Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 23 de Setembro de 2017






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Paraguai vê no Brasil oportunidade para crescer e exportar mais

Mesmo em recessão e enfrentando uma das piores crises políticas de sua história recente, o Brasil ainda é atraente para os países vizinhos. Carlos Fernández Valdovinos, presidente do banco central paraguaio, afirma que seu país tem um plano de ampliar de forma ousada as exportações para o Brasil. O Paraguai identificou que pode substituir importações chinesas ao Brasil em até US$ 7 bilhões, em itens como autopeças, vestiário e plástico. Se o plano for concluído, significaria dobrar o total das exportações do país vizinho.

— Queremos com o Brasil uma relação igual à do México com os Estados Unidos — afirmou o presidente do BC paraguaio ao GLOBO em Washington, onde participa da reunião de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Ele conta que o país já conseguiu abocanhar US$ 400 milhões desse comércio. E afirma que a crise não assusta, pois no ano passado, mesmo com a economia brasileira se retraindo em 3,8% e com a indústria automobilística reduzindo sua produção em 20%, as exportações industriais do Paraguai ao Brasil cresceram 18%.

— Imagina o que poderemos fazer quando a economia brasileira voltar a crescer.

Ele afirma que os baixos custos do país vizinho, aliado à proximidade geográfica, podem criar um novo tipo de parceria entre as duas nações.

— Não queremos competir pelos empregos do Brasil, queremos competir pelos empregos chineses — afirmou Valdovinos.

Como mostrou reportagem do GLOBO em outubro do ano passado, empresas brasileiras estão se instalando no Paraguai em busca de custos menores. Segundo Valdovinos, 108 empresas já anunciaram investimentos em seu país, sendo 67 brasileiras.

O caso mais notório é a da Guararapes, dona da Riachuelo, que anunciou que concentrará grande parte da produção em sua fábrica perto de Assunção. Outras estão anunciando projetos na região de Ciudad del Este. Valdovinos afirma não querer ir atrás das grandes empresas brasileiras, pois “para nós, médias e pequenas empresas brasileiras são maiores que as grandes paraguaias”. O país deve crescer 2,9% neste ano e 3,2% em 2017, segundo o FMI. Já o Brasil deve recuar 3,8% neste ano e não crescer em 2017.

Ele afirmou que há “uma nova mentalidade no país” e que empresários brasileiros não têm mais “vergonha” de investir no Paraguai, até pouco tempo associado ao contrabando e às falsificações. Além da proximidade, o Paraguai têm custos menores de impostos e mão de obra — e esta, disse, é “altamente treinável”.

Assim, pois as indústrias brasileiras, em vez de importar da China, teriam custos de produção semelhantes aos do país asiático, e ao lado do Brasil.

Ele contou que essa tendência de investimentos brasileiros no Paraguai está criando uma nova onda migratória, mas que agora, em vez dos “brasiguaios” da soja, são executivos desses projetos, uma elite que, em sua opinião, ajuda no avanço social paraguaio.

TROCA EM MOEDA LOCAL
Brasil e Paraguai fecharam ontem acordo para implementar um Sistema de Pagamento em Moeda Local (SML). A troca direta entre reais e guaranis nas operações comerciais deve entrar em vigor em seis meses. O Brasil já tem acordos semelhantes com Argentina e Uruguai.

Ontem, a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, afirmou que a economia global enfrenta “ventos frios”, fazendo uma analogia com um verso do poeta americano Robert Frost : “o sol estava quente, mas o vento era frio”. Lagarde afirmou que ainda há riscos para a economia global e que os emergentes vêm enfrentando dificuldades:

— Há sol na economia global. Há crescimento global e não estamos em crise. Há sinais de que a confiança está melhorando, e alguns países têm registrado taxas de crescimento. Mas vários pontos do mundo sofrem com ventos frios, em parte porque o crescimento global tem sido muito lento e muito frágil.

O Brasil, citado no documento pela sua forte recessão, foi abordado na entrevista coletiva após o pronunciamento de Lagarde :

— O Brasil é conhecido por ser ensolarado e quente, e certamente será muito hospitaleiro durante as Olimpíadas, mas realmente há ventos muito frios a atingir o país. Esperamos que, seja o que for que aconteça, e não abordamos a discussão política interna, a incerteza seja removida, e a politica macroeconômica do Brasil se estabeleça em bases firmes.

