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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017






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Crise no Brasil reflete na indústria argentina

A crise econômica brasileira produziu um “importante impacto” no setor industrial argentino, avaliou o ministro da Produção da Argentina, Francisco Cabrera nesta semana. Apesar disso, Cabrera disse acreditar em avanço do comércio entre os dois países.

O ministro da Produção da Argentina esteve nesta segunda-feira (25) em Brasília, em reunião com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, Armando Monteiro. Este foi o primeiro encontro entre os ministros no âmbito da Comissão Bilateral Brasil-Argentina.

No curto prazo, os ministros tentam definir uma meta para trabalhar a renovação do acordo bilateral de produção de autos que expira em junho próximo. O acordo automotivo entre os dois países impõe cotas de compra e venda. Segundo as regras em vigor, para cada US$ 1,5 exportado para a Argentina sem imposto, fábricas brasileiras devem importar US$ 1, na mesma condição.

Ao final do encontro, Cabrera e Monteiro adiantaram que a negociação do acordo bilateral no setor automotivo será revisado e supervisionado de maneira permanente.

O setor automotivo argentino é um dos mais afetados pela crise do Brasil, mercado para o qual se destinam mais de 80% da produção e que no primeiro trimestre deste ano registrou retração em torno de 40% nas exportações.

A situação do mercado brasileiro também afeta fortemente os setores de plástico, borracha e químicos, metalurgia, eletrodomésticos e têxteis na Argentina. Estes setores foram afetados tanto pela menor demanda do principal parceiro comercial argentino, quanto pela escassez de produtos brasileiros.

“A crise brasileira produziu impacto significativo sobre o setor industrial argentino , uma vez que 50% da produção industrial da Argentina vai para o Brasil e que os fluxos comerciais estão sofrendo. Na Argentina existem suspensões na indústria automotiva, mas, aguardamos a melhora desta situação, pois sabemos que a trajetória de crescimento pode ser retomada, levando à normalidade nas relações comerciais”, avaliou Cabrero.

Mesmo indicando que a situação brasileira tem afetado a indústria argentina, o Ministro de Produção preferiu não se manifestar sobre a crise política do Brasil, afirmando apenas que o País tem instituições fortes e democráticas e, por isso, capaz de solucionar os problemas.

Em comunicado conjunto, os ministros disseram que no nível bilateral foram ainda identificadas como questões prioritárias “fortalecer as relações bilaterais de integração produtiva, facilitando o comércio e eliminando barreiras não tarifárias em busca de convergência regulatória”. Sobre o Mercosul, Brasil e Argentina trataram alternativas para agilizar a tomada de decisões dentro do bloco e acordaram impulsionar as negociações em compras governamentais e facilitar investimentos”, destaca o comunicado.

De acordo com os ministros, o próximo encontro será em junho, em Buenos Aires, e representantes do setor privado também serão chamados a participar.

Oleaginosas

Apesar do impacto da economia brasileira, a atividade industrial da Argentina em fevereiro registrou crescimento de 0,7% a partir do forte impacto do setor de moenda de oleaginosas, o qual mostrou um crescimento de 50,5% na medição ano a ano, de acordo com o relatório do centro de estudos da união industrial argentina. O relatório salienta que “fevereiro foi novamente atípico para a produção industrial” afirmando que “o sector de moenda de oleaginosas mostrou um crescimento de 50,5% na medição ano a ano, alavancado pela maior liquidação de estoques e de moenda para exportação”.

O ramo de “alimentos e bebidas evidenciou um aumento da ordem de 11,7% na produção, segundo a medição ano a ano, explicado exclusivamente pela maior moenda de oleaginosas”. Se for desconsiderado este segmento, o bloco registrou queda de 1,3%.

Importação

O Banco Central da Argentina (BCRA) liberou nesta semana, por resolução da diretoria, o cronograma de importações que eram de 2015, permitindo assim normalizar uma situação que havia alterado completamente o comércio exterior devido à restrição que o ente monetário havia determinado no ano passado.

