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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017






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‘Solução menos traumática para a crise é a que for mais rápida’, diz Fiat

“A solução menos traumática para a crise é a que for mais rápida”, disse Stefan Ketter, presidente da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) para América Latina.

“A crise é política, e a política deve resolvê-la. Mas que não demore, porque isso destrói a indústria, a confiança, os investimentos. Há vários fornecedores quebrando por falta de perspectiva.”

O executivo, que é brasileiro, lembra que o país levou muito tempo para estruturar essa indústria.

“Consegue-se destruir muito rápido essa industrialização e a reconstrução toma um grande tempo”, afirmou.

O grupo, que anunciou no início deste mês um investimento de US$ 500 milhões na Argentina, e que quer fazer da operação latina uma plataforma de exportações, se ressente também da escassez de acordos bilaterais promovidos pelo Brasil.

Para ele, o país poderia ter uma liderança nessa área.

“Há outros países na região com mais acordos que o Brasil. Os que temos são muito restritos”, disse.

“Esses acordos simplificam a parte fiscal, tributária e logística. Não existindo, temos de fazer os caminhos sozinhos, nós e nossos concorrentes”, acrescentou.

O volume de exportação a partir do Brasil pode ser pelo menos duplicado, mas inclusive pela falta de acordos com outros países, esse incremento demanda mais tempo.

“Para duplicar as vendas para o exterior, levará no mínimo dois ou três anos. Para triplicar, cinco anos.”

O câmbio, no atual patamar, está competitivo, segundo Ketter.

“Colocamos como prioridade [a exportação a partir do Brasil] para atender tanto os países vizinhos quanto os desenvolvidos”, disse.

Uma possibilidade ainda não confirmada é a de que o modelo Toro possa ser embarcado para os Estados Unidos.


CARACTERES OLÍMPICOS

O Twitter planeja aproveitar os Jogos Olímpicos deste ano, no Rio, para atrair usuários e anunciantes.

Na Copa de 2014, a empresa cresceu 25% em sua base de público, e 80% dos anunciantes oficiais do evento também veicularam publicidade pela rede social. Para a Olimpíada do Rio, a meta é chegar a 100%.

“A estratégia é convidar publicitários, personalidades, para mostrar como diferentes tipos de empresas e parceiros podem usar o Twitter”, diz Guilherme Ribenboim, vice-presidente para a América Latina.

“A região é a que tem mais potencial para novos usuários, pela força da publicidade eletrônica. Aqui, 50% do consumo de vídeo digital se dá pelo celular.”

A companhia completou dez anos em março. “Muito do que a gente vê hoje na sociedade foi criado no Twitter, as pessoas usam hashtags como expressão.”

139%
foi a alta de receita no terceiro trimestre de 2015 ante 2014

45%
foi o aumento de anunciantes


MERCADO DAS ARÁBIAS

Os Emirados Árabes Unidos buscam fechar parcerias com empresas paulistas, sobretudo de segmentos como saúde, alimentação e serviços.

O potencial de investimento dos estrangeiros nos setores público e privado do Brasil pode chegar a US$ 20 bilhões (R$ 70,2 bilhões), segundo a Investe São Paulo (agência paulista de promoção).

Além disso, a Câmara de Comércio de Dubai deve abrir em São Paulo, ainda no segundo semestre, seu primeiro escritório na América Latina, de acordo com Juan Quirós, presidente da entidade.

Também haverá incentivos para que companhias paulistas instalem representações naquele país. “O empresário poderá operar em Dubai e ganhar mercado mais facilmente na África e no Oriente Médio. A estrutura será de uma incubadora de inovação.”

Em novembro e dezembro, estão programadas duas missões no Estado de São Paulo de investidores árabes.

“A abertura do Irã também permite o acesso a um mercado comprador de grande potencial. As empresas que se instalarem nos Emirados poderão usar a região como uma ponte para exportar.”


QUASE UM FILHO

O mercado de produtos para animais de estimação faturou 7,6% a mais em 2015 –uma alta abaixo da inflação, mas que mostra a resiliência do setor à crise.

“O Brasil tem o segundo maior mercado pet do mundo. Aqui, eles são tratados como membros da família”, afirma o presidente-executivo da Abinpet (associação do setor), José Edson de França.

Entre os donos de pets das classes A, B e C, 65% são solteiros, e 74% não têm filhos, segundo a Sociedade Brasileira de Comércio e Consumo.

O segmento de alimentos, responsável por 67% da receita total, cresceu 8,2%.

