Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017






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Indústria critica decisão

A manutenção da Selic foi vista por parte do mercado financeiro como sinal de certa leniência com a inflação. Mas, na avaliação da indústria, o Banco Central (BC) já deveria ter começado a baixar a taxa para tirar o país da maior recessão de sua história.

Em comunicado, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), afirmou que a decisão “dificultará a recuperação da economia e deteriorará ainda mais as condições financeiras das empresas”. Para a entidade, há espaço para flexibilizar a política monetária: “O aprofundamento da recessão, a valorização do real frente ao dólar e a desaceleração da inflação justificariam o início da queda dos juros”.

A CNI reconheceu, porém, que “a decisão do BC provavelmente reflete o ambiente de incerteza política que domina a economia.” Na avaliação da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), “a queda estrutural da taxa de juros depende de um maior alinhamento entre as políticas monetária e fiscal, fator-chave tanto para que a inflação retorne ao centro da meta quanto para a retomada do crescimento da economia brasileira”.

Correio Braziliense – 28/04/2016

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Investimento no setor de construção deve recuar 7% neste ano, prevê Fiesp

O PIB da cadeia da construção caiu 7,7% em 2015 e chegou a R$ 501,9 bilhões. O setor teve ainda redução de 461 mil postos de trabalho no período (-3,6%), segundo estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A cadeia inclui construção formal e informal, indústria de materiais e de máquinas e equipamentos, comércio e serviços. Os investimentos feitos apenas em obras (habitação e infraestrutura) somaram R$ 617,4 bilhões, queda real de 7,6% em relação a 2014.

Para 2016, a expectativa é de novas quedas para toda a cadeia e um novo governo pós-impeachment não deve mudar esse quadro, diz Fernando Garcia, consultor do Departamento da Indústria da Construção, da Fiesp. Ele prevê nova retração de 7% para os investimentos em obras no ano, além de queda superior a 5% para o total de pessoas ocupadas em toda a cadeia. “O negócio está feio”, diz.

Garcia considera mais um período perdido, com obras paradas no âmbito federal, estadual e municipal. “E 2017 não está salvo, não”. Segundo ele, a página que se abriu para recomposição política não tem o fim da história contado e muitos dos protagonistas de hoje têm algum risco para o futuro. O quadro, diz, difere do impeachment do ex-presidente Fernando Collor, em que nada constava sobre o sucessor, Itamar Franco. “Não existe um ‘nada consta’ hoje. Isso que dá luz amarela para o futuro.”

Em habitação, a queda forte dos depósitos na poupança e do ritmo de acumulação do FGTS – fonte de financiamento do programa Minha Casa, Minha Vida, por exemplo – abre espaço para queda de 20% no número de unidades financiadas no ano. “Isso é algo que deve se estender até meados de 2017”, diz Garcia. Em obras públicas, ao lado da Lava-Jato, ele aponta a paralisia de Estados e municípios.

Como exemplo, cita que os desembolsos para investimento em saneamento no primeiro trimestre do ano em São Paulo – o maior orçamento – foi de R$ 3 milhões. “Isso não conserta uma galeria, estamos andando para trás. Metrô, trem urbano, está tudo parado.”

Ele diz ainda que somando todas as secretarias e governo indireto, que inclui estatais como a Sabesp, os investimentos em obras em São Paulo alcançaram algo entre R$ 45 milhões e R$ 50 milhões entre janeiro e março. “É como se o governo do Estado de São Paulo inteiro tivesse construído um prédio”, diz. “Não é só investimento federal que está travado por causa das grandes construtoras.”

Na área federal, o problema de escassez de recursos começou a ficar mais grave na metade do ano passado, com o aquecimento da Lava-Jato. Ainda assim, havia muita coisa contratada de anos anteriores – finalização de aeroportos e construção de hidrelétricas. A queda de 7,6% dos investimentos em obras em 2015 foi grande, diz Garcia, mas ocorreu após um ano recorde – de 2013 para 2014, os investimentos subiram quase 8%. “O impacto maior de recessão e Lava-Jato se concentra em 2016 e no primeiro semestre de 2017.”

Entre os riscos para a cadeia da construção, Garcia destaca a Lava-Jato e também a Operação Zelotes, que podem trazer “instabilidade à composição dos governos daqui para frente”. Para Garcia, os desafios da área econômica deixam o setor na “penúria”.

