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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017






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Acordo deve levar serviços e veículos brasileiros ao Peru

Brasil e Peru assinaram na sexta-feira uma série de acordos para facilitar negócios e investimentos bilaterais. De acordo com o ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro Neto, empresas brasileiras passaram a ter condições semelhantes às oferecidas a companhias dos EUA, México, Coreia do Sul e outros países que têm acordo de livre comércio com o Peru.

Foram assinados acordos de compras públicas, de serviços, facilitação de investimentos e para liberação do comércio automotivo. O automotivo terá efeito imediato e reduzirá as tarifas cobradas sobre a exportação de veículos leves brasileiros ao Peru de até 6% para zero. Os demais acordos terão ainda que passar pelos Congressos dos dois países.

“O acordo automotivo equipara nossa condição aos mexicanos e coreanos, que hoje têm posição dominante no mercado peruano”, disse Monteiro. O Peru importa 200 mil veículos por ano, e o Brasil só participa com 4,5 mil unidades. Monteiro espera que o Brasil possa vender até 30 mil veículos por ano, com saldo de US$ 250 milhões para a balança.

O acordo de contas públicas prevê que empresas brasileiras deixem de apresentar caução e outras garantias em licitações. O de serviços deve favorecer empresas brasileiras de engenharia, arquitetura e educação.

Por Fernando Exman | De Brasília
Valor Econômico – 02/05/2016

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Venda de bens manufaturados retoma crescimento

A cada novo indicador, melhoram os dados da balança comercial de manufaturados. No primeiro trimestre, o volume exportado de manufaturados foi 11,9% maior que o de igual período de 2015. Os semimanufaturados cresceram 12% no período, segundo dados da Fundação Centro de Estudos do Comércio exterior (Funcex).

O Brasil exportou 18% mais em intermediários, 57% mais em bens de consumo duráveis e 10% em não duráveis, sempre em quantidade e em relação ao primeiro trimestre de 2015. É um crescimento sobre bases fracas, mas representa uma recuperação importante para uma economia tão combalida.

Outro dado positivo: a recuperação do volume exportado é generalizada. Na indústria de transformação, 20, de 23 segmentos elevaram os embarques. O menor crescimento foi de 3,2% em máquinas, aparelhos e materiais elétricos. O maior alcançou 41,9% em produtos têxteis.

Na ponta da importação, ocorre o oposto. Caem todas as categorias de uso (25,6% em intermediários, 48% em bens de consumo duráveis e 14,5% em não duráveis). Nos mesmos 23 segmentos da indústria de transformação, apenas aumentaram as importações de produtos do fumo e de farmoquímicos e remédios.

O resultado das exportações ainda não é expressivo em valor porque os preços estão em queda. No primeiro trimestre, os preços de manufaturados vendidos pelo Brasil no exterior encolheram 12,3% e os de semimanufaturados caíram 18,1% em relação a igual período de 2015. Mesmo assim, o saldo da balança da indústria de transformação já melhorou. Ele foi negativo em apenas US$ 2 bilhões nos primeiros três meses do ano, valor muito inferior aos US$ 14,6 bilhões de igual período de 2015 e aos US$ 18,8 bilhões de 2014, maior déficit comercial registrado no primeiro trimestre.

Além da queda no déficit, o dado aberto da balança comercial trimestral traz outro alento: há uma melhora nos segmentos de alta e alta-média complexidade tecnológica, influenciado por aviões e automóveis. Nesses setores, o déficit saiu de US$ 19 bilhões no ano passado para US$ 10,8 bilhões em 2016, em um resultado que também contempla aumento da exportação em valor. É um aumento pequeno, mas já existe.

A parte negativa é que ele também reflete uma queda nas importações de máquinas e equipamentos, o que representa a queda no investimento industrial e sugere empobrecimento tecnológico do parque industrial brasileiro.

Apesar da recuperação em volume das exportações de manufaturados, a produção doméstica desses bens segue em queda. O peso da exportação no total produzido é pequeno, mas talvez, nos próximos meses, o contrapeso do setor externo possa crescer, se a recente valorização do real for contida.

