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Sbado, 25 de Novembro de 2017






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Mercado vê inflação e juros menores em 2016, mas PIB deve recuar mais

SÃO PAULO  –  Os economistas consultados pelo Banco Central (BC) no Boletim Focus preveem inflação menor e corte de um ponto percentual na taxa básica de juro neste ano.

A mediana das projeções para o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou pela sétima semana consecutiva, de 7,08% para 6,98% de aumento, ficando abaixo da marca de 7% pela primeira vez desde 8 de janeiro. A projeção, contudo, segue acima do teto do intervalo de meta para a inflação estipulado para o ano, de 6,5%.

A expectativa para 2017 também caiu, pela terceira vez, de 5,93% para 5,80%, afastando-se um pouco mais do teto definido para o calendário, de 6%.

Com menor pressão inflacionária, os economistas veem espaço para uma queda maior nos juros, atualmente em 14,25% ao ano. A mediana das estimativas para a Selic saiu de 13,38% para 13,25% no fim de 2016 e de 12,25% para 12% no fim de 2017.

Entre os analistas Top 5, que mais acertam as projeções, a mediana das estimativas para a alta do IPCA em 2016 teve pequena alteração, de 7,06% para 7,05%. Para 2017, passou de 6,20% para 6%. As projeções para a Selic seguiram em 13,38% e 12,25% em 2016 e 2017, respectivamente.

Atividade

Enquanto melhor a perspectiva de inflação e juros, a previsão para a atividade segue em queda. Os analistas veem um recuo maior do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016, de 3,88%, em vez de 3,80%. No caso de 2017, houve leve melhora, com expansão projetada para a economia brasileira de 0,30%, em vez de 0,20%.

Divulgado na sexta-feira passada, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) mostrou que a atividade caiu 0,29% em fevereiro, uma melhora relativa ante a queda de 0,68% na abertura de 2016, feitos os ajustes sazonais. Em 12 meses, porém, a retração ainda é forte, de 4,63%.

Outros dados divulgados nos últimos dias mostram o impacto da recessão sobre o mercado de trabalho e a arrecadação. O desemprego aumentou para 10,2% no país e a renda caiu 3,9% no trimestre encerrado em fevereiro, ante 2015, segundo a Pnad Contínua, do IBGE. Contando apenas o emprego formal, houve uma perda líquida de 118,8 mil postos de trabalho em março, o pior resultado para o mês desde 1992, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No trimestre, quase 320 mil empregos foram eliminados. Com salários e trabalho em queda, a intenção de consumo do brasileiro caiu 5,5% em abril para o menor nível desde 2010, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC).

Respondendo à queda da produção e do consumo, a arrecadação federal de impostos e contribuições levou um tombo de 7% em março e de 8,2% no primeiro trimestre, segundo a Receita, os piores resultados desde 2010.

Valor Econômico – 25/04/2016

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Curta

Queda no IBC-Br

O Índice de Atividade Econômica divulgado pelo BC (IBC-Br) apontou contração de 0,29% em fevereiro, após baixa de 0,68% em janeiro (dado revisado de queda de 0,61%), feitos os ajustes sazonais. No ano, o indicador caiu 6,14% sobre o mesmo período de 2015. Nos 12 meses encerrados em fevereiro, o IBC-Br apontou retração de 4,63%, na série sem ajuste. Em comparação com fevereiro de 2015 a baixa é de 4,54% na série sem ajuste (6,52% com ajuste). Na média móvel trimestral, o IBC-Br aponta nova baixa ao cair 0,38% em fevereiro após contração de 0,57% em janeiro, com ajuste.

Valor Econômico – 25/04/2016

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Apesar da euforia no mercado, novo governo enfrentaria desafios

Enquanto o mercado financeiro está otimista com o possível impeachment da presidente Dilma Rousseff –a Bolsa de Valores brasileira acumula valorização de 22% neste ano–, a economia da “vida real” está muito longe de se recuperar.

O desemprego deve seguir aumentando, e a renda cairá mais, afirmam economistas e planejadores financeiros.

O crédito para consumo continuará escasso e caro, cenário que não deve se alterar com mudanças na economia.

Além disso, o ajuste fiscal de um virtual governo Michel Temer (PMDB) deve vir por meio de corte de despesas e de aumento de impostos, o que significa mais recessão no curto prazo.

