Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 23 de Setembro de 2017






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Crise e inflação seguram reajuste salarial

O prolongamento da crise econômica e a inflação ainda elevada têm feito de 2016 mais um ano de ganhos reais modestos nos salários. As categorias que fecharam dissídio neste primeiro trimestre têm encontrado dificuldade para garantir pelo menos as perdas acumuladas pelos índices de preços e relatam cada vez mais casos de reajustes escalonados e parcelados.

O boletim Salariômetro, que a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulga hoje, mostra que houve perda real nas negociações em todos os três primeiros meses deste ano. A mediana dos acordos e convenções coletivas homologados indica queda de 0,8% em janeiro, de 0,3% em fevereiro e de 0,1% em março.

O levantamento revela ainda outro sintoma da crise captado pelo acompanhamento da atividade dos sindicatos. O volume de acordos de redução de jornada com corte proporcional da remuneração soma 92 no primeiro trimestre, mais de um terço do contabilizado em todo o ano de 2015. Desse total, pouco mais da metade, 54, foram feitos através do Programa de Proteção ao Emprego (PPE), criado pelo governo no ano passado para tentar conter o número crescente de demissões no setor produtivo.

Os metalúrgicos de Jaraguá no Sul (SC) fecharam quatro neste início de ano, conta Silvino Volz, presidente do sindicato da categoria, todos feitos através da Lei 4.923, de 1965 – e, portanto, sem o auxílio dos recursos do FAT, usados pelo PPE para complementar parte da redução das remunerações. As exigências que garantem a elegibilidade para o programa do governo federal, entre outras a necessidade de que as empresas não tenham débitos com o INSS e com o FGTS, acabam deixando muitas companhias de fora, diz o sindicalista.

Depois de anos consecutivos de aumentos reais superiores a 1%, em 2016 a categoria, com data-base em janeiro, fechou reajuste de 11,28%, o equivalente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado nos 12 meses até dezembro. “A negociação foi muito mais difícil, tivemos 11 rodadas”, comenta.

Tão preocupante quanto a correção modesta nos salários é a perspectiva de alta do desemprego entre os metalúrgicos da região. Entre janeiro e março, o sindicato contabilizou 1,3 mil demissões, encolhendo a base, hoje com 23,5 mil trabalhadores, em 5,2%.

Essa é também a apreensão do presidente do sindicato da construção civil do município do Rio (Sintraconst-Rio), Carlos Antonio de Souza. Nos últimos 12 meses, afirma, o volume de empregados no setor despencou de 200 mil para 160 mil na região. A conclusão das obras para a Olimpíada deve provocar outros 10 mil desligamentos nos próximos meses, ele estima.

“Qual o poder de mobilização que a gente tem diante do desemprego?”, ressalta o sindicalista, que tenta demover o sindicato patronal da proposta, atualmente em negociação, de apenas metade da inflação acumulada no período – dividida em duas vezes, com mudança da data-base de março para outubro.

Depois de uma negociação conturbada, que começou em outubro do ano passado, em meio a diversos episódios de atraso no pagamento de salários, os profissionais de asseio e conservação da cidade de São Paulo tiveram perda real de 1,17% nos salários, com reajuste nominal de 10%. O setor tem sido prejudicado pelas dificuldades financeiras enfrentadas pela prefeitura e pelo governo do Estado – que têm levado os entes a rever contrato com as terceirzadas para cortar custos. No início deste ano, os funcionários de limpeza da linha Azul do Metrô chegaram a entrar em greve por atraso no pagamento de salários e benefícios.

“Nós fomos para a negociação em uma situação extremamente desfavorável, mas o que preocupa é a situação atual. Nosso setor emprega muita gente e paga salários baixos, perto do mínimo. Quem for demitido agora dificilmente vai conseguir outra vaga”, afirma o presidente do sindicato que representa a categoria, o Siemaco, Moacyr Pereira. O município soma 120 mil trabalhadores, entre profissionais de asseio e conservação, limpeza urbana e áreas verdes. Os primeiros têm data-base em janeiro.

