Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 23 de Setembro de 2017






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“É o momento de fazer um pacto nacional”, diz Belini

Cledorvino Belini, da Fiat, convoca executivos e políticos para tentar tirar o Brasil da recessão. Uma das saídas: usar a inteligência empresarial na gestão pública

Dárcio Oliveira

Cledovirno Belini, mais de quatro décadas de Fiat, ex-presidente da holding e da montadora no Brasil, já viu o país passar por várias crises econômicas. E diz que a atual é a pior delas. “Porque mistura três elementos: crise política, econômica e ética.” Essa última será resolvida – ele não tem dúvidas disso – com a atuação cada vez mais efetiva do Ministério Público e da Polícia Federal, e o exemplo que eles darão à sociedade. Quanto ao problema econômico, acha que só será solucionado quando a questão política estiver em ordem. A saída? “Um pacto nacional, suprapartidário, entre empresários, políticos, líderes de classes. É preciso pensar o Brasil.” Aos 66 anos, Belini abraça mais esse desafio: é um dos integrantes do Movimento Brasil Competitivo, um grupo de empresários que capitaneia esse pacto. Além disso, o executivo acaba de assumir o recém-criado cargo de presidente para o Desenvolvimento do FCA (Fiat Chrysler Group) na América Latina. Trabalho não vai faltar.

Época Negócios:  Para onde vai o Brasil?
Cledovirno Belini  
Difícil prever. Eu acho que o pé no freio neste ano foi muito maior do que o esperado. A redução da atividade econômica era prevista, mas não desse tamanho. Nem na velocidade com que veio. Foi um grande impacto. A situação é terrível para o empresário, para o trabalhador e também para quem tenta governar o país neste momento. Nunca tivemos um índice de confiança no governo tão baixo. O desemprego cresce. O PIB cai de forma acelerada. Nem começou 2016 e já se fala em retração de 2,5%. É preciso mudar o cenário com uma liderança política forte, para que realmente o país entre nos trilhos.

Época NegóciosComo entrar nos trilhos?
Cledovirno Belini  O primeiro ponto é colocar a questão fiscal no eixo, mas para valer. Não adianta fazer tapa-buraco. O governo pode aguentar tapa-buraco. Empresa, não. O governo deveria se colocar no papel de uma grande empresa nacional, com gestão moderna e foco no interesse coletivo. O acionista, neste caso, seria a sociedade. Não adianta ficar contornando a inflação só com aumentos graduais dos juros se cada ponto de aumento dos juros significa R$ 30 bilhões por ano em despesa pública. É preciso mudar a postura para fazer o país entrar no eixo, rápido.

Época Negócios: Muitos empresários falam que em 2016 e 2017 também teremos recessão. Alguma luz viria apenas em 2018. É a sua sensação?
Cledovirno Belini 
 Eu avalio que no próximo ano ainda vamos ter recessão. Mas, já no segundo semestre ou no último trimestre de 2016 dá para ter uma melhora no cenário, algum espaço para, ao menos, iniciar a retomada econômica.

Época Negócios:  O senhor acredita que isso poderá ser feito com a equipe atual, com esse governo?
Cledovirno Belini
  Isso é uma questão política. O importante é que façam acontecer o mais rápido possível. Tem uma coisa fundamental, que é estabelecer um equilíbrio entre o poder executivo e o poder legislativo, para o país andar para a frente. O que não pode é ficar parado. Está na hora de fazer um pacto nacional para o Brasil e não para um partido político.

Época Negócios: Há interlocução suficiente entre empresários e governos para que ocorra um pacto nacional?
Cledovirno Belini  Existe um campo aberto, forte, importante nesse setor. O Movimento Brasil Competitivo, do qual eu faço parte, está trabalhando no sentido de propor reformas para o Estado brasileiro. Recentemente, conseguimos reunir 15 governadores e vários empresários, em São Paulo, para estudar medidas efetivas, de alinhamento, para fazer as transformações necessárias. É um pacto suprapartidário, acima de qualquer visão ideológica. Portanto, eu acho que existe a interlocução. O momento é difícil, o ambiente está tenso, mas tão logo as águas acalmem acho que é absolutamente necessário o Estado usar a inteligência empresarial do país para melhorar a gestão pública e acelerar resultados.

