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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017






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Exportações para a Oceania têm pior resultado em 12 anos

Nos três primeiros meses de 2016, a receita proveniente de exportações para a Oceania foi 20% inferior à quantia obtida em igual período de 2015, ano em que as vendas tiveram o pior resultado desde 2004.

Enquanto o volume total dos embarques brasileiros para o continente cresceu 25%, chegando a 68,033 milhões de quilos no primeiro trimestre deste ano, a receita diminuiu para US$ 104 milhões no mesmo período. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

As principais mercadorias vendidas em 2016, café, niveladores e açúcar, tiveram incremento nas vendas neste ano – em receita e, principalmente, em volume. Por outro lado, o suco de laranja desceu para a quarta posição entre os produtos mais importantes da pauta exportadora. Também houve quedas nos embarques de madeira e calçados no primeiro trimestre.

Matheus Andrade, consultor da Barral M Jorge, explica que, como as negociações entre o Brasil e a Oceania são “muito restritas”, pequenas oscilações nas vendas são o suficiente para derrubar o resultado das exportações. Em 2016, o motivo seria a queda expressiva (-33%) da receita com embarques de manufaturados, produtos que têm maior valor agregado.

“Em 2008, quando foi registrado o melhor resultado das exportações, a Embraer vendeu seis aviões para a Oceania. Essa negociação foi o suficiente para alcançar o maior número visto até hoje”.

Andrade explica, ainda, que o perfil econômico dos membros mais ricos do continente, Austrália e Nova Zelândia, é semelhante ao perfil brasileiro. Entre outros produtos básicos, os países são exportadores de carne bovina, minério de ferro e leite.

“O que acontece é que existe uma relação de concorrência entre o Brasil e os países da Oceania. Nós oferecemos muitas commodities, mas eles também são grandes produtores de commodities, então não existe muita demanda”, complementa Andrade.

A diminuição das vendas para a Oceania bateu recorde no ano passado. O resultado de 2015, uma receita de US$ 490 milhões com as exportações, foi o mais baixo desde 2004, quando os embarques geraram US$ 436 milhões.

Venda de básicos em alta

A receita das vendas de produtos básicos, que tem representatividade bem menor nas negociações com o continente, teve leve alta neste ano. Com o avanço nas exportações de café, os embarques de commodities aumentaram 1%, rendendo US$ 18,952 milhões para produtores brasileiros entre janeiro e março.

O grupo de semimanufaturados teve crescimento maior das vendas na comparação com os primeiros três meses de 2015. No trimestre encerrado no mês passado, US$ 17,523 milhões foram recebidos no País, aumento de 63%.

Por outro lado, as importações da Oceania despencaram neste ano. Com a desvalorização do real e a fraqueza econômica no Brasil, as compras diminuíram 44% no primeiro trimestre, com gastos em US$ 231,764 milhões.

As principais mercadorias importados da Oceania, neste ano, foram carvões, petróleo e hidróxidos de níquel. Na comparação com os três primeiros meses de 2015, o volume das compras teve aumento (10%), chegando a 1,968 bilhão. O crescimento se deve ao avanço da representatividade das commodities entre os produtos importados pelo Brasil.

Austrália

Maior país da região, com cerca de 25 milhões de habitantes e PIB per capita quase quatro vezes maior que o brasileiro, a Austrália é responsável pela maior parte das importações feitas pela Oceania.

Neste ano, o país gastou US$ 81,466 milhões em compras de produtos feitos no Brasil, 78% das importações do continente no período. As principais mercadorias compradas pelos australianos foram café, niveladores e suco de laranja.

Em seguida, aparece a Nova Zelândia. O país importou US$ 19,443 milhões em mercadorias brasileiras no primeiro trimestre deste ano.

DCI – 20/04/2016

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Política pouco interfere no comércio internacional

O secretário de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Marcelo Maia, afirmou ontem (19) que as incertezas políticas não estão atrapalhando as negociações comerciais do Brasil com o mercado internacional.

Maia participou do 7º Encontro Nacional de Comércio Exterior de Serviços (ENAServ2016) e ressaltou que a política de vendas externas não deve ser pontual, mas sim permanente. O secretário complementou que a retomada do processo de comércio exterior também é mais trabalhosa e custosa.