O Globo – 15/04/2016

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China elimina subsídios para exportadores após queixa dos EUA

A China concordou em eliminar ampla gama de subsídios aos seus exportadores depois de uma queixa dos EUA à OMC (Organização Mundial do Comércio).

A decisão surgiu como parte de um acordo bilateral entre os dois governos para encerrar uma disputa que durou mais de um ano.

Michael Froman, representante do governo dos EUA para assuntos de comércio internacional, anunciou o acordo nesta quinta (14), definindo-o como “vitória para os norte-americanos empregados em sete setores diversificados, que se estendem da agricultura à indústria têxtil”.

União Europeia, Japão e Brasil mais tarde se uniram à queixa contra o que a China designa “bases de demonstração”, ou polos industriais que recebem subsídios do governo em troca do cumprimento de metas de exportação. As autoridades dos EUA identificaram 179 desses polos depois de descobrir o que definiram como subsídios ilegais durante um caso anterior da OMC sobre autopeças.

Ainda que a China esteja tentando abandonar sua dependência excessiva quanto às exportações em troca de maior atenção ao consumo interno, os exportadores do país desfrutam de diversos benefícios, que, segundo os EUA, estão proibidos pelas regras da OMC. Eles incluem prêmios em dinheiro e descontos ou serviços gratuitos a determinadas empresas.

O comércio com a China se tornou parte da campanha presidencial de 2016. Donald Trump, o favorito à indicação republicana, vem atacando Pequim regularmente por deslealdade no comércio com as companhias americanas. No ano passado, os EUA registraram deficit comercial de mais de US$ 366 bilhões.

Gary Hufbauer, especialista em comércio internacional no Instituto Peterson de Economia Internacional, disse que o acordo pouco faria para alterar os fluxos comerciais. “Não fará grande diferença”, afirmou, acrescentando que talvez reduzisse o imenso deficit em cerca de US$ 5 bilhões.

O acordo surge em um momento no qual EUA e UE falam em recusar à China o status de “economia de mercado”, que permite que os produtos chineses sejam julgados em comparação aos preços prevalecentes no país, na avaliação de casos de dumping.

Sem esse status, as empresas chinesas acusadas de dumping terão os preços de seus produtos comparados aos de terceiros países, nos quais eles quase sempre são mais altos. Os termos de admissão da China à OMC afirmam que o país receberia esse status dentro de 15 anos, o que significa dezembro deste ano.

Folha de S.Paulo – 15/04/2016

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China tem menor crescimento em sete anos, mas analistas veem estabilidade

A economia chinesa cresceu 6,7% nos primeiros três meses de 2016 na comparação com o mesmo período do ano passado. O avanço ficou dentro da meta estabelecida por Pequim no início do ano.

O resultado do primeiro trimestre, apesar de ser o mais fraco desde o começo de 2009 (quando o país sofria os efeitos do início da crise global), ficou dentro do esperado por analistas e foi visto como um sinal de que a segunda economia mundial está se estabilizando, após as turbulências da segunda metade de 2015.

Entre os pontos positivos estão a indústria, que cresceu mais que o esperado em março, assim como o varejo.

Os sinais de melhora também foram notados pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), que nesta semana elevou a previsão de crescimento do PIB chinês neste ano de 6,3% para 6,5%.

O governo de Pequim estabeleceu em março que a meta de crescimento deste ano será de entre 6,5% e 7% -com uma média de ao menos 6,5% de alta do PIB no período de cinco anos.

Os sinais de estabilização do gigante asiático, ao lado das apostas dos investidores de que os juros americanos continuarão baixo por um longo período, têm ajudado as Bolsas globais nas últimas semanas, além de alavancar os preços de matérias-primas como o petróleo.

Para o Brasil, os sinais de melhora da China são importantes. Apesar da queda no preço das commodities, o país continua a ser o maior comprador no exterior dos produtos brasileiros -18,6% das exportações do país rumaram para os portos chineses no ano passado, ante 18% em 2014.

No primeiro trimestre deste ano, a demanda chinesa por produtos brasileiros cresceu 12,5% na comparação com o mesmo período do ano passado.

