Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Tera-feira, 21 de Novembro de 2017






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

Desemprego supera a barreira dos 10% no trimestre, afirmam analistas

O aprofundamento da recessão levou a taxa de desemprego a cruzar a barreira dos dois dígitos no trimestre encerrado em fevereiro, passando de 9,5% a 10,2%, de acordo com a média de 15 projeções de consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data.

As estimativas para a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que será divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), variam entre 9,9% e 10,5%.

A semana pode contar ainda com a divulgação de outro indicador importante do mercado de trabalho, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referente a março, para o qual se espera novo saldo negativo de vagas com carteira, o 12º, dessa vez de 103,2 mil, conforme a média de 12 projeções.

A taxa de desocupação medida pela Pnad Contínua – que passa a substituir a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) como indicador oficial – deve abrir 2,8 pontos percentuais de distância em relação ao nível atingido em fevereiro do ano passado, 7,4%, a maior registrada até então pela série.

O aumento do desemprego será pressionado tanto pelo incremento das demissões quanto por uma maior procura por trabalho. A LCA Consultores estima que a ocupação recue 1,4% em relação ao mesmo período de 2015, resultado pior do que o observado no mês de janeiro, 1,1%. A força de trabalho, por sua vez, deve crescer 2%, na mesma comparação.

A taxa de desemprego pode avançar para um nível inferior aos 10,5% estimados, Bruno Campos, economista da LCA, caso o movimento de avanço do desalento observado em janeiro se repita no mês seguinte, sinalizando uma tendência. “Os níveis de ocupação e renda eram compatíveis com uma aceleração maior da força de trabalho do que o observado na última divulgação [1,8%] “, afirma Campos.

A composição da taxa projetada pela Tendências Consultoria é semelhante, com queda de 1,4% da população ocupada e avanço de 1,8% da força de trabalho. A consultoria, segundo o economista Thiago Xavier, estima que a taxa suba para 10,3%.

A combinação, ainda segundo os cálculos da LCA Consultores, deve levar a massa de rendimentos a encolher expressivos 3,1% nos três meses até fevereiro, na comparação com igual intervalo do ano passado, contra uma queda de 2,4% no período imediatamente anterior, na mesma comparação.

O ritmo intenso de deterioração do emprego também aparece nas estimativas da consultoria para o Caged referente a março. O corte de 88,5 mil vagas conta com uma redução expressiva de postos na indústria – 33 mil, contra perda de 14 mil empregos em março do ano passado – e na construção – 20 mil, nível de perda semelhante ao apurado no mesmo intervalo do ano passado (-18 mil).

“Mas os maiores vilões serão os segmentos de comércio e serviços, com saldo negativo de 27 mil vagas “, acrescenta Campos.

Diante da retração do rendimento domiciliar, esses setores tendem a desacelerar mais neste ano e a pressionar os números do mercado formal. A média de sete projeções para o Caged fechado já aponta resultado muito próximo ao de 2015, com perda de 1,4 milhão de empregos.

Para o banco Itaú Unibanco, o corte estimado de 95 mil postos em março manteria o ritmo de destruição de vagas formais observado na série dessazonalizada no compasso de fevereiro, um saldo negativo de 128 mil.

continue lendo:

Demanda das empresas por crédito recua 9,3% no 1 º tri

A demanda das empresas por crédito caiu 5% em março, na comparação com o mesmo período do ano passado, mas ante fevereiro houve alta de 15,3%, segundo a Serasa Experian. O aumento no confronto mensal foi creditado ao maior número de dias úteis no mês passado. Em fevereiro houve carnaval. No primeiro trimestre, a demanda das empresas por crédito cai 9,3% contra igual período de 2015. As causas são as incertezas sobre a economia, o aprofundamento da recessão e as altas taxas de juros dos empréstimos.

A maior retração ocorreu nas médias empresas: queda de 16,4% contra março de 2015. Nas grandes empresas o recuo foi de 12,7%. Nas micro e pequenas empresas, de 4,4%. No primeiro trimestre do ano as médias empresas também lideram o recuo da demanda por crédito (-20,3%), seguidas pelas grandes empresas (-16,6%). Nas micro e pequenas empresas, a queda foi de 8,7%. Por setor, houve queda na demanda na indústria (-5,7%), no comércio (-6,4%) e nos serviços (-3,4%) em março, ante março do ano passado.

Valor Econômico – 20/04/2016

continue lendo:

Setor de serviços evita queda maior do PIB na região metropolitana de SP

O Produto Interno Bruto (PIB) da região metropolitana de São Paulo caiu 3,8% no ano passado, para R$ 1,144 trilhão. Os dados são do Radar Regional, estudo da Fundação Seade que acompanha a evolução da atividade econômica nas 16 regiões administrativas do Estado de São Paulo. O PIB paulista total caiu 4,1% no ano passado, para R$ 1,896 trilhão. Em 2014, a atividade econômica do Estado cresceu 1,7%. A Seade vai divulgar os resultados regionais a cada trimestre.

