Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 18 de Novembro de 2017






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Nem Temer, nem Dilma são capazes de recuperar confiança, diz empresário

“Nem Dilma, nem Temer são capazes de recuperar a confiança do empresariado na economia”, empresário Francisco Deusmar, fundador da Pague Menos, rede de farmácias com mais de 830 lojas no país e quase R$ 5 bilhões em faturamento. Deusmar acredita que um eventual governo de Michel Temer já começa contaminado. “Não é questão de ser golpe ou não ser golpe. A questão é que Temer e Dilma são farinha do mesmo saco”, afirmou. “Tem que ser como no futebol. O time está perdendo? Muda a comissão técnica toda.”

Para ele, o único cenário capaz de recuperar a credibilidade no país seria o de renúncia da presidente e a convocação de novas eleições. “Um novo governo teria a sustentabilidade com a legitimidade do voto popular. Temer no governo vai ter muita oposição. O impeachment é a pior das nossas alternativas”, afirmou.

Presidente do conselho de administração da Pague Menos, o empresário diz que, ao contrário da maioria, prefere não olhar muito para a política antes de tomar as decisões de investimento.

Este ano, a rede Pague Menos está abrindo 120 lojas e criando 2 mil empregos. “A loja que abria de 7h começa a abrir de 6h, quem não abria aos domingos passou abrir, cortamos custos. Tem que ser essa a postura”, disse.

O presidente da Alpargatas, Márcio Utsch, afirmou que o governo precisa resgatar a credibilidade e a confiança dos consumidores e empresários, para que a economia volte ao crescimento. “O governo tem que ter coerência. Se fala que vai fazer algo, precisa fazer. Se existe confiança no governo, as empresas podem caminhar com tranquilidade”, afirmou o executivo.

Havendo ou não impeachment, é fundamental que o governo desenvolva projetos que incentivem o desenvolvimento industrial no país, em vez de ações que apenas estimulem o consumo, defendeu.

“O crescimento do PIB [Produto Interno Bruto] tem que vir pelo desenvolvimento industrial, não apenas por aumento de renda”, afirmou.

O executivo também disse ser favorável à realização de reforma política no país. E acrescentou que candidatos ficha-suja deveriam ser impedidos de se candidatar nas próximas eleições. “É preciso fazer uma renovação verdadeira no quadro político do Brasil”, disse Utsch.

Para o presidente da Alpargatas, seria necessário realizar mudanças nos investimentos realizados pelo governo, dando prioridade às áreas de educação, infraestrutura e saneamento básico. “Todo mundo precisa ter água, esgoto, energia elétrica em casa. Isso favorece a vida e a saúde das pessoas. Não dá para o país evoluir mantendo esses traços de atraso”, disse.

Em relação ao setor calçadista, Utsch disse que considera necessário, por parte do governo, desenvolver um projeto envolvendo o setor privado para estimular o desenvolvimento de novas tecnologias em matérias-primas e o desenvolvimento de equipamentos para as fábricas no país. Ele observou que o Brasil já foi o maior exportador de calçados no mundo e hoje perde para países da Ásia. Enquanto a Ásia responde por 70% das exportações de calçados no mundo, o Brasil tem entre 4% a 5%.

“Todos os equipamentos de fábrica hoje são importados. É necessário fomentar a área de bens de capital para tornar a nossa produção mais competitiva”, afirmou. Utsch defendeu ainda que programas de estímulo à produção sejam implantados com metas de resultados para as empresas – dessa forma, quem não atinge as metas, perde o benefício.

Valor Econômico – 14/04/2016

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BNDES terá nova linha para exportação

No momento em que, endividados, os empresários brasileiros evitam tomar empréstimos no sistema financeiro nacional, o governo lançará, hoje, linhas de crédito do BNDES para estimular as exportações de manufaturados dos mais diversos setores da economia. Serão anunciadas novas condições de financiamento, com destaque para prazos mais longos e ampliação de recursos financiados pela taxa de juros de longo prazo (TJLP), hoje em 7,5% ao ano.

— Ao contrário de operações na área de infraestrutura, que são mais complexas, o crédito a exportações costuma dar uma resposta rápida — disse ao GLOBO o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro.

A desvalorização do real frente ao dólar abre várias oportunidades para a expansão das vendas externas, enfatizou o ministro. Segundo ele, o Brasil já colhe os efeitos do ajuste cambial, com a substituição de importações. Ele citou como exemplos bem sucedidos os setores de calçados e de têxteis e confecções.

— A estimativa da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Vestuário) é que mais de 250 milhões de peças importadas foram substituídas por nacionais.

