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Sbado, 23 de Setembro de 2017






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Mercado subestima alta dos juros que o Fed vai entregar, diz Rosengren

CONNECTICUT, EUA  –  O presidente do Federal Reserve Bank de Boston, Eric Rosengren, emitiu uma dura advertência aos mercados, nesta segunda-feira, ao dizer que traders e investidores estão subestimando seriamente o nível das altas nos juros que o banco central americano (Federal Reserve, o Fed) vai entregar ao longo dos próximos anos.

“Embora eu acredite que as altas graduais nos juros dos fundos federais sejam absolutamente adequado, não vejo que os riscos sejam tão elevados, nem a perspectiva tão pessimista, a ponto de justificar a trajetória da taxa de juros excepcionalmente rasa atualmente refletidas nos mercados de futuros”, afirmou Rosengren em texto de um discurso a ser proferido em New Britain, Connecticut, na Central Connecticut State University.

Rosengren, que atualmente é um membro votante Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, o comitê do Fed que decide sobre juros), disse que os mercados estão agora projetam em três quartos de um ponto percentual de alta nos juros até 2018, em relação ao intervalo de taxa atual, entre 0,25 % e 0,50%. Isso é muito abaixo do que a mediana das projeções das autoridades do Fed, de juros de 3% em 2018”, disse o presidente do Fed regional de Boston, acrescentando que a maioria dos economistas compartilha da visão dos integrantes do banco central americano.

Rosengren, que tem sido geralmente cauteloso na pressão pela subida dos juros, advertiu que se o Fed seguir o caminho preferido pelo mercado, problemas virão a seguir. Manter as taxas de curto prazo muito baixas provavelmente resultaria em um “sobreaquecimento” do mercado de trabalho e inflação acima do desejado, o que poderia forçar o Fed a aumentar as taxas tão agressivamente que o crescimento seria prejudicado.

O discurso de Rosengren foi o último de um conjunto de comentários do banco central sobre taxa de juros antes da próxima reunião do Fomc, agenda para dias 26 e 27 de abril.

Rosengren não comentou quando ele gostaria de ver as taxas de curto prazo subirem novamente. Há pouca expectativa de que o banco central vá agir nesta reunião de abril, com a maioria dos economistas projetando que o Fed decidirá por mais um aumento nos juros na reunião de meados de junho.

O Fomc se aproxima de seu próximo encontro com forte crescimento de emprego, alguns vislumbres de pressões sobre a inflação e indicações de que o crescimento estagnou no primeiro trimestre. Rosengren observou que a atividade ao longo dos três primeiros meses do ano foi provavelmente “decepcionante”, mas acrescentou que trata-se de um provável reflexo da fraqueza sazonal, de caráter temporário.

“Embora tenha havido ventos contrários significativos a partir do exterior, que geraram turbulência nos mercados, vejo a economia americana como fundamentalmente sólida e, provavelmente, com melhor desempenho do que a da maioria dos parceiros comerciais”, disse ele.

“Isso representa uma perspectiva forte o suficiente para gerar nova queda da taxa de desemprego, mesmo com alguma normalização gradual das taxas de juros”, disse.

Rosengren espera que a taxa de desemprego recue para abaixo dos atuais 5%. “Testar quão baixo a taxa de desemprego pode cair antes de trazer risco de superaquecimento à economia pode ser benéfico para os mercados de trabalho”, disse ele.

Mas ele afirmou não querer ver a taxa demasiado baixa, uma vez que grandes declínios podem alimentar a inflação. “Eu preferiria que o Fed não corresse o risco de exceder significativamente o nível de pleno emprego, pois isso resultaria na necessidade de aumentar rapidamente as taxas de juros”, concluiu.

Valor Econômico – 19/04/2016

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PIB trimestral aponta para crescimento chinês menor

Logo depois de divulgar uma expansão no primeiro trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado, que mostrou sinais de melhora, a China anunciou um dado, o de crescimento de janeiro a março na comparação com os três últimos meses de 2015, que despertou mais dúvidas sobre a situação da economia – e sobre a confiabilidade dos dados oficiais.

A Agência Nacional de Estatísticas informou no fim de semana que o crescimento trimestral, ajustado sazonalmente, do primeiro trimestre do ano (em relação ao trimestre anterior) alcançou 1,1% – a menor taxa desde que a agência começou a divulgar os números trimestrais em 2011, e abaixo do 1,5% revisto do quarto trimestre de 2015.