Época Negócios: Alguns economistas argumentam que o empresariado também tem sua parcela de culpa nesta crise, por abraçar uma política econômica baseada no estímulo ao consumo, com incentivos, créditos subsidiados, isenções fiscais. Faz sentido essa crítica?
Cledovirno Belini  Se soubéssemos que o cofre estava vazio eu acho que ninguém iria querer tirar o trem dos trilhos. Havia uma expectativa da sociedade, dos empresários e do governo, de que aquelas medidas iriam acelerar o crescimento, promover o desenvolvimento do país. Eu concordo que houve uma conjuntura internacional desfavorável e nós acordamos tarde. Essa questão das contas públicas e tudo o mais… Não acho que foi por mal. Nem do lado dos empresários, nem do lado do governo. Os dois queriam fazer o Brasil progredir. O erro, talvez, foi não ter dialogado. Se o setor tivesse conversado, provavelmente iria fazer um balanço da situação e recuar, gradualmente. Era bem melhor do que dar essa freada abrupta. Essa queda brutal do PIB, brutal…

Época Negócios: Quando o senhor diz setor está falando das montadoras?
Cledovirno Belini 
Setor industrial.

Época Negócios: O senhor já viveu várias crises ao longo de sua carreira. Essa é a pior?
Cledovirno Belini
  Eu acho que é a pior crise, sim. É a pior porque entraram três componentes: o econômico, o político e o ético.

Época Negócios: Tem solução para a crise ética?
Cledovirno Belini  
Tem. Acredito que a atuação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal são importantíssimas para reorganizar o país e dar confiança a todos os setores sobre a questão da Justiça no Brasil. Isso é fundamental. É preciso dar o exemplo e fazer com que a sociedade acredite que, sim, temos instituições sérias e podemos melhorar.

Época Negócios: Qual a projeção para a indústria automobilística?
Cledovirno Belini  
A indústria automobilística no Brasil está vivendo no momento uma retração maior que a da economia. Em 2015, houve uma queda de cerca de 23% em relação ao ano anterior – que já havia caído 7%. Na área de caminhões a queda foi terrível, assim como na área de ônibus e tratores agrícolas. Com tratores agrícolas, foi pior: até mesmo com financiamento o pessoal não compra. É a crise de confiança. Ou seja, a nossa indústria está sofrendo muito, bem acima da média nacional. Há ainda o problema da alta carga tributária [cerca de 35% do valor dos veículos é imposto]. É outra reforma que o governo deve colocar na agenda.

Época Negócios: A Fiat vai rever investimentos por conta da crise?
Cledovirno Belini
  Estamos completando o ciclo de investimento de R$ 15 bilhões, que começou em 2013 e vai até 2016. Ainda não discutimos o próximo ciclo.

Época Negócios: Como a cúpula da Fiat-Chrysler avalia a situação no Brasil?
Cledovirno Belini 
 Com muita preocupação. Mas eles acreditam no potencial deste país. O Brasil tem 200 automóveis para cada mil habitantes. Na Europa, são 650 carros para cada mil. Nos Estados Unidos, 900. Ainda temos espaço para crescer.

Fonte: Época

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Com nova gestão, Abdib busca maior integração do setor

Após mais de um ano sem presidente-executivo e em meio a um conturbado cenário econômico e político brasileiro, a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústria de Base (Abdib) volta à cena. Vem repaginada, sob o comando de Venilton Tadini, cuja trajetória de carreira começou na própria entidade em 1980. Egresso do Banco Fator, do qual é acionista e onde esteve durante os últimos 20 anos, o economista tem a missão de implementar uma nova fase de atuação, a terceira, da Abdib.

No Brasil dos dias atuais, que caminha para quase 8% de retração acumulada do PIB em dois anos, e com a participação da indústria de transformação diluída a menos de 10%, a retomada do crescimento, na sua visão, passa, essencialmente, por investimentos na infraestrutura. Para o executivo, isso vai ocorrer por dois caminhos – o comércio exterior, que já vem respondendo com a vantagem proporcionada pelo câmbio no aumento das exportações, e grandes projetos de obras e concessões de infraestrutura.

Formalmente, Tadini chegou à Abdib três meses atrás, após passar por um processo de escolha envolvendo headhunter, mesmo com sua vasta experiência. Todavia, oficialmente, assumiu o cargo ontem à noite. Os primeiros 100 dias foram gastos na realização de um novo diagnóstico para definir como a entidade irá se posicionar de agora em diante.

Na área que é o foco da Abdib, o investimento em infraestrutura sofreu o impacto da crise fiscal e econômica do país e da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, que investiga contratos de obras da Petrobras. Isso criou um ambiente de incertezas para os investidores, atingindo muitos grupos – como grandes construtoras e empreiteiras, que expandiram seu campo de atuação, tornando-se concessionários de serviços.

