Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017






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Fiat para linhas em fábrica de Betim e dá férias coletivas a operários

BELO HORIZONTE  –  A Fiat iniciou nesta segunda-feira uma paralisação de três das quatro linhas de montagem de sua fábrica em Betim (MG). Sob a alegação de que mais uma vez precisa adaptar seu ritmo de produção a uma demanda que não se recupera, a montadora colocará por dez dias boa parte de seus operários em férias coletivas.

Em janeiro, a empresa já havia decretado férias coletivas por 20 dias e, logo depois da Semana Santa, interrompeu as atividades com uma parada técnica.

Dentre os veículos que não terão sua produção afetada pela nova paralisação está o Mobi, compacto lançado este mês.

A Fiat tem 19 mil funcionários em Betim. A direção não informou quantos ficam em casa a partir de hoje.

Na planta de Goiana (PE), onde é fabricado o Renegade, da Jeep, e o Toro, da marca Fiat, as atividades continuam, sem paralisações. Apesar da crise econômica, que tem derrubado as compras de carros no Brasil nos últimos anos, os dois modelos têm tido um bom desempenho de vendas.

No ano passado, a Fiat deu férias coletivas em março (quando deixou em casa 2 mil trabalhadores) e em maio (mais 2 mil). Em julho, recorreu novamente ao recurso, desta vez colocando grande parte dos funcionários em férias. Em agosto foram 3 mil e, em dezembro, novamente, quase toda a fábrica parou.

A empresa tem optado por períodos de descanso forçado de sua mão de obra como uma forma de se adaptar à demanda retraída e de evitar demissões em massa.

Valor Econômico – 25/04/2016

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Coluna

Um país com elevado potencial

DCI – Luiz Moan Yabiku Junior – 25/04/2016

Sou questionado com frequência sobre o potencial do nosso País: qual o nosso futuro? Por que a indústria automobilística investe tanto no Brasil? O que explica tamanho volume de anúncios e inaugurações de novas fábricas?

A resposta, nem sempre tão clara, é que o potencial do mercado brasileiro é de dar inveja em muitos países. Nossos números são, sim, surpreendentes. Somos o 5º maior em extensão territorial com 8,5 milhões de km² de área total, a 6ª maior população do planeta com 204,2 milhões de pessoas, possuímos 16,1 mil km de fronteiras com 10 países e temos o 8º maior PIB com US$ 3,1 trilhões.

Na indústria automobilística não é diferente. Temos uma relação habitante por veículo ainda longe dos principais mercados. Nos EUA a taxa é de 1,2. Na Europa Ocidental este número chega a 2. Na Argentina o índice é de 3. Por aqui, entre 5 e 6 habitantes por veículo. Para chegar neste número de 3, precisaríamos dobrar nossa frota. Este é o nosso potencial de mercado.

Neste 2016, ano em que a Anfavea completa 60 anos de atividades com 32 associados, existem no Brasil 66 unidades industriais localizadas em 11 estados e 52 municípios. Ao incluir o setor de autopeças, temos uma participação de 20,4% no PIB industrial e 4,1% no PIB total. Além disso, representamos 12% da arrecadação total dos tributos. Este é o nosso peso na economia.

Com estes números é possível perceber a grandiosidade da indústria automobilística e do próprio País. Justamente por isso, o setor investe localmente cada vez mais: de 2012 a 2018 há um investimento anunciado de R$ 85 bilhões, sendo mais de R$ 14 bilhões para as áreas de engenharia e desenvolvimento.

Muito deste aporte foi direcionado também para construção de novas fábricas e para o aprimoramento das unidades já existentes. O Programa Inovar-Auto possibilitou que o Brasil se tornasse polo de desenvolvimento de produtos inclusive para o restante do mundo. Por esta razão vemos veículos cada vez mais modernos, seguros e eficientes.

Contudo, como em qualquer economia capitalista, existem os ciclos de crescimento e de baixas. Este é o nosso momento atual agravado pela crise política que carcome a economia em geral e a confiança tanto de consumidores como de empresários.