Questionado sobre se o câmbio atual prejudica as vendas externas brasileiras, o executivo disse acreditar que não. “Um câmbio a R$ 3,50 ainda é incentivador. Mas reitero que não podemos ter uma política de comércio exterior só por conta de câmbio. O comércio exterior não pode ser apenas uma tábua de salvação transitória. Deve ser política permanente de empresas e Estado”, falou.

Ele comentou que o governo tem trabalhado para aumentar a corrente de comércio dos segmentos de serviços e comércio. O País é deficitário (US$ 2,2 bilhões em 2014 somente em serviço), ocupando, em 2014, a 31ª posição em exportações no comércio internacional e 17º em importador nesse segmento no mesmo ano.

Com os Estados Unidos, o País quer inserir na pauta o comércio eletrônico, serviços profissionais e logística.

Com o Peru, o MDIC espera que até junho, quando haveria janela entre primeiro e segundo turno das eleições, seja assinado o acordo de facilitação de investimentos entre os dois países. “Aí não é setorial. Mas acredito que os setores de engenharia e tecnologia da informação são os que têm mais potencial para crescimento de comércio para com o mercado”, informou.

DCI – 20/04/2016

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Bancos dos EUA têm forte queda de receitas

Os seis maiores bancos dos Estados Unidos registraram o maior recuo em suas receitas trimestrais desde 2011, com uma profunda queda em Wall Street ofuscando o crescimento de seus negócios de varejo.

J.P. Morgan Chase, Bank of America, Citigroup, Goldman Sachs, Morgan Stanley e Wells Fargo geraram receitas totais de US$ 98 bilhões no primeiro trimestre, queda de 9% sobre o mesmo período do ano passado – a maior em cinco anos, segundo uma análise feita pelo “Financial Times” com dados da Bloomberg.

Os grandes cortes nos custos não conseguiram contrabalançar a queda das receitas, de modo que as seis instituições financeiras também viram seu lucro líquido coletivo cair 24% no período, para US$ 18 bilhões.

Ontem, o banco de investimentos Goldman Sachs tornou-se a mais recente vítima da desaceleração dos negócios com títulos e outras transações, ao anunciar sua menor receita trimestral desde que Lloyd Blankfein foi nomeado seu executivo-chefe, em 2006. O lucro líquido recuou mais de 50%, refletindo uma queda parecida com a do concorrente Morgan Stanley.

Os números agregados dos seis bancos ilustram a dependência do setor das turbulentas operações com títulos. Os bancos que possuem divisões de varejo de tamanho considerável saíram-se consideravelmente melhor. O lucro líquido dos braços de varejo do J.P. Morgan Chase e do Bank of America cresceu 12% e 22%, respectivamente.

Mesmo assim, os resultados gerais dos seis grandes bancos não foram tão ruins quanto o que se temia, desencadeando um rali de 8% nos preços das ações dos bancos desde que o J.P. Morgan iniciou a safra de balancetes, no dia 13. Dos seis bancos, apenas o Wells Fargo, que tem o menor braço de banco de investimentos, conseguiu aumentar as receitas entre um trimestre e outro – em 4%, graças em grande parte à aquisição da carteira de empréstimos da GE Capital.

As negociações de dívidas foram particularmente atingidas no primeiro trimestre do ano, com as incertezas sobre a política monetária dos Estados Unidos combinando-se com o nervosismo com o crescimento econômico da China e a queda dos preços das commodities. Isso afastou os clientes de banco de investimentos dos negócios.

O desempenho coletivo contrasta com o primeiro trimestre de 2015, quando uma retomada das receitas dos negócios com títulos estimulou a expectativa de que os bancos de investimentos poderiam estar finalmente saindo de um longo período marcado por retornos fracos.

O abalo foi provocado em grande parte pelos mercados difíceis, mas as quedas também reforçam os temores de que a regulamentação pós-crise e uma mudança para as plataformas eletrônicas de negociação possam ter prejudicado permanentemente os bancos de investimentos.

