e corrói o coração da indústria. Como em outros países, o Brasil não consegue manter o dinamismo de sua indústria, com perda acima dos padrões de participação no PIB e de competitividade.

Nossa indústria, em que pesem os avanços, tem pouco a oferecer ao mundo e ao mercado interno quando se trata de bens de alta densidade de conhecimento, o que explica grande parte da perda de espaço interno e da commoditização da pauta externa. Em outras palavras, a indústria brasileira, com honrosas exceções, encontra-se descolada das principais tendências mundiais que agitam hoje as economias mais avançadas.

Longe de uma crise conjuntural, as dificuldades da indústria sinalizam enfraquecimento dos alicerces do sistema produtivo, o que amplifica o baixo desempenho da economia como um todo.

A acelerada digitalização da economia desenha uma reviravolta na atividade industrial

As evidências apontam claramente que a perda de capacidade industrial gera perda da capacidade de inovação, que dificulta ganhos de produtividade o que, por sua vez, afeta a própria indústria. O Brasil alimenta esse círculo vicioso desde os anos 80, círculo que conspira permanentemente contra a sustentação do crescimento.

O problema de fundo é que essas dinâmicas negativas extrapolam em muito a atual crise econômica e política, que paralisa a economia, devasta o sistema partidário, sacode as instituições e contribui para uma regressão social com aumento das desigualdades.

Há componentes novos, mais explosivos, que desenham no horizonte uma reviravolta na atividade industrial, com a acelerada digitalização da economia. O uso intensivo de novos sistemas tecnológicos geram atividades que funcionam a partir da interação entre empresas, universidades e centros de pesquisa e configuram o que os americanos denominam Advanced Manufacturing e os alemães de Industrie 4.0. Seus domínios básicos atendem pelo nome de inteligência artificial, “machine learning”, robótica, big data, analytics, internet das coisas e biomanufatura, e alimentam as experiências de fábricas digitais.

São ainda tendências, mas que atuam plenamente, integrando processos e produtos, produção e serviços, software e hardware, e deslocam o tradicional tecido industrial, com o surgimento de novas indústrias e empresas e de novas modalidades de competição e de competidores.

A entrada de empresas normalmente caracterizadas como gigantes do setor de serviços no mundo industrial – como Apple, Facebook, Microsoft, Google, Amazon – constitui apenas um pequeno sinal do tsunami que se avizinha. O movimento não é de mão única, pois também emula representantes do mundo industrial, como a GE, que se armam para assumir lugar de ponta em serviços. O espaço está aberto também para jovens empresas, como a Tesla, e de pequenas, como a Quest, Labcorp, Bionic, Organovo, ITouch Health, que revolucionam o mundo da saúde, com testes inovadores, impressão de tecidos humanos, da biotecnologia, e da engenharia com novos materiais e automação.

As novas tecnologias tendem a diminuir vantagens tradicionalmente oferecidas pelos países emergentes para atrair investimento, como baixo custo do trabalho, subsídios, flexibilidade e até mesmo proximidade. Valorizam a qualificação da mão de obra, infraestrutura, a limpidez e estabilidade dos marcos regulatórios-legais, a eficiência de serviços públicos relacionados ao licenciamento e à propriedade intelectual e custo de energia. Não à toa, mais de 50% das empresas instaladas em países emergentes discutem a possibilidade de trazer para seus países de origem pelo menos uma parte de suas subsidiárias.

Contam para isso, com o apoio de seus governos. Basta ler nas entrelinhas dos novos programas e ações que tomam forma hoje em países como os EUA, Alemanha, Inglaterra, França, Japão e Canadá para se perceber a firme disposição de utilizar os avanços tecnológicos como uma poderosa alavanca para revitalizar sua indústria, com implicações graves para os países emergentes.

Diante desse quadro, o despreparo da indústria é enorme. A indústria brasileira precisa de um diagnóstico preciso e não mistificador sobre sua condição atual de competitividade, já que a recente crise política embaça a percepção de agentes públicos e privados. As alternativas oferecidas até o momento, seja pelo governo exaurido seja pelo governo pretendido, além de um forte ajuste fiscal, apontam para ações simbólicas ou para a implementação de propostas necessárias, mas insuficientes, como a retomada do investimento e melhoria da infraestrutura.

Como o reconhecimento da profundidade da crise e a repercussão dos avanços tecnológicos ainda é pequena, não se visualiza nenhum esforço para a construção de uma nova geração de políticas de tecnologia, que operem a transição para formas mais avançadas de manufatura. Políticas que tenham de fato a inovação como prioridade nacional, fruto do diálogo entre o setor público e o privado.

O Brasil precisa aperfeiçoar ainda mais o ambiente de investimento e de inovação, a começar pela aprovação dos oito vetos presidenciais à proposta do novo marco de CT&I. Um ambiente mais competitivo é essencial, assim como o esforço para atrair novos personagens, capazes de massificar a inovação, a começar do Banco do Brasil e Caixa.

Mudanças desse porte só poderão ter êxito se forem combinadas a uma (re)calibragem do foco do BNDES e da Finep, de modo a que desenvolvam projetos com potencial de alterar a estrutura industrial. Esse movimento não se fará sem a superação atual do sistema de financiamento, que exige a criação de um Fundo Nacional de Inovação, com recursos suficientes para garantir uma expansão da Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) na indústria a uma taxa de 5% ao ano.

O Brasil é maior que os governos. E precisa desse debate, que não pode ficar restrito aos corredores palacianos e ministeriais.

Glauco Arbix é professor de sociologia na USP, pesquisador do Observatório da Inovação do instituto de Estudos Avançados e ex-presidente da Finep e do Ipea.

Valor Econômico – 04/05/2016

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Receita líquida total da indústria de máquinas em março cresce 12,3%, diz Abimaq

São Paulo – A receita líquida total do setor industrial de máquinas e equipamentos fechou no mês de março em R$ 6,245 bilhões, segundo balanço que a Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) divulgado nesta terça-feira, 3, na Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos (Feimec). O valor é 12,3% maior que a receita líquida total apurada em fevereiro. Na comparação com março do ano passado houve uma queda de 32,6%. No acumulado do ano até março, a receita líquida total do setor caiu 30,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O consumo aparente em março atingiu R$ 8,549 bilhões, valor 5,7% maior que o apurado em fevereiro. Na comparação com março do ano passado, o consumo aparente recuou 36,2% e no acumulado do ano recuou 30%.

Ainda segundo da Abimaq, as exportações de máquinas e equipamentos em março somaram US$ 824,6 milhões. O valor é 41,4% superior o valor embarcado em fevereiro. Na comparação com março do ano passado, as exportações caíram 9% e no acumulado do ano até março, a queda foi de 5%.

As importações somaram em março US$ 1,269 bilhão, uma queda de 18,7% na comparação com fevereiro. No confronto com março do ano passado, a queda chegou a 32,2% e no acumulado do ano até março houve uma queda de 30,9% na comparação com igual período do ano passado,

O quadro de empregados do setor encolheu 0,5% em março em relação a fevereiro para 309,7 mil trabalhadores. Na comparação com março do ano passado, o emprego na indústria de máquinas e equipamentos recuou 12,3% e no acumulado do primeiro trimestre caiu 12,8% ante o mesmo período em 2015.

Fonte: Indústria hoje – 04/05/2016

Redação On maio - 4 - 2016
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