E as duas notícias que poderiam ser positivas –queda da inflação e um possível corte na taxa básica de juros– não refletem otimismo, mas sim o agravamento da crise.

“Não é porque a Presidência da República pode ser trocada que os efeitos vão ser sentidos no curto prazo. O conservadorismo [financeiro] que estamos vendo ainda é recomendado porque o céu não clareou”, afirma Liao Yu Chieh, professor de finanças da pós-graduação do Insper.

O número mais recente da crise foi divulgado na semana passada pelo IBGE: a taxa de desemprego superou os 10%, e não há sinal de que ela poderá parar de subir, de acordo com Fabio Silveira, diretor de pesquisa econômica da GO Associados.

“É inescapável que o mercado de trabalho só se recupere em 2018. Não adianta achar que ele volta a crescer de maneira pujante em 2017. Não há força, não tem musculatura no consumo nem no investimento. Os gastos públicos estão limitados, e a expectativa é que caiam.”

EMPRÉSTIMOS

Com o mercado de trabalho debilitado, os bancos devem segurar novos empréstimos. Mesmo que a taxa básica de juros –hoje em 14,25% ao ano– caia, o custo do crédito deve seguir elevado.

“O juro para o consumidor final depende de uma série de fatores. A taxa básica não vai influenciar tanto. Inadimplência, desemprego, recessão, isso pesa”, diz Liao.

Sem crédito, uma das vias de recuperação da economia fica debilitada.

Economistas vêm repetindo que, se tomar posse, Temer precisará ter pressa em destravar o programa de concessões, como os de estradas, ferrovias e aeroportos. Estimulando investimentos, poderia amenizar os efeitos do saneamento das contas públicas.

“O ajuste fiscal vai ser um grande redutor do nível de atividade. No curtíssimo prazo, vai haver um aprofundamento da crise”, afirma Margarida Gutierrez, professora do Coppead/UFRJ.

E, nesse cenário, é pouco provável que o governo escape de elevar tributos. “A discussão em torno da CPMF vai voltar. Um ajuste apenas na base do corte é muito duro. Tem que ter muita base de apoio popular e no Congresso”, afirma Silveira.

SINAIS POSITIVOS

O dólar saiu do pico de R$ 4,14, em janeiro, para a faixa de R$ 3,50, um alívio não só para quem planeja viajar. A desvalorização da moeda norte-americana ajuda a controlar a inflação.

Recessão e dólar devem levar o IPCA para 7%, bem abaixo dos 10,67% de 2015 –mas ainda acima do teto da meta definido pelo governo para este ano, de 6,5%.

O câmbio até pode cair mais, para R$ 3,20, mas será por pouco tempo. Até o fim do ano, o dólar deve voltar para o patamar de R$ 3,80, de acordo com economistas ouvidos pelo Banco Central na pesquisa Focus.

“Se alguém está pensando em viajar, pode ser um bom momento para pagar despesas em dólar”, sugere Liao, do Insper.

Folha de S.Paulo – 25/04/2016

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Crise aumenta desigualdade de renda do trabalho em São Paulo

O Brasil registrou na média uma pequena alta na desigualdade ao fim de 2015.

Em São Paulo e em alguns Estados das regiões Norte e Nordeste, no entanto, a concentração da renda cresceu com mais intensidade, mostram cálculos do Bradesco.

O índice de Gini brasileiro do rendimento do trabalho passou de 0,498 no quarto trimestre de 2014 para 0,499 no quarto trimestre de 2015 –quanto mais próximo de zero, mais igualitária é a distribuição da renda. Em São Paulo, o indicador foi de 0,493 para 0,507, no mesmo período.

Pelos cálculos do banco, a desigualdade cresceu em 12 das 27 unidades da Federação no quatro trimestre do ano passado ante o mesmo período do ano anterior.

Apenas na região Sul do país o indicador que mede a distribuição de renda não piorou em nenhum Estado.

FAROL DA ECONOMIA

O Estado de São Paulo é considerado um farol da economia, por refletir mais rapidamente a piora do mercado de trabalho. O que acontece no Estado é acompanhado depois no resto do país.

Segundo Ana Maria Barufi, economista do Bradesco, a piora do emprego e da renda em São Paulo a partir de meados de 2014 interrompeu a trajetória de queda do indicador nos últimos anos.