O coordenador do boletim Salariômetro, Hélio Zylberstajn, ressalta que o cenário dos reajustes é ainda pior do que o retratado pelo levantamento. Nos últimos meses, a mediana dos acordos – fechados entre uma empresa específica e seus funcionários – chegou a 11%, enquanto a das convenções, que englobam um número muito maior de trabalhadores, foi de 10%. “A única boa notícia hoje é que a inflação está cedendo”, acrescenta o economista – ressalvando, contudo, que o aprofundamento da recessão deve seguir limitando o espaço para as empresas concederem aumentos reais.

Os farmacêuticos de São Paulo foram surpreendidos pela desaceleração dos índices de preços no mês passado. “Fechamos o dissídio de 10% com base na projeção do Dieese, que estava em 10,15%. Acabamos ganhando 0,08% de aumento real”, comemora Sergio Luiz Leite, presidente da Fequimfar, uma das federações que representa os farmacêuticos do Estado, 56 mil trabalhadores. A categoria negociou ainda que o abono de R$ 800 pago em outros dissídios fosse dividido em 12 parcelas, incluídas no tíquete alimentação, que teve, assim, aumento superior a 50%.

Os 140 mil profissionais de TI de São Paulo conseguiram repor as perdas inflacionárias e fecharam alta de 10,67% nos salários – o aumento apurado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no ano passado. Para elevar a proposta inicial feita pelo sindicato empresarial, metade do índice, o Sindpd, que representa a categoria, concordou em dividir o reajuste em duas partes – 8,5% na data-base, em janeiro, e 2,17% no segundo semestre.

Para o presidente da entidade, Antônio Neto, a falta de um horizonte para a retomada da economia indica que a negociação difícil deste ano pode se repetir no dissídio de 2017. “A crise está batendo agora nas prestadoras de serviços”, diz. O ganho real deste ano praticamente empatou com o de 2015, que ficou em 0,1%. Em 2014, a alta foi de 2,1%.

Para garantir o INPC acumulado até fevereiro, 11,08%, a campanha dos sapateiros de Franca (SP) foi parar na mesa de conciliação do Ministério do Trabalho. Diante do momento mais difícil, o presidente do sindicato da categoria, Sebastião Ronaldo, diz que buscou alternativas fora do percentual de reajuste para tentar elevar os salários dos 28 mil trabalhadores que formam a base – entre elas estavam o auxílio escolar, pago aos que têm filhos, que foi corrigido de R$ 230 para R$ 256.

Valor Econômico – 26/04/2016

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Novo presidente da Anfavea defende previsibilidade

Em meio ao que classifica como “fundamentalmente uma crise de confiança”, o novo presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale, diz que a principal agenda da entidade é garantir um nível de previsibilidade para o setor. Megale é diretor de assuntos governamentais da Volkswagen e assumiu ontem a presidência da entidade para um mandato de três anos.

Em coletiva para apresentação da nova diretoria, ele destacou a expectativa da Anfavea de manter o mesmo nível de interlocução com o governo visto na gestão anterior, de Luiz Moan. A apresentação do novo corpo diretor da Anfavea à presidência da República, porém, só deverá ser feita quando houver uma definição para o imbróglio político, aprovado ou não o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Essa resolução, diz, também é importante para a retomada da confiança.

O que já está previsto é uma rodada de apresentação nos órgãos técnicos do governo, como Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ministério das Cidades e a pasta da Fazenda. A principal agenda é ressaltar a importância da previsibilidade para que qualquer medida a ser tomada seja feita com clareza e com antecedência.

É também com o MDIC que a entidade planeja iniciar uma discussão sobre o que será feito, em termos de política industrial, após o fim do Inovar-Auto, regime automotivo que prevê incentivos tributários mediante elevação do padrão tecnológico dos veículos e eficiência energética. O programa vai até o fim de 2017. Megale explicou que ainda não estão sendo travadas conversas a respeito, mas que já houve sinalização de que, em breve, deve haver uma primeira discussão. Para o que vier depois do programa, a entidade defende como a manutenção dos dois vetores principais: a eficiência energética e pesquisa e desenvolvimento.