Valor Econômico – 02/05/2016

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Competição global acirrada dificulta briga por fatias de mercado

O plano de um eventual governo de Michel Temer, de contar com as exportações como uma das prioridades para a retomada do crescimento, se confrontará com cenário econômico e político internacional bem mais desafiador.

Existe hoje convicção generalizada no Brasil sobre a necessidade de dar mais ênfase ao comércio exterior e à integração na economia mundial. Ocorre que isso chegou com certo atraso e em um mundo estagnado. Será mais difícil e custoso ganhar fatias de mercado internacional. A competição é muito mais aguda do que antes da crise global de 2008. Os ânimos são francamente protecionistas, em meio a um crescimento econômico global medíocre e ruídos de instabilidade financeira.

Nos EUA, o ambiente na campanha eleitoral para presidente é decididamente anticomércio e o Congresso pensa mais em desengajamento internacional. Na Europa, a crise migratória impulsionou a direita mais dura e a xenofobia. O risco de o Reino Unido sair da União Europeia (UE), em referendo no dia 23 de junho, é outro sintoma do clima de isolamento.

Não há sinais de reversão clara no comércio de commodities. A China tenta fazer a transição do modelo de expansão das exportações de manufaturas para uma economia mais focada no consumo doméstico. Além disso, o comércio global continua a crescer abaixo da expansão do PIB mundial, quando antes aumentava duas vezes mais, e essa desaceleração não parece ser apenas cíclica.

Importantes economistas apontam uma transição de manufaturas para serviços. Enquanto houve redução nas vendas mundiais de mercadorias, cresceu a economia digital, por exemplo. Portanto, não se pode contar como certo que, uma vez melhorado o desempenho da economia mundial, as exportações e importações voltarão a crescer no ritmo do passado.

Tampouco existe engajamento firme por liberalização comercial. Na Organização Mundial do Comércio (OMC), não se deve esperar tão cedo uma grande rodada de abertura de mercados. O máximo que pode ocorrer são resultados pontuais, como algum corte modesto nos subsídios à produção agrícola dentro de dois anos, na conferência ministerial, e negociação de acordos plurilaterais.

No campo de negociações regionais, pelo menos 14 dos 28 países da UE demonstram resistência a fechar um acordo comercial com o Mercosul. Alegam perdas bilionárias na parte agrícola, se o mercado europeu for ligeiramente liberado para mais carnes e outros produtos do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Uma eventual negociação de acordo de liberalização com os EUA parece algo difícil de entrar no radar americano proximamente, dizem analistas.

Em contrapartida, os grandes acordos liderados pelos EUA são um complicador para o Brasil fazer mais comércio nesse cenário. O Trans-Pacific Partnership (TPP) negociado com o Japão e outros países do Pacífico, uma vez implementado, levará a agricultura dos EUA a ganhar participação no mercado japonês. Ou seja, o Japão, o maior importador mundial de alimentos, fecha acordo com um concorrente brasileiro. O Brasil, que tem fortes vendas de frango no mercado do Japão, tende a perder. No TTIP, acordo que Washington negocia com a UE, também haverá desvio de comércio e perdas para exportadores brasileiros.

De certa forma, o Brasil está na contramão na tendência internacional, com o consenso interno que se formou sobre a importância de fortalecer o comércio exterior. Não há nenhuma força política significativa pelo fechamento da economia brasileira. Mas a competição é mais rude globalmente para tomar espaço dos outros.

Para certos analistas, isso está acontecendo no setor automotivo, por decisão estratégica das matrizes de usar o Brasil como plataforma de exportação em função da melhora da competitividade, graças ao real desvalorizado. Mas o efeito do câmbio é limitado e outros custos vão ter de diminuir para o Brasil poder entrar na briga.

Por Assis Moreira | De Genebra
Valor Econômico – 02/05/2016

Redação On maio - 2 - 2016
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