Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 18 de Novembro de 2017






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Coluna

Os responsáveis

A economia brasileira enfrenta, no biênio 2015-2016, aquela que já é considerada a mais longa recessão de sua história. Na verdade, segundo o Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (Codace) da Fundação Getulio Vargas, a recessão começou no segundo trimestre de 2014, ano em que o Produto Interno Bruto (PIB) avançou 0,1%.

O PIB caminha para encolher 8% nestes dois anos. A renda per capita deve contrair 10%. E a recuperação, mesmo que o atual governo sobreviva ao impeachment e dê uma guinada ortodoxa na política econômica ou que um novo governo, com capital político, assuma e decida fazer tudo certinho, será bem lenta porque a desarrumação na área fiscal é grande. O país deve levar alguns anos para colocar a casa em ordem. A década atual está perdida.

Em 25 anos de redemocratização – 1985-2010 -, o Brasil estabilizou a política e a economia depois de passar por experimentos fracassados de controle de preços, decretar a moratória da dívida externa e tornar-se um pária no sistema de crédito internacional, confiscar os depósitos e a poupança da população, assistir à falência do Estado e conviver com inflação crônica e hiperinflação. Não resolver todos os problemas estruturais, mas criou as condições para crescer de forma mais rápida e, assim, começar a combater a pobreza e a diminuir as desigualdades sociais, chagas seculares de sua história.

Dilma, Mantega, Barbosa e Arno: os nomes da pior crise

Mas eis que, quando tudo parecia caminhar bem, um governo eleito democraticamente decidiu mudar o rumo das coisas, apenas porque suas convicções não estavam de acordo com uma política que, apesar de bem-sucedida, considerava “neoliberal”. Em apenas quatro anos, a nova administração demoliu a solidez fiscal, âncora do razoável sucesso obtido nos 12 anos anteriores e esteio da confiança de empresários e consumidores na economia.

O Brasil não entrou em crise por causa de fatores externos. A ruína, que em grande medida explica a instabilidade política, foi produzida aqui mesmo. Os principais responsáveis por isso são os seguintes cidadãos:

1. DILMA ROUSSEFF: ainda ministra das Minas e Energia, não se conformou com as opções feitas por Lula na economia. De tanto ouvir suas críticas, o chefe lhe pediu um plano alternativo, que nunca apareceu. Em 2005, promovida à chefe da Casa Civil, rejeitou proposta da área econômica para zerar o déficit público. No segundo mandato de Lula (2007-2010), criou um programa (o PAC) para aumentar a participação do Tesouro e das estatais em investimentos públicos. Incentivou o BNDES a adotar a política de campeãs nacionais, que consistia em escolher e financiar grandes empresas, com dinheiro subsidiado, para que elas se tornassem líderes mundiais. Foi a principal artífice da mudança do regime de exploração de petróleo, de concessão para partilha; da decisão que tornou a Petrobras a operadora única do pré-sal, com presença mínima em 30% do capital dos consórcios; e da política de conteúdo nacional, medidas que, combinadas, quebraram a estatal e paralisaram o setor no país. Em seu primeiro mandato, superindexou o salário mínimo à inflação e ao PIB; suspendeu a autonomia informal do Banco Central; admitiu inflação mais alta; fez intervenção desastrada no setor energético; congelou os preços dos combustíveis e abandonou a disciplina fiscal.

2. GUIDO MANTEGA: ministro da Fazenda mais longevo da história, emitiu os primeiros sinais de mudança em junho de 2007, quando operou para Lula fixar em 4,5% a meta de inflação de 2009, relevando o fato de o IPCA do ano anterior ter ficado em 3,6%, abaixo do alvo oficial. O mercado entendeu que o processo de desinflação terminara ali e que, portanto, não haveria espaço nos anos seguintes para redução dos juros. O ministro trabalhou intensamente nos bastidores para derrubar Henrique Meirelles do comando do BC e aproveitou a crise mundial de 2008 para expandir a oferta de crédito dos bancos estatais e reduzir, na marra, os spreads bancários. No primeiro mandato de Dilma, mesmo perdendo influência para Nelson Barbosa e Arno Augustin, pôs em prática medidas que solaparam de vez a disciplina fiscal, como o fim da exigência de que Estados e municípios cumprissem a meta fiscal e a concessão de desonerações tributárias para estimular o consumo a qualquer preço. Saiu do governo apontado como principal responsável pelo fracasso, a ponto de ser vaiado em locais públicos.

