Sindicato Nacional da Indústria de
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Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017






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Argentina rejeita livre comércio no setor automotivo

Preocupado com a alta ociosidade nas montadoras brasileiras, o governo argentino reiterou ontem que não vê condições de estabelecer imediatamente o livre comércio no setor automotivo e prefere manter o sistema “flex”, que funciona como uma espécie de limite ao intercâmbio bilateral. O acordo automotivo entre Brasil e Argentina expira no dia 30 de junho. Para cada dólar comprado em automóveis e autopeças do país vizinho, a indústria nacional pode exportar US$ 1,5 sem a incidência de tarifas.

Em visita a Brasília, o ministro da Produção, Francisco Cabrera, disse que o objetivo é aumentar a integração produtiva com o Brasil, mas ressaltou a preocupação na Argentina com o excesso de capacidade ociosa nas montadoras instaladas do lado de cá da fronteira. Por isso, apontou duas vezes em uma rápida entrevista a necessidade de “proteger empregos” no país e afirmou que o atual flex de 1,5 é adequado “por enquanto”, mas sem fechar totalmente as portas para uma revisão do número a partir de julho.

O discurso de Cabrera não poderia ser diferente. Para evitar demissões, a maior unidade da Volkswagen na Argentina cortou 25% dos salários de quatro mil empregados. A GM e a Ford tiveram, juntas, 440 desligamentos voluntários no fim de 2015 por causa da queda no nível de atividade de suas fábricas. Metade da produção de veículos e autopeças no país é direcionada ao Brasil.

Além disso, a Câmara dos Deputados e o Senado discutem projetos de lei, à revelia do governo, para declarar “emergência trabalhista” e proibir dispensa de funcionários na iniciativa privada.

Cabrera participou junto com o ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro, da primeira reunião da recém-reativada comissão bilateral de comércio. Trata-se de um mecanismo para antecipar divergências e dar fluidez no diálogo entre os dois países.

Anfitrião do encontro, Monteiro enfatizou a importância de chegar ao livre comércio no setor até março de 2019. Sua ideia original era acabar com as restrições já na renovação do acordo. O prazo de 2019 foi citado porque tanto o Brasil como a Argentina têm acordos automotivos com o México pelos quais não haverá mais cotas a partir daquele mês. O ministro defendeu esse prazo como “absolutamente previsível e desejável”, mas destacou ainda o desejo de maior relaxamento do flex.

Observando a corrente de comércio nos últimos anos, segundo ele, a relação de exportações e importações supera 1,5. Por isso, acaba funcionando como uma restrição e poderia ser suavizada.

Questionado sobre a imposição de licenças não automáticas para mais de mil produtos importados pela Argentina, Cabrera lembrou que o novo governo do presidente Mauricio Macri tem se esforçado para normalizar o comércio e pretende seguir rigorosamente as regras internacionais. A Organização Mundial do Comércio (OMC) permite a aplicação das licenças, mas estabelece que os produtos submetidos a esse procedimento devem ser liberados em até 60 dias. “Vamos trabalhar cumprindo as exigências da OMC”, assegurou.

Cabrera evitou se estender sobre os desdobramentos da crise política no Brasil e afirmou apenas que o país tem “instituições democráticas muito fortes”.

Valor Econômico – 26/04/2016

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Balança tem saldo de US$ 12 bi

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,035 bilhão na quarta semana de abril – o segundo resultado semanal acima de US$ 1 bilhão neste mês.

O valor decorreu de exportações de US$ 3,241 bilhões e importações de US$ 2,206 bilhões nos quatro dias úteis da semana passada. A balança acumula superávit de US$ 3,583 bilhões em abril e de US$ 11,971 bilhões no ano.

As exportações subiram 1,8% no mês em comparação à média diária de abril de 2015. Foram sustentadas pelas vendas de semimanufaturados (alta de 10,9% para US$ 95,3 milhões por dia) e de itens básicos (avanço de 1,7% para US$ 383,9 milhões por dia).

Em contrapartida, as exportações de manufaturados recuaram 0,5% nas quatro primeiras semanas de abril. A média diária de vendas externas desses bens passou de US$ 275,2 milhões para US$ 273,9 milhões.

As importações continuaram em queda. A média diária do período foi de US$ 532,7 milhões, 27,4% abaixo do registrado em abril do ano passado.

Valor Econômico – 26/04/2016

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Queda do dólar ameaça uma das poucas notícias boas na economia

A recente queda do dólar, provocada pela perspectiva de impeachment da presidente Dilma Rousseff, pode colocar em risco uma das poucas tendências positivas em curso na economia: o ajuste das contas externas do país.

