Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Tera-feira, 21 de Novembro de 2017






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

Fitch: nota do país depende de avanço na política fiscal

O foco da agência de classificação de risco Fitch na avaliação da nota de crédito do Brasil permanece na adoção de medidas fiscais, mesmo após a decisão da Câmara de dar continuidade ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, afirmou ontem a diretora-sênior da Fitch, Shelly Shetty. Ela diz que a agência levará em conta o impacto que as medidas terão na melhora da perspectiva de crescimento e das finanças públicas e na desaceleração da dívida do governo.

Outros aspectos incluem as investigações da Lava-Jato, protestos populares e contração econômica. A Fitch projeta uma contração da economia brasileira de 3,5% este ano e uma retomada de 0,7% em 2017.

A diretora afirma que a votação do projeto de afastamento de Dilma reflete a erosão do apoio do Congresso ao governo e a maior possibilidade de impedimento. Em nota, aponta que um dos motivos para o rebaixamento da nota soberana do Brasil em dezembro para “BB+” foi o fato de o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, ter aceitado o início do processo de impeachment. A extensão da deterioração contínua do crescimento e das finanças públicas se reflete na perspectiva negativa atribuída à classificação, diz Shelly.

“O impacto combinado de queda de receitas pela contração econômica, crescimento automático de gastos em algumas áreas e menor margens para cortes de despesas discricionárias tornam a reforma da estrutura fiscal um ponto-chave para estabilizar as finanças públicas. Estas permanecem sob pressão”, indica Shelly Shetty.

O Globo – 19/04/2016

continue lendo:

Juros futuros caem com expectativa de mudança

Se a Bolsa caiu e o dólar subiu, o bom humor dos investidores se refletiu, ao menos, na expectativa de juros futuros. Os contratos DI com vencimento em janeiro de 2021 recuaram de 13,04% para 12,86% ao ano. A taxa indica a previsão do mercado financeira para a taxa básica de juros da economia, a Selic, naquela data. Já o contrato com prazo em janeiro de 2018 recuou de 12,96% para 12,82%.

— Os juros foram os que mais foram influenciados pela votação na Câmara porque, diferentemente da Bolsa, eles refletem, de fato, a percepção de risco atrelado ao país. Quanto menor o risco, menores os juros. A avaliação dos investidores é que, depois de ontem, diminui muito o risco de uma politica monetária e fiscal heterodoxas, já que espera-se uma mudança de governo — afirmou Paulo Gomes, economista-chefe da Azimut. — Também houve queda nas perspectivas de inflação e câmbio no Boletim focus do BC de hoje, o que tende a pressionar para baixo os juros.

SITUAÇÃO DE LIMBO
Entre os agentes, porém, ainda há sinais de incerteza. Na avaliação de Luiz Otavio de Souza Leal, economista-chefe do banco ABC, a situação do país é de “limbo” na política:

— Estamos numa situação que não é das mais confortáveis. Temos uma presidente de direito, mas não de fato. Ninguém vai discutir políticas de longo prazo com ela.

Michel Temer não tem a caneta. Até pode ser discutida alguma medida com ele, mas ele não pode tomar medidas ou mandar leis para o Congresso.

O Globo – 19/04/2016

continue lendo:

Projeções para inflação e atividade continuam a recuar, mostra Focus

Continuam a cair as previsões do mercado financeiro para a inflação e a taxa básica de juro, de acordo com números do boletim Focus, do Banco Central. A mediana das estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 12 meses caiu de 6,43% para 6,38%. Para este ano, a previsão recuou pela sexta semana, de 7,14% para 7,08% e, para 2017, cedeu de 5,95% para 5,93%.

Entre os analistas Top 5, os que mais acertam as previsões, as expectativas não mudaram. Eles veem o IPCA fechando 2016 em 7,06% e 2017 em 6,20%.

O boletim mostra que os analistas de mercado continuam a prever o início do corte da Selic em outubro, mas agora eles esperam um recuo maior. Tanto o mercado em geral quanto o grupo dos analistas Top 5 veem um recuo maior da Selic neste ano, para 13,38%. A taxa básica de juros está atualmente em 14,25% e até a semana anterior esperava-se um recuo para 13,75% até o fim de 2016. O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne na próxima semana para decidir se mantém ou não a Selic.