Com o cenário doméstico ainda desfavorável, uma das apostas da Anfavea é o mercado de exportação. Megale acredita que haverá aumento proporcional da produção de veículos voltada para exportação neste ano e apoia o governo nas tentativas de estabelecer acordos comerciais com outros mercados lá fora. “Esperamos que, a medida que os acordos forem sejam fechados, comece a gerar resultados e haja avanços para a utilização da capacidade produtiva [do setor].”

Em 2015, dados da Anfavea mostram que 17% do volume total de produção de veículos leves, caminhões e ônibus foi destinado para exportação. Em 2014, o volume vendido lá fora representava 11% da produção.

Sobre o acordo comercial com a Argentina, com vigência até o fim de junho, o novo presidente da Anfavea acredita que haverá uma renovação, embora não tenha dado detalhes sobre os termos, nem se haveria apenas uma renovação do que está em vigor ou uma renegociação com ajustes. Hoje, o comércio bilateral é regulado por um sistema “flex”, que prevê liberação ao Brasil para exportar até 50% a mais do que importa dos argentinos livre de impostos. Aquilo que excede esse limite fica sujeito a imposto de importação.

Os países deverão negociar a renovação do acordo e Megale afirma que o ideal seria conseguir um acerto de longo prazo, mas acredita que o contexto dos dois países pode dificultar. Defende ainda acordos com mercados como Colômbia, Peru e Equador que, somados, equivalem a um mercado como a Argentina, diz.

Questionado sobre os números do setor em abril, que serão divulgados na próxima semana, Megale disse apenas que a média de emplacamentos diários tem se mantido estável em relação ao visto em março, tendo, portanto, tendência de variação conforme o número de dias úteis do mês.

Valor Econômico – 26/04/2016

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Emprego doméstico recua pelo 3º ano seguido na região metropolitana de SP

A tendência de redução do trabalho doméstico entre as mulheres da região metropolitana de São Paulo, observada em 2013 e 2014, se manteve no ano passado. Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) a participação desse tipo de serviço no total da ocupação encolheu de 13,7% no período anterior para 13,1% em 2015, o menor nível da série, que começa em 1992.

O movimento de formalização do segmento, que começou nos anos 2000, também seguiu ganhando força. Segundo o levantamento, as mensalistas com carteira assinada passaram de 26,5% do total em 1992 para 40,9% em 2014 e 42,8% no ano passado. Maioria 20 anos atrás, as mensalistas sem carteira somaram 17,7% em 2015.

O estudo avalia que a dinâmica recente de redução no contingente de trabalhadoras domésticas deve continuar nos próximos anos, especialmente no atual período de baixo crescimento da economia e de consequente restrição no orçamento das famílias, variável da qual esse tipo de serviço depende exclusivamente.

Também pesa a questão da falta de renovação da mão de obra, já que o trabalho doméstico deixou de ser a principal forma de entrada no mercado de trabalho para as jovens de baixa renda.

“O aumento do nível de escolaridade das jovens ampliou suas opções de escolha por uma ocupação, permitindo dar preferência às que apresentem maiores chances de progresso e status profissionais, com mais ou melhores benefícios e maior remuneração”. Não por acaso, a participação daquelas com mais de 40 anos nesse tipo de serviço saltou de 29,7% em 1992 para 70,2% em 2015.

As mulheres negras mantêm-se como maioria no emprego doméstico (55,8%), proporção considerada elevada, já que a participação de negros na população economicamente ativa é de cerca de 38% na região metropolitana de São Paulo. “Assim, embora tenha se retraído nos últimos anos, [o trabalho doméstico] ainda é uma importante alternativa de inserção ocupacional para as mulheres, em especial as adultas, negras e com baixa escolaridade”.

O rendimento médio real por hora do total de empregadas domésticas, por sua vez, vem registrando altas consecutivas desde 2005 e avançou 4,6% em 2015. As mensalistas com carteira assinada passaram a receber, em média, R$ 7,59 por hora e as diaristas, R$ 10 por hora.

Quanto ao período de trabalho, a jornada média das mensalistas com carteira assinada, que era de 49 horas por semana em 1992, passou de 41 horas para 40 horas entre 2014 e 2015. As empregadas diaristas têm uma jornada diferenciada, geralmente mais extensa por dia de atividade, mas com menos dias trabalhados na semana, chegando, em 2015, a uma média de 24 horas semanais.