“Os primeiros afetados [pela crise] são os indivíduos da parte inferior da distribuição de renda, cuja reposição em eventual retomada da economia é mais barata e fácil.”

O PIB brasileiro caiu 3,8% em 2015 e tende a registrar nova forte recessão neste ano.

No Estado mais rico do país, a crise foi acompanhada de aumento acelerado da desigualdade no ano passado. Em 2014, quando a economia ficou estagnada, o índice de São Paulo já havia subido, de 0,473 para 0,493.

Samuel Franco, do Iets (Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade), pesquisou as desigualdades regionais e chegou a conclusões semelhantes às do Bradesco.

“Os trabalhadores mais pobres em São Paulo tiveram uma perda de 1,4% ao ano nos últimos três anos, e os mais ricos, um ganho de 1,9%. Isso está por trás do aumento da desigualdade no Estado”, disse Franco.

Pelos dados do banco, o índice de Gini aumentou em 4 dos 7 Estados do Norte, com destaque para o Amazonas (0,515) e o Acre (0,473), que tiveram piora de 4% e 3% no indicador, respectivamente.

Também houve aumento da desigualdade em cinco Estados do Nordeste, especialmente no Rio Grande do Norte (de 0,476 para 0,515) e no Maranhão (de 0,490 para 0,512). O Piauí continua o mais desigual de todo o país, com um índice de 0,573.

O estudo tem como base os microdados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), realizada pelo IBGE, e considera o rendimento habitual dos trabalhadores.

Por se referir à renda do trabalho, a pesquisa não inclui programas como o Bolsa Família, o que poderia minimizar a piora. Com a crise fiscal, porém, o benefício do programa não teve aumento real no ano passado.

A piora na distribuição de renda é especialmente ruim num momento de queda nos salários reais, segundo Marcelo Neri, diretor da FGV Social. Pela Pnad Contínua, a renda real (descontada a inflação) caiu 2% no fim do ano passado, para R$ 1.953.

“O bolo da renda não apenas murchou como murchou mais para os mais pobres. E essa grande virada foi no último trimestre de 2015”, afirmou Neri, ex-ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Especiais da Presidência no governo Dilma Rousseff.

Folha de S.Paulo – 25/04/2016

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Atrasar reforma da Previdência pode custar 23% do PIB até 2060, diz estudo

Atrasar a reforma da Previdência em mais dez anos pode significar um custo acumulado de 23% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2060. Por isso, argumenta David Beker, chefe de economia e estratégia do Bank of America Merrill Lynch (BofA), esperar não é mais uma opção. “Não é que chegou a hora de fazer a reforma da Previdência, é que já passou”, diz ele.

Em estudo obtido com exclusividade pelo Valor, Beker calcula que, se nada for feito, o déficit da Previdência pode alcançar 13% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2060, um custo fiscal que comprometeria as aposentadorias das futuras gestões. Em 2015, o déficit do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) foi de 1,5% do PIB.

A prioridade, afirma o economista, deve ser a reforma do RGPS, que no ano passado teve déficit de R$ 85,5 bilhões e beneficiou mais de 32 milhões de pessoas. A reforma do Regime Público de Previdência Social (RPPS), que passou por mudanças em 2011, seria o segundo passo, ainda que o déficit de R$ 67,4 bilhões em 2015 tenha beneficiado muito menos pessoas (572,2 mil).

Na reforma do RGPS, diz Beker, a medida inicial deveria ser aumentar a idade mínima para aposentadoria, porque a regra não dependeria da evolução do PIB para fazer efeito, como seria o caso da correção do piso por outra fórmula que não o salário mínimo. Esse é também, em sua opinião, o ponto em que há mais consenso no debate atual.

A idade média de aposentadoria no Brasil hoje é de 56 anos para os homens e 52 para as mulheres, bem abaixo da média da OCDE. Para Beker, com as mudanças demográficas em curso – aumento da expectativa de vida e envelhecimento da população -, não está longe o momento em que o período de aposentadoria será maior do que o período de contribuição, o que explica as projeções crescentes de déficit para o regime. Tome-se por exemplo uma mulher que tenha começado a trabalhar aos 20 anos. Aos 50 anos, ela pode se aposentar e receber o benefício por quase 29 anos (com base na expectativa de vida atual, de 78,8 anos), enquanto seu período de contribuição foi de 30 anos.

