Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017






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Setor de importados é porta de entrada para fabricantes

Joel Leite

“O setor de importados muitas vezes é criticado, com alegação de que estamos ’exportando’ empregos, com tanta gente precisando de trabalho no Brasil. Discordo totalmente, pois além de trazer para o mercado brasileiro toda tecnologia e design desenvolvidos no exterior, mostramos ao consumidor brasileiro o real valor dos produtos.”

A declaração, do empresário José Luiz Gandini, dono da Kia, feita na sua posse na presidência da Abeifa, a associação de importadores e fabricantes de veículos, mostra a revolta do dirigente em relação ao tratamento dado às importadoras de carros no Brasil.

A começar pelo governo, que desde 2011 impõe um imposto extra de 30% aos carros estrangeiros, isso sem contar todos os impostos equivalentes ao carro feito no Brasil e mais o imposto importação.

Essa sobretaxa fez o Volume de vendas do setor cair de 200 mil carros em 2011 para 59 mil no ano passado.

Tudo isso, mais o aumento do dólar, inviabilizaram negócios e marcas que ainda resistem estão trabalhando com margens menores e reduziram drasticamente a sua rede de revendas, inclusive a Kia, do novo presidente da Abeifa.

José Luiz Gandini lembrou que é graças ao setor de importados que o Brasil conhece hoje veículos movidos a energia alternativa, como os híbridos e elétricos e outros carros cuja fabricação local é inviável pelo baixo volume e de alto custo de desenvolvimento.

O dirigente fez um apelo às autoridades para que seja revista a carga tributária para os carros de nicho. Disse que não é favorável à abertura integral do mercado, mas considera que o protecionismo tem limites.

Um dos empresários mais experientes do setor, Gandini assume pela quinta vez a presidência da Abeifa, para mais um mandato de dois anos.

Fonte: O Mundo em Movimento

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Máquinas e humanos juntos são o futuro das fábricas

Escrito por: Tamires Almeida em 13/abr/2016

As companhias investiram 0,8% de suas receitas em operações digitais. Nos próximos cinco anos, os investimentos irão aumentar para 1,4% das receitas.

Máquinas trabalhando lado a lado de seres humanos pode parecer cenário de filme futurista. Mas é o sonho de muitas empresas.

Um relatório da consultoria PwC (PricewaterhouseCoopers) aponta que as companhias pretendem aumentar seus investimentos para se tornarem mais digitais nos próximos anos.

Hoje, no entanto, o número de indústrias com modelo digital avançado é baixo. Apenas 9% das entrevistadas brasileiras e 33% das globais têm um alto grau de digitalização.

A projeção para daqui a cinco anos é que sejam 72% das empresas. Para a consultoria, as indústrias digitais são aquelas com integração de cadeias de valores verticais e horizontais e modelos de negócios, produtos e serviços cada vez mais digitais.

Ela entrevistou 32 gestores de indústrias de diversos segmentos para realizar essa pesquisa.

Investimentos

Nos últimos dois anos, as companhias investiram 0,8% de suas receitas em operações digitais. Nos próximos cinco anos, os investimentos irão aumentar para 1,4% das receitas.

Com isso, elas esperam cortar custos, melhorar sua eficiência e ainda gerar receita adicional.

Sete em dez entrevistadas pretendem expandir o seu portfólio digital, lançando novos produtos e digitalizando os serviços já existentes.

Os canais de vendas, atendimento e acesso do cliente e em marketing serão as áreas mais digitais dentro das empresas em cinco anos, de acordo com a pesquisa.

Quanto ao retorno desses investimentos, no entanto, as indústrias brasileiras estão mais otimistas que as globais. Enquanto 63% das brasileiras acredita que o retorno virá em menos de 2 anos, essa fatia cai para 55% entre as internacionais.

Dificuldades para analisar dados

A segurança e a privacidade dos seus dados é a maior preocupação para o aumento da digitalização das indústrias brasileiras, segundo a pesquisa.