A região metropolitana de São Paulo, responsável por 60,4% do PIB paulista, teve a sétima maior queda de atividade no ano passado entre todas as regiões. “A explicação reside no setor de serviços, que representa 81,4% da economia metropolitana e vem apresentando contração menos drástica do que a indústria”, diz o estudo.

Dentro do PIB metropolitano, o setor de serviços teve queda de 0,9% em 2015, bem menos intensa que a de 14,9% na indústria e de 13,2% na agropecuária. Entre 2010 e 2015, o PIB da Grande São Paulo aumentou 3,5%, período em que os serviços cresceram 8,9%, a indústria caiu 19,4% e a agropecuária aumentou 33,3%.

A região de Campinas, a segunda mais importante, com participação de 15,6% do PIB estadual, teve recuo de 5,8% da atividade, chegando a R$ 296,3 bilhões. O estudo destaca, no entanto, que Campinas e as regiões de Sorocaba e São José dos Campos foram algumas das que mais cresceram entre 2010 e 2013, principalmente por causa da expansão da indústria nesses polos.

“A crise que atingiu a economia paulista no biênio 2014-2015 teve reflexos em todas as regiões do Estado. Seus impactos reverteram os ganhos daquelas mais industrializadas, assim como abortaram o processo de crescimento que se esboçou em 2013 nas regiões com predominância da agroindústria [Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Bauru, Marília, Franca, Araçatuba, Barretos e Presidente Prudente]”, diz o estudo, que engloba o período entre 2010 e 2015.

Segundo a Seade, a diferença entre essas duas grandes áreas foi o desempenho em 2015: enquanto nas primeiras a persistência da retração industrial aprofundou a queda da atividade econômica, nas últimas o comportamento da agropecuária – único setor da economia paulista com resultado positivo no ano (5,5%) – amenizou os efeitos da crise.

Os desempenhos das demais regiões foram negativos: Vale do Paraíba e Litoral Norte (-3,7%), Sorocaba (-6,1%), Ribeirão Preto (-5,3%), Baixada Santista (-2,8%), São José do Rio Preto (-3,2%), Bauru (-5%), Central (-2,6%), Marília (-6,2%), Araçatuba (-0,6%), Presidente Prudente (-2,7%), Franca (-4,6%) e Barretos (-1,5%).

Apenas Itapeva e Registro, as duas menores regiões com participação no PIB (0,6% e 0,4% respectivamente), tiveram crescimento da atividade no ano passado (7,3% e 9,6%). Em Itapeva, a base da economia da região é a agricultura, com diversas culturas importantes para o Estado, como soja, tomate de mesa, carne bovina, batata, milho e feijão, tendo ganhado relevância, nos últimos anos, os segmentos da construção civil e da indústria de minerais não metálicos.

Já a região de Registro teve crescimento excepcional em razão das atividades de extração de petróleo e gás em plataformas marítimas. Até 2010, a produção de gás e petróleo em mar proveniente de dois campos (Lagosta e Merluza) era alocada nos municípios de Bertioga e Cananéia. Em 2013, a produção de seis campos foi distribuída em oito municípios, três deles na região: Iguape, Cananéia e Ilha Comprida.

Valor Econômico – 20/04/2016

continue lendo:

Lucro da WEG aumenta 15% no trimestre

SÃO PAULO  –  A fabricante de máquinas e equipamentos WEG registrou um lucro líquido atribuído aos sócios da empresa controladora de R$ 282,4 milhões no primeiro trimestre deste ano, um aumento de 14,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

A receita da venda de bens e serviços da companhia entre janeiro e março de 2016 apresentou uma alta de 13,4%, também na base anual, e totalizou R$ 2,42 bilhões no intervalo, segundo as informações trimestrais divulgadas nesta quarta-feira pela empresa junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A companhia também reportou, no trimestre, uma receita financeira líquida de R$ 60,54 milhões, crescimento de 45,3% na comparação com o primeiro trimestre de 2015.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da fabricante recuou 1,7% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo intervalo de 2015 e somou R$ 342,23 milhões.

Nos comentários que acompanham o balanço, a companhia afirma que a expansão da atividade econômica global em 2016 continua próxima do observado em anos anteriores, com uma contribuição maior das economias desenvolvidas compensando o menor dinamismo dos países emergentes.

No Brasil, a avaliação é que o ambiente de negócios ainda é ruim, “com o setor industrial enfrentando uma situação que combina estoques elevados para uma demanda em queda, baixos níveis de confiança do consumidor, aumentos de impostos e de preços de energia, dificuldades de acesso a financiamento e, no caso do setor de bens de capital, uma rápida redução nos investimentos”.

“Este ambiente deve perdurar enquanto seguirem as incertezas políticas e macroeconômicas”, diz a WEG.

Segundo as demonstrações trimestrais divulgadas hoje pela companhia, os investimentos em expansão e modernização da capacidade totalizaram R$ 112,6 milhões no trimestre. Desse total, 25% foram destinados a unidades no Brasil e 75%, no exterior, com destaque para México e China.

A estimativa de investimentos em imobilizado para 2016 é de R$ 470 milhões.

