Alguns aspectos foram apresentados pelo Departamento jurídico do Sindicato referente à Assembleia de recuperação judicial como: a importância da participação de todos, pois a Assembleia só será realizada se houver a presença de mais da metade dos credores. Caso não haja quórum suficiente, haverá uma nova Assembleia no dia 5 de maio, que será realizada com qualquer número de credores.

Levar um documento de identificação, como também não será permitido à entrada vestindo Bermudas e Camisa regata.

Dúvidas também foram salientadas como: Se a proposta da Dedini for aceita, qual a garantia que a empresa irá honrar os pagamentos? Se a proposta não for aceita a Dedini irá à falência?De acordo com João Carlos Ribeiro, Jipe, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba, “a Dedini possui um imóvel no plano para o pagamento dos credores, mas este imóvel tem um impedimento, há na matricula do imóvel o registro de alienação fiduciária, o que impede sua venda, sem autorização expressa do credor fiduciário. Até o momento a Dedini não apresentou o documento que comprove a concordância do credor”, destacou.

A Assembleia será um momento para todos os ex-funcionários do Grupo Dedini tirar dúvidas, participarem da votação sobre aprovação, rejeição ou modificação do plano de Recuperação Judicial.

A recuperação judicial é uma medida para evitar a falência de uma empresa. É pedida quando a empresa perde a capacidade de pagar suas dívidas. É um meio para que a empresa em dificuldades reorganize seus negócios, redesenhe o passivo e se recupere de momentânea dificuldade financeira.

A estimativa é que 1755 pessoas participem da Assembleia, sendo que 1025 são trabalhadores.  Todos os trabalhadores dispensados da Dedini até agosto de 2015 com verbas rescisórias a receber, têm direito ao voto.

A Assembleia também contou com a participação do secretário do Emprego e relações do trabalho do Estado de São Paulo José Luiz Ribeiro, que também tem sua história como funcionário da Dedini. “Estou sentido junto com todos os trabalhadores esta angústia. A Dedini chegou nesta situação que hoje chamo de UTI, mas não podemos desanimar e sim montar estratégias nesta reta decisiva”, destacou.

Em créditos trabalhistas a dívida da empresa gira em torno de R$ 40 milhões. A Dedini também não cumpre com o pagamento de férias, FGTS, há atrasos de salários, dentre tantos outros problemas.

FSindical 19/04/2016