Valor Econômico – 26/04/2016

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Acesso difícil ao crédito afeta construção, aponta CNI

A Sondagem da Indústria da Construção, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), aponta redução na queda da atividade do setor em março. Apesar de os indicadores terem melhorado no mês, ainda há dificuldade no acesso ao crédito. A alta taxa de juros é vista como o principal entrave dos empresários.

Os índices de nível de atividade e de número de empregados permanecem abaixo da linha divisória de 50 pontos, o que indica queda da atividade e do emprego em relação ao mês anterior. Mas houve alta nos índices em março, o que representa redução do ritmo de queda da atividade e do emprego. Na passagem de fevereiro para março de 2016, o indicador de atividade aumentou 2,3 pontos, para 37,5 pontos, e o de emprego 1,1 ponto, alcançando 36,6 pontos.

“Os indicadores de condições financeiras apontam insatisfação forte e disseminada com a margem de lucro operacional e com a situação financeira. Paralelamente, as empresas têm mostrado maior dificuldade de acesso ao crédito”, afirma a entidade.

A satisfação das empresas com a margem de lucro operacional caiu para 28,8 pontos no primeiro trimestre (foram 32,2 pontos no trimestre imediatamente anterior e 34,7 ponto um ano atrás). Já a satisfação com a situação financeira ficou em 33,3 pontos (36,4 pontos no trimestre anterior e 38,3 pontos um ano atrás).

A utilização da capacidade de operação permanece muito baixa, o que corrobora o cenário de fraca atividade do segmento da construção. Em março, o indicador atingiu 57%, 1 ponto percentual acima do valor observado em fevereiro. Apesar disso, o indicador permanece 10 pontos abaixo da média histórica para o mês de março.

A facilidade das empresas de construção em tomar empréstimos tem se tornado cada vez menor, afirma a CNI. O indicador de acesso ao crédito marcou 23,1 pontos no primeiro trimestre de 2016, redução de 2,8 pontos em relação ao trimestre anterior. O número fica 8,6 pontos abaixo de um ano atrás. Esse valor representa o piso da série iniciada no quarto trimestre de 2009.

Os empresários permanecem pessimistas. Os índices de expectativa de nível de atividade e de novos empreendimentos e serviços variaram dentro da margem de erro e atingiram 39,7 pontos (contra 40,6 pontos um mês atrás e 44,1 ponto um ano antes) e 37,7 pontos (contra 38,1 pontos um mês atrás e 43,1 pontos um ano antes), respectivamente.

Os índices de expectativa do número de empregados e de compras de insumos e matérias-primas caíram ambos um ponto contra um mês antes, após dois meses consecutivos de alta, registrando 38,2 pontos e 38,3 pontos, respectivamente.

O pessimismo levou a intenção de investir ao piso da série histórica pelo segundo mês consecutivo. O índice ficou em 23,4 pontos, valor 0,1 ponto inferior ao observado um mês antes. A fraca atividade do segmento, a baixa utilização da capacidade de operação e as expectativas ainda muito pessimistas inibem qualquer melhora deste indicador, afirma a CNI.

Valor Econômico – 26/04/2016

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FGV: confiança da indústria sobe em abril ante março
O Índice de Confiança da Indústria (ICI) subiu 2,7 pontos frente ao resultado final de março, a 77,8 pontos, segundo a prévia da sondagem de abril divulgada ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV). “A alta do índice na prévia de abril foi determinada principalmente pela melhora das expectativas em relação aos meses seguintes, após três quedas consecutivas”, informou a FGV.

Em abril o Índice de Expectativas (IE) avançou 3,5 pontos ante março, para 75,5 pontos. Já o Índice da Situação Atual (ISA) subiu 1,9 ponto, para 80,5 pontos.

DCI – 26/04/2016

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Movimento do comércio cai 7,1% no trimestre

O movimento do comércio varejista nacional recuou 7,1% no primeiro trimestre na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo a Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). Em março, a atividade setorial recuou 5,4% ante o mesmo mês de 2015.