RETICENTE

Para o professor Kamel Mellahi, da Warwick Business School (Reino Unido), no entanto, ainda é prematuro dizer que os problemas da economia chinesa chegaram ao fim e que haverá uma retomada forte.

“É claro que há uma série de pontos positivos, mas também existem áreas preocupantes. Reformas dolorosas ainda são necessárias para ligar com a iminente crise da dívida, com o poder e a influências de grandes empresas estatais e o excesso de produção por uma série de setores”, afirmou.

“De modo geral, as reformas estão caminhando na direção correta, mas, até o momento, elas não foram longe o suficiente.”

Folha de S.Paulo – 15/04/2016

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As taxas de desemprego chinesas

Desde 2002, a economia chinesa tem sofrido mudanças significativas, inclusive uma mudança de aceleração para desaceleração do crescimento do PIB. No entanto, a taxa oficial de desemprego urbano, divulgada conjuntamente pelo Birô Nacional de Estatísticas (NBS) e pelo Departamento de Trabalho e Previdência Social, permaneceu notavelmente estável, em cerca de 4% a 4,1%. Desde 2010, o número ficou em precisamente 4,1%. Isso é surpreendente e levou alguns a perguntar se o NBS estaria manipulando os números.

O NBS não está mentindo – ele simplesmente carece de dados. A taxa de desemprego que ele divulga reflete como muitos membros da população urbana registrada têm recorrido ao governo para receber o seguro desemprego.

Em vez de usar números oficiais convincentes, alguns economistas assumiram eles próprios a tarefa, usando dados de pesquisas domiciliares urbanas (SUS, em inglês) para estimar a taxa de desemprego real. Extrapolando dados das SUS de seis províncias, Jun Han e Junsen Zhang, por exemplo, concluíram que em 2005-2006 o desemprego chinesa situou-se em cerca de 10%. Usando dados do UHS para quase toda a China, Feng Shuaizhang, Hu Yingyao e Robert Moffitt calcularam uma taxa de desemprego média urbana de 10,9% entre 2002 e 2009 – a estimativa mais elevada já calculada.

Mas essas estimativas são apenas isso: estimativas. Como os dados das SUS não estão livremente disponíveis, diferentes pessoas obtêm resultados para diferentes anos e províncias a partir das várias fontes que conseguiram acessar. Isso tem causado considerável frustração entre os analistas e resultou em estimativas com intervalos tão amplos que chegam a ser estatisticamente insignificantes.

Em nossa própria pesquisa na Universidade de Fudan, em Xangai, meus dois alunos de doutoramento, Liheng Xu e Zhang Huihui e eu conseguimos obter um elenco razoavelmente amplo de estatísticas oficiais: dados de 2005-2012 para quatro províncias, dados de 2005-2009 em três províncias, e dados mensais para 2010-2012 para quatro dessas sete províncias. Embora a amostra seja tecnicamente pequena, as províncias para as quais obtive dados representam as regiões costeira, interioranas e nordestinas. Com ajustes e processamento apropriados, fomos capazes de inferir as taxas de desemprego em diferentes tipos de províncias e municípios, estimando-se, assim, a taxa de desemprego real em todo o país.

Descobrimos que, embora a taxa de desemprego urbano tenha sido muito alta em 2005, 10,7%, ela provavelmente caiu durante a última década, chegando a 7% em 2012. Isso coloca a média anual no período 2005-2012 em 8,5 %. (Essas e outras conclusões correlacionam-se com uma análise transversal dos dados oficiais, o que significa que os dados de desemprego registrados podem servir como um indicador indireto para a taxa de desemprego real.)

Além disso, apesar de o rápido crescimento do PIB ter contribuído para a redução do desemprego em, por exemplo, 2007, o desemprego continuou em queda mesmo após a crise financeira mundial de 2008 ter começado a enfraquecer o desempenho econômico. A maioria dos economistas diria que diminuição do desemprego em meio a uma queda do crescimento do PIB está relacionada a um declínio de participação na força de trabalho. Mas os nossos cálculos, com base nos dados do SUS, mostram que a participação na força de trabalho chinesa aumentou ligeiramente após 2008, pois a proporção de trabalhadores que saíram do mercado de trabalho diminuiu. Em outras palavras, o crescimento do emprego na China acelerou, nos últimos anos, apesar de o crescimento do PIB ter esfriado.