Valor Econômico – 20/04/2016

continue lendo:

Mais empresas brasileiras deverão renegociar dívidas, diz S&P

SÃO PAULO  –  Um número maior de empresas brasileiras deverá renegociar suas dívidas diante da alta na taxa de juros, do aumento nos custos de refinanciamentos e da queda dos retornos financeiros, avaliou a agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P), em relatório.

“Essas empresas aproveitaram o período de forte crescimento, há cerca de três anos, quando estavam prosperando com os preços altos das commodities, da forte demanda interna, dos custos baixos de refinanciamento e da oferta abundante de crédito nos mercados internacional e nacional”, afirmou a S&P.

Esse cenário, no entanto, desencadeou uma acumulação de dívidas sem precedente referentes a planos de crescimento, uma vez que o capital nunca tinha sido tão barato e as promessas de maiores retornos no futuro tão abundantes.

Segundo a S&P, alguns setores estão agora enfrentando a queda nos valores de seus ativos enquanto o Brasil continua sofrendo com a deterioração econômica e o colapso dos preços das commodities. Além disso, o espaço para investimentos está esgotado em alguns setores, enfraquecendo ainda mais os lucros.

Em resposta, as companhias com alto endividamento começaram a vender ativos não-essenciais, reduzir os custos de reestruturação e minimizar os investimentos em uma tentativa de impulsionar a geração de fluxo de caixa livre e pagar suas dívidas com antecedência.

Apenas em março, cinco empresas brasileiras — Odebrecht Óleo e Gás, Usiminas, Gol, Oi e USJ Açúcar e Álcool — anunciaram planos para reorganização de suas estruturas de capital. A S&P ainda destaca a possibilidade de a Usiminas tentar uma nova renegociação de suas dívidas. A Tonon Bionergia e a PDG Realty Empreendimentos também poderão buscar planos de reestruturação.

Segundo a agência, os planos de reestruturação deverão ser mais predominantes em setores que sofrem com baixo desempenho, como o de telecomunicação, metais e minérios, petróleo e gás, agronegócios e construção.

“Mas companhias com um peso de dívida muito grande em outros setores, que estão melhores posicionados, também podem decidir renegociar suas dívidas para aumentar o retorno aos acionistas”, afirmou Diego Ocampo, analista de crédito da S&P. Nesta perspectiva, a agência cita os setores de varejo, utilidades, matérias de construção e transportes.

Por último, a S&P afirma que muitas empresas brasileiras estão enfrentando enormes descontos em seus títulos, o que incentiva ainda mais a reestruturação de suas dívidas. “A recompra desses títulos com desconto reduz o custo de refinanciamento da dívida, aumentando o retorno para os acionistas.”

Valor Econômico – 19/04/2016

continue lendo:

Goodyear e sindicato assinam acordo que encerra dois processos no TST

Em acordo com o sindicato da categoria, a Goodyear do Brasil Produtos de Borracha conseguiu encerrar dois processos que tramitavam no Tribunal Superior do Trabalho (TST) e envolviam indenização a 1.600 empregados.

A solução amigável para o conflito com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Artefatos de Borracha, Pneumáticos e afins de Americana e Região (SP), que ocorreu na segunda-feira (18), foi intermediada pelo presidente do TST, o ministro Ives Gandra Martins Filho.

O acordo põe fim a dois processos distinto iniciados há quase quatro anos, em 2012. Os casos já haviam tramitado por primeiro e segundo grau e atualmente estavam em fase de recurso no TST. Em discussão, estava o pagamento de adicional noturno para os funcionários, bem como a indenização de horas extras relativas ao intervalo intrajornada (repouso para a alimentação).

Os dois litígios foram centralizados na ação que está em estágio processual mais avançado, a que trata do adicional noturno, sob a relatoria do ministro Ives Gandra Filho. O caso já em fase de julgamento de agravo interno do recurso extraordinário ao TST.

No início de março e sem a ajuda direta do Judiciário, a empresa e sindicato se reuniram na sede da Goodyear, em Americana (SP), para discutir a possibilidade de encerramento dos dois processos. Em razão do momento econômico pelo qual o País atravessa, em especial o segmento automotivo, o sindicato se mostrou aberto à negociação visando encerrar estas demandas judiciais.

Mediação

Depois de algumas reuniões, as partes acionaram na semana passada o Núcleo Permanente de Conciliação (Nupec) do TST, visando à mediação de um acordo que estavam em vias de fechar para a solução das duas ações judiciais.

A proposta da empresa, no valor de R$ 21,7 milhões, foi aceita pela maioria absoluta dos trabalhadores. Os representados pelo sindicato aprovaram a proposta em assembleia geral extraordinária, reunião convocada especialmente para a avaliação do acordo judicial. O encontro foi realizado ainda durante o mês de março. Os valores individuais que cada trabalhador receberá, calculados conforme a situação de horas extras trabalhadas e adicional noturno de cada um, serão depositados até hoje (20).

DCI – 20/04/2016

 

Redação On abril - 20 - 2016
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.