Registramos neste trimestre vendas 28,6% menores em comparação com mesmo período do ano passado. A produção seguiu mesmo ritmo e está 27,8% abaixo do realizado em 2015. A ociosidade da indústria atinge níveis alarmantes: veículos leves está em quase 60%, veículos pesados em 81% e máquinas autopropulsadas opera com 74% de capacidade ociosa.

É nas exportações que encontramos atualmente os números positivos e boas oportunidades. No passado chegamos a enviar para outros países quase 1 milhão de unidades. Chegou a hora de nos agarrarmos a este esforço de ganharmos mais terreno internacional.

Estamos atravessando um momento de muitas dificuldades, porém não há dúvida alguma de que o potencial de crescimento do Brasil, dentro e fora, é enorme. Justamente por isso a indústria não para e não deve parar de investir e buscar mais medidas estruturantes para a economia como um todo.

O momento exige muita racionalidade para enfrentarmos o atual desafio, superá-lo e sairmos desse cenário fortalecidos e estruturados para vencer no brilhante futuro que nos espera.

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Gerenciamento de lucro aumenta na crise

Investidores e analistas fundamentalistas devem redobrar a atenção dedicada aos balanços das companhias brasileiras já divulgados sobre 2015 e também aos trimestrais que devem sair nos próximos dias e ao longo de 2016.

Embora intuitivamente já se pudesse imaginar isso, um estudo acadêmico publicado neste mês no “Journal of Accounting in Emerging Economies” confirma que, durante os momentos de crise econômica, há uma crescimento estatisticamente significativo do uso de práticas que literatura a chama de “gerenciamento de resultados” por parte das empresas.

Isso significa que aumenta a probabilidade de que gestores dessas companhias tomem decisões discricionárias que melhorem ou piorem os lucros divulgados, como realização de baixas contábeis, constituição ou reversões de provisões, revisão de estimativa de vida útil ativos, adoção de novas práticas contábeis quando a norma permite escolha, e assim por diante.

O gerenciamento de resultado não é tratado como fraude, segundo Eduardo Flores, um dos pesquisadores que assina o artigo. “É o uso de flexibilidade da norma para obtenção de benefício privado em detrimento da qualidade da informação contábil”, diz ele.

A literatura, ainda segundo o pesquisador, aponta motivos teóricos e lógicos tanto para se melhorar os números como também para jogá-los para baixo de maneira artificial em época de crise econômica. “Em momentos que se sai de um ciclo próspero, quando as empresas se endividam e os investidores se acostumam com certo patamar de rentabilidade, é tentador para os gestores corporativos quererem ‘mexer no balanço’ para manter os números dentro do traçado observado nos últimos períodos”, Flores, que assina o trabalho pela USP e pela Fecap ao lado de Elionor Weffot, Aldy da Silva, e também do professor Nelson Carvalho, este último atual presidente do conselho de administração da Petrobras e membro do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC).

Na perspectiva contrária, estariam empresas que, nos anos de bonança, deixaram de reconhecer todas as perdas e provisões que deveriam, inflando os resultados, o que é insustentável ao longo do tempo, já que em algum momento há uma convergência necessária entre os resultados pelo regimes de caixa e competência. Neste caso, o gestor aproveitaria a “desculpa da crise” para arrumar a casa.

Para verificar a existência desse fenômeno, os pesquisadores não têm como investigar o caso de cada companhia e nem comprovar que a intenção da direção da empresa era mesmo gerenciar ou não o resultado.

O que se faz então é usar a variação do volume de lançamentos contábeis discricionários sem efeito caixa – que sempre existem na contabilidade por competência, diga-se – como uma aproximação dessa prática de jogar o lucro mais para cá ou mais para lá, a depender da intenção.

Os pesquisadores chegaram à conclusão de que a intensidade do gerenciamento de resultado é maior durante os períodos de crise a partir da análise de milhares de balanços trimestrais de empresas dos Estados Unidos, de 1998 a 2010, e do Brasil, entre 1998 e 2009 – antes da mudança completa do padrão contábil para o modelo IFRS.

No Brasil, foram tratados como crise os anos de 1999, 2002 e 2008. Nos EUA, 2001 e 2008.