Isso pode ser, em parte, explicado por uma mudança estrutural em curso na economia chinesa: de um modelo de crescimento centrado em manufatura para outro, focado em serviços, que alavanca as iniciativas de inovadores privados. E, de fato, como mostram os dados UHS, essa mudança levou à criação contínua de emprego no setor dos serviços de 2005 a 2012.

Como sugerem os dados do SUS, o tempo médio para um trabalhador desempregado encontrar um novo emprego nos setores de serviços e não estatais é menor do que nos setores de manufatura e estatal. Se setores de manufatura e estatal começam a demitir mais funcionários, as taxas de desemprego urbano tendem a subir.

A razão pela qual isso ainda não aconteceu é que o governo vem dando sustentação a esses setores desde a crise financeira mundial mediante a implementação de enormes pacotes de estímulo focados em investimentos em infraestrutura e construção imobiliária. Isso tem sustentado o crescimento rápido do setor secundário (especialmente manufatura e construção civil), que, assim, tem absorvido um grande número de trabalhadores de baixa qualificação. Os trabalhadores menos instruídos são, em grande parte, responsáveis pela queda do desemprego total.

Esse boom estimulado nos setores de infraestrutura e construção civil provocou uma expansão da indústria pesada, como em companhias fabricantes de aço, de produtos químicos, vidros e outras empresas estatais, fazendo com que o crescimento do emprego acelerasse a partir de 2005. Os dados da NBS mostram que a taxa de crescimento do emprego no setor estatal foi negativo até 2009, quando passou a ser positivo.

O fato de a taxa de desemprego estar em declínio ao mesmo tempo em que o crescimento do PIB desacelera sugere que a produtividade do trabalho na China está realmente piorando – uma tendência que provavelmente diminuirá o ritmo de crescimento potencial de longo prazo na China. Uma vez que os efeitos do estímulo obviamente não podem perdurar, os setores que estavam sendo apoiados [pelo governo] em breve começarão a demitir mais trabalhadores, fazendo com que a taxa de desemprego suba. Somente uma intervenção governamental poderia impedir esse desfecho; mas isso pode significar o adiamento de reformas estruturais necessárias para sustentar o crescimento da produtividade. Os líderes chineses estão, portanto, diante de uma escolha difícil: aumento do desemprego no curto prazo ou crescimento mais lento no longo prazo.

Valor Econômico – Zhang Jun – 15/04/2016

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Busca por novas receitas atrai cada vez mais franquias para o exterior

Com o mercado brasileiro em momento instável, o interesse de franquias brasileiras em atuar no exterior cresceu. A previsão é que 30 empresas nacionais passem a operar no exterior, tentando fugir da instabilidade econômica. Lá fora elas buscam expansão mais rápida e novas receitas.

Hoje, a franquia brasileira com maior participação no exterior é a rede iGui Piscinas, que possui 19,7% do seu capital internacionalizado. Na sequência, estão a locadora de veículos Localiza (10,9%) e a varejista de moda Dudalina (6,8%).

Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o número de franquias nacionais que passaram a atuar em outros países pulou de 106, em 2014, para 134 no ano passado. Até o final deste ano, a entidade acredita que outras 30 empresas nacionais passem a operar no exterior.

“Buscar expansão faz parte do DNA do franchising, mas claro que essas empresas também querem aumentar suas receitas. Essas duas questões atribuem valor à marca e, naturalmente, passam a incentivar a própria expansão no mercado em que ela se instala”, como informa o diretor internacional da Associação Brasileira, André Friedheim.

Estados Unidos

Atualmente, o mercado que mais recebe franquias brasileiras é o norte-americano, onde 37 empresas nacionais já contam com lojas abertas. Em seguida, aparecem Paraguai (25) e Portugal (21). No total, o franchising nacional atua hoje em 53 países, com 1.080 estabelecimentos.

“Exceto os Estados Unidos, que atraem pela contundência de um mercado altamente consumidor, os outros dois países atraem pelas questões culturais e facilidades linguísticas”, diz Friedheim. No vizinho sul-americano, vale lembrar, parte da população aprende o português para trabalhar ou migrar para o Brasil.