O mercado também revisou suas expectativas para o câmbio e agora espera que o dólar termine 2016 valendo R$ 3,80, ante previsão de R$ 4,00 na semana anterior. A estimativa para 2017 saiu de R$ 4,10 para R$ 4.

Enquanto as expectativas de inflação e juros melhoram, as de atividade pioram. A mediana das estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro aponta queda de 3,80%, ante recuo de 3,77% previsto antes. A produção industrial do período deve cair 5,80%, de queda de 5,60% estimada na semana anterior.

Para 2017, a expectativa é de um crescimento de apenas 0,20%, de 0,30% na semana anterior. A estimativa para o aumento da produção industrial foi mantida em 0,69%.

Valor Econômico – 19/04/2016

continue lendo:

Prévia do IGP-M avança 0,30%

O indicador que serve de correção para o aluguel e de reajustes de contratos, o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) subiu 0,30% na segunda prévia de abril, ante 0,43% de igual período do mês anterior, informou ontem a Fundação Getulio Vargas.

O Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da FGV, projeta inflação de 7,5% para 2016. Segundo a instituição, independentemente da aprovação ou não do Senado à abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT), a inflação deve continuar desacelerando no Brasil.

Essa avaliação é do superintendente-adjunto de inflação da FGV, Salomão Quadros. Segundo ele, uma mudança de governo pouco deve influenciar a dinâmica de preços, que já tem sido mais benéfica nas últimas semanas. “A inflação pode até ser ajudada por algum efeito de expectativas, mas ela também tem a sua inércia, não é tão flexível”, diz Quadros. “Além disso, os juros dependem do comportamento da inflação.”

DCI – 19/04/2016

continue lendo:

Especialistas preveem longo processo de recuperação

Os mercados internacionais e o brasileiro estão reagindo bem à aprovação do impeachment pela Câmara dos Deputados, mas será necessário ir adiante com reformas na política econômica para o país retomar o crescimento e esse processo de recuperação poderá levar anos, avaliaram especialistas em evento organizado pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, no Harvard Club, em Nova York.

“Mesmo se tivermos as melhores políticas e começar urgentemente com o que será preciso fazer, será um processo muito longo”, disse a economista Monica De Bolle, do Peterson Institute. Para ela, o país poderá sofrer uma queda de 12% a 15% no PIB per capita nos próximos anos e será preciso muito tempo para recuperar.

“Os mercados estão reagindo bem ao impeachment porque veem um futuro melhor ou estão com expectativas melhores”, resumiu Paulo Vieira da Cunha, sócio da Vernbank, consultoria na área de agricultura.

Apesar de essa melhora ter sido verificada, será preciso avançar em reformas e a principal, segundo os especialistas, será a fiscal. “O fundamental será retomar o equilíbrio fiscal”, enfatizou Cunha. “A responsabilidade fiscal no Brasil foi muito mal tratada no país”, disse Monica.

O professor emérito da Universidade de Colúmbia, Albert Fishlow, avaliou que o processo de impeachment não vai solucionar os problemas do Brasil. Para ele, mesmo que as medidas comecem a ser adotadas agora, o país vai levar de três a quatro anos para se recuperar economicamente.

“É só o começo de um processo que demandará muito tempo para terminar”, disse Fishlow. “De um lado, temos todas as dificuldades políticas e, de outro, a economia. Imaginando que tudo seja resolvido dentro de poucos meses, e o Brasil volte a crescer sem parar, temos que lembrar que a economia, agora, tem algo em torno de 18% de poupança e, comparando com outros países, isso é muito pouco. Para conseguir poupança, é necessário reduzir o consumo, o que é um problema seríssimo. Estamos no começo, e não no fim.”

Segundo Fishlow, o Brasil ainda terá grandes problemas políticos que não serão resolvidos pelo impeachment. “Muitos acham que o Brasil resolveu tudo e estão um pouco enganados.”

Carlos Kawall, economista-chefe do Banco Safra, defendeu a aprovação de emenda constitucional para garantir a implementação de mudanças que o país vai necessitar após a tramitação do processo de impeachment. Segundo ele, é preciso desvincular os gastos do Orçamento, rever os pagamentos de pensões, as idades mínimas da aposentadoria e obter superávit primário para o país voltar a crescer. “Ouvimos que o vice-presidente Michel Temer está procurando medidas para desvincular os gastos do Orçamento”, disse. “A bala de prata seria propor uma emenda constitucional”, afirmou, dizendo que o país tem que ter mais liberdade no Orçamento, enfrentar a atual vinculação dos gastos e fazer superávit primário.