3. NELSON BARBOSA: foi o principal mentor da Nova Matriz Econômica, o conjunto de medidas concebido para relativizar o tripé de política econômica (superávit primário, câmbio flutuante e metas de inflação) e criar um “novo equilíbrio” – câmbio desvalorizado e juros baixos, no lugar de câmbio apreciado e juros altos. Crítico mordaz do ajuste realizado no primeiro mandato de Lula e adversário aberto da política monetária conduzida pelo BC, tirou proveito da crise de 2008 para pôr em prática a ideia que lhe é mais cara: a de que a expansão dos gastos públicos, com a consequente redução do superávit primário, faz o setor privado investir e acelerar a taxa de crescimento. Principal assessor de Dilma, esperou Lula deixar o governo para implodir a política “neoliberal”. À medida que a Nova Matriz dava errado, sugeria a diminuição do esforço fiscal. Quando o navio começou a emborcar, pulou fora, alegando divergência com o capitão, mas retornou um ano e meio depois. Como ministro do Planejamento, conspirou para tirar Joaquim Levy da Fazenda, o que acabou logrando um ano depois. Antes, entregou-lhe um corte no orçamento de R$ 69,9 bilhões para não dar R$ 70 bilhões; reduziu a meta de superávit; mandou ao Congresso proposta de orçamento deficitário – medidas que fizeram o país perder o selo de bom pagador de dívidas, obtido sete anos antes -; abriu a porteira para os Estados reduzirem o pagamento do que devem à União etc.

4. ARNO AUGUSTIN: passou despercebido no segundo mandato de Lula, mas, próximo de Dilma, assumiu enorme importância depois, ocupando o mesmo cargo (o de secretário do Tesouro). Nas reuniões com empresários e técnicos, defendeu de forma intransigente a fixação de taxas internas de retorno incompatíveis com o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos. É responsabilizado pela “contabilidade criativa”, manobra adotada para forjar o cumprimento da meta de superávit primário em 2012, e pelas “pedaladas fiscais”, a retenção de repasses de programas federais a bancos estatais, que se viram obrigados a bancar o gasto, descumprindo a Constituição, que veda o financiamento do Tesouro pelas estatais – o objetivo foi o mesmo: mascarar o esforço fiscal.

Cristiano Romero é editor-executivo e escreve às quartas-feiras

E-mail: cristiano.romero@valor.com.br

Valor Econômico – 13/04/2016

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Brasil pode voltar a crescer em 2017 com fim da crise política, diz FMI

A economia brasileira poderá retomar o crescimento em 2017, caso a o impasse político seja resolvido ao longo deste ano, afirma o FMI (Fundo Monetário Internacional).

Em seu relatório com projeções para a economia global lançado nesta terça (12), o fundo prevê que o PIB do país sofrerá contração de 3,8% em 2016, o mesmo recuo do ano passado, atingindo zero de crescimento em 2017, mas com possível viés de alta.

“Ao longo do tempo, o Brasil voltará a um estado bem mais normal e o crescimento deve voltar a ficar positivo em algum momento de 2017”, disse Oya Celasun, chefe da divisão de Estudos Mundiais do Fundo, em entrevista coletiva para o lançamento do relatório “Panorama Econômico Global”.

Quando o ambiente político no Brasil voltar ao normal as autoridades “terão tempo e espaço” para implementar as políticas necessárias, afirmou a economista.

“Num ambiente doméstico mais cômodo e potencialmente com algumas reformas estruturais, as condições estarão criadas para o retorno a taxas de crescimento bem mais normais”, disse Celasun. “O ponto é que a economia deve estabilizar e voltar a ter crescimento positivo em algum momento de 2017”.

Ela afirmou que é difícil distinguir entre razões políticas e econômicas para a recessão no Brasil.

“A recessão brasileira vem de uma confluência de fatores. Primeiro veio a queda nos preços das commodities, o que significou queda de receita para o Brasil. Houve um ajuste, com atraso, nos preços administrados, que pesaram na demanda. A confiança fraca, que vem da necessidade de um ajuste fiscal, e atrasos na articulação e implementação de um plano para isso. A incerteza política é parte deste mix, afetando a confiança”, disse a economista, acrescentando “o aperto das condições financeiras” como fator adicional de pressão.

Na entrevista coletiva, o economista-chefe do FMI, Maurice Obstfeld, chamou a atenção para a lenta recuperação da economia mundial e disse que não há motivo para alarme, mas preciso ficar alerta.

Quando o ambiente político no Brasil voltar ao normal as autoridades “terão tempo e espaço” para implementar as políticas necessárias, afirmou a economista.

“Num ambiente doméstico mais cômodo e potencialmente com algumas reformas estruturais, as condições estarão criadas para o retorno a taxas de crescimento bem mais normais”, disse Celasun. “O ponto é que a economia deve estabilizar e voltar a ter crescimento positivo em algum momento de 2017”.

Ela afirmou que é difícil distinguir entre razões políticas e econômicas para a recessão no Brasil.

“A recessão brasileira vem de uma confluência de fatores. Primeiro veio a queda nos preços das commodities, o que significou queda de receita para o Brasil. Houve um ajuste, com atraso, nos preços administrados, que pesaram na demanda. A confiança fraca, que vem da necessidade de um ajuste fiscal, e atrasos na articulação e implementação de um plano para isso. A incerteza política é parte deste mix, afetando a confiança”, disse a economista, acrescentando “o aperto das condições financeiras” como fator adicional de pressão.

Na entrevista coletiva, o economista-chefe do FMI, Maurice Obstfeld, chamou a atenção para a lenta recuperação da economia mundial e disse que não há motivo para alarme, mas preciso ficar alerta.