Quem estará em breve em Orlando, no estado da Flórida, em território estadunidense é a rede Fast Açaí, que anunciou a abertura de duas lojas na cidade e outra, também prevista para este ano, em Miami. Como noticiado anteriormente pelo DCI, nas últimas semanas três marcas anunciaram que abrirão lojas fora do Brasil. A sorveteria Los Paleteros está migrando para a França, especificamente para as cidades de Paris e Marselha, onde os sorvetes da marca serão vendidos em supermercados. Já a Nutty Bavarian, especializada em grãos torrados e glaceados, está partindo para Orlando. A entrada da companhia ocorrerá através de um quiosque.

“No segundo semestre nós vamos inaugurar um escritório em Miami. Lá, as empresas interessadas em operar no exterior poderão se instalar e entender primeiramente como funciona o mercado norte-americano, tanto em aspectos de consumo, como legais. Elas terão um custo irrisório para estar lá com a gente. É uma parceria nossa com a Apex”, afirma Friedheim.

Para isso, no entanto, o diretor diz que antes de iniciar o processo de internacionalização a empresa deve fazer um planejamento amplo. “A primeira coisa que a marca deve fazer é exportar o seu produto, testá-lo nesse mercado. No segundo momento, caso veja o primeiro dar certo, ele deve instalar uma loja, o que pode ser feito com um parceiro local. Só a partir daí a franquia deve iniciar o processo de busca por investidores”, indica.

Capacitação

No início do ano, a ABF fechou uma parceria com a Fundação Dom Cabral para criar um programa de internacionalização que capacite os empresários do franchising brasileiro montarem seus negócios em outros países. Ainda não há, entretanto, uma data para que o “curso” seja oferecido.

“Além disso, estamos sempre visitando feiras internacionais em que levamos os executivos para conhecer as estruturas e eventos do franchising de fora [do País]. Nós nunca saímos do Brasil sem, ao menos, marcar reuniões com prospekts [possíveis investidores] no exterior”, conta o diretor.

A ABF consolidou também uma parceria com a International Franchise Association (IFA) para trazer ao Brasil cursos de adaptação desenvolvidos para o setor de franquias em que o objetivo é capacitar o empresário para receber os consumidores da nova geração, chamados de millenials.

De acordo com a entidade, a próxima missão está marcada para o final deste mês, quando acontece a Franchising Retail & Expo, na cidade de Bologna, na Itália.

No Brasil, o faturamento do setor de franquias chegou a R$ 139,6 bilhões em 2015, o que representa um crescimento de 8,3% em relação a 2014, quando o resultado foi de R$ 128,9 bilhões, segundo a ABF. A expectativa é de que o setor mantenha o ritmo de crescimento neste ano.

DCI – 15/04/2016

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Pressões inflacionárias nos EUA são benignas e trabalho fica mais firme

Os preços ao consumidor nos Estados Unidos subiram menos do que o esperado no terceiro mês do ano e o núcleo da inflação desacelerou, sugerindo que o banco central norte-americano (Fed) continuará cauteloso ao elevar a taxa de juros neste ano.

Outros dados divulgados ontem mostraram que o número de norte-americanos que entraram com pedidos de auxílio-desemprego caiu na semana passada, voltando ao nível visto pela última vez em 1973, o que mostra força sustentada do mercado de trabalho. O Departamento do Trabalho informou ontem que seu índice de preços ao consumidor teve variação positiva de 0,1% em março, com uma recuperação dos preços da gasolina sendo parcialmente compensada por queda nos custos de alimentos. Também houve desaceleração nos custos médicos e de habitação.

O índice havia recuado 0,2% em fevereiro. Economistas esperavam que o índice de preços aumentasse em 0,2% no mês passado.

O chamado núcleo do índice de preços ao consumidor, que elimina os custos de alimentos e energia, registrou avanço de 0,1%, o mais fraco desde agosto e após subir 0,3% em fevereiro.

O Federal Reserve (Fed) tem como meta inflação de 2%, e acompanha uma medida de inflação que está abaixo do núcleo do índice de preços ao consumidor.