Por uma decisão tomada pela anterior Diretoria do BCRA, o acesso ao mercado de câmbio para importações de bens e serviços prévios ao 17 de dezembro de 2015 conservava um acesso restringido ao referido mercado.

Diante deste cenário, o fluxo comercial em bens e serviços fica liberado, independentemente do momento no qual foi realizado o comércio. “Assim, é dado um passo adicional na solução dos desequilíbrios herdados da administração previa”, explica um comunicado do Central.

DCI – 27/04/2016

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Apesar de desvalorização da moeda, exportações do México não sobem

A forte desvalorização do peso mexicano não foi suficiente para elevar a exportação de bens manufaturados do país, principalmente em razão do fraco desempenho do setor industrial dos EUA e do alto grau de integração das cadeias de abastecimento ao longo da fronteira entre as duas nações.

Economistas dizem que a desvalorização de 24% do peso em relação ao dólar nos últimos 18 meses deveria ter tornado as mercadorias produzidas no México mais competitivas. A reação das exportações, contudo vem se mostrando lenta em consequência da alta sincronia entre os ciclos de negócios nos Estados Unidos e no México.

As exportações de bens manufaturados, que representam 90% das vendas mexicanas ao exterior, caíram 6,5% em março em relação ao mesmo mês de 2015, segundo números divulgados ontem pelo instituto de estatísticas do governo. O declínio foi puxado pela queda de 10% nas exportações automotivas.

As importações de bens intermediários, equipamentos e maquinário – componentes fundamentais para as exportações industriais – também tiveram queda em março, o que contribuiu para que o país registrasse um superávit comercial de US$ 155 milhões no mês.

Apesar dos acordos de livre comércio do México com 46 países, incluindo com a União Europeia e o Japão, cerca de 80% das exportações mexicanas anuais, de US$ 380 bilhões, têm os EUA como destino.

Recente análise do Banco do México, o banco central do país, mostrou que a demanda das empresas exportadoras dos EUA por componentes mexicanos tem mais impacto nas vendas externas do México do que as mudanças na taxa de câmbio peso/dólar.

“A valorização geral do dólar dos EUA e seus efeitos negativos nas exportações dos EUA parecem ter afetado as exportações mexicanas”, disse o banco central em informe divulgado em março. A desvalorização do peso mexicano leva de cinco a oito trimestres para ter impacto visível nas exportações, de acordo com estimativas do Banco do México.

Depois de atingir a cotação mais desvalorizada na história, de 19,4485 pesos por dólar no início de fevereiro, a moeda mexicana recuperou-se um pouco e era negociada recentemente a 17,40.

A firma de pesquisas londrina Capital Economics estima que cerca de 70% das exportações industriais do México para os EUA são compostas de bens intermediários que não recebem impulso imediato da desvalorização do peso, ao contrário de bens finais, como carros ou televisores, cujo destino são os consumidores americanos.

Em algum momento, um peso mais fraco deverá ser vantajoso para a indústria mexicana, pois lhe permitirá baixar seus preços em moeda estrangeira para concorrer, o que estimulará a demanda por seus produtos. Esse cenário daria ao México vantagens em relação aos exportadores de commodities na América Latina, que em sua maioria não têm poder para influenciar os preços no mercado mundial, segundo o economista Edward Glossop, especializado em países emergentes na Capital Economics.

No entanto, como os exportadores dos Estados Unidos sofrem com a força do dólar, “esse pode ser um motivo pelo qual não estamos vendo um aumento na demanda por insumos mexicanos”, acrescentou Glossop.

Apesar da deterioração nas exportações, a participação do México no total de importações dos EUA continua em patamares recorde. No segmento de bens manufaturados, a proporção está próxima a 14%, indício de que o México não vem perdendo competitividade, segundo o economista Luis Arcentales, especialista em América Latina, no Morgan Stanley.