Hoje, há uma paralisia grande de projetos, principalmente nos estados e municípios. No governo federal ainda há os programas de concessão – PIL 1 e 2. “Não é o melhor cenário para investimentos e os investidores internacionais se mostram menos atraídos pelo país”, disse. Apesar de haver um conjunto de oportunidades em vários segmentos, dada a defasagem de infraestrutura, como em saneamento, portos, rodovias e ferrovias, lista. “É preciso voltar a ter uma análise mais sistêmica dos projetos estruturantes”, destaca.

Apesar de tudo isso, Tadini avalia que o Brasil trilhou um caminho que permitiu a estruturação de projetos de concessões de infraestrutura. “Houve avanços em certas áreas”, disse o executivo, citando o papel exercido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Mas não se pode ficar dependente apenas dessa fonte de financiamento.

O que falta também para os investimentos deslancharem é, fundamentalmente, um ambiente político favorável, que recoloque a infraestrutura na agenda. O país ainda patina muita nessa área: investe apenas 2,5% do PIB. O ideal seria ao menos dobrar o índice.

Sobre o governo que vai emergir após a votação do impedimento da presidente Dilma Rousseff, aprovado por uma comissão da Câmara Federal, o executivo é econômico na avaliação. “Seja qual for o resultado o importante será a composição de forças no Congresso e se essa correlação de forças será suficiente para fazer os ajustes necessários”, diz.

Apesar de alguns avanços, país precisa voltar a ter análise mais sistêmica dos projetos estruturantes

Com cerca de 90 associados, alguns deles envolvidos na Lava-Jato – casos de Odebrecht, OAS, Andrade Gutierrez, Schahin, Camargo Corrêa, Galvão Engenharia, entre outros -, a Abdib, em sua nova fase, está adotando um código de conduta baseado em princípios listados pela Organização das Nações Unidas (ONU). Todos os associados e novos entrantes terão de assinar. “Não é para inglês ver. Para ir para o céu tem de morrer. Vai ter política de consequência”, afirmou Tadini.

Segundo ele, o modelo irá também receber contribuições de associados que “tiveram problemas e reviram” suas práticas de compliance. Este é um dos pontos-chave da nova fase da associação do setor, que ganhou dez novos associados, depois de perder vários nos últimos tempos.

Esta é a terceira passagem de Tadini pela Abdib, onde iniciou a carreira após concluir a faculdade de Economia na Universidade de São Paulo (USP): assumiu o chefia do departamento de economia. Na época, década de 80, a Abdib reunia basicamente as empresas de bens de capital e engenharia e montagem, no âmbito da política de desenvolvimento da indústria nacional via substituição de importações. Aquela foi a primeira vez que passou por um processo seletivo para emprego. A segunda ocorreu 36 anos depois, quando um headhunter o procurou para assumir o cargo de presidente.

O desafio de representar tantos atores e por vezes com conflitos de interesse – fabricantes de máquinas, empreiteiras, concessionárias, instituições financeiras, escritórios de advocacia e consultorias – o estimulou.

Nessa fase, que ele classifica como “nova fronteira da Abdib”, o objetivo é aumentar a eficiência e produtividade na infraestrutura, integrando o segmento. Para tanto, diz, é necessário atrair ainda mais atores, notadamente quem está na ponta – usuários de infraestrutura – e quem ajuda a estruturar e garantir os projetos – fundos e seguradoras e resseguradoras. A reunião de representantes de todos os possíveis agentes que possam participar de projetos torna mais fácil eliminar erros que travam os processos.

Um deles, diz, é a falta de projeto básico ou “pré-executivo” na construção, que gera uma série de aditivos. “Quando a seguradora vai ver o projeto é totalmente diferente do que ele segurou lá atrás”. Associaram-se recentemente à Abdib a seguradora Allianz, a estatal de abastecimento de água Sabesp, e a concessionária do aeroporto de Brasília Inframerica, entre outros.

Em sua trajetória, ocupou cargos no BNDES e Companhia Paulista de Desenvolvimento (CPD). No banco de fomento, ajudou a desenhar o programa de desestatização. “Individualmente, devo ter sido a pessoa que vendeu o maior valor de estatais, mais de US$ 20 bilhões”, orgulha-se.

Valor Econômico – 15/04/2016

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Situação econômica do Brasil é ‘muito preocupante’, diz diretora do FMI

A situação econômica no Brasil é “muito preocupante”, sobretudo pelo efeitos da recessão no desemprego e na inflação, disse nesta quinta (14) a diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde.

Em entrevista coletiva na sede do Fundo, ela citou um verso do poeta americano Robert Frost ao falar da grave crise econômica no Brasil.

