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Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017






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Crise política dificulta avanços, diz Banco Mundial

A crise política no Brasil interfere na economia e torna mais difícil a realização de ajustes fiscais necessários, avaliou o economista-chefe do Banco Mundial para a América Latina e Caribe, Augusto de la Torre. Ao apresentar relatório que indica previsão de queda de 3,5% no PIB do país – a segunda maior baixa na América Latina, à frente apenas da Venezuela (- 8,3%) -, Torre disse que o Brasil enfrenta problemas políticos que afetam os investimentos.

“O Brasil está passando por uma situação de transição que não é apenas na economia, está passando por um debate intenso no âmbito político e está tramitando temas de escândalos que são muito complicados”, afirmou. “O tema político é mais um fator que influi na decisão sobre investimentos. Não há nada que eu possa dizer, porque é nacional e local, mas não se pode negar que o que se passa na política tem efeitos na economia”, disse.

Segundo o economista, essa situação está retardando a recuperação do Brasil. “Os investidores tendem a esperar para saber o que se passa com um país antes de investir e isso retarda a recuperação no Brasil e também torna mais difíceis as negociações sobre políticas fiscais que devem ser tomadas para corrigir os desequilíbrios. Então, há risco de que se adie a correção dos desequilíbrios fiscais e que o país tenha que fazer ajustes ainda mais fortes no futuro.”

Torre apontou que é difícil estimar quanto tempo vai durar a recessão no país, pois os fatores que influem sobre os investimentos são difíceis de prever. “Se tivéssemos como adivinhar quando haverá a recuperação do investimento no Brasil seria mais fácil saber quando a recessão vai terminar.” Segundo ele, o Brasil foi capaz de obter grande progresso social na América Latina na década passada, com benefícios para os mais pobres e para a classe média. “Isso resultou num Brasil que mudou, que teve um diálogo social muito forte na política”, enfatizou. Mas, nos últimos anos, o país sofreu com a depreciação do câmbio, com a queda das commodities e com debates intensos no âmbito político.

O economista mencionou que, além da percepção dos investidores de que o país contém riscos que podem afetar a economia, o Brasil tem um custo de financiamento mais alto do que outros países da região. “A Selic é bastante alta, se comparada a qualquer país do mundo.”

Torre avaliou ainda que a situação de contração econômica no Brasil afeta os membros do Mercosul, como a Argentina, o Uruguai e o Paraguai. “E, quando há expectativas pessimistas sobre o Brasil, se estende uma nuvem para toda a região dada a importância de sua economia.”

O Banco Mundial espera contração de 0,9% na economia da América Latina para este ano – o quinto consecutivo de desaceleração econômica. Boa parte dessa retração ocorre por conta da queda nos preços das commodities e países que não aproveitaram a alta, na década passada, para fazer ajustes em suas contas e adotar medidas de abertura em suas economias estão enfrentando mais problemas.

Valor Econômico – 13/04/2016

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FMI rebaixa previsões e vê crescimento global fraco

A recuperação global continua, mas a um ritmo fraco, deixando o mundo mais exposto a riscos, alerto ontem o Fundo Monetário Internacional (FMI). Além de ameaças financeiras e de uma desaceleração abrupta da China, problemas de origem “não econômica”, como o conflito na Síria e a possível saída do Reino Unido da União Europeia (UE), podem afetar a atividade global, disse o economista-chefe do FMI, Maurice Obstfeld.

Para o Fundo, a expansão mundial será de 3,2% neste ano e de 3,5% em 2017 – menos que os 3,4% e 3,6% previstos em janeiro. A revisão ocorreu tanto nos países ricos quanto nos emergentes. Em 2015, a economia global avançou 3,1%.

“Crescimento mais baixo significa menor espaço para o erro”, disse Obstfeld, ao apresentar o relatório “Panorama Econômico Mundial” (WEO, na sigla em inglês). Segundo ele, uma expansão lenta e persistente produz cicatrizes que têm o efeito de reduzir o PIB potencial e, com isso, a demanda e o investimento. “O crescimento tem sido muito lento, por muito tempo.”

Cresce assim o risco de que a demanda seja insuficiente para evitar um equilíbrio marcado por crescimento baixo e pressões deflacionárias, que alguns economistas chamam de “estagnação secular”, disse Obstfeld. Desde 2013, Larry Summers, ex-secretário do Tesouro americano, tem alertado que os países desenvolvidos enfrentam esse cenário. Para combatê-lo, o economista-chefe do FMI insistiu que os governos adotem medidas monetárias, fiscais e estruturais.