No segundo relatório, o Departamento do Trabalho disse que o número de pedidos iniciais de auxílio-desemprego caiu em 13 mil, para 253 mil segundo números ajustados sazonalmente, na semana encerrada em 9 de abril. O resultado iguala o nível do começo de março, que foi o menor desde novembro de 1973.

Os pedidos de auxílio-desemprego permanecem agora abaixo de 300 mil, marca associada com um mercado de trabalho saudável, há 58 semanas, período mais longo também desde 1973.

Apesar da força do mercado de trabalho, o Banco Central norte-americano provavelmente não elevará a taxa de juros antes de setembro, dada a inflação benigna e crescimento econômico fraco no primeiro trimestre deste ano.

Atividade econômica

Outros dados econômicos divulgados um dia antes, na quarta-feira (13), apontam que a atividade econômica dos EUA expandiu e há sinais de aceleração dos salários, informou o Livro Bege do Fed.

A economia dos Estados Unidos continuou a expandir entre o fim de fevereiro e o início de abril e o desemprego baixo parece estar provocando alguma aceleração do crescimento dos salários, informou o Federal Reserve.

Os salários cresceram em 11 dos 12 distritos regionais do Fed e vários relataram sinais de aceleração do crescimento dos salários, segundo o relatório Livro Bege, que compila informações coletadas com contatos empresariais em todo o país. O Fed tem sinalizado cautela ao elevar os juros neste ano enquanto espera para avaliar se a economia do país consegue superar o impacto da desaceleração do crescimento econômico global e os riscos relacionados ao dólar forte e ao período sustentado de preços baixos do petróleo.

A estagnação dos salários também tem afetado a inflação, que tem girado abaixo da meta de 2% do Fed.

O relatório traz motivos tanto para otimismo quanto para cautela sobre a perspectiva econômica dos EUA. Os gastos do consumidor cresceram de forma apenas modesta na maioria dos distritos e embora os gastos de capital tenham aumentado de forma geral, houve apenas relatos dispersos de gastos para expansão para capacidade.

A manufatura cresceu na maioria dos distritos, mas as expectativas para o crescimento futuro são mistas. Um ponto otimista em particular no mercado de trabalho foi o setor de saúde, que cresceu em ritmo sólido em vários distritos. Os distritos de Boston, Cleveland e St. Louis citaram relevantes aumentos salariais para empregos nos setores de serviços de tecnologia de informação, vagas qualificadas no segmento de construção e manufatura. Na Filadélfia, as empresas “indicaram que aumentaram seus salários iniciais para atrair funcionários de maior qualidade”, enquanto em Chicago mais contratos aumentaram os salários para cargos iniciais de baixa qualificação. Vários distritos também relataram dificuldades em preencher certas vagas de baixa e alta qualificação, incluindo posições em varejo em Boston e construção em Cleveland, Richmond, Atlanta e São Francisco.

O Fed se reúne novamente em 26 e 27 de abril. O banco central reduziu as expectativas de altas de juros neste ano após elevá-los em 0,25 ponto percentual de quase zero em dezembro. Autoridades como um todo agora preveem duas altas neste ano, mas investidores veem poucas chances de aumento de juros antes de dezembro.

DCI – 15/04/2016

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Banco dos Brics cria linha de US$ 300 milhões

O vice-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, o chamado Banco dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), Paulo Nogueira Batista Júnior, informou ontem, em Washington, que a instituição aprovou nesta semana seus primeiros projetos. Para o Brasil, foi criada uma linha de crédito de US$ 300 milhões para projetos de energia renovável, como solar e eólica. O BNDES vai operar esta linha. Os primeiros desembolsos devem começar neste ano.

— Vamos estender um montante de US$ 300 milhões ao BNDES vinculado a uma carteira de empréstimo nas áreas de preferência do banco, na área solar, eólica, elétrica e linhas de transmissão para integrar a energia renovável dentro do sistema brasileiro — disse.

AMBIENTALMENTE SUSTENTÁVEL
O brasileiro contou que, na primeira leva de projetos, foram aprovados o financiamento de US$ 811 milhões.