“Apesar de sua lendária reputação de ser geralmente ensolarado e quente, e tenho certeza de que será hospitaleiro nas Olimpíadas, há ventos muito, muito gelados no país”, disse Lagarde, inspirada em um poema de Frost que diz “o sol estava quente, mas os ventos estavam gelados”.

Em um documento divulgado antes da entrevista, ela afirma que a atividade econômica nos mercados emergentes, que foram o principal motor do crescimento global desde a crise de 2008, “continua a esfriar como resultado das profundas recessões no Brasil e na Rússia”. Outros motivos são o modesto avanço nos países desenvolvidos e o aperto das condições financeiras, segundo Lagarde.

Em seu relatório de projeções sobre a economia mundial lançado nesta semana, o FMI estimou que a economia do Brasil terá contração de 3,8% neste ano, e fechará 2017 com crescimento zero. Economistas do Fundo acreditam, porém, que, se houver uma solução para a crise política, o país poderia voltar a ter crescimento positivo em meados do próximo ano.

Lagarde não quis comentar a crise política e “o debate interno” no Brasil. Mas disse esperar que “a incerteza será removida, a política macroeconômica brasileira será estabelecida em terreno estável, incluindo a possibilidade de não variação dos objetivos fiscais, por exemplo, e com um ambiente econômico que seja amigável aos negócios e conduza à geração de crescimento”.

Folha de S.Paulo – 15/04/2016

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Demanda afeta preços e derruba IGPs em abril

O enfraquecimento da demanda interna, aliado a dólar mais fraco e alimentos mais baratos, levaram à desaceleração do Índice Geral de Preços – 10 (IGP-1), de 0,58% para 0,40% entre março e abril. Para o superintendente adjunto de Inflação da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros, esses efeitos devem contribuir para diminuir o avanço da inflação pelo menos até o fim do mês. Isso fará com que os IGPs em abril se posicionem na faixa de 0,40%.

A alta de preços cedeu tanto no atacado quanto no varejo. No primeiro caso, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 0,35% em abril, de 0,56% em março. O IPA de produtos agropecuários saiu de alta de 1,78% para 1,07% e o de produtos industriais, de alta de 0,06% para 0,05%. No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) cedeu de 0,61% para 0,43%, com seis de suas oito classes de despesa registrando taxas mais baixas.

No caso do atacado, a menor demanda devido ao atual ambiente recessivo levou a uma taxa de inflação menor nos bens finais (de 1,45% para 0,77%), destaque de desaceleração no setor atacadista. Somente neste segmento, a inflação dos bens duráveis cedeu de 0,71% para 0,50% entre março e abril, completou o técnico.

Valor Econômico – 15/04/2016

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PLDO de 2017 deve prever alta de 1% do PIB

Num cenário em que todas as atenções se voltam à votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no plenário da Câmara dos Deputados, a equipe econômica encaminha hoje ao Congresso Nacional a proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para o ano que vem.

Segundo uma fonte ouvida pelo Valor, a proposta deve constar a expectativa de um crescimento econômico de, pelo menos, 1% no próximo ano. O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, tem dito esperar crescimento em 2017, após dois anos de retração econômica. A previsão de expansão de 1% do PIB é mais otimista do que está previsto no boletim Focus, do Banco Central, que estima expansão do PIB de 0,30%.

Com a possibilidade, caso seja aprovada pelo Congresso, de fechar este ano com um déficit primário do governo central de R$ 96,65 bilhões, a tendência é que o governo tente apenas em 2017 reduzir esse resultado negativo. Sem reformas, como a da Previdência Social para reduzir despesas, e um crescimento ainda aquém do desejado, não está descartada a possibilidade de se fixar uma meta de superávit primário próxima de zero e prevendo abatimento no valor, como tem circulado, por volta dos R$ 50 bilhões.

Diante do cenário político, a divulgação desses números perde um pouco a força. A perseguição de uma meta de superávit primário também dependerá de uma definição sobre quem estará presidindo o país e também se o atual ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, será mantido no cargo. Enquanto não há uma definição clara sobre o assunto, o clima na equipe econômica é de desânimo, apesar de tentar mostrar, com algumas ações, que o governo não está totalmente paralisado.

Valor Econômico – 15/04/2016

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Mercado eleva projeção de déficit em 2016

A projeção do mercado para o déficit primário do governo central em 2016 passou de R$ 79,47 bilhões para R$ 100,45 bilhões, de acordo com mediana das estimativas de analistas consultados pelo governo. Com a nova estimativa, o número ficou ainda mais distante da meta do Executivo, de superávit de R$ 24 bilhões.