O relatório também aponta falta de cultura digital, incertezas em relação aos benefícios dos investimentos nessa área e falta de uma visão da liderança sobre as operações como obstáculos.

A falta de conhecimento sobre análise de dados e como ela pode ser aplicada na indústria também foi levantada na pesquisa.

Ainda que todas as empresas consideram que essa habilidade será essencial para tomar decisões daqui a cinco anos, nenhuma empresa tem uma capacidade atual avançada para fazer isso no Brasil.

Pelo contrário: 63% das entrevistadas afirmaram que possuem pobre conhecimento sobre análise de dados na indústria, enquanto no mundo essa parcela é de 22%.

Mais uma vez, elas estão dispostas a investir e otimistas com os resultados futuros.

Com treinamento dos próprios funcionários, as brasileiras querem alcançar mais de 10% de ganho em eficiência e receita decorrentes da análise de dados nos próximos cinco anos.

Fonte: Revista Exame

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Produtos limpam e protegem estruturas de aço inox em indústrias

Limpar aço inoxidável é um desafio constante para indústrias dos mais diversos segmentos, que utilizam tanques, tubulações, reatores e instalações sanitárias fabricados com o metal

Laura Christina

A fabricante de especialidades químicas Quimatic Tapmatic apresenta ao mercado sua linha de limpadores de aço inox.

Os produtos são ideais para a limpeza dos aços inox da série 300 (aço austenítico), considerados mais resistentes à corrosão e ao ataque químico por possuírem taxa mais elevada de cromo, níquel e molibdênio. Ao mesmo tempo em que estes componentes tornam o metal mais resistente, também dificultam a remoção posterior de impurezas, e por isso é necessário o uso de produtos específicos para este fim, como é o caso da linha Limpa-Inox da Quimatic Tapmatic.

Constituídos por uma combinação de ácidos inorgânicos e agentes oxidantes, os produtos da marca limpam com facilidade o metal e removem corrosão, oxidação e incrustação.

“Limpar aço inoxidável e também cordões de solda no aço inox é um desafio constante para indústrias dos mais diversos segmentos, que utilizam tanques, tubulações, reatores e instalações sanitárias fabricados com o metal”, explica Marcos Pacheco, químico Sênior da Quimatic Tapmatic.

A Quimatic Tapmatic lembra que a limpeza com produtos químicos traz diversas vantagens em relação à remoção da corrosão por processos mecânicos, como lixamento ou esmerilhamento. Isso por que as soluções químicas eliminam rapidamente ferrugem, manchas, sujeira, carbonização e contaminantes sem agredir a superfície. “Como são passivantes, nossos produtos ainda aceleram a formação da camada protetora de cromo do aço inox, mantendo o metal protegido contra o retorno de qualquer tipo de corrosão”, completa Pacheco.

A linha Limpa-Inox da Quimatic Tapmatic está disponível nas versões Limpa-Inox (líquido), Limpa-Inox Gel e Limpa Solda-Inox Gel Decapante. Enquanto a versão líquida é ideal para a limpeza de peças por imersão e para superfícies horizontais, os produtos em gel são indicados para a limpeza de superfícies na posição vertical, inclinada ou com aspecto irregular, já que não escorrem.

Para mais informações sobre a linha de limpadores de aço inox da Quimatic Tapmatic, acesse o link:

http://www.quimatic.com.br/produtos/tratamentos-de-superficies/#limpeza-de-metais

Fonte: SEGS

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Iveco mantém plano de investimentos e amplia linha de comerciais

No momento em que a economia brasileira e a indústria automotiva dedicada à produção de veículos comerciais, em particular, vivem uma das piores crises de toda a história, a Iveco decidiu dar uma mostra de confiança no país. Às vésperas de completar 20 anos de fundação, a montadora italiana reafirmou seu compromisso de manter o plano de investimentos de R$ 650 milhões prometidos para o biênio 2014/2016. A Iveco também anunciou que irá investir em um “movimento pela excelência”, com o propósito de oferecer mais qualidade aos seus clientes, em forma de novos produtos, além do fortalecimento da rede e do pós-venda e aportes contínuos no complexo de Sete Lagoas (MG). “A ideia é aprimorar o que já temos de bom e reforçar pontos-chaves dessa engrenagem”, afirma Marco Borba, vice-presidente da Iveco para a América Latina.