Valor Econômico – 25/04/2016

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Salário médio de admissão recua 2,5% no 1º tri

Os salários médios de contratação caíram 2,5% em termos reais entre janeiro e março, na comparação com o mesmo período de 2015, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Na comparação por sexo, o recuo foi maior entre os homens, 3,1%. A remuneração paga às mulheres contratadas com carteira assinada nos primeiros três meses deste ano foi 1,68% menor, descontada a inflação.

A distância entre os salários de homens e mulheres caiu no período. Elas passaram a receber, em média, 88,71% do que é pago a eles, contra 87,43% um ano antes.

O aperto foi maior entre os trabalhadores de nível superior, que viram a remuneração dos recém-admitidos encolher 10,33% em termos reais no primeiro trimestre. Os contratados com educação superior incompleta tiveram redução de 6,44%, na mesma comparação, e os analfabetos, de 3,19%.

Em março, foram fechados 118.776 postos de trabalho com carteira assinada no país. O saldo representa o pior resultado para o mês desde 1992, quando se inicia a série histórica.

Em termos setoriais, os dados divulgados demonstram que sete dos oito segmentos de atividade apresentaram saldo negativo. A administração pública foi o único setor que obteve desempenho positivo, totalizando criação de 4.335 postos (0,48% mais vagas no estoque).

Com o corte de 58 mil de vagas com carteira, o Sudeste foi responsável por quase metade das 118,776 demissões líquidas contabilizadas em março. O Nordeste veio na sequência, com saldo negativo de 46,3 mil. A região Norte perdeu 10,7 mil empregos no período. O Sul e o Centro-Oeste, 2,8 mil e 942, nessa ordem.

No primeiro trimestre de 2016, a economia formal perdeu 319,2 mil vagas. Em 12 meses, o saldo é negativo em 1,8 milhão.

Valor Econômico – 25/04/2016

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Taxa de desemprego dobrou em apenas quatro anos

Shirley Moraes trabalhava há três anos como consultora de negócios na empresa de telefonia TIM, em Recife. Há um mês, foi demitida. Já enviou currículos para vários sites de emprego e, por ter curso superior em Marketing e experiência na área, espera ser chamada em breve. Ainda assim, por precaução, começou a cortar despesas. Passou para uma academia de ginástica mais barata. Já pensa que, em caso de aperto, pode vender o segundo veículo da família, que ainda está sendo pago, e ficar apenas com o que já está quitado. Em último caso, vai tirar o filho da creche particular, que custa R$ 750 por mês. Ela tem vários parentes e amigos sem emprego. Como se fosse da noite para o dia, o mercado de trabalho simplesmente virou. “Muitas pessoas estão sendo demitidas. Na minha empresa, disseram que foi por causa de uma reestruturação organizacional, mas acho que foi por causa da crise mesmo.”

A desconfiança de Shirley tende a ter fundamento. Na Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do mês passado, com dados até fevereiro, o desemprego na região metropolitana do Recife foi a 10,4%. Por diferentes razões, o número é impressionante. Primeiro, porque está acima da média das seis regiões pesquisadas, que ficou em 8,2%. Segundo, por ser a segunda maior taxa na pesquisa. Só perdeu para Salvador. Terceiro, porque a taxa simplesmente dobrou em apenas quatro anos. Em 2012, bateu em 5,1%, o patamar mais baixo para a região do Recife desde o início da PME. Era o pleno emprego e havia um apagão de mão obra no Estado. A PME foi extinta pelo IBGE no mês passado, mas ela permite a comparação histórica.

Naquele momento, o Nordeste, de forma geral, e Pernambuco, em particular, viviam um boom de investimentos. Em 2011, a estimativa era que até 2015 Pernambuco sozinho receberia algo como R$ 55 bilhões em investimentos. Empresas locais se queixavam da falta de profissionais qualificados nas mais diversas áreas.