Analistas preveem que as receitas totais continuarão em queda no segundo trimestre (em relação ao mesmo período do ano passado). Mas alguns executivos estão mais otimistas. Eles afirmam que os negócios com títulos se recuperaram em março e abril. Alguns esperam uma recuperação das comissões de “underwriting”, de ofertas públicas iniciais de ações e venda de títulos de dívida.

John Gerspach, diretor financeiro do Citigroup, disse ontem que o banco tem “uma reserva significativa” de negócios de banco de investimentos.

Gerard Cassidy, analista da RBC, aponta para o bem-sucedida IPO da Bats Global Markets, na semana passada. “Esse pode ser um sinal de que a janela pode estar se abrindo novamente”, disse ele. “Acho que os analistas não previram um aumento das ofertas de ações”, acrescentou ele. “A maior parte das pessoas está apostando que os números do segundo trimestre serão ligeiramente melhores que os do primeiro.”

Com os bancos de investimentos se recuperando ou não, analistas acreditam que as operações de varejo e comerciais continuarão atuando como um lastro. Vários executivos financeiros disseram acreditar que os consumidores americanos estão se recuperando, de modo que planejam aumentar os empréstimos por meio de cartões de crédito, hipotecas e financiamentos para a compra de automóveis.

“O consumidor está em boa forma”, afirma Tony DeSpirito, gerente de portfólio do BlackRock Equity Dividend Fund, que gerencia US$ 21 bilhões.

Ele diz que os grandes bancos estão entre as áreas do mercado de ações mais atraentes e destaca que muitos deles estão sendo negociados nos patamares de preços mais baixos (ou perto disso) de todos os tempos, conforme medido pela relação entre os preços de suas ações e seus valores contábeis tangíveis – uma avaliação métrica bastante observada pelo mercado.

DeSpirito diz que os dividendos estão apoiados nas divisões de varejo estáveis e que os preços das ações poderão subir mais, mesmo que o Federal Reserve (Fed) não aumente as taxas de juros este ano. “A alta dos juros pelo Fed seria excelente para os bancos. Mas não há expectativa de alta dos juros para este ano [que leve a um consenso nas previsões]”, afirma ele. No entanto, o apoio da área de varejo e das divisões comerciais não deverá durar para sempre.

Wells Fargo, Bank of America e J.P. Morgan aumentaram suas provisões para perdas com energia no primeiro trimestre para cerca de US$ 500 milhões. Até agora, as perdas se mantiveram em grande parte limitadas ao setor de energia. “A maioria dos segmentos está se saindo relativamente bem”, diz Brian Charles, analista da RW Pressprich. “No momento, as perdas estão próximas de níveis históricos de baixa.” Entretanto, acrescentou ele, “em algum momento as perdas vão aumentar”.

Valor Econômico – 20/04/2016

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Mesmo com excesso de capacidade, China constrói novas fábricas

A última coisa de que a China precisa no momento é de mais uma fábrica de cimento. Os estoques vêm se acumulando desde a queda, em 2014, do mercado imobiliário devido ao excesso de oferta de imóveis. A demanda provavelmente jamais se recuperará; a linha do horizonte das grandes cidades está pontilhada de guindastes ociosos no topo de prédios de apartamentos inacabados. Alarmado, o governo declarou que reduzir o excesso de capacidade de setores como o de aço e do cimento, é uma prioridade nacional. Há até um lema para isso: “Reforma da Oferta”.

Mas aqui no Nordeste industrial do país, a Tangshan Jidong Cement, uma empresa estatal com ações listadas no mercado doméstico, começou as obras de uma gigantesca fábrica de cimento, com capacidade de produção de 7.200 toneladas/dia. Escavadoras fizeram um corte profundo nas baixas colinas, preparando o terreno para uma fábrica que deverá agravar um excesso de oferta já épico de cimento para a produção de concreto.

Esse projeto – e outros similares – ajuda a explicar por que os sinais de uma retomada econômica da China neste ano não deverão se sustentar. A recuperação é apoiada pelos governos locais, que estão desesperados por um aumento de curto prazo no crescimento, mesmo que isso signifique encorajar investimentos em setores ligados à construção e que já apresentam excesso de capacidade monumental.