Folha de S.Paulo – Mercado Aberto – 18/04/2016

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Volta do crescimento econômico é foco de empresários

O fim do impasse político e a volta do crescimento econômico. Essas são as principais preocupações do setor produtivo, expressas na noite deste domingo (17), quando a Câmara aprovou o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

“Espero que o país encontre seu caminho num ambiente democrático e de amplo entendimento, que será essencial para reestabelecer a confiança nos agentes econômicos, base para tirar o país da recessão e retomar o crescimento econômico”, afirmou o presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal.

A presidente da TAM, Claudia Sender, defendeu reformas que tenham como objetivo melhorar as condições de vida da população.

“Crises são complexas, mas também são uma oportunidade para realizar mudanças estruturais, com reformas muito mais profundas, que tenham foco na população e no seu bem-estar.”

O presidente da Anfavea (que reúne montadoras), Luiz Moan, disse que, neste momento, é preciso pensar em como recuperar a economia.

“É importante que as questões políticas não continuem contaminando a economia. É um momento de todos se juntarem pensando em um Brasil melhor, com retomada do desenvolvimento”, afirmou.

Para Stefan Ketter, presidente da Fiat Chrysler América Latina, “é importante que tenhamos estabilidade política para retomarmos o crescimento. O país passa por um forte processo de desindustrialização”.

Entre os industriais, a tônica é a preocupação com o nível de produção nas fábricas. O setor é o mais prejudicado pela recessão, e a produção despencou 9% no ano encerrado em fevereiro.

Para o ex-ministro e empresário do setor sucroalcooleiro Roberto Rodrigues o eventual impeachment, por si só, não muda a situação econômica do país.

“Vai depender da capacidade do presidente Temer de organizar um governo de coalizão para propor reformas.”

No comércio, a preocupação é a perda de renda da população, com o aumento do desemprego e da inflação.

“A gente está a favor do crescimento econômico, de que o consumidor não perca mais o poder aquisitivo além do que que já perdeu”, disse Pedro Celso Gonçalves, presidente da Apas (Associação Paulista de Supermercados).

PRESSÃO

Na reta final da votação na Câmara, assessores de Dilma Rousseff foram informados por deputados de que mudaram de lado nas últimas horas depois que foram pressionados diretamente por empresários e não teriam mais como votar a favor do governo.

Segundo a Folha apurou, esse movimento final de pressão pelo impedimento da presidente levou o governo a perder apoios conquistados entre quinta (14) e sexta-feira (15), fazendo o placar do Planalto indicar um percentual de votos abaixo do projetado no início da semana.

Folha de S.Paulo – 18/04/2016

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Reformas impopulares são sonho de empresários para governo Temer

A aprovação do pedido de impeachment de Dilma Rousseff na Câmara aliviou o empresariado, que não vê saída para a crise com a presidente no poder. A dúvida agora é se o vice Michel Temer, que poderá assumir o cargo, será mesmo capaz de levar adiante as mudanças para a retomada da economia.

Os empresários acham que o novo governo terá de acabar com a obrigatoriedade dos gastos fixos em saúde e educação, fazer reformas da Previdência e das leis trabalhistas, e talvez seja preciso recriar a CPMF.

Eles esperam que, em no máximo seis meses, o novo governo apresente suas propostas, mas já sabem que haverá uma distância entre o sonho e a realidade.

“O DNA do PMDB não é liberal. Duvido que o programa econômico de Temer reflita o DNA do partido”, diz o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega. “A maioria [do partido] tenderá a ser contra parte ou a totalidade do programa.”

As reformas vistas como necessárias envolvem medidas impopulares, que precisam ser aprovadas no Congresso. E boa parte delas enfrenta resistência entre os próprios aliados de Temer.

Um exemplo disso está nas providências para consertar as contas públicas. A presidente Dilma tentou recriar a CPMF para recuperar arrecadação de impostos, mas não teve apoio do Congresso.

Um dos opositores mais ferrenhos da iniciativa foi o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, afilhado político de Temer. Essa é uma das bandeiras dos empresários.

“Não adianta aumentar impostos, é preciso cortar despesas, fazer ajustes fiscais e uma reforma previdenciária”, diz José Romeu Ferraz Neto, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo.

Só que, para o economista Mansueto Almeida, será difícil que Temer escape da elevação de impostos. “É preciso um aumento permanente de receita que faça frente a um aumento permanente de despesas, que só neste ano aumentará R$ 96 bilhões.”

O setor produtivo quer a flexibilização da legislação trabalhista e a reforma da Previdência. Mas sabe que há resistência a estes temas mesmo entre os partidos que apoiaram o impeachment, como a Força Sindical, liderada pelo deputado Paulo Pereira (SD-SP). Entre os petistas tampouco teria apoio.

LOTEAMENTO

Até a formação do novo ministério está sob a observação dos empresários que apoiaram o impeachment.