Segundo Kawall, não é mais possível pensar em crescimento com propostas de recuperar o equilíbrio fiscal apenas em 2018 e em 2019. É preciso atuar sobre a Previdência e a indexação das pensões, rever as idades mínimas e as contas dos Estados. “Acredite ou não, teremos que mudar a Constituição para conseguir essas medidas.” O economista advertiu que o país necessita de “um choque fiscal de emergência”.

Carlos Eduardo Gonçalves, economista-sênior do FMI e professor da USP, advertiu para as dificuldades que o novo governo terá para implementar mudanças, como barganhas políticas “com muitos atores ao mesmo tempo”. “Será preciso uma composição política”, disse. Gonçalves também ressaltou que o país precisa modificar sua atual situação fiscal. “A questão mais importante é a mudança na política fiscal e estou pensando em como vamos conseguir fazer ajustes diante de um cenário político muito mais complicado.”

Valor Econômico – 19/04/2016

continue lendo:

Governo prevê recessão em 2017 em quadro de ‘estresse’

Diante das fortes incertezas e da volatilidade da economia, o governo passou a prever na proposta de Lei de Diretrizes Orçamentários (PLDO) de 2017 um “cenário de estresse” para a estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) e o impacto disso para as receitas para o cumprimento da meta de primário. Nos próximos anos, a ideia é ampliar o uso dessa metodologia.

Na hipótese de “estresse”, a equipe econômica considera que o PIB do país sofrerá uma retração de 0,48% em 2017. Se essa previsão se confirmar e não houver a aprovação do retorno da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), a frustração de receitas poderá chegar a R$ 87 bilhões. O valor é maior até mesmo que o pedido de abatimento de R$ 65 bilhões feito pelo governo na meta do primário do ano que vem.

Na sexta-feira, os ministros Nelson Barbosa (Fazenda) e Valdir Simão (Planejamento) encaminharam ao Congresso Nacional a PLDO fixando uma meta de superávit zero para 2017, mas abrindo espaço para déficit de R$ 65 bilhões (-0,96% do PIB) caso todo abatimento proposto seja utilizado. O desconto será composto por R$ 42 bilhões de possíveis frustrações de receita e de R$ 23 bilhões a serem direcionados aos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Apesar do cenário de estresse considerado, o governo usou como base na PLDO o crescimento do PIB de 1% para 2017 – o que impulsiona a projeção de receitas do Orçamento. No que diz respeito ao PIB, o cenário-base é visto como otimista perto das estimativas de mercado, como as do boletim Focus, do Banco Central, que aponta uma expansão de 0,5%.

De acordo com a PLDO de 2017, o cenário de indicadores macroeconômicos sob estresse foi construído com adição de um “desvio padrão”, para cima e para baixo, à média projetada do PIB e outros indicadores. A referência é o Focus de 24 de março de 2016.

Ao longo dos anexos do projeto, o governo aplicou o cenário de estresse em variáveis como vendas de veículos e vendas de fumo, população economicamente ativa, nível de ocupação, rendimento e massa salarial. Com isso, o governo estima que a receita administrada líquida de restituição, projetada em R$ 877,9 bilhões em 2017, sofra queda de R$ 40,6 bilhões.

Já no cenário-base, mais favorável, o governo estima um aumento de receita de R$ 56 bilhões em 2017. Parte disso virá, diz a equipe econômica, da elevação das vendas de veículos (9,85%); das importações (15,67%); das aplicações financeiras (8,31%); das vendas de bebidas (4,1%) e outros itens.

Na avaliação do governo, também haverá aumento na receita em decorrência de alterações na área tributária. O principal elemento é a recriação da CPMF, que tem expectativa de R$ 33,240 bilhões. O retorno do imposto do cheque, no entanto, se mostra incerto em um momento de crise política. A contribuição depende de aprovação do Congresso.

Valor Econômico – 19/04/2016

continue lendo:

Os desafios para a retomada do crescimento sustentável

Os números da economia brasileira são alarmantes. A inflação para o consumidor está perto de 10%, o déficit público alcançou 10,75% em fevereiro, a taxa de desemprego está em 9,5% (última Pnad Contínua) e o resultado acumulado do PIB esperado para os últimos anos (2015 e 2016) está em cerca de -8,0%. Brasil nota 10!