A imprudência desses governos desafia os esforços de Pequim de reequilibrar a economia em direção ao setor de serviços e ao consumo. As autoridades locais são especialistas em subverter os decretos dos mandarins da capital. No caso do cimento, a nova capacidade de produção precisa ser justificada pelo fechamento de fábricas ultrapassadas, mas o processo está cheio de brechas.

A construção da fábrica de Jidong, na Província de Heilongjiang, é uma sorte inesperada para a comunidade local. Restaurantes estão servindo pratos de salsichas fritas, uma iguaria local, para os operários em Jidong. Uma fábrica desse tamanho trará prestígio, receitas fiscais e empregos.

A indústria do cimento, porém, está desesperada com a nova chegada. “É uma coisa totalmente irracional”, lamenta um executivo da Associação Cimenteira da China. A Jidong, que teve prejuízo de US$ 260 milhões no ano passado por causa da queda dos preços do cimento, não respondeu a um pedido de entrevista.

Por que uma empresa deficitária resolve ampliar a sua capacidade de produção num mercado que está encolhendo rapidamente?

A diretoria da associação apresenta um possível motivo: a companhia pode achar que essa fábrica tecnologicamente avançada será a mais eficiente produtora da região – e com os menores custos – roubando participação de mercado das concorrentes. Ela também pode calcular que, quando a fábrica estiver pronta e em operação, alguns concorrentes terão saído do negócio. “Isso é meio que um jogo de azar”, diz o executivo da associação.

O resultado certo haverá uma maior pressão sobre os preços do cimento e um aumento das dificuldades financeiras para todo o setor. É uma história familiar na deprimida região Nordeste, o coração industrial da China.

Mas Pequim precisa arcar com parte da culpa, uma vez que continua se fiando na engenharia burocrática, em vez das forças do mercado, e envia sinais contraditórios sobre seu compromisso com a redução do excesso de capacidade do setor industrial.

Em última análise, a corrida para o fundo do poço alimentada pelo crédito fácil é produto de um sistema político que exige crescimento acelerado, independentemente dos altos e baixos do ciclo econômico.

A legitimidade do Partido Comunista depende disso. E, embora o presidente Xi Jinping tenha prometido dar às forças do mercado um “papel decisivo”, seu governo vem revelando um modelo econômico que deixa intocada a lógica básica do sistema.

Para alcançar o nível exigido de crescimento do PIB previsto no 13º Plano Quinquenal – de pelo menos 6,5% ao ano – a China vai estimular os semicondutores, em vez do aço, a computação na nuvem, em vez do cimento, os veículos movidos a energias limpas, em vez das fábricas de vidro poluentes. Mas, assim como no passado, o Estado vai ditar o caminho.

Scott Kennedy, um especialista em política industrial chinesa que trabalha no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, de Washington, alerta que essas novas áreas de atenção se tornarão tão propensas ao excesso de capacidade quanto as antigas, contribuindo para os problemas das economias que competem contra os fabricantes chineses. “O problema vai se espalhar”, diz Kennedy. “O que teremos será crescimento com volatilidade.”

Os reformistas liberais chineses vêm pedindo uma retirada em grande escala do Estado da indústria e mais falências corporativas em setores deficitários. Mas as autoridades vêm ignorando em grande parte esses conselhos. A confusão no mercado de ações no ano passado, assim como o susto com o câmbio, parecem ter deixado Xi ainda mais cauteloso em transferir controle do Estado para os mercados.

Enquanto isso, a indústria do cimento mergulha mais fundo em problemas. A China respondeu por 57% da produção mundial no ano passado. Em apenas dois anos, 2011 e 2012, o país produziu tanto cimento quanto os EUA em todo o século XX.

Um relatório recente da Câmara Europeia do Comércio na China diz que, apesar dos esforços de Pequim para reduzir o excesso de capacidade do setor, as medidas “só conseguiram até agora reduzir o ritmo com que o problema está aumentando”. Cerca de um quarto da capacidade de produção de cimento da China está ocioso.

E os níveis de perda não deverão diminuir. Enquanto a China se prender ao seu velho manual, o problema de hoje do cimento será a crise de amanhã dos chips para computadores.