Numa base anualizada, o número é de aproximadamente 6,3%, bem abaixo dos 6,7% que a agência de estatísticas divulgou para o primeiro trimestre na sexta-feira, juntamente com uma série de outros dados – da produção industrial aos investimentos em construções e outros ativos fixos – que sugeriram uma retomada da atividade econômica após muitas medidas para estimular o crescimento.

Economistas disseram que a taxa trimestral de 1,1% foi mais fraca que a prevista e provavelmente refletiu obstáculos mais difíceis em janeiro e fevereiro do que o inicialmente esperado. As estatísticas trimestre em relação a trimestre tendem a monitorar o ímpeto de uma economia, enquanto os números anuais fornecem um quadro sobre a taxa geral de crescimento. E embora o ritmo anual de 6,7% esteja dentro da meta de Pequim para este ano, de 6,5% a 7%, a taxa trimestral de crescimento deixa algumas em dúvida sobre a capacidade de sustentação desse ritmo.

Zhang Fan, economista da RHB Research, diz que o PIB trimestral de 1,1% é mais confiável que o PIB anual de 6,7%, dada a desaceleração óbvia da economia chinesa no começo deste ano. “Isso mostra que a dinâmica de crescimento da China no curto prazo não é tão otimista quanto mostra o principal número do PIB”, afirma ele.

Questionado na sexta-feira por um jornalista sobre por que a agência de estatísticas não informou o crescimento trimestral juntamente com os demais números, conforme costuma acontecer, o porta-voz Sheng Laiyun disse que a agência ainda estava trabalhando no cálculo. A taxa do primeiro trimestre, disse ele, é sempre mais difícil por causa do feriado prolongado do Ano Novo Lunar. A agência não respondeu ontem a pedidos para comentários.

Mesmo assim, o atraso coincidiu com a participação de autoridades chinesas nas reuniões do G-20, Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional (FMI), durante as quais a economia chinesa foi o assunto principal.

A discrepância também alimenta antigas preocupações com a confiabilidade das estatísticas do governo chinês e com os métodos usados em seus cálculos. “Parei de prestar atenção aos números do PIB [chinês]”, diz Kevin Lai, economista do Daiwa Securities Group, para quem o verdadeiro crescimento da China provavelmente deve ser a metade da taxa oficial. “Acho que o crescimento não está nem perto dos 6,7%. Eles tendem a melhorar os números.”

Estatísticos afirmam que os dados da maioria das economias costumam ser bem voláteis, enquanto muitas estatísticas chinesas tendem a seguir um caminho visivelmente sem sobressaltos. A agência de estatísticas da China não é independente, o que a deixa suscetível a pressões para que manipule os dados a fim de atender aos interesses do governo, afirmam críticos.

Quando o governo estabeleceu uma meta de crescimento de cerca de 7,5% para a economia, que estava em desaceleração em 2014, muitos ficaram surpresos quando o crescimento acabou ficando em 7,4%, para ser reduzido a 7,3% vários meses mais tarde.

O crescimento de 6,9% no terceiro trimestre do ano passado foi maior que o esperado, dada a fraqueza do comércio e da produção industrial, e isso também gerou ceticismo. Após mais dúvidas serem levantadas em relação ao crescimento de 2015, de 6,9%, a agência defendeu a sua metodologia e disse em um comunicado em janeiro que outros cálculos, mais baixos, subestimaram a contribuição do setor de serviços para a economia.

A agência “tem um grupo de pessoas que trabalham duro, mas elas lidam com um sistema em que é muito difícil ser independente”, diz Louis Kuijs, economista da Oxford Economics. Ele afirma que parou de dar atenção às estatísticas trimestrais sazonalmente ajustadas, uma vez que é difícil discernir como eles chegam aos números.

Valor Econômico – 19/04/2016

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‘Brexit’ derruba negócios com empresas britânicas

Enquanto a Europa segura a respiração diante da dúvida sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia (UE), as empresas seguram seu dinheiro.

Após atingir recorde de fusões e aquisições para os últimos oito anos, o Reino Unido teve seu pior trimestre desde 2010, segundo dados compilados pela Bloomberg. No primeiro trimestre deste ano, os investimentos em fusões e aquisições envolvendo empresas britânicas caíram 39% em relação ao ano anterior.