Obstfeld apontou ainda a instabilidade em países como a Síria, que vem levando milhões de refugiados para nações vizinhas e para a Europa. “Isso é um desastre humanitário”, disse, notando que a crise desafia a capacidade da UE de preservar abertas as suas fronteiras internas. Além disso, o terrorismo reforçou a tensão. Junto a outras pressões, o resultado tem sido um nacionalismo crescente. “Uma manifestação é a possibilidade real de que o Reino Unido saia da UE, causando danos a relações amplas de comércio e investimento.”

O FMI destaca o risco do retorno da turbulência financeira, afetando a confiança. Novas desvalorizações de moedas dos emergentes podem piorar os balanços das empresas desses países, e um declínio abrupto dos fluxos de capitais pode levar a uma rápida compressão da demanda doméstica.

Uma desaceleração mais forte da China também pode colocar em risco o cenário básico do FMI. O impacto ocorreria por meio do comércio, dos preços de commodities e da confiança. O resultado seria uma desaceleração global mais generalizada. O FMI trabalha com uma redução gradual do ritmo de crescimento da China, à medida que o país avança numa transição complexa, de uma economia com maior ênfase no investimento e na indústria para uma com mais peso no consumo e nos serviços.

Ainda assim, o crescimento esperado para o país asiático foi levemente revisado para cima em 2016 e 2017, de 6,3% para 6,5% e de 6% para 6,2%, pela ordem. As melhoras levam em contas as medidas de estímulo que foram anunciadas pelas autoridades chinesas. Em 2015, o país cresceu 6,9%.

Outra ameaça à economia global é um período prolongado de preços baixos do petróleo, diz o FMI. Isso pode desestabilizar ainda mais as perspectivas para os países exportadores dessa commodity.

Para os países desenvolvidos, o FMI espera um crescimento de 1,9% neste ano, um pouco abaixo dos 2,1% previstos em janeiro. Nos EUA, a expectativa é de expansão de 2,4%, idêntica à de 2015, e de modesta aceleração em 2017, para 2,5%. O fortalecimento dos balanços de empresas e da situação financeira das famílias vai estimular a demanda, que também terá ajuda do mercado imobiliário e do fato de que a política fiscal não será um peso sobre a atividade. “Essas forças devem compensar o impacto sobre as exportações líquidas [a diferença entre vendas e compras externas] do dólar forte e do enfraquecimento da indústria.”

Na zona do euro, baixo investimento, alto desemprego e problemas nos balanços de empresas e famílias afetam o crescimento, que deve ser de 1,5% neste ano e 1,6% em 2016. No Japão, as perspectivas não mais animadoras. Tanto o crescimento quanto a inflação têm ficado abaixo do esperado, refletindo especialmente uma forte queda no consumo privado. “O crescimento projetado deve ficar em 0,5% em 2016 antes de voltar ao terreno ligeiramente negativo em 2017, de -0,1%, à medida que o aumento esperado da alíquota do imposto sobre consumo entrar em vigor.” O FMI reduziu bem sua estimativa para o PIB japonês – em janeiro, o Fundo previa crescimento de 1% em 2016 e de 0,3% em 2017.

A situação não é das melhores na maior parte dos emergentes. A projeção para esses países foi reduzida de 4,3% para 4,1% neste ano e de 4,7% para 4,6% no ano que vem. Em 2015, a expansão foi de 4%.

Recessões profundas no Brasil e na Rússia também afetam as perspectivas para os emergentes, assim como o crescimento fraco em alguns países da América Latina e do Oriente Médio – especialmente aqueles afetados pela queda do petróleo e pela intensificação de conflitos e riscos à segurança.

No lado positivo, há a Índia. O país se beneficia de um crescimento forte e de renda real em alta, num cenário de preços de energia em queda, o que fortalece o consumo privado. A melhora da confiança e a recuperação da indústria devem levar a uma retomada do investimento. O país deve crescer 7,5% em 2016 e também em 2017.

Valor Econômico – 13/04/2016

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Exportações da China sobem em março pela primeira vez em nove meses

PEQUIM  –  As exportações da China denominadas em dólar avançaram pela primeira vez em nove meses em março, graças à base de comparação fraca no mesmo mês de 2015, de acordo com dados oficiais divulgados nesta quarta-feira.

As exportações cresceram 11,5% em março comparadas a um ano antes, depois de caírem por oito meses seguidos, informou a Administração Geral de Alfândegas da China.