Os representantes do agronegócio, por exemplo, já avisaram emissários de Temer que, para continuar apoiando, não querem que o Ministério da Agricultura seja usado em troca de apoio político.

Na Fazenda, o nome preferido é o do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga. Respeitado pelo mercado, ele traria o PSDB para o novo governo. Fraga seria ministro caso Aécio Neves tivesse vencido as eleições de 2014.

Mas Henrique Meirelles, que presidiu o BC no governo Lula, tem a seu favor o trânsito político no Congresso. Em 2002, Meirelles foi eleito deputado federal pelo PSDB. Hoje está no PMDB.

“A capacidade de atrair nomes com credibilidade para a equipe econômica será fundamental”, diz Zeina Latif, economista-chefe da XP Investimentos. “O Joaquim Levy tinha credibilidade, mas não teve apoio do governo.”

Folha de S.Paulo – 18/04/2016

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Apesar de mercado em baixa, lucro da Termomecânica cresce em 2015

Mesmo em meio a uma grande crise de demanda e sem conseguir operar a plena capacidade, a fabricante de semielaborados de cobre Termomecânica apresentou crescimento em seu resultado, mostra balanço publicado hoje pela S.A. de capital fechado. O lucro líquido subiu 21,3% e terminou 2015 em R$ 108 milhões.

Em entrevista ao Valor, Regina Venâncio, presidente da companhia, afirmou que a melhora se deve ao aumento das exportações, ao câmbio mais favorável, à eficiência que gerou economia de custos e a aplicações financeiras que renderam bons retornos no período. Mas apesar do resultado, a executiva disse acreditar que o mercado ainda vai encolher neste ano.

“Se nós conseguíssemos ao menos manutenção das vendas, nos sentiríamos realizados”, disse. “Não estamos muito otimistas, mais pelo andamento do primeiro trimestre e de abril até agora. A tendência é de queda mesmo.”

Em 2015, a Termomecânica apresentou receita líquida de R$ 969 milhões, aumento de 4,4% em relação ao ano anterior. O principal fato que impulsionou essa cifra foi a desvalorização do real ante as principais moedas estrangeiras. As vendas no mercado interno recuaram 9,6%, para 66,5 mil toneladas, enquanto as exportações cresceram 45%, atingindo 9,8 mil toneladas. Mesmo assim, os volumes totais comercializados caíram 5,1%, para 76,3 mil toneladas.

O problema é que, com o fortalecimento recente da moeda brasileira, a competitividade do produto da empresa lá fora fica menor. Segundo Nelson Leme, vice-presidente da companhia, a taxa cambial mais benéfica para suas operações no exterior seria de R$ 3,50 para US$ 1. O dólar Ptax, coletado pelo Banco Central, fechou na sexta-feira a R$ 3,53.

Assim, a Termomecânica, que exporta principalmente para os Estados Unidos, a Argentina e a Colômbia, quer continuar vendendo no mercado externo, mas precisa dessa garantia de margem. No caso dos EUA, disse Regina, as vendas são feitas para distribuidores, então podem parar assim que começarem a dar prejuízo. Na América Latina, há maior espaço para negociações. “Não queremos perder clientes, então não vamos parar de exportar de uma hora para outra”, afirmou.

As operações da companhia encontram-se atualmente com cerca de 30% de ociosidade, por conta do enfraquecimento do mercado interno. Mas segundo a executiva, não houve nenhum desligamento, nem há planos para que ocorram. Além disso, na contramão de outras empresas representantes da indústria – e até especificamente da metalurgia -, o volume de demissões em 2015 foi muito baixo, de 4% para 8 mil funcionários.

“O que deixamos de fazer foi gerar novos postos, o que poderia ter sido feito se a economia estivesse melhor”, declarou Regina. “Mas o Brasil tem capacidade de voltar com o consumo no futuro, acreditamos na retomada. Precisamos que o governo [seja qual for] gere emprego, faça reformas tributária, trabalhista, da previdência, e reduza gastos para trazer investimentos de longo prazo.”

Nelson Leme, o vice-presidente da Termomecânica, também reclamou do corte no Reintegra, programa do governo federal para estimular exportações. A alíquota, hoje de 1%, idealmente teria de ser de 5%, para que as empresas não dependessem apenas da taxa cambial para vender no exterior, explicou.

Os executivos lembram também que o resultado financeiro ajudou a impulsionar o lucro líquido em 2015. Aplicações financeiras, especialmente em CDI, engordaram o balanço. Mesmo assim, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da empresa subiu 36,2%, para R$ 86,4 milhões. A margem sobre o indicador subiu de 6,8% para 8,9%.

Valor Econômico – 18/04/2016

Redação On abril - 18 - 2016
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