Infelizmente, o País passa por um processo de deterioração política, econômica e social (sem falar da ética e da moral). O caos econômico teve início no final do segundo mandato Lula e foi intensificado pela sua sucessora a partir de 2011, com a implantação da Nova Matriz Econômica, cujo objetivo era elevar o crescimento da economia brasileira via estímulos à demanda.

Os resultados ruins desse modelo econômico populista não tardaram a aparecer.

Como já apontava o Prêmio Nobel de Economia e defensor do liberalismo econômico Frederich A. Hayek, toda tentativa de centralização da atividade produtiva gera resultados desastrosos. E, após desempenhos decepcionantes, tudo indica que o liberalismo econômico – que se expandiu após o colapso do fascismo e do comunismo, afetando União Soviética, Alemanha e países asiáticos – parece ter chegado à nossa região. Na América Latina, os países que hoje fazem parte do “Pacto do Pacífico”, Chile, México e Peru, foram pioneiros na adoção de políticas econômicas fundadas no liberalismo econômico e na democracia. Evidências recentes podem ser vistas na eleição de Mauricio Macri, na Argentina, após décadas do peronismo, e, não menos emblemática, na visita do presidente Barack Obama a Cuba.

Não resta dúvida de que Brasil, Venezuela e Bolívia devem aderir ao movimento.

Os desequilíbrios estão evidentes no aumento expressivo da inflação e do déficit fiscal e na brusca queda do PIB. A consequência do elevado déficit fiscal é o aumento explosivo da dívida pública, que alcançou 66% ao final de 2015, ante 51% em janeiro de 2011. Este ano, deve alcançar 73,5%.

A implicação deste cenário é um aumento de desempregados e de empresas em dificuldade financeira. A renda das famílias brasileiras está em processo de deterioração. Em 2015, 2,35 milhões de famílias que estavam na classe de renda “C” voltaram para as classes “D” e “E”. Com a manutenção da atual trajetória, 5,1 milhões de famílias terão regressado às classes “D” e “E”.

Confiança. Para readquirir a confiança dos agentes econômicos, um primeiro passo seria a nomeação de uma equipe econômica com credibilidade, cujo objetivo fosse o restabelecimento de uma política econômica responsável, baseada em metas de inflação, câmbio flutuante e responsabilidade fiscal.

Em razão da elevada restrição fiscal, a agenda de concessões e privatizações poderia ser atacada prioritariamente, não só pelos efeitos positivos para a economia, mas também para as finanças públicas, por meio da geração de receitas não recorrentes num período de consecutivos déficits primários.

A agenda de reformas estruturais, já bastante conhecida, certamente contribuiria para a retomada do crescimento, mas num governo de transição, cujo desafio é a sustentação da base política, o seu amplo avanço é pouco provável. De todo modo, estariam nessa lista especialmente uma reforma trabalhista, tributária e fiscal, com destaque para a reforma da Previdência.

Adicionalmente, a melhora do ambiente de negócios, que incluiria a desburocratização de processos e a retomada da credibilidade das agências reguladoras, contribuiria para a recuperação do crescimento econômico.

Por fim, o encaminhamento de um processo de abertura comercial, incluindo a reaproximação com Estados Unidos e Europa, ajudaria não só no sentido de ampliar o acesso a mercados mundiais relevantes, mas também à promoção de uma maior competição interna e o acesso a novas tecnologias.

Ainda que ocorram mudanças no governo no curto prazo e, consequentemente, na condução da política econômica, o preço da “aventura” dos últimos anos será alto.

O País enfrentará, pelo menos, mais alguns anos de baixo crescimento econômico e desemprego elevado, diante das necessidades de corrigir os erros do passado. Mas uma equipe com credibilidade e uma agenda econômica bem definida já seriam um passo na direção correta.

Pacote de Temer inclui reajuste do Bolsa Família

Daqui a pouco menos de um mês, deverá começar um novo governo no país, sob a liderança do hoje vice-presidente da República, Michel Temer, que já trabalha nas primeiras medidas econômicas e na área social. O foco inicial é o ajuste das contas públicas — item essencial para que a nova administração consiga ao menos manter a cabeça fora da água. No entanto, programas como o Bolsa Família devem ter reajuste para compensar a disparada da inflação e assegurar apoio da população.