Depois de atingir mais de 4% do PIB no ano passado, o deficit externo vem encolhendo, principalmente devido ao recuo das importações.

A recessão derrubou a renda doméstica, o que deprime o consumo interno e as compras no exterior. A alta do dólar até perto de R$ 4 desencorajou despesas com importados. Assim, no mês passado, o deficit já havia recuado à metade (2,39% do PIB).

Por outro lado, o dólar mais caro animou exportadores. O maior volume embarcado compensou, ao menos parcialmente, a queda do preço dos produtos que o Brasil mais exporta (commodities).

Com isso, estima-se que a balança comercial chegue ao fim do ano com resultado positivo de US$ 48 bilhões.

Essa história, porém, está ficando no retrovisor, com a recente descida do dólar. A projeção dos analistas para o fim do ano caiu de R$ 4,40, em fevereiro, para R$ 3,80.

A probabilidade de impeachment levou investidores a reverem estimativas e, não fosse a atuação do BC para segurar a queda, a cotação poderia estar ainda mais baixa. Para o exportador, isso significa perda da competitividade que havia sido readquirida em 2015.

Em setembro do ano passado, o indicador que mede esse ganho na capacidade de competir –a taxa de câmbio real efetiva– havia alcançado o mais elevado patamar desde outubro de 2004.

De lá para cá, porém, esse ganho encolheu quase 9%.

VOLATILIDADE

“Imagina se eu defino um preço com um comprador no exterior e, na hora de entregar, o câmbio cai 10%. Eu vou ligar para ele e dizer que preciso corrigir o preço em 10%? Não podemos viver com tanta volatilidade”, afirma Humberto Barbato, empresário do setor elétrico e presidente da Abinee (associação de empresas de eletro-eletrônicos).

Segundo ele, para o exportador industrial, o nível favorável do dólar atualmente estaria entre R$ 3,80 e R$ 4.

Segundo o economista Nathan Blanche, da consultoria Tendências, a taxa de câmbio que não afetaria o ajuste das contas externas, estaria entre R$ 3,90 e R$ 3,95.

O economista Fábio Silveira, da consultoria GO Associados, afirma que, se o dólar se firmar entre R$ 3,20 e R$ 3,30, as importações voltarão a crescer e as exportações ficarão menos atrativas.

“Seria mais um erro de política econômica. O relativo dinamismo do agronegócio, que está impedindo que o PIB caia mais, vai desaparecer.”

José Augusto de Castro, presidente da AEB (associação que reúne empresas exportadores e importadoras), diz que o BC está tentando moderar este movimento de baixa, mas há dúvidas sobre seu “poder de fogo” caso a tendência de queda do dólar se consolide no mercado.

O economista Bruno Lavieri, da consultoria 4E, porém, prevê que a recente queda do dólar vai se reverter até o fim do ano. Sua estimativa é que o dólar suba para R$ 3,75.

“Os preços das exportações seguem em baixa e o problema fiscal não se resolve no curto prazo. A percepção de risco caiu, mas cedo ou tarde o mercado vai perceber que a situação é mais delicada do que parece”, diz.

Folha de S.Paulo – 26/04/2016

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Nova Zelândia se volta para o Brasil

“Para uma empresa ser global, é preciso estar no Brasil”, afirma o cônsul geral da Nova Zelândia em São Paulo, Ralph Hays. Em tempos mais que bicudos na economia brasileira, a afirmação – que pode parecer batida – é um alento, pois revela que o interesse pelo país persiste entre os que focam o médio e longo prazos.

Hays é também comissário de comércio no Brasil para a New Zealand Trade and Enterprise (NZTE), agência do governo neozelandês criada em 1993 como parte do esforço do país da Oceania de ampliar a presença de seus produtos no exterior. A NZTE tem em seu board tanto membros do governo quanto agentes privados e está no Brasil desde 1996. Tem, ao todo, 46 escritórios espalhados pelo mundo.

Hoje, segundo Hays, 20% do PIB da Nova Zelândia é resultante da exportação, e o plano é que essa fatia chegue a 40% até 2025, conforme o Business Growth Agenda, um conjunto de metas de crescimento definido em 2012 pelo país.

É fácil entender o desejo da Nova Zelândia de buscar a internacionalização de suas empresas. O país tem apenas 4,5 milhões de habitantes, 10% da população do Estado de São Paulo. Essa população pequena limita o avanço das empresas neozelandesas em seu mercado doméstico, por isso a procura pela internacionalização.