Mesmo com o foco do México estando direcionado para as exportações industriais, a balança comercial do país vem sofrendo com o declínio do preço do petróleo, já que o país importa mais gasolina, diesel e gás natural do que exporta petróleo. Os produtos petrolíferos foram responsáveis por cerca de 70% do déficit comercial de 2015, de US$ 14,5 bilhões, o maior no México desde 2008.

Valor Econômico – 27/04/2016

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Dados fracos da produção afetam crescimento

As encomendas de bens duráveis industrializados nos Estados Unidos se recuperaram bem menos do que o esperado em março, com a demanda por automóveis, computadores e produtos elétricos caindo, o que sugere que a contração do setor industrial está longe do fim.

O relatório do Departamento do Comércio divulgado ontem também indica que os gastos empresariais e o crescimento econômico foram fracos no primeiro trimestre deste ano. As perspectivas para o segundo trimestre pioraram após outro relatório mostrar uma queda na confiança do consumidor em abril.

Os dados foram divulgados no dia em que o Federal Reserve, banco central dos EUA, iniciou sua reunião de dois dias sobre a política monetária, com a expectativa de que mantenha a taxa de juros. O Fed elevou os juros em dezembro pela primeira vez em quase uma década. “Esses relatórios decepcionantes provavelmente vão aumentar a cautela no Fed”, disse o vice-economista-chefe do TD Securities Millan Mulraine.

O Departamento de Comércio informou que as encomendas de bens duráveis, itens que vão desde torradeiras a aeronaves e que devem durar ao menos três anos, aumentaram 0,8% no mês passado, após recuarem 3,1% no segundo mês do ano.

Encomendas de bens de capital fora do setor de defesa e excluindo aeronaves, um indicador de planos de gastos empresariais acompanhado de perto, ficaram inalteradas após a queda de 2,7% em fevereiro. Anteriormente havia sido divulgada uma queda de 2,5% do chamado núcleo das encomendas de bens de capital no segundo mês do ano.

Economistas haviam projetado que as encomendas de bens duráveis avançariam 1,8% no mês passado, e que o núcleo teria alta de 0,8%.

Um segundo relatório divulgado ontem mostrou que o índice de confiança do consumidor, do Conference Board, caiu 1,9 ponto, para uma leitura de 94,2 em abril. Os consumidores estão um pouco pessimistas com as perspectivas econômicas no curto prazo, refletindo que eles não esperam uma melhora na atividade no curto prazo.

Desemprego

No final da semana passada, dados apontavam para uma melhora no mercado de trabalho norte-americano: o número de pedido de auxílio-desemprego caiu na semana anterior, atingindo seu nível mais baixo desde 1973 e sugerindo que o mercado de trabalho dos Estados Unidos continuou a ganhar impulso, apesar de fraco crescimento econômico. Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego registraram 247 mil, ficando abaixo dos 300 mil, nível associado a condições do mercado de trabalho saudáveis.

DCI – 27/04/2016

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Sem energia, Venezuela amplia corte da jornada

O governo da Venezuela determinou ontem que os funcionários públicos passarão a trabalhar apenas dois dias por semana, como forma de reduzir o consumo de eletricidade no país, que enfrenta grave crise provocada pela seca. Há algumas semanas o governo já havia determinado a dispensa dos funcionários na sexta-feira, mas decidiu incluir também as quartas e quintas. Já convivendo há anos com escassez de produtos para vender, o comércio venezuelano enfrenta desde segunda-feira mais uma dificuldade: o racionamento de energia por quatro horas todos os dias. Como boa parte das vendas é feita com o uso de cartões, os lojistas temem uma queda nas transações. Embora o racionamento oficial tenha começado nesta semana, boa parte do país sofre há anos cortes da energia, em consequência de secas, do aumento do consumo e da deterioração das usinas. Analistas preveem que a crise elétrica afetará a produção petroleira do país. O FMI calcula que a economia venezuelana terá contração de 8% neste ano. Na foto, loja de Charallave, a cerca de 60 kms de Caracas.

Valor Econômico – 27/04/2016

Redação On abril - 27 - 2016
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