Foram aprovados quatro projetos, um para cada país: Brasil, Índia, China e África do Sul. Ainda não aprovado nenhum projeto para a Rússia, que, no fim de 2015, pagou de uma vez as duas primeiras parcelas de seu aporte e, com isso, deixou o Banco dos Brics com mais recursos que o esperado.

Segundo Paulo Nogueira, os sócios do banco estão mais preocupados com projetos ambientalmente sustentáveis.

O banco já realizou sua quinta reunião de diretoria. Desta vez, todos os países já ratificaram sua criação e realizaram os aportes previstos até o momento. O banco tem sede em Xangai. A Índia é o primeiro país a ocupar a presidência. Cada um dos Brics contribui com 20% do capital do banco e tem o mesmo poder de voto. Mas, de acordo com Paulo Nogueira, não existe uma cota para empréstimos por país. Isso depende da qualidade dos projetos apresentados.

Em relação ao projeto aprovado para o Brasil, Paulo Nogueira acrescentou que ainda não está definido se o BNDES também entrará com capital próprio para complementar esta linha de crédito do Banco dos Brics.

O Globo – 15/04/2016

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Banco dos Brics cria linha de US$ 300 milhões

O vice-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, o chamado Banco dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), Paulo Nogueira Batista Júnior, informou ontem, em Washington, que a instituição aprovou nesta semana seus primeiros projetos. Para o Brasil, foi criada uma linha de crédito de US$ 300 milhões para projetos de energia renovável, como solar e eólica. O BNDES vai operar esta linha. Os primeiros desembolsos devem começar neste ano.

— Vamos estender um montante de US$ 300 milhões ao BNDES vinculado a uma carteira de empréstimo nas áreas de preferência do banco, na área solar, eólica, elétrica e linhas de transmissão para integrar a energia renovável dentro do sistema brasileiro — disse.

AMBIENTALMENTE SUSTENTÁVEL
O brasileiro contou que, na primeira leva de projetos, foram aprovados o financiamento de US$ 811 milhões.

Foram aprovados quatro projetos, um para cada país: Brasil, Índia, China e África do Sul. Ainda não aprovado nenhum projeto para a Rússia, que, no fim de 2015, pagou de uma vez as duas primeiras parcelas de seu aporte e, com isso, deixou o Banco dos Brics com mais recursos que o esperado.

Segundo Paulo Nogueira, os sócios do banco estão mais preocupados com projetos ambientalmente sustentáveis.

O banco já realizou sua quinta reunião de diretoria. Desta vez, todos os países já ratificaram sua criação e realizaram os aportes previstos até o momento. O banco tem sede em Xangai. A Índia é o primeiro país a ocupar a presidência. Cada um dos Brics contribui com 20% do capital do banco e tem o mesmo poder de voto. Mas, de acordo com Paulo Nogueira, não existe uma cota para empréstimos por país. Isso depende da qualidade dos projetos apresentados.

Em relação ao projeto aprovado para o Brasil, Paulo Nogueira acrescentou que ainda não está definido se o BNDES também entrará com capital próprio para complementar esta linha de crédito do Banco dos Brics.

O Globo – 15/04/2016

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Zona do euro registra superávit comercial menor em fevereiro

BRUXELAS  –  O excedente comercial da zona do euro diminuiu em fevereiro, com as importações tendo crescido mais rapidamente do que as exportações, uma indicação que o aumento da demanda interna continua a dar impulso a uma moderada recuperação do bloco monetário.

O abrandamento das exportações foi decisivo para a desaceleração do crescimento na zona do euro ao longo do segundo semestre de 2015, com poucos sinais de que uma recuperação esteja em curso nesses primeiros meses de 2016.

A Eurostat, agência de estatísticas da União Europeia, informou nesta sexta-feira que as exportações da zona do euro para o resto do mundo subiram 0,7%, enquanto as importações avançaram 2,6%, o que resultou em excedente comercial de 20,2 bilhões de euros, abaixo do superávit de 22,8 bilhões de euros referente a janeiro. Os dados possuem ajuste sazonal.

Sem ajuste sazonal, o excedente comercial caiu para 19 bilhões de euros face a 20 bilhões em fevereiro de 2015.

(Dow Jones Newswires)/Valor Econômico – 15/04/2016

Redação On abril - 15 - 2016
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