A culpa é da chamada Brexit (neologismo em inglês para “saída britânica”). Críticos alertaram que a perda de comércio e acordos sobre imigração podem causar instabilidade econômica e levar empresas para fora do país. Com seu grande centro bancário, Londres tem sido a capital financeira da UE. A desaceleração da atividade de negócios deverá seguir até junho, quando os britânicos votarão pela permanência ou saída da UE.

“A Brexit está provocando um impacto negativo nos negócios, especialmente naqueles com um ângulo internacional”, disse Stefan Brunnschweiler, sócio e chefe de fusões e aquisições corporativas em Zurique do escritório de advocacia CMS. “Temos visto uma série de empresas e investidores adiarem suas decisões de investimentos para depois da votação.”

Além do potencial impacto econômico ao Reino Unido, a saída da UE poderia implicar mudanças nas regras que regem uma série de setores, disse Ben Higson, chefe de práticas corporativas da Hogan Lovells em Londres.

Setores altamente regulados, como o automotivo, o de energia e o de finanças, “provavelmente serão mais atingidos que os outros no tocante às fusões e aquisições”, disse Higson. “Como muitas das nossas regulações têm origem em Bruxelas, não se sabe o que será renegociado se o Reino Unido sair da UE, mas prevemos um longo período de reelaboração de uma série de tratados.”

O risco de uma saída britânica da UE também tem pesado sobre a moeda do país. A libra acaba de fechar seu pior trimestre desde 2008 em relação ao euro, em meio ao temor quanto à votação.

Além da Brexit, a incerteza sentida por todos os lados, das ações voláteis aos preços das commodities, passando pela economia chinesa e pelas políticas dos bancos centrais, tem dificultado os negócios neste ano. A atividade global de fusões e aquisições no primeiro trimestre caiu cerca de 10% em relação a 2015, para US$ 623 bilhões, segundo dados da Bloomberg.

Até mesmo os compradores chineses estão evitando o Reino Unido. Embora o gasto total na Europa ocidental neste ano tenha crescido mais de cinco vezes até agora, os negócios no Reino Unido estão caindo 93%, segundo os dados.

Ainda há, porém, algum apetite por ativos baseados no Reino Unido. Em março, a Deutsche Börse concordou em comprar a London Stock Exchange, negócio que poderá iniciar uma guerra de ofertas num momento em que a rival Intercontinental Exchange estuda uma contraproposta. O CEO da Deutsche Börse, Carsten Kengeter, disse neste mês que a Brexit não afetaria a transação.

O governo britânico está trabalhando para neutralizar o temor e transformar o país num lugar mais atraente para investimento. O ministro das Finanças George Osborne anunciou em março planos de reduzir o imposto corporativo de 20% para 17% em 2020, deixando a taxa do Reino Unido a segunda menor entre os países desenvolvidos, atrás apenas da Irlanda.

Além disso, os perigos no longo prazo para a economia de uma eventual saída da UE podem ser exagerados. Em última análise, os mercados de câmbio podem ser o maior risco, o que, embora seja uma consideração importante, não vai desfazer o raciocínio estratégico dos acordos, disse Ferdinand Mason, sócio do escritório de advocacia Jones Day, em Londres.

“Mesmo se sair da UE, o Reino Unido não será deixado de fora dos mercados internacionais”, disse. “Na eventualidade de uma Brexit, o Reino Unido provavelmente terá uma relação com a UE similar à de Noruega, Suíça ou EUA, e essas relações não mostraram ser impedimento para fusões e aquisições.”

Valor Econômico – 19/04/2016

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Minério de ferro sobe acompanhando alta na demanda por aço

Marcelo Villela

O minério de ferro teve alta nos mercados futuros e à vista, acompanhando a alta do aço, que foi apoiado por uma demanda sazonal firme que elevou as margens de produtores e impulsionou o apetite pela matéria-prima. Uma série de dados recentes que mostram estabilização na economia da China também estimulou a alta dos preços.

Os preços de residências na China subiram em março no ritmo mais acelerado em quase dois anos, segundo dados do governo divulgados nesta segunda-feira. O minério de ferro para setembro na bolsa de Dalian teve alta de 2,8 por cento, para 425,50 iuanes a tonelada, após tocar uma máxima no dia de 436 iuanes.

Na bolsa de Cingapura, o minério de ferro para junho avançou 3,2 por cento, para 55,05 dólares a tonelada. O minério de ferro para entrega imegiata no porto chinês de Tianjin teve alta de 4,17 por cento, para 59,90 dólares por tonelada. (DCI)

Fonte: Mining.com

Redação On abril - 19 - 2016
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