Conforme a Boa Vista SCPC, em nota, o resultado do mês passado marca novo recorde negativo na série histórica, iniciada em 2010. O movimento do comércio está em trajetória de queda desde julho de 2015. “Fatores como elevação de juros, piora do mercado de trabalho e inflação em patamar elevado podem ser considerados como os principais condicionantes deste cenário”, avalia a Boa Vista SCPC, afirmando que, para 2016, o cenário continua desafiador, com tendência de manutenção da queda.

Comparação

Nos valores acumulados de 12 meses até março, o movimento do comércio varejista encolheu 4,5%, 0,3 ponto percentual. Já na comparação dos dados com ajuste sazonal, março apresentou elevação de apenas 0,3% contra fevereiro deste ano. Na análise de março com o mês anterior, o setor de móveis e eletrodomésticos apresentou queda de 0,6% (dados com ajuste) e, em 12 meses, diminuição de 7,7%. Tecidos, vestuário e calçados caíram 0,7% no mês e recuaram 5,6% em 12 meses.

O segmento de supermercados, alimentos e bebidas subiu 1,1% no mês e retraiu 3,5% em 12 meses.

DCI – 26/04/2016

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Centrais cobrarão de Temer reformas que não prejudiquem direitos

Em encontro com vice-presidente Michel Temer (PMDB) nesta terça-feira (26), em Brasília, dirigentes de quatro centrais sindicais –Força Sindical, UGT (União Geral dos Trabalhadores), CSB (Central Sindical Brasileira) e Nova Central Sindical de Trabalhadores– cobrarão que o peemedebista se comprometa com uma reforma da Previdência que não mexa nos direitos dos trabalhadores.

Os sindicalistas dirão a Temer que não apoiam e nem apoiarão qualquer proposta similar à do governo Dilma Rousseff (PT), que estabelece, entre outros pontos, idade mínima para a aposentaria.

Em seu programa “Uma Ponte para o Futuro”, o PMDB pede, no entanto, idade mínima para aposentadoria para aliviar as contas públicas.

No programa com propostas econômicas lançado em outubro do ano passado, o partido diz que “é preciso ampliar a idade mínima para a aposentadoria, de sorte que as pessoas passem mais tempo de suas vidas trabalhando e contribuindo, e menos tempo aposentados”.

O documento peemedebista sustenta ainda que é “preciso introduzir, mesmo que progressivamente, uma idade mínima que não seja inferior a 65 anos para os homens e 60 anos para as mulheres, com previsão de nova escalada futura.

“Temos uma agenda trabalhista voltada para o desenvolvimento e o crescimento econômico e queremos debater isso como o Temer”, afirmou à Folha o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força.

No documento que será entregue ao vice-presidente no encontro no Palácio do Jaburu, as centrais dizem também que “os brasileiros –principalmente os menos favorecidos economicamente– estão cansados do desajuste da economia” e que o eventual governo Temer deve se comprometer com uma agenda que esteja “voltada para o desenvolvimento e o crescimento econômico e também para a distribuição de renda”.

“Nós, trabalhadores, destacamos a necessidade da imediata retomada do crescimento econômico, da geração de emprego, de renda e da preservação e ampliação dos direitos trabalhistas e das conquistas sociais”, diz o texto.

Além da questão da Previdência, o texto elaborado pelas centrais sindicais elenca outros pontos essenciais aos trabalhadores em uma provável gestão de Temer.

Estão entre elas: “a correção da tabela do Imposto de Renda; a renegociação da dívida interna; o fortalecimento e retomada do protagonismo histórico do Ministério do Trabalho juros menores, voltados ao consumo e aos investimentos no comércio e na indústria; e inclusão de representantes do capital e do trabalho no Comitê de Política Econômica do BC”.

Os sindicalistas pediram o encontro com Temer para “marcar posição” e “garantir espaço” às suas demandas, principalmente depois de o vice ter recebido representantes da indústria, neste domingo (24), no Palácio do Jaburu.

Folha de S.Paulo – 26/04/2016

Redação On abril - 26 - 2016
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