Prova dessa disposição é o lançamento de novos produtos que chegam para reforçar o portfólio da empresa no mercado de veículos comerciais. Na linha Daily, a novidade é o lançamento da versão 40S14, inspirada no modelo 35S14, que oferece PBT de 4,2t, para atender clientes de regiões fora das zonas de restrição e, até mesmo, em cidades que restringem a circulação de veículos acima de quatro toneladas.

A linha Tector de caminhões semipesados, incorpora, por sua vez, outras novidades. A começar pelo novo 170E21, equipado com motor de quatro cilindros, que oferece mais torque e agilidade nas operações urbanas, segundo a empresa. Junto com a versão 240E30 6X2, com novo motor de seis cilindros e 300 cv de potência. Já o Tector 310E30 8X2 oferece o quarto eixo direcional e capacidade de carga aumentada em seis toneladas, uma das maiores da categoria.

Na busca de atender nichos de mercado, a empresa também revelou que criou uma divisão de veículos especiais, para oferecer modelos customizados. São eles o Tector Coleta 170E28, voltado para o trabalho de coleta de resíduos sólidos e o Tector Construção 260E30, para uso na construção civil. Para completar, no segmento de pesados, aparecem os novos Stralis 440 e os Hi-Ways 440 e 480, que receberam adequações no powertrain.

Todos os modelos contam, também com o programa de revisão com preço fixo, que facilita o planejamento do cliente e reduz o custo da manutenção. A nova estratégia da marca consiste em oferecer aos motoristas que possuem veículos Daily, Tector e Stralis, uma tabela de preços para as revisões de 10 a 120 mil quilômetros. O grande diferencial está no valor, em média 10% menor do que o encontrado no mercado.

Outra novidade do setor de Peças da Iveco é o lançamento de uma linha de componentes para veículos fora da garantia. A nova gama, conhecida como “Nex Pro”, será composta por peças originais homologadas pelos engenheiros da montadora, com a vantagem de ter preços praticados no mercado alternativo. “Para marcar esse momento, a Iveco terá uma nova identidade e um novo posicionamento no mercado. Isso é resultado de uma pesquisa com mais de 500 pessoas, caminhoneiros, frotistas, público interno e concessionários, que revelaram a real identidade da marca”, completa Marco Borba.

Fonte: Frota & Cia

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O futuro das negociações coletivas

O cenário de crise econômica que vivenciamos em grande parte dos segmentos econômicos no Brasil há quase 20 meses aponta para a perspectiva de continuidade do processo de retração. Incluída a previsão de 2016, temos uma queda de aproximadamente 10% no PIB desde o início da crise. Uma recessão histórica com repercussão na disparada da taxa de desemprego no país, que caminha para 10% em 2016.

Com as incertezas sobre os rumos da economia, as organizações estão atuando fortemente para assegurar a sustentabilidade dos negócios e manter a competitividade. Ou seja, estamos em um momento crítico onde a sobrevivência das empresas se torna uma questão fundamental e essa discussão está seguindo para o âmbito das negociações sindicais.

Diante desse contexto, é imprescindível pautar as negociações coletivas pelo princípio da sustentabilidade das atividades econômicas das organizações o que, por sua vez, deve contribuir para o futuro mercado de trabalho. Nos últimos anos, no entanto, várias negociações coletivas apresentaram resultados dissociados das possibilidades financeiras das empresas em virtude da cultura criada durante os períodos de elevado crescimento econômico de concessão de reajustes e/ou outros benefícios acima da capacidades de orçamentos das empresas, mas na expectativa de que o consumidor pudesse assumir aquele custo. Essa cultura precisa ser revista.