“Do ponto de vista fiscal, se fosse só a União e as pedaladas ou se fosse só Estados e problemas de baixa arrecadação, estava até bom. Mas tudo junto é muito ruim. Vamos ter que encarar aumento de imposto e redução de despesa, o que é doloroso e independe de quem está no poder”, diz o consultor.

Valor Econômico – 28/04/2016

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Diretora da ArcelorMittal Brasil prega a liderança feminina

Por meio de duas ONGs, executiva brasileira quer mostrar eficiência das mulheres em cargos

Helenice Laguardia

A diretora jurídica e de relações institucionais da ArcelorMittal Brasil, Suzana Fagundes, 42, está há 11 anos na empresa e foi a primeira mulher a ser diretora da companhia no Brasil. “Na minha diretoria são cerca de 50% de mulheres. No total são 15 mulheres e na parte de gerencia e gestão são três mulheres e três homens”, conta a advogada. Há quase dois anos no cargo da gigante do setor de siderurgia, não é de hoje que Suzana faz militância para que a mulher ocupe mais cargos de direção na vida executiva das empresas no país.

A vontade de Suzana de mudar o desenho atual dos quadros hierárquicos surgiu a partir do exemplo da mãe, Maria Amália, que comanda o Instituto Acesso há dez anos. A instituição é uma ONG com foco no assentamento Granja de Freitas, em Belo Horizonte. “É para que mulheres carentes e arrimos de família desenvolvam uma renda para elas tratando da autoestima e ajudando a montar o próprio negócio”, explica Suzana, que auxilia na parte jurídica.

Suzana também é conselheira e sócia-fundadora da ONG Will – Women in Leadership in Latin America –, que tem o objetivo de aumentar o número de mulheres em posição de liderança na América Latina. A ONG existe há dois anos, com sede em São Paulo, em Nova York e Londres, onde há colaboradoras. “Estudos mostram que as empresas aumentam em até 30% o lucro anual com mulheres em postos de liderança”, informa.

Cotas.O sistema de cotas para mulheres é um tema defendido pela Will. “A maioria era contra cotas, e, depois de ver que esse assunto não evolui naturalmente, e observando o resultado que outros países tiveram na imposição de cotas, eu acredito que em um momento inicial a cota é importante para quebrar a inércia que existe”.

Suzana aponta que o modelo de liderança que temos no Brasil e em vários países é o de liderança masculina. “A própria mulher ainda acredita que o homem ainda vai representar melhor em uma situação. Temos que quebrar essa ideia, que está arraigada na nossa cultura, com um método mais artificial que seriam as cotas”, defende.

A experiência internacional que Suzana conhece são cotas em conselhos de administração, como na Noruega. “O percentual é de 30% nos conselhos, e teve um tempo para que as empresas preenchessem os cargos. A cota fez com que as pessoas passassem a pensar em nomes de mulheres para a posição de conselheiros”, conta a executiva.

Mercado do aço exige diferenciais na situação atual

Na liderança, a diretora jurídica e de relações institucionais da ArcelorMittal Brasil, Suzana Fagundes, conta que a mulher harmoniza melhor os conflitos, tem intuição, maior sensibilidade no trato e visão sistêmica, características que completam a visão do homem. E isso faz diferença no comando da Arcelor? “Sim, faz diferença. Tem que fazer muito com pouco, o lema da atualidade, tem que fazer diferente, de forma criativa, sem perder o valor e a qualidade da entrega”, responde a executiva.

Mercado. Suzana conta que o setor do aço vive um momento desafiador no mundo com excesso de capacidade principalmente originado da China, e um excesso mundial de 700 milhões de toneladas de aço. “No Brasil, o consumo aparente foi de 33 milhões de toneladas em 2015”, compara.

Nos desafios, a executiva da ArcelorMittal diz que é preciso tentar fazer produtos com maior valor agregado, tentar ter mais inovações. “E a Arcelor está mantendo um centro de pesquisa e desenvolvimento na unidade de Tubarão, em Vitória (ES)”, conta.

A Arcelor, segundo Suzana, tem diferencial nos aços longos e planos com um mix completo. “Além disso, é produzir o máximo possível para poder manter-se competitiva. Este momento, a gente acredita que é transitório, mas não vai voltar a ser o que era no passado”, diz.

Fonte: O Tempo

Redação On abril - 28 - 2016
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