Também já ocorre recuperação nas exportações de calçados. Por outro lado, a inflação está desacelerando, o que abre espaço para a queda dos juros — afirmou Monteiro.

Deixando claro que jamais trabalhou com a hipótese de a presidente Dilma Rousseff ser afastada do cargo, ele disse que, mesmo se o impeachment passasse, o governo teria de enfrentar problemas graves e urgentes, em que a saída é o ajuste fiscal.

— É preciso fazer um ajuste de curto prazo para fechar as contas, através da construção de um novo regime fiscal no Brasil. O ajuste de curto prazo, em face da queda da arrecadação, que tem sido muito forte, tem que encontrar fontes extraordinárias de receita. Eu, que sempre fui contra a CPMF, reconheço que a medida é importante, tendo em vista que a margem de manobra é muito estreita — enfatizou.

Esse novo regime fiscal ao qual o ministro se referiu incluiria uma ampla agenda de reformas, como a da Previdência. Outra medida consiste na instituição de uma trava fiscal, com a revisão de programas assistenciais, regimes de isenção e renúncias tributárias.

O Globo – 14/04/2016

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Apesar de crise brasileira, Mercosul e UE recomeçarão negociações comerciais em maio

A Europa e a América do Sul vão tentar retomar as estagnadas negociações comerciais em meados de maio, apesar da crise política no Brasil e da resistência da França, disseram União Europeia e Argentina nesta quinta-feira (14).

Embora o novo governo da Argentina dê ao Mercosul sua melhor chance em anos de chegar a um acordo, a presidente brasileira Dilma Rousseff encara um processo de impeachment e um grupo de nove países da UE, liderados pela França, rejeitam a abertura de seus setores agrícolas.

As negociações entre as duas regiões, que podem criar um mercado de 750 milhões de pessoas, têm encarado múltiplos contratempos desde seu lançamento em 1999. Os negociadores concordaram agora em fazer ofertas formais na segunda semana de maio sobre até onde esperam abrir suas economias para os bens estrangeiros.

A chamada “troca de ofertas” definirá o acesso sem encargos que cada lado está disposto a considerar para os bens, e então permitir que os negociadores desenvolvam um acordo comercial feito para abranger 130 bilhões de dólares em comércio anual.

Entretanto, países da UE, incluindo França, Polônia e Irlanda, resistem à abertura para os produtos agrícolas argentinos e brasileiros, que correspondem a 40 por cento das exportações do Mercosul. (Reuters)

Fonte: UOL

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Inflação pelo IGP-10 suaviza para 0,40% em abril

SÃO PAULO  –  A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) desacelerou para 0,40% em abril, após se situar em 0,58% em março, informa a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em abril de 2015, houve elevação de 1,27%. Com isso, o indicador acumula alta de 3,25% no ano e de 10,82% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) – que tem peso de 60% nos IGPs – subiu 0,35% em abril, seguindo elevação de 0,56% um mês antes. Os preços dos produtos agropecuários foram de alta de 1,78% para 1,07% e os dos produtos industriais, de incremento de 0,06% para 0,05%.

Por estágio de produção, os Bens finais deixaram aumento de 1,45% em março para 0,77% em abril, por conta da deflação de 0,29% nos alimentos processados. Os Bens intermediários registraram queda de 0,73%, maior que o recuo do mês anterior, de 0,65%. O destaque ficou com materiais e componentes para a manufatura, que partiram de queda de 0,75% para baixa de 1,34%. As Matérias-primas brutas foram na direção contrária e subiram 1,15% em abril, depois de acréscimo de 0,97% um mês antes, por causa do minério de ferro (1,22% para 8,90%), laranja (8,58% para 15,33%) e soja (em grão) (-5,72% para -4,95%). Mas houve quedas importantes em itens como mandioca (4,38% para -14,69%) e bovinos (1,56% para -0,51%).

No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) abrandou de 0,61% para 0,43% de alta, com seis de suas oito classes de despesa registrando taxas mais baixas. O destaque coube à Habitação (0,12% para -0,20%), influenciado pela queda maior na tarifa de eletricidade residencial (-2,76% para -3,53%).

Transportes (0,72% para 0,26%), comunicação (1,13% para 0,38%), despesas diversas (1,73% para 0,53%), vestuário (0,31% para 0,15%) e educação, leitura e recreação (0,16% para 0,08%) também registraram abrandamento por conta de gasolina (0,62% para -0,36%), tarifa de telefone móvel (2,11% para 1,15%), cigarros (3,67% para 0,94%), calçados (0,63% para -0,48%) e excursão e tour (0,22% para -4,17%), respectivamente.