É necessário tomar a iniciativa para permitir a adequação dos contratos de trabalho à realidade do mercado

A criação de nova cultura empresarial em negociações sindicais se inicia dentro de cada empresa, onde se define o limite do equilíbrio entre a atividade econômica e as relações de trabalho. Com o limite demarcado, basta preparar o planejamento da negociação e a pauta de reivindicação empresarial.

A preparação de uma apresentação com a visão geral da empresa deve ser compartilhada com sindicato e empregados para se abordar com transparência aspectos sobre o mercado, o desempenho do setor e da empresa, as tendências mercadológicas, econômicas e de gestão. Além do papel da companhia e o dos seus empregados naquele contexto. Esse diálogo é fundamental para o êxito da implantação de um novo processo de negociação sindical.

No atual cenário, a busca do ponto limite de equilíbrio para a sustentabilidade do negócio durante as negociações sindicais deveria ser diferente da praticada em períodos de amplo crescimento da economia. Dependendo da situação da empresa, pode-se, por exemplo, conceder reajuste percentual menor do que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), o pagamento de reajuste menor do que INPC com complemento de abono salarial ou mesmo o pagamento de abono para substituir o INPC. As alternativas também devem ser ampliadas para situações em que será possível a negociação sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Outra tendência é a constatação de que muitas vezes o que se negocia para todo o setor pode estar prejudicando outras empresas do mesmo setor por não atender às peculiaridades de determinada empresa e prejudicar a sua competitividade. Neste caso, sob a ótica da segurança jurídica, deve-se analisar se o art. 620 da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) foi recepcionado pela Constituição Federal, em virtude do dispostos no art. 7º, XXVI.Este artigo da CLT estabelece que “As condições estabelecidas em Convenção, quando mais favorável, prevalecerão sobre as estipuladas em Acordo”. Porém o artigo constitucional citado reconhece expressamente as convenções e acordos coletivos, sem fazer qualquer tipo de restrição para este ou aquele instrumento, bem como colocando os dois instrumentos no mesmo patamar jurídico. Logo, conclui-se que o artigo 620 da CLT não foi recepcionado pela Constituição Federal.

Conforme o nosso entendimento, o acordo pode dispor de forma diferente do que está previsto em convenção coletiva. Podemos analisar ainda a possibilidade da negociação coletiva, acordo ou convenção coletiva dispor de forma diferente daquilo que está disposto em jurisprudência trabalhista ou em alguns dispositivos dessa legislação coletiva.

Por permitir o melhor equilíbrio entre as relações de trabalho e a atividade econômica, também em virtude da autorização da Constituição Federal, alguns assuntos podem ser objeto de negociações coletivas. Nesse contexto, podem ser negociados temas como férias coletivas em três períodos, fracionamento de férias individuais inclusive para pessoas com mais de 50 anos, redução do intervalo de refeição, trabalho em dia de folga para compensação com outra data, ajuste sobre o que se compreende como função que demanda formação profissional para fins de cota de aprendiz e parcelamento da rescisão contratual quando a empresa não tiver recursos para o pagamento. Em caso de dúvida ou divergência, por que não levar o tema para apreciação no Supremo Tribunal Federal (STF)?

Devemos lembrar que a atividade econômica da empresa é o motor não somente do desenvolvimento econômico, mas também do social. Se não há empresa, não há trabalho, não há renda. E, principalmente nesse cenário desafiador de crise econômica, em que as empresas, governo e sociedade têm que buscar alternativas para a retomada do crescimento e geração de renda, é preciso coragem para mudar a negociação, a forma de negociar. É necessário tomar a iniciativa para permitir a adequação dos contratos de trabalho à realidade do mercado. A negociação não deve somente estar ligada à inflação e sim ao desenvolvimento econômico e social do país.

Adauto Duarte é advogado especialista em Relações do Trabalho

Este artigo reflete as opiniões do autor, e não do jornal Valor Econômico. O jornal não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso dessas informações.

Valor Econômico – 14/04/2016

Redação On abril - 14 - 2016
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