Valor Econômico – 20/04/2016

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Emprego volta aos níveis pré-crise nos países ricos

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) disse ontem que no último trimestre do ano passado a parcela de trabalhadores empregados nas economias avançadas finalmente retornou aos níveis pré-crise global.

A taxa de emprego teve uma forte queda após a eclosão da crise financeira de 2008, atingindo o ponto mais baixo no fim de 2010. Desde então vem gradualmente subindo, ainda que de maneira lenta.

No fim do ano passado, a taxa de emprego geral nos 34 países-membros da OCDE chegou a 66,5% da população com idade entre 15 e 64 anos, de volta ao ponto em que estava no segundo trimestre de 2008. A crise financeira explodiu no trimestre seguinte, com o colapso do banco Lehman Brothers.

Contudo, os números da OCDE também revelam grandes diferenças nos graus de recuperação das várias economias. Japão, Alemanha e Reino Unido já superaram as taxas de emprego pré-crise, enquanto os EUA e demais países da zona do euro ainda não superaram esse nível.

Os integrantes da zona do euro mais afetados pela crise da dívida soberana estão mais longe da recuperação do nível de emprego. A Grécia continua precisando recuperar mais de dez pontos percentuais (p.p.), tendo hoje quase metade da população economicamente ativa sem trabalho. Portugal está 4 p.p. e a Espanha, mais de 6 p.p. abaixo do patamar de 2008.

Valor Econômico – 20/04/2016

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Escassez de mão de obra deve elevar salários nos EUA

Os EUA enfrentam uma escassez substancial de mão de obra em vários setores, à medida que a taxa de desemprego cai rumo aos 4% e a população economicamente ativa fica mais velha, segundo prevê um importante grupo empresarial.

O tempo necessário para preencher uma vaga hoje é o maior em ao menos 16 anos, e o número de pessoas que deixam seus empregos voluntariamente é o maior desde a recessão. Com isso, se intensificou a dificuldade de achar mão de obra, o que pressionando salários para cima e espreme o lucro das empresas, de acordo com informe do The Conference Board.

Se os EUA não entrarem em recessão, o índice de desemprego, atualmente em 5%, vai cair mais 1 ponto percentual, e o ritmo de crescimento dos salários vai acelerar-se para 3% a 3,5% em 2017, 1 ponto percentual a mais, de acordo com o grupo empresarial.

Uma longa lista de atividades sofrerá falta expressiva de mão de obra, como terapeuta ocupacional, enfermeiro e operador de fábricas e máquinas. Texas e Colorado estão entre os Estados com mercado de trabalho mais apertado.

“Estamos muitos perto do emprego pleno e ainda temos essa tendência de crescimento muito baixo na oferta de mão de obra para os próximos 15 anos; e há muito pouco que possa ser feito, a não ser uma grande reforma na imigração”, disse Gad Levanon, economista-chefe para a América do Norte no The Conference Board.

“A implicação disso é que está mais difícil encontrar funcionários e há mais aceleração nos custos com mão de obra”.

O mercado de trabalho vem ficando mais apertado mesmo com o atual crescimento econômico moderado, o que é um enigma para os diretores do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) em sua decisão sobre a próxima elevação das taxas de juros. Uma pergunta que a presidente do Fed, Jane Yellen, e colegas tentam responder é se há uma “folga” escondida na força de trabalho – por exemplo, pessoas trabalhando em tempo parcial porque não encontram empregos em horário integral.

O baixo crescimento dos salários sugere que ainda há uma folga considerável, mas alguns indicadores de aumento de salários começam a se mexer. Na semana passada, a pesquisa do Fed conhecida como Livro Bege destacou que a firmeza do mercado de trabalho começa a resultar em maiores salários em quase todo os EUA.

Embora a demanda por trabalhadores tenha sido suficiente para convencer alguns americanos a voltar a trabalhar, a saída constante dos “baby boomers” (os nascidos na explosão populacional do pós-guerra nos EUA) da força de trabalho deverá pesar no longo prazo. Isso é boa notícia para os funcionários, disse Levanon, porque deverá significar que os salários vão subir mais rapidamente.

Força Sindical – 20/04/2016

Redação On abril - 20 - 2016
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