O dado de março foi melhor que a queda de 25,4% registrada em fevereiro ante o mesmo mês de 2015 e também acima da mediana das previsões, de alta de 8,5%, feitas por 14 economistas consultados pelo “The Wall Street Journal”.

Já as importações em março declinaram 7,6% em relação a março de 2015, resultado melhor do que a queda de 13,8% observada em fevereiro e também do que o recuo de 10,4% previsto pelo grupo de economistas.

Com esse desempenho, a China registrou superávit comercial de US$ 29,8 bilhões em março, abaixo dos resultados de fevereiro e da previsão dos economistas, ambas em US$ 32,6 bilhões.

Em yuan

A Administração Geral das Alfândegas também divulgou nesta quarta-feira os dados da balança comercial em yuan, pelos quais as exportações da China cresceram 18,7% em março na comparação com o mesmo mês do ano anterior, após uma queda de 20,6% em fevereiro, em yuan.

As importações em yuan diminuíram 1,7% em março, ante igual mês do ano anterior, ante queda de 8,0% em fevereiro.

Já o superávit comercial do país estreitou em março para 194,6 bilhões de yuan, ante 209,5 bilhões de yuan em fevereiro.

(Dow Jones Newswires)/Valor Econômico – 13/04/2016

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Fundo diz que Brexit vai afetar toda a Europa

A eventual saída do Reino Unido da UE pode representar “grandes desafios” ao país e ao resto da Europa, segundo o FMI. Se os britânicos optarem pela chamada Brexit, as negociações sobre como ficarão as relações do Reino Unido com a UE deverão ser longas, resultando num extenso período de elevada incerteza, que pode afetar pesadamente a confiança e o investimento, com aumento da volatilidade no mercado financeiro.

O economista-chefe do FMI, Maurice Obstfeld, lembrou que, desde o começo dos anos 1970, a integração comercial e financeira do Reino Unido com a Europa continental aumentou progressivamente. “A saída do Reino Unido tenderia a perturbar e reduzir fluxos financeiros e comerciais, afetando benefícios fundamentais da integração e cooperação econômica, como os que resultam de economias de escala e especialização eficiente”, aponta o Fundo.

Em entrevista, Obstfeld disse que o FMI prepara estimativas mais detalhadas sobre uma eventual saída britânica da UE, observando, porém, que já há muita incertezas no momento sobre o resultado do referendo de junho pesando sobre a confiança e o investimento no Reino Unido. Se a opção for pela saída, haverá um processo de dois anos de renegociação que deve mudar o acesso do país à UE, o que tende a ter “um grande efeito no Reino Unido, nos parceiros europeus e em outros países que estão integrados no atual arranjo”, afirmou ele.

Valor Econômico – 13/04/2016

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Reforma deve sustentar economia

As reformas dos impostos sobre valor agregado da China vão ajudar a sustentar a economia e acelerar os ajustes estruturais, disse o vice-ministro das Finanças, Shi Yaobin, ontem à imprensa.

As declarações do vice-ministro visavam minimizar as preocupações de que as reformas podem alimentar a especulação imobiliária.

A China vai substituir um imposto corporativo por um de valor agregado em seus setores imobiliário, financeiro, de construção e de serviços de consumo a partir do dia 1º de maio, e o governo espera cortar mais de 500 bilhões de iuanes (cerca de US$ 77,32 bilhões) em impostos em 2016.

“Isso vai ajudar a estabilizar o crescimento econômico e também ajudará a melhorar as estruturas econômicas”, disse Shi em entrevista à imprensa. A reforma, lançada em 2012 como programa de teste, tem sido aplicada aos setores de transporte ferroviário, serviços postais, telecomunicações e alguns serviços. Desde então, já se reduziu mais de 600 bilhões de iuanes em encargos empresariais, acrescentou Shi.

Shi também minimizou as preocupações de que a reforma, que permitirá que empresas incluam imóveis no âmbito das deduções tributárias, vai levar a uma corrida de compra de propriedades.

Reações

No fechamento do mercado asiático de ontem, logo após as declarações de Shi, os principais índices acionários chineses caíram, pressionados pelas ações imobiliárias e de tecnologia, com investidores realizando os lucros da alta de mais de 1% da sessão anterior.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,36%, enquanto o índice de Xangai caiu 0,31%.

Enquanto isso, as ações do restante da região asiática subiram, lideradas pela recuperação das ações japonesas com os investidores caçando barganhas. Ao final do pregão, o índice MSCI que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão subia 0,76%.