Os números são do relatório mensal Prisma Fiscal, que reúne expectativas de mercado coletadas pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda sobre as principais variáveis fiscais. Consultorias e instituições financeiras, como bancos e corretoras, participam das previsões.

O governo já anunciou que planeja enviar ao Congresso um projeto para alterar a meta fiscal de 2016 de superávit de R$ 24 bilhões para superávit de R$ 2,7 bilhões. Além disso, a proposta cria um abatimento no caso de receitas frustradas e outros itens, o que criaria autorização para um déficit de R$ 96,65 bilhões, o equivalente a 1,55% do PIB. Ou seja, mesmo com a alteração, as previsões do relatório indicam descumprimento da meta fiscal em 2016.

A mediana de estimativas para a arrecadação federal em 2016 caiu de R$ 1,285 trilhão – no relatório divulgado em março – para R$ 1,278 trilhão. A previsão mediana das despesas do governo central para 2016 passou de R$ 1,184 trilhão para R$ 1,194 trilhão. Para o mercado, o governo geral vai encerrar o ano com dívida bruta de 74,35% do PIB – antes, a previsão era de 74,15%.

Em relação a 2017, a mediana das previsões sobre o resultado primário do governo central saltou de déficit de R$ 71,32 bilhões para déficit de 103,51 bilhões. Para a arrecadação, as estimativas foram de R$ 1,388 trilhão tório para R$ 1,377 trilhão. Para as despesas, a previsão subiu de R$ 1,268 trilhão para R$ 1,279 trilhão. A previsão da dívida bruta do governo geral passou de 78,75% do PIB para 80%

Valor Econômico – 15/04/2016

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Rombo fiscal pode chegar a R$ 65 bi em 2017

O governo apresenta hoje ao Congresso o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017 prevendo a possibilidade de as contas públicas terminarem o ano que vem com um rombo de até R$ 65 bilhões. Segundo integrantes da equipe econômica, a meta fiscal do governo central (composto por Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) será equivalente a zero, mas poderá se transformar num déficit primário se houver uma frustração nas receitas esperadas.

Os números foram fechados em reunião da presidente Dilma Rousseff com a Junta Orçamentária ontem e serão anunciados pelos ministros da Fazenda, Nelson Barbosa, e do Planejamento, Valdir Simão.

Com isso, as contas do governo central completarão quatro anos seguidos no vermelho. Em 2014, o rombo foi de R$ 17,2 bilhões, ou 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país). Em 2015, ele subiu para R$ 114,7 bilhões, ou 1,9% do PIB, por causa do pagamento das pedaladas fiscais — atrasos nos repasses de recursos do Tesouro para bancos públicos e para o FGTS.

Este ano, a equipe econômica já pediu ao Congresso autorização para alterar a LDO de 2016 . O objetivo foi acomodar um déficit primário de R$ 96,6 bilhões, ou 1,55% do PIB.

Projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgadas esta semana indicam que o Brasil somente voltará a realizar superávits primários (poupança para o pagamento de juros da dívida pública) em 2020. Em sua análise, a instituição ressaltou que a deterioração fiscal brasileira ocorreu num ambiente de recessão econômica e de crise política.

Para o FMI, a dívida bruta — principal indicador de solvência observado pelo mercado internacional — saltará dos atuais 67,6% do PIB para quase 92% do PIB em 2021.

O Ministério da Fazenda defendia que a LDO de 2017 trouxesse como novidade a fixação de um teto para os gastos públicos. Essa seria uma forma de sinalizar ao mercado que o governo está comprometido com o reequilíbrio das contas e que um novo rombo fiscal no ano que vem só ocorrerá em função de uma dificuldade do lado da arrecadação. No entanto, essa ideia foi descartada uma vez que já tramita no Congresso um projeto de reforma fiscal, que cria não apenas um teto para os gastos da União, mas também um regime especial de contingenciamento (que permite ao governo preservar gastos essenciais de cortes no Orçamento).

A LDO também trará os parâmetros usados para compor o Orçamento de 2017, como PIB, inflação e câmbio, além do novo valor do salário mínimo. Segundo os técnicos, não haverá previsão de aumento real para o piso, que subiria para R$ 946, com reajuste apenas pelo INPC, em estimados 7,5%.

ROMBO PODE SUPERAR R$ 100 BI
Apesar de negativos, os números do desempenho das contas públicas em 2016 e 2017 são mais otimistas do que os do mercado financeiro. O boletim Prisma Fiscal de março, divulgado ontem pelo Ministério da Fazenda, mostra que os analistas esperam que o governo central termine este ano com um déficit primário de R$ 100,450 bilhões.