Temer tem conversado com vários economistas que ajudaram a elaborar o programa “Uma ponte para o futuro”, divulgado no início do ano pelo PMDB, cujo âmago é “construir uma trajetória de equilíbrio fiscal”. A aprovação da Desvinculação das Receitas da União (DRU) é fundamental em um Orçamento em que 92% das despesas são obrigatórias.

O Estado de S.Paulo – 19/04/2016

continue lendo:

“A DRU sempre foi renovada. Deixou de ser no início de 2014 porque o governo já não tinha mais capacidade de articulação política no Congresso”, explicou o economista Raul Velloso. A DRU dava liberdade para gastar 20% das despesas. “É algo essencial, pois há despesas obrigatória que não contam com receitas vinculadas, como o pagamento do funcionalismo”, afirmou. Ele defende, porém, que a medida seja aprovada com um margem maior, em torno de 50% do total.

Dívida

Shelly Shetty, diretora da Fitch Ratings, disse ontem que a nota do Brasil não mudará automaticamente com um novo governo. “A avaliação do Brasil depende de medidas que melhorem as perspectivas de crescimento da economia e a redução do ritmo de aumento da dívida pública”, afirmou.

Um economista que participou da elaboração do programa do PMDB garantiu que haverá, sim, maior desvinculação. Ele adiantou que as medidas que estão sendo preparadas não contemplam aumento de impostos, mas estão voltadas para a redução do número de ministérios a não mais que 20, além do corte de benefícios ao funcionalismo.

Para o economista Mansueto Almeida, será muito difícil conseguir equilibrar as contas públicas sem um novo tributo, como, por exemplo, a Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF). Ele lembra que o deficit primário vem crescendo a cada ano. Em 2015, o rombo foi equivalente a 2% do Produto Interno Bruto (PIB). “Houve uma despesa extra de R$ 56 bilhões para o pagamento das pedaladas fiscais. Em 2016, mesmo sem essa conta, o deficit não será consistentemente menor”, avisou. O ano começou com previsão de R$ 60 bilhões de despesas a mais na Previdência, R$ 12 bilhões com funcionalismo e R$ 4 bilhões com benefícios sociais. Mansueto lembrou que não será possível fazer uma drástica redução de gastos neste ano, uma vez que o corte de investimentos realizado no ano passado, de R$ 30 bilhões, não poderá se repetir.

Para Mansueto, isso aponta para a necessidade de reformas, como a da Previdência. “Ela não precisa ser feita de imediato, mas deve ser apresentada. É o que poderá melhorar, de fato, a longo prazo, as contas públicas do Brasil, país que gasta a mesma quantia com aposentados que outras nações com três vezes o mesmo número de idosos”, afirmou.

Rapidez

A opinião é compartilhada pela a economista Monica de Bolle, pesquisadora do Peterson Institute for International Economics, em Washington. “É fundamental que o novo governo sinalize rápido que pretende fazer as reformas fiscal e administrativa. Ele precisará dar um caminho muito claro de como essas coisas serão feitas”, comentou.

Monica destacou que é importante que o processo todo seja acelerado para que a economia comece a dar sinais de recuperação. “O governo atual acabou. Não pode mais fazer nada. E, por isso, seria muito ruim esperar os 180 dias previstos no processo todo”, avaliou.

Cortes

Para o especialista em contas públicas Felipe Salto, há espaço para corte de depesas, apesar de o governo sempre afirmar que o Orçamento é engessado. “Temer tem que aproveitar o voto de confiança do mercado e tomar medidas de controle dos gastos obrigatórios, como postergar o reajuste do funcionalismo e rever os contratos em que há sobrepreço, porque só conseguirá aumentar a receita quando houver recuperação na economia”, alertou. Na avaliação de Salto, há espaço ainda para redução de juros se a nova equipe tiver credibilidade no mercado.

Reação das centrais

As principais centrais sindicais do país decidirão, entre hoje e amanhã, qual será a estratégia que usarão para pressionar o Senado a não aprovar o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. As entidades também deverão questionar a legitimidade de um eventual governo chefiado por Michel Temer. Por enquanto, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) marcou um ato para 1.º de maio, na Avenida Paulista, com a presença de políticos e artistas chamado de Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora.

Correio Braziliense – 19/04/2016

continue lendo:

Redação On abril - 19 - 2016
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.