Crise. Como bem percebeu Shirley, houve uma inversão. Segundo o diretor de políticas sociais da CUT em Pernambuco e secretário nacional da central, Expedito Solaney, sobram pessoas e faltam vagas. “Já vimos a queda no setor da construção, na indústria e agora estamos assistindo ao fechamento de postos no comércio e em call centers, que servem de primeiro emprego e ocupam trabalhadores com formação mais básica”, diz. “Mas também houve o fechamento de agências bancárias e há gente sem trabalho com MBA e especialização em finanças.” Solaney atribui a degringolada a erros na política econômica. “O ano de 2015 começou com a luz amarela, porque havia sinais de retração, e terminou com a vermelha no mercado de trabalho”, avalia. “O segundo mandato de Dilma era para ser o momento da virada, de o Estado entrar induzindo a economia para gerar emprego, mas começou errado e nada foi feito.”

Pesa também, na opinião de Solaney, o clima político. A insegurança criada em relação à permanência do atual governo paralisou os investimentos em todo o País: “Espalhou o marasmo”. Com a solução do impasse em Brasília, ele acredita que o cenário melhora.

O contador Alexandre Aguiar, que perdeu o emprego no comércio, já não tem a mesma certeza. “Eu vejo pessoas de todas as classes sociais sendo demitidas, sem dinheiro ou expectativa de encontrar um novo emprego, porque as vagas são fechadas sem que outras surjam”, diz. Enquanto faz bicos, em casa mesmo, passa o pente fino nas contas: o plano do celular, a internet e até a cesta de compras no supermercado foram reavaliados. “Voltei a olhar o preço de cada produto até na feira, coisa que eu não fazia mais”, diz. Sua prioridade neste ano foi garantir o colégio particular do filho: “Quitei o ano e, lá na frente, em 2017, se não melhorar, eu vejo o que faço”.

O Estado de S.Paulo – 25/04/2016

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Sindicalistas vão tentar impedir mudanças em direitos

Na direção contrária aos parlamentares do grupo BBB (boi, bíblia e bala), a bancada sindical deu importante ajuda à presidente Dilma Rousseff na votação do impeachment. Dos 47 integrantes da bancada catalogados pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), 36 votaram contra o afastamento da presidente. Apesar de ser tradicionalmente uma das principais bases do PT, os parlamentares que defendem o sindicalismo deram 11 votos pró-impeachment.

“O movimento sindical já não é mais o mesmo”, diz o deputado Zé Geraldo (PT-PA), que coordenou movimentos sindicais no Pará nas décadas de 1980 e 1990. Segundo ele, hoje há partidos cuja causa principal é ligada ao sindicalismo, mas seus comandos decidiram se posicionar como oposição.

O principal exemplo é o Solidariedade, presidido pelo deputado Paulo Pereira da Silva (SP), o Paulinho da Força. O parlamentar é aliado do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), desafeto de Dilma, e foi um dos principais articuladores do impedimento.

Embora tenham apoiado o impeachment, parlamentares sindicalistas de centro-direita já avisaram ao vice-presidente Michel Temer que não tolerarão mudanças em direitos trabalhistas, como a reforma da Previdência Social, com estabelecimento de idade mínima para aposentadoria, propostas já defendidas pelo peemedebista.

Já os parlamentares sindicalistas mais ligados à esquerda afirmam não reconhecerão um eventual governo Temer e, por isso, não pretendem dialogar com o peemedebista. “Vão ter os sindicatos pelegos apoiando ele, mas nós vamos ser combativos”, disse Zé Geraldo.

Em outras áreas que o PT construiu parte de sua atuação parlamentar nos anos 1990, como saúde e educação, o desempenho do governo foi fraco.

Na Frente Parlamentar da Saúde, o placar foi de 153 a 40, enquanto na da Educação, 174 a 79. O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) avalia que o resultado é reflexo do fato de que as duas bancadas têm causas “simpáticas” a parlamentares de diferentes áreas e serem compostas por diversas categorias, como médicos e agentes de saúde; professores e donos de instituições de ensino.

Para o petista, essa diversidade mostra que não foram as políticas do governo relacionadas às duas áreas que provocaram votos pelo impeachment. “Houve aumento de verbas para saúde e educação. Foi criado o Mais Médicos e teve o Fies (Financiamento Estudantil).”

O Estado de S.Paulo – 25/04/2016

Redação On abril - 25 - 2016
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