O índice Nikkei do Japão, que recuou à mínima de dois meses na sexta-feira, reverteu as perdas de mais cedo na sessão e subiu mais de 1%, puxado, principalmente, pelos papéis do setor bancário.

DCI – 13/04/2016

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Ministro alemão diz que política do BCE põe em risco integração do bloco

A taxa de juros do Banco Central Europeu (BCE) em mínima recorde está causando “problemas extraordinários” para os bancos alemães e pensionistas, colocando em risco o apoio dos eleitores para a integração europeia, disse o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, em entrevista à Reuters.

Mas o ministro disse que seria errado culpar inteiramente o BCE pela situação, enfatizando que os bancos centrais sozinhos não deveriam ser os responsáveis por restaurar o crescimento econômico, pedindo o contrário, que a Europa siga com as reformas estruturais.

Políticos do campo conservador da chanceler Angela Merkel, do qual Schäuble faz parte, reclamam que os juros superbaixos do BCE estão criando “rombos” nas finanças dos poupadores e nos planos de aposentadoria dos pensionistas, com a queda dos rendimentos.

Schäuble sugeriu que eles alimentam os riscos de uma alta do euroceticismo na Alemanha, onde os eleitores migraram para a direita, com o Alternativa para a Alemanha, nas eleições estaduais do mês passado.

“É indiscutível que a política de juros baixos está causando problemas extraordinários para os bancos e para o setor financeiro como um todo na Alemanha”, disse. “Isto também se aplica às provisões para aposentadoria.”

“É por isso que eu sempre aponto que isso não fortalece, necessariamente, a disposição dos cidadãos para confiar na integração europeia”, disse na entrevista.

Decisões

Na reunião realizada no mês passado, entre as decisões política monetárias adotadas pelo BCE está a de reduzir a taxa de juro aplicável às operações principais de refinanciamento do Eurosistema em 5 pontos base, passando para 0,00%, com efeitos a partir da operação a liquidar em 16 de março deste ano.

O banco também reduziu a taxa de juro aplicável à facilidade permanente de cedência de liquidez em 5 pontos base, passando para 0,25%; e diminuiu a taxa de juro aplicável à facilidade permanente de depósito em 10 pontos base, passando para -0,40%.

A equipe também deliberou que as aquisições mensais realizadas ao abrigo do programa de compra de ativos aumentarão para 80 bilhões de euros, a partir de abril de 2016.

O BCE ainda adiantou que a partir de junho, será lançada uma nova série de quatro operações de refinanciamento de prazo alargado direcionadas (ORPA direcionadas II), cada uma delas com um prazo de quatro anos. As condições de financiamento no âmbito destas operações podem ser tão reduzidas quanto a taxa de juro aplicável à facilidade permanente de depósito.

Depois destas decisões, o membro do Conselho do banco François Villeroy avaliou que o BCE não tem mais medidas de política monetária não convencionais em formulação neste momento.

Villeroy disse que o Conselho do BCE apoiou sua última série de medidas excepcionais contra a inflação baixa com uma “larga maioria” na reunião do dia 10 de março. “Falar sobre mais medidas e algumas ainda mais convencionais não está na agenda hoje. Na do futuro, veremos”, disse Villeroy que também é presidente do banco central francês.

Grécia

Enquanto os gestores discutem como alavancar a economia do bloco, a Grécia segue sua saga em busca de novos empréstimos. Mas, por enquanto, os gregos não conseguiram alinhar o discurso com seus credores internacionais em reuniões que estavam sendo realizadas desde o final da semana passada.

Ontem, os credores internacionais da Grécia resolveram dar uma pausa em sua revisão das reformas gregas e decidiram que irão retomar as negociações sobre o que Atenas precisa fazer para conseguir mais empréstimos nas reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI) esta semana em Washington, disse a Comissão Europeia.

Sem um acordo entre a Grécia, os governos da zona do euro e o FMI, Atenas não pode receber novos empréstimos que precisa para pagar a dívida que vence em julho.

Um acordo sobre quais reformas o país precisa empreender para garantir os empréstimos também é um pré-requisito para o começo das negociações sobre um alívio da dívida grega.

“A presente missão de revisão terá uma pausa a partir de hoje [ontem] para permitir que os chefes de missão e as autoridades gregas participem das reuniões de primavera do FMI em Washington, e lá as discussões continuarão”, disse um porta-voz da Comissão Europeia.

DCI – 13/04/2016

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Redação On abril - 13 - 2016
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