No mês anterior, essa projeção era de R$ 79,743 bilhões. Para 2017, a estimativa agora é de um rombo de R$ 103,514 bilhões, contra R$ 71,329 bilhões no boletim de fevereiro. Com esse cenário, a trajetória esperada para a dívida bruta também piorou: subiu de 74,35% do PIB para 80% do PIB no ano seguinte.

O Globo – 15/04/2016

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“Ventos frios” na economia do Brasil

Apesar da lendária reputação de lugar ensolarado e quente, ventos muito frios andam soprando no Brasil, afirmou a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, em entrevista à imprensa, ontem, ao falar da economia brasileira. “A situação é muito preocupante, em termos de desemprego, inflação e, claramente, em termos de crescimento potencial”, disse ela. “Esperamos que, qualquer que seja o caminho, não entrando no debate interno sobre a situação política, a incerteza seja removida e a política macroeconômica seja estabelecida em terreno estável.”

A dirigente do FMI disse esperar que, nesse terreno mais estável, não haja variações de objetivos fiscais e se crie um ambiente que induza ao crescimento econômico. Lagarde começou a entrevista falando do clima ensolarado da capital norte-americana e fazendo uma alusão à situação econômica global. “Há alguns raios de sol na economia mundial, temos crescimento e não estamos em crise. Há sinais de que a confiança está melhorando e alguns países estão crescendo a taxas razoavelmente robustas”, afirmou. “Mas há alguns cantos do mundo que estão frios”, acrescentou. Ao falar do Brasil, Lagarde voltou a fazer a alusão ao clima e destacou a contração esperada de 3,8% para o Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2016. “Há ventos muito, muito frios soprando no país.”

Cenário geral

Segundo Chiristine Lagarde, a recuperação da economia mundial permanece “muito lenta e muito frágil” e os países emergentes precisam ficar atentos aos riscos de volatilidade nos fluxos internacionais de capital. A possível saída do Reino Unido da União Europeia é avaliada pelo FMI como um “sério risco” para economia global. “Minha expectativa pessoal é que este casamento não termine”, disse a dirigente. O FMI deve divulgar em maio um estudo sobre os impactos dessa possível ruptura.

Lagarde defendeu a adoção pelos governos de políticas fiscais, monetárias e estruturais em conjunto para tentar estimular a economia. A política monetária precisa continuar acomodatícia em alguns países, disse ela. Os juros negativos têm efeito positivo, mas as políticas fiscais precisam ser mais usadas. Além disso, a cooperação internacional precisa ser mais forte. Sobre a estratégia de elevação dos juros do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), a dirigente evitou fazer previsões, mas avaliou como positiva a intenção de elevar os juros de forma gradual.

Correio Braziliense – 15/04/2016

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Balança de bens e serviços deve voltar a ter superávit este ano

A balança comercial de bens e serviços do primeiro bimestre resultou em superávit de US$ 203 milhões. Em igual período do ano passado, o déficit foi de US$ 12,37 bilhões. Para analistas, a mudança de sinal não deve se restringir ao início do ano. A expectativa para 2016 é que o superávit da balança de bens – aquela que é mensalmente divulgada pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) – cresça e compense o déficit da balança de serviços, cujos dados são contabilizados pelo Banco Central (BC). Isso faria com que a balança comercial total contribua de forma positiva para as transações correntes, algo que não acontece desde 2010. A estimativa é de superávit em bens e serviços para este ano entre US$ 10 bilhões e US$ 15 bilhões.

No primeiro bimestre, o saldo positivo da balança de comércio e serviços resultou de um superávit de US$ 3,51 bilhões em bens e de um déficit de US$ 3,31 bilhões em serviços. Para o ano, José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), projeta saldo positivo de US$ 45 bilhões na balança de bens e um déficit em torno de US$ 30 bilhões para serviços, o que deve resultar em superávit total de US$ 15 bilhões. Em 2015, segundo dados do Banco Central (BC), a balança de bens rendeu saldo positivo de US$ 17,67 bilhões enquanto em serviços o déficit foi de US$ 36,92 bilhões. O saldo das duas balanças foi negativo em US$ 19,25 bilhões.

Para Castro, o saldo da balança de bens será resultado de recuo ainda forte das importações, principalmente por conta da retração econômica, com leve reação dos embarques, com crescimento de 2,5% nos manufaturados na comparação com 2015. Nos básicos, as exportações, em termos de valor, devem empatar com o ano passado ou ter pequena queda.