No Brasil, o maior interesse da NZTE é o agronegócio, um setor que segue crescendo a despeito das dificuldades na economia. O agronegócio, aliás, é também fundamental na Nova Zelândia. Com um rebanho de 6,4 milhões de vacas leiteiras, o país é o maior exportador mundial de produtos lácteos. Também se destaca na produção de ovinos, com um rebanho de 29,5 milhões de animais. Tem ainda 3,7 milhões de cabeças de bovinos de corte. Além disso, produz kiwis e os exporta para diversos países.

O interesse da NZTE é tanto estimular a exportação direta de produtos de empresas da Nova Zelândia para o Brasil quanto o estabelecimento de negócios no mercado brasileiro. O trabalho da agência, explica Nádia Alcântara, gerente de desenvolvimento de negócios em agribusiness da NZTE, é apoiar as empresas de pequeno e médio portes da Nova Zelândia que querem entrar em outros mercados.

Num primeiro momento, a NZTE faz um diagnóstico para saber se empresa está pronta para a internacionalização, por meio de informações como governança, estratégia e disponibilidade de recursos. Depois, define-se o mercado foco. A agência também dá suporte com informações, por exemplo, sobre legislação do país, regulamentações e mercado.

Hoje, no portfólio de companhias neozelandesas interessadas no Brasil há as de áreas como tecnologia para produção no campo, genética animal e de pastagem e manejo de fazendas (identificação eletrônica de animais e sistemas de ordenha, por exemplo). Há ainda empresas do segmento de equipamentos para processamento de alimentos (automação de linhas de abate e de refrigeração), além de empresas especializadas em manejo ambiental e gestão de efluentes.

Valor Econômico – 26/04/2016

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Processo de impeachment provoca protesto no Parlamento do Mercosul

Um grupo de deputados do Parlasul (Parlamento do Mercosul) deverá censurar nesta terça-feira (26) o presidente da casa, o argentino Jorge Taiana, por ele ter colocado um comunicado no site da instituição em que afirma que o impeachment de Dilma Rousseff é um “escândalo”.

“O processo é um golpe parlamentário e uma utilização forçada da lei de impeachment”, afirmou, na nota, Taiana, que faz parte da coligação kirchnerista Frente para Vitória.

Para o deputado, “a presidente não tem nenhuma acusação de corrupção e boa parte dos que iniciaram o processo foram denunciados por corrupção, como é o caso do presidente da Câmara [Eduardo Cunha]”.

No fim da tarde da segunda (25), representantes de diferentes países do Mercosul se reuniram e concordaram em repreender Taiana, de acordo com o deputado brasileiro Arthur Maia (PPS-BA).

“O Parlasul não é mais comandado pelos bolivarianos. Ele não pode usar a instituição para divulgar uma opinião pessoal. Qualquer moção de repúdio precisa ser aprovada em sessão”, disse à Folha.

Maia foi um dos que comandaram, na segunda-feira, o esvaziamento de uma sessão solene que acontecia em Montevidéu, no Uruguai, para marcar os 25 anos de criação do Mercosul.

A delegação brasileira se ofendeu por ter sido colocada para sentar nas filas P e Q do salão, depois de funcionários de chancelaria.

“Interpretamos essa atitude como uma humilhação que deu continuidade ao comunicado [de Taiana].”

Assim que a sessão começou, Maia foi até o palco e afirmou que os representantes do Brasil iriam se retirar por considerarem desrespeitosa a forma como haviam sido recebidos.

“Não falei da nota [do presidente do Parlasul] porque havia gente a favor do teor.”

Permaneceram no local os deputados Jean Wyllys (PSOL-RJ), Ságuas Moraes (PT-MT) e Benedita da Silva (PT-RJ). O senador Roberto Requião (PMDB-PR), que é contrário ao impeachment, também abandonou a reunião.

“Não teve nada a ver com a situação política do Brasil. Chegamos lá e os funcionários de terceiro e quarto escalão da chancelaria haviam ocupado todo o auditório. O negócio é que a chancelaria não suporta o parlamento”, disse à Folha.

Segundo Requião, que é chefe da delegação brasileira, parlamentares de outros países também estavam no fundo, e foi pedido para que houvesse uma reorganização dos lugares. “Não deram ouvidos.”

O presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, solicitou para que os brasileiros continuassem no auditório. Sem ser atendido, sentou-se ao lado de Wyllys, Silva e Moraes em um gesto de solidariedade.

De tarde, durante as reuniões das comissões, os representantes do Brasil se recusaram a votar um pleito da Argentina para que o Mercosul reconhecesse a soberania do país sobre as ilhas Malvinas.