Por isso, Beker avalia que o melhor caminho seria unificar as idades mínimas de aposentadoria para homens e mulheres. Beker estimou que, caso a idade mínima de 60 anos seja adotada para ambos os sexos – e as diferenças entre aposentadoria rural e urbana eliminadas – já em 2019, com acréscimo de um ano nesse piso a cada quadriênio, para acompanhar o aumento da expectativa de vida, será possível manter o gasto com o regime geral de previdência razoavelmente controlado.

Em 2047, a despesa com benefícios previdenciários seria de 8,4%, um ponto a mais do que a despesa em 2015, de 7,4% do PIB. Caso sejam mantidas as regras atuais, a despesa alcançaria 14,1% do PIB daqui a 30 anos, de acordo com os cálculos do banco.

O estudo do BofA deixa claro que cada adaptação das regras têm impactos fiscais relevantes. Se a mesma regra acima for adotada, mas forem mantidas idades mínimas de aposentadoria diferentes para homens e mulheres (60 anos para homens e 56 anos para mulheres em 2019), o gasto com a previdência em 2047 seria de 9,7% do PIB.

Beker tem se dedicado a estudar o tema há anos. Sua tese de mestrado em 2002, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, já falava do “problema previdenciário brasileiro sob a ótica fiscal”.

Para ele, o importante é não parar de reformar. A próxima etapa, depois de adotada idade mínima para a aposentadoria, seria desvincular o piso do benefício da correção do salário mínimo. “Uma reforma que desvinculasse a correção anual do benefício da variação do salário mínimo poderia ajudar o sistema a contrabalançar o esperado aumento no déficit anual por causa do aumento do número de segurados”, diz Beker no relatório.

A correção real do benefício previdenciário, diz o economista, deveria ser inferior à variação do PIB para alinhar as pensões ao crescimento da riqueza nacional nas próximas décadas.

Entre os cenários alternativos levantados pelo banco, caso o regime seja unificado – para homens e mulheres, trabalhadores urbanos e rurais – e o piso da aposentadoria tenha correção real de 1% ao ano a partir de 2024, a despesa da Previdência seria de cerca de 6% em 2047, quase 1,5 ponto menor do que atualmente.

O estudo do BofA considerou,c omo comparação, a correção do salário mínimo pela regra atual. Para o PIB, as estimativas são de queda de 3,8% em 2016, crescimento de 0,8% em 2017, média de expansão do PIB de 2% até 2022 e de 2,5% nos anos seguintes. As estimativas também consideram que qualquer mudança de regra teria efeito imediato para todo novo beneficiário. Por isso, o banco pondera que há grande incerteza nas estimativas, devido ao número de hipóteses levadas em conta.

As hipóteses também ficaram centradas no regime geral, embora o banco considere que o regime de previdência para os funcionários públicos tenha que ser reformado. A melhor alternativa, no caso, seria limitar todos os benefícios a um determinado teto, como ocorre no RGPS. Com a regulamentação do Funpresp em 2011, apenas os trabalhadores que ingressaram no sistema público a partir dessa data deixaram de ter aposentadoria integral.

Para Beker, a alternativa hoje é reformar a Previdência gradualmente, já que mudar de uma vez para um sistema de capitalização, como fez o Chile na década de 90, por exemplo, elevaria significativamente a dívida como proporção do PIB. “O processo de reforma da seguridade social no Brasil terá que ser gradual, mantendo o foco no fato de que o tempo já se esgotou. Quanto mais o governo postergar a muito necessária reforma da Previdência, maior será o preço a ser pago quando finalmente for implementada”, diz.

A urgência decorre, em parte, do fato de que o Brasil não aproveitou os anos de bonança, com bônus demográfico, por exemplo, para seguir os passos de outros países da América Latina, que nos últimos anos adotaram reformas mais estruturais, com mudança do sistema de pensão, de público para privado.

O Regime Geral de Previdência Social nacional adota o sistema de repartição – ou solidário -, no qual os benefícios e aposentadorias são custeados por aqueles trabalhadores que estão na ativa. Boa parte do restante da América Latina, como Chile, México, Peru e Colômbia, adota regime de capitalização, pelo qual o contribuinte forma um fundo próprio de contribuição, para sustentar a aposentadoria no futuro.

Valor Econômico – 25/04/2016

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Redação On abril - 25 - 2016
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