Alimentação (0,96% para 1,09%) e saúde e cuidados pessoais (0,70% para 0,94%) subiram mais puxados por hortaliças e legumes (-3,88% para 1,34%) e medicamentos em geral (0,21% para 1,34%), respectivamente.

Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou em abril acréscimo de 0,67%, ante 0,60% no terceiro mês de 2016. O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços teve incremento de 0,29%. No mês anterior, a taxa havia sido positiva em 0,45%. O índice que representa o custo da mão de obra registrou avanço de 1,02%, depois de alta de 0,72%.

Valor Econômico – 14/04/2016

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Com decisão do STF, meta tem de mudar de novo, diz Tesouro

O secretário do Tesouro Nacional, Otávio Ladeira, afirmou que a equipe econômica terá que fazer uma nova mudança na meta de primário deste ano para prever o impacto de R$ 30 bilhões nas contas dos Estados, caso o Supremo Tribunal Federal (STF) decida a favor dos entes e libere o uso de juros simples (em vez dos compostos) no cálculo das dívidas estaduais com a União.

Para 2016, a meta de superávit primário dos Estados e municípios é de R$ 6,6 bilhões. “No caso de uma decisão desfavorável à Fazenda, é muito provável que a meta precise ser ajustada dados os grandes valores envolvidos”, afirmou em entrevista exclusiva ao Valor. A mudança poderia elevar ainda mais o déficit primário do setor público consolidado. Isso porque a equipe econômica já pediu ao Congresso Nacional uma alteração da meta de primário do governo central para permitir um rombo de R$ 96,65 bilhões neste ano. A medida precisa ser aprovada pelos parlamentares para que a equipe econômica não tenha que promover cortes adicionais nos gastos públicos.

O secretário disse ainda que será interrompida toda a negociação do projeto de lei que trata do alongamento do prazo de pagamento das dívidas dos Estados com a União, assim como a liberação de novas operações de crédito, até que o STF decida o mérito da ação.

O STF já concedeu liminares para os Estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais permitindo a utilização dos juros simples. Outros governos estaduais, como o de Alagoas e Pernambuco, devem seguir o mesmo caminho para ter um alívio de caixa no curto prazo.

Segundo Ladeira, somente o risco de não cumprimento da meta de primário pelos Estados já faz com que o Tesouro interrompa a concessão de garantias para impedir uma deterioração ainda maior das contas públicas. “Não é uma questão de represália. Não tem nada a ver com isso. É uma simples constatação. Se tenho a meta fiscal para ele e tenho risco de que ela não seja cumprida, oferecer crédito com garantia é aprofundar mais ainda este déficit”, explicou.

Ladeira, no entanto, está confiante que o STF vai julgar o mérito da matéria de forma favorável à União. O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, está em um périplo com os ministros da tribunal para explicar as implicações do uso de juros simples. Ontem, se encontrou com Edson Fachin e Luiz Fux.

Na avaliação do secretário, nesse momento, o mais indicado para o equilíbrio das contas dos Estados é garantir a aprovação do projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional que permite o alongamento da dívida com a União por mais 20 anos e prevê a possibilidade de um desconto de até 40% do valor da parcela pelo prazo de dois anos. Mas, para ter esse benefício, os governos estaduais precisariam – de acordo com a proposta original da Fazenda – atender a várias contrapartidas que visam uma redução das despesas e aprovação de leis de responsabilidade estaduais.

Apesar de essa proposta ter sido acertada com os governadores, na Câmara os parlamentares querem que a medida seja aprovada sem as contrapartidas. A avaliação é de que alguns entes públicos já fizeram o ajustes em seus orçamentos e, portanto, não há espaço para cortes adicionais. “Alguns governadores querem ter o benefício de curto prazo [alongamento da dívida com desconto nas parcelas], dentro de sua gestão, e não querem resolver as questões de longo prazo”, frisou o secretário, acrescentando que se medidas de ajuste de longo prazo não forem adotadas, daqui a cinco anos os Estados passarão por novos problemas fiscais.

Para o secretário, o problema atual de estoque das dívidas dos Estados não é estrutural e sim conjuntural. Ele ressaltou que a renegociação das dívidas estaduais está acontecendo neste momento devido à forte retração econômica. “Passados 20 anos, eu vejo como exitosa a renegociação que aconteceu em 1997. Hoje não acho correto usar o termo vitorioso e derrotado”, contou.

Sobre alterações na LRF para contemplar a alongamento do prazo de pagamento das dívidas pelos Estados, Ladeira afirmou que aprimoramentos na lei sempre são necessários. “Deixar um ente quebrar não soa para mim como responsabilidade fiscal”, disse.

Valor Econômico – 14/04/2016

 

 

 

Redação On abril - 14 - 2016
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