Procurada, a assessoria do argentino Jorge Taiana afirmou que ele só poderia falar nesta terça.

Folha de S.Paulo – 26/04/2016

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Fed enfrenta ceticismo do mercado sobre juro

O dilema do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) nesta semana é como evitar um aumento nas taxas de juros pelo terceiro encontro de política monetária seguido sem arraigar as expectativas de que continuará inativo pelos próximos meses. “O Fed não quer deixar a impressão de que eles nunca vão elevar as taxas”, disse o economista sênior Thomas Costerg, do Standard Chartered Bank, em Nova York.

A presidente do Fed, Jane Yellen, e seus colegas de Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) reúnem-se hoje e amanhã para definir os juros, e os investidores veem probabilidade zero de aumento nas taxas. Não há entrevista coletiva depois do encontro, o que vai limitar a comunicação a um curto informe que deve descrever como eles veem a economia e os prováveis próximos passos.

O Fed vê-se amarrado a essa situação porque o crescimento da economia dos EUA diminuiu nos primeiros meses do ano, o que por um lado validou a decisão de Yellen de adiar altas pelo Fomc em janeiro e março – depois de os juros terem sido elevados em dezembro pela primeira vez em quase dez anos -, mas por outro levantou dúvidas quanto aos planos do banco central para prosseguir com aumentos graduais nas taxas.

As autoridades monetárias previram duas elevações neste ano, de acordo com as projeções que atualizaram em março. Os investidores, no entanto, mostram-se mais céticos. Os preços nos contratos futuros de juros indicam que os investidores preveem maior probabilidade de apenas uma elevação em 2016, embora alguns integrantes do Fed tenham alertado para o pessimismo excessivo dessa avaliação.

Essa divergência entre o mercado e o Fed, que foi recorrente durante a recuperação da economia, mostra que os investidores consideram as perspectivas traçadas pelo Fed como um cenário otimista, no qual não se dá muito peso aos riscos à economia que poderiam impedi-lo de elevar os juros.

A previsão de juros do Fed “está dizendo basicamente que se as coisas derem certo, eles vão apertar [a política monetária] duas vezes”, disse Vincent Reinhart, economista-chefe da Standish Mellon Asset Management LLC, em Boston. No atual cenário, “é difícil estar confiante de que as coisas vão dar certo”. O Fomc, que elevou a meta de sua taxa básica de uma faixa de zero a 0,25% para entre 0,25% e 0,5% em dezembro, vem guiando sua política monetária em meio a uma série de choques inesperados.

A onda de valorização do dólar em relação a moedas importantes iniciada em meados de 2014 conteve a alta das exportações dos EUA e prejudicou o crescimento em geral do país. A queda no preço das fontes de energia abateu o mercado – e também os indicadores de expectativa inflacionária, o que preocupou alguns integrantes do Fed quanto à dificuldade para fazer a inflação subir de volta para sua meta de 2% ao ano.

De qualquer forma, os presidentes regionais do Fed de Boston, Eric Rosengren, e de Chicago, Charles Evans, disseram a investidores neste mês que as previsões de mais dois aumentos nos juros neste ano são uma aposta sólida.

“O próprio caminho plano [em termos] de aumentos de juros, implicado pelos preços no mercado financeiro futuro, provavelmente resultaria em um sobreaquecimento que exigiria em algum momento que o Fed elevasse as taxas de juros mais rapidamente do que o desejável”, disse Rosengren, em discurso na semana passada. “Vamos elevar as taxas mais rápido do que está refletido nos mercados financeiros”, completou.

“O desafio realmente é decidir quanto telegrafar que [um aumento em] junho seja uma probabilidade”, diz Guy Lebas, estrategista-chefe de renda fixa na Janney Montgomery Scott LLC, na Filadélfia.

Os investidores veem chance de 22% de outro aumento de 0,25 ponto percentual nos juros básicos em junho. Yellen vai conceder entrevista coletiva depois do encontro de junho e o Fed vai divulgar previsões econômicas atualizadas. Contam a favor das autoridades do Fed a atual força do mercado de trabalho, que Evans chamou de o fundamento “mais importante sustentando os gastos dos consumidores”, e o aumento em alguns indicadores inflacionários que não incluem os preços de alimentos e fontes de energia.

Os empregadores americanos agregaram em média 209 mil novos empregos nos primeiros três meses do ano, enquanto o núcleo da inflação com base no índice de preços das despesas de consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), o preferido do Fed, subiu 1,7% no ano encerrado em fevereiro.