Na balança de serviços, diz Castro, o que devemos ter este ano é uma redução no déficit, a exemplo do que já aconteceu no ano passado, consolidando a inversão da tendência que essa balança teve desde 2005, com saldos negativos crescentes.

Entre as contas que devem fazer diferença na redução de déficit para este ano, diz Castro, estão transportes e fretes. A menor corrente de comércio de bens, explica, tem reduzido a demanda por esses serviços, gerando menor importação. Segundo dados do Mdic, a corrente de comércio caiu 21,5% no primeiro bimestre, de US$ 57,6 bilhões em 2015 para US$ 45,2 bilhões este ano.

A mudança nos serviços de transportes e fretes já é visível. No primeiro bimestre de 2016, a balança da exportação e importação de serviços de transportes teve déficit de US$ 1,24 bilhão, valor que se reduziu a US$ 385 milhões em igual período deste ano. No mesmo período o saldo negativo em fretes caiu de US$ 553 milhões para US$ 290 milhões.

Somente a redução de déficit nas contas de transportes e frete compensou de sobra a queda de saldo positivo numa das contas que mais geram superávit em serviços e que incluem arquitetura e engenharia. O segmento gerou no primeiro bimestre de 2015 superávit de US$ 2,02 bilhões, saldo que se manteve positivo este ano, mas caiu para US$ 1,73 bilhão.

Rafael Fagundes Cagnin, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), destaca que, além de menores superávits em transportes e fretes, a redução do saldo negativo também deverá ser influenciada pelas viagens.

O saldo negativo em viagens recuou de US$ 2,64 bilhões no primeiro bimestre de 2015 para US$ 432 milhões em igual período deste ano. O saldo foi fortemente influenciado pelas despesas que caíram, no período, de US$ 3,73 bilhões para US$ 1,68 bilhão. “Essa queda reflete não somente a desvalorização do real frente ao dólar, que tornou as viagens ao exterior mais caras, como também à queda de renda resultante da deterioração do mercado de trabalho”, afirma Cagnin.

Cagnin acredita que a tendência que se desenha atualmente é a de contribuição positiva da balança de bens e serviços na conta de transações correntes este ano. Ele pondera, porém, que isso depende da manutenção de alguns fatores, como o preço do dólar próximo ao nível atual, a R$ 3,50.

Nas contas do economista Fabio Silveira, a balança de bens deve fechar o ano perto de US$ 30 bilhões positivos, enquanto em serviços o déficit deve ficar entre US$ 15 bilhões e US$ 20 bilhões. O superávit das duas balanças, portanto, deve terminar o ano em pelo menos US$ 10 bilhões. “Isso vai contribuir de forma positiva para o déficit em transações correntes, que este ano deve ficar próximo de 1% do PIB quando já chegamos a 4% do PIB. ”

“Não se trata, porém, de um superávit de bens e serviços de boa qualidade”, afirma Silveira. “O efeito financeiro é indiscutivelmente bom, mas o saldo não resulta de uma reativação das exportações, seja de bens ou serviços, mas principalmente pela redução de importações influenciada em sua maior parte pela queda da demanda doméstica e pela redução de comércio.”

Valor Econômico – 15/04/2016

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Ajuste fiscal é a chave para a recuperação

Há chance de se ter uma melhora sensível no quadro econômico do país se o vice-presidente Michel Temer assumir o governo. A nova gestão teria que apresentar, de imediato, um programa fiscal que leve as contas públicas ao equilíbrio ou a um pequeno superávit primário a partir do próximo ano. Isso abriria as condições para o Banco Central reduzir a taxa de juros no meio deste exercício de forma mais rápida e mais intensa. Não é razoável o país se conformar com os prognósticos do Fundo Monetário Internacional (FMI) que apontam para um equilíbrio fiscal só em 2020 e, até lá, a dívida terá crescido para cerca de 92% do PIB.

A situação da economia é muito ruim. Antes mesmo de o crescimento da dívida bruta como proporção do PIB se transformar em um grave risco de solvência, há o problema do endividamento das empresas e da contração do crédito, uma combinação que resulta na queda da arrecadação e da atividade econômica. As empresas privadas estão parando de pagar impostos ou entrando em recuperação judicial. Não há ajuste fiscal possível nessas circunstâncias.

O “truque” para reverter esse cenário de colapso estaria na redução da taxa de juros. Com juros mais baixos e uma boa equação fiscal pode-se restaurar aos poucos o crescimento econômico, o que vai ajudar bastante na recuperação das receitas de impostos e contribuições.

Endividamento das empresas melhora com corte dos juros

O sistema bancário, segundo a ótica do relatório de estabilidade financeira divulgado recentemente pelo Banco Central, está em boa situação. Os bancos privados estão com excesso de liquidez e de capital. O que há de novo hoje é que à precária situação das contas do governo se soma o elevado endividamento do setor privado, o que torna a possibilidade de recuperação da atividade mais lenta. Ambos, setor privado e governo (nos seus três níveis), têm que passar pelo processo de desalavancagem.

Nesse cenário, é de muito pouca valia cogitar de medidas prudenciais para animar a economia, seja reduzindo os compulsórios ou alterando as ponderações de risco no âmbito das regras de Basileia 2.

A saída mais eficaz para o país será a redução crível e sustentada da taxa de juros. Para tanto, não é aconselhável contar com um ajuste fiscal só para o longo prazo. É preciso senso de urgência.

Há uma grande expectativa em relação aos nomes que vão compor a equipe econômica, se Temer eventualmente assumir a Presidência da República. O novo ministro da Fazenda terá uma tarefa árdua, mas é importante notar que já há alguns atenuantes.

Do lado das contas externas, a virada no déficit em conta corrente do balanço de pagamentos é notável e o governo prevê um superávit de US$ 40 bilhões na balança comercial este ano, embalada pela desvalorização ainda significativa da taxa de câmbio e por uma ligeira recuperação dos preços das commodities.

A inflação começou a ceder e o BC tem condições de levar o IPCA para um patamar próximo da meta de 4,5% em 2017. A apreciação mais recente da taxa de câmbio ajudará nessa tarefa.

Na avaliação de economistas do setor privado, se um novo governo assumir terá que anunciar como primeiras medidas um par de projetos de reformas para ajustar as contas públicas. Fazendo isso, o mercado financiará o déficit até que as medidas surtam efeitos, reequilibrem receitas e despesas e restaurem a política de superávit primário.

Para o consumidor a situação é periclitante. Dados da rede de lojistas do Brasil indicam que 60 milhões de brasileiros não podem mais comprar a crédito porque estão com nome sujo na praça. Metade da população entre 18 anos e 34 anos está fazendo bico para melhorar a renda, e quatro em cada grupo de dez trabalhadores têm um desempregado em casa.

O conjunto de dados negativos que se colhe nas estatísticas econômicas, por mais exdrúxulo que possa parecer, joga a favor da recuperação atividade em uma suposta nova administração federal. Eles retratam o ajuste recessivo que o governo Dilma Rousseff está fazendo e que, se ela sofrer o impeachment, não colherá os frutos.

Desde o ano passado a presidente conduz o serviço perverso para consertar os erros do primeiro mandato. Seu governo elevou a taxa de juros de 7,25% (nível que chegou em 2012) para 14,25% ao ano no ano passado. Produziu um choque tarifário em 2015 para corrigir os preços monitorados que foram reduzidos ou congelados no período anterior de sua gestão. Agora a inflação, que foi para dois dígitos, está em queda.

O mercado de trabalho, que antes registrava um desemprego de 4,5% – em situação, portanto, praticamente de pleno emprego -, enfraqueceu e o desemprego beira a 10%.

Esses eram desequilíbrios que de certa forma impediam o crescimento da economia. Foram atacados. Faltou o equilíbrio fiscal para completar o quadro, que é o que se espera do governo que assumir no pós-impeachment.

Não será fácil reverter a profunda deterioração das contas do setor público seja da União, dos Estados e dos municípios. Ao contrário, será doloroso e muito provavelmente terá que envolver uma proposta de reforma que permita cortar gastos obrigatórios que são, em sua maioria, com programas e benefícios sociais.

Dada a gravidade da recessão para o setor privado, talvez não seja suficiente melhorar o ambiente e as expectativas com uma proposta de reforma da Previdência. Alguns economistas alertam para a necessidade de uma ação emergencial que contenha a perda patrimonial do setor produtivo.

São muitos os “se”. Se houver um novo governo, se ele atacar o centro do problema, que é o desajuste fiscal, com as medidas certas e se o Congresso Nacional apoiar e aprovar as propostas, pode-se vislumbrar um futuro melhor. E se tudo vier a dar certo, talvez não seja mero devaneio esperar uma taxa de juros de um dígito para o próximo ano. Só que, ao contrário de quando os juros caíram para 7,25% ao ano de forma insustentável, desta vez haveria o suporte de uma política fiscal contracionista.

Claudia Safatle é diretora adjunta de Redação e escreve às sextas-feiras

E-mail: claudia.safatle@valor.com.br

Valor Econômico – 15/04/2016

Redação On abril - 15 - 2016
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