Mesmo assim, há um alto grau de incerteza quanto às perspectivas da economia, de forma que o risco de ter de voltar a cortar os juros a quase zero ainda é alto demais para que as autoridades do Fed deem qualquer sinal sobre aumentos no curto prazo, segundo Laura Rosner, economista sênior para os EUA no BNP Paribas. Qualquer forte sinalização nesta semana sobre o rumo do Fomc em junho seria “um jogo perigoso porque há bem pouco espaço” para a taxa, se houver um choque, diz Rosner. “Há justificativa para gerenciar riscos e para esperar que um crescimento maior se consolide, antes de sinalizar explicitamente uma alta no curto prazo.”

Valor Econômico – 26/04/2016

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IIF prevê saída de US$ 538 bi da China neste ano

Investidores globais deverão sacar US$ 538 bilhões da economia em desaceleração da China em 2016. A estimativa foi feita ontem pelo Institute of International Finance (IIF), que observou que o ritmo de saída de capital diminuiu.

Isso seria um quinto a menos que o total sacado no ano passado, de US$ 678 bilhões, segundo o IIF, mas poderá voltar a se acelerar caso retornem os temores de uma queda “desordenada” do yuan.

O êxodo de capital da China pode influenciar os mercados emergentes em geral, em parte por causa de seu tamanho enorme e em parte porque retiradas sustentadas podem desencadear volatilidade no câmbio, o que alimentaria uma nova onda de saques.

“Uma grande queda do yuan provavelmente desencadearia uma nova onda de vendas de ativos de risco globais e uma fuga de capital dos mercados emergentes”, diz o IIF em novo relatório. “Além disso, uma grande desvalorização do yuan poderia levar a uma rodada de desvalorização competitiva em outros emergentes, especialmente naqueles com laços comerciais próximos com a China.”

Mas, por enquanto, os fluxos de saída estão diminuindo. Cerca de US$ 35 bilhões foram sacados em março, elevando o total desde o começo do ano para cerca de US$ 175 bilhões, bem abaixo do ritmo visto no segundo semestre de 2015.

O IIF citou o progresso das autoridades chinesas na diminuição dos temores com o rumo do yuan. Elas vêm enfatizando que há uma atenção maior em seu valor em relação a uma cesta de moedas, em vez de apenas em relação ao dólar.

Um “componente desconhecido importante”, porém, é o limite das reservas cambiais abaixo do qual as autoridades chinesas começariam a se preocupar. Elas podem então permitir ao yuan voltar a cair novamente, ou endurecer mais os controles de capital.

As reservas já caíram de US$ 4 trilhões, em junho de 2014, para cerca de US$ 3,2 trilhões em fevereiro de 2016. Isso ainda é muito se comparado à maioria dos países. Mas usando-se outro cálculo, desenvolvido pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), o colchão entre as reservas de fato e o que poderia ser necessário caiu de 50%, menos de dois anos atrás, para 15%.

“Por essa perspectiva, a continuidade da saída de grandes volumes de capital poderia reduzir as reservas para um nível tido como inadequado sem um aperto sério dos controles de capital”, diz o IIF.

A China respondeu por quase 30% das entradas de capital estrangeiro nos mercados emergentes entre 2000 e o fim de 2014, um total de cerca de US$ 3,6 trilhões. Desde então, porém, as retiradas ganharam força, motivadas principalmente pelo corte de crédito de bancos estrangeiros a empresas chinesas, pelo pagamento de dívidas pelas empresas ou por investidores internacionais reduzindo seus depósitos em yuan.

No médio prazo, porém, a China deverá se beneficiar de fatores estruturais, segundo o IIF. A decisão do FMI, no fim do ano passado, de incluir o yuan em sua cesta de Direitos Especiais de Saque (SDR, na sigla em inglês), deverá ajudar na entrada de capital, mas ela poderia ser “substancial” se grandes provedores de índices de ações e bônus acrescentassem títulos internos da China em seus índices referenciais.

O MSCI vai decidir em junho se inclui as ações chinesas classe A em seu índice de mercados emergentes com 23 países.

Valor Econômico – 26/04/2016

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Grécia e credores voltam a negociar possíveis reformas

A Grécia retomou as negociações com os credores em Atenas sobre as reformas que precisa fazer para concluir a revisão do programa de resgate e ter mais de 5 bilhões de euros em ajuda. As ações incluem mudanças na previdência e imposto além de medidas caso Atenas não atinja as metas orçamentárias.

DCI – 26/04/2016

Redação On abril - 26 - 2016
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