Folha de S.Paulo – 13/04/2016

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Ministério da Fazenda tenta reverter onda de decisões favoráveis aos Estados

O governo trava uma batalha para impedir uma onda de liminares favoráveis a Estados que querem suas dívidas corrigidas por juros simples (em vez dos compostos). O Supremo Tribunal Federal (STF) já acolheu (em caráter liminar) os pedidos de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Além disso, outros Estados, como Alagoas e Minas Gerais, seguem o mesmo caminho.

Nos bastidores, a avaliação é de que o Ministério da Fazenda terá dificuldades em reverter as liminares porque o STF estaria preocupado com o impacto da crise econômica sobre as finanças dos Estados. As liminares concedidas pelo STF modificam a forma de cálculo dos juros sobre a dívida dos Estados com o Tesouro Nacional e impedem que haja punições pelo menor pagamento.

No caso de Alagoas, o governador Renan Filho (PMDB) disse que vai entrar na Justiça porque haveria uma forte redução da dívida. “Todos os governos vão fazer isso. Não é questão de preferência. O governo que não entrar [na Justiça] está simplesmente considerando justo pagar juros compostos em vez de juros simples”, afirmou.

O governo de Minas Gerais encaminhou ao STF pedido de mandado de segurança para obter os mesmos benefícios de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. “Nossa expectativa é que a concessão da liminar saia já nos próximos dias”, disse o secretário da Casa Civil de Minas, Marco Antônio de Rezende Teixeira. Segundo ele, Goiás e Rio de Janeiro também devem entrar com pedidos semelhantes. O pedido feito pela equipe do governador mineiro Fernando Pimentel (PT), está sendo analisado pelo ministro Edson Fachin.

O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, já pediu ao presidente da Corte, Ricardo Lewandowski, que paute o julgamento final do tema o mais rápido possível. Mas o pleito vem num momento em que o Judiciário ainda está ressentido com a demora da Fazenda na aprovação do reajuste para os servidores e os cortes no orçamento do Judiciário. Nesta quarta-feira, Barbosa deve retornar ao STF para falar com o ministro Edson Fachin, que concedeu liminar favorável ao pleito do Rio Grande do Sul na noite de segunda-feira.

Ontem, o Ministério da Fazenda divulgou uma nota técnica para mostrar que a perda potencial de receita para a União com a decisão preliminar do STF poderia chegar a R$ 313 bilhões e que esses recursos “deverão ser, ao fim, providos por toda a sociedade brasileira”.

“Além disso, seria criada uma enorme distorção entre a remuneração da dívida da União e as dívidas dos Estados, com a primeira sendo calculada a partir de juros compostos e a segunda, com juros simples. Essa diferença poderá gerar, ao longo do tempo, custos ainda maiores para a União, prejudicando o equilíbrio financeiro entre todos os entes federados”, afirma a pasta.

Com a decisão do STF, o Tesouro Nacional está fazendo uma avaliação minuciosa de suas implicações na gestão da Dívida Pública Federal (DPF) e nas relações com entes federados quanto aos riscos para a eficiência e o equilíbrio do Sistema Financeiro Nacional. Mas uma coisa já é certa: o Tesouro deverá suspender a concessão de garantias aos empréstimos estaduais até a decisão do mérito pelo STF. Isso porque a medida afeta em R$ 30 bilhões a meta de superávit primário dos governos regionais neste ano.

Na avaliação do Ministério da Fazenda, os Estados já tiveram um alívio de suas dívidas com a Lei Complementar nº 148 (de 2014), que permitiu a troca de indexadores das dívidas e prevê que os descontos incidentes sobre os saldos devedores devam ser apurados usando “a variação acumulada da taxa Selic”.

Além disso, defende a Fazenda, há ampla literatura e deliberações de agentes econômicos públicos e privados baseadas na interpretação de que a “acumulação” a que se refere o texto legal trata-se de juros da forma composta, em especial porque a própria lei também determina que os encargos do contrato devem observar a mesma dinâmica prevista “para os títulos federais”, que são remunerados em termos compostos.

“Não bastassem os ganhos iniciais decorrentes da renegociação realizada em 1997, a aplicação da LC 148 nos termos defendidos pela União, ou seja, com juros compostos, também propicia descontos expressivos para todos os Estados”, afirma a Fazenda. O impacto dessa lei para a União, afirma a pasta, foi de R$ 43 bilhões no total.

Valor Econômico – 13/04/2016

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LDO deve apontar déficit primário de R$ 50 bi em 2017

Às vésperas do julgamento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff pela Câmara dos Deputados no próximo domingo, o governo deve enviar ao Congresso Nacional o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017 com a sinalização de um déficit primário por volta de R$ 50 bilhões.

A proposta, que obrigatoriamente tem de ser encaminhada aos parlamentares na sexta-feira, vai prever um meta de zero de superávit primário das contas do chamado Governo Central, mas contará com a possibilidade de um volume de abatimento da meta em torno desse valor, segundo apurou o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado. Além de definir a meta fiscal, a LDO dá as orientações para a elaboração do Orçamento do próximo ano.

O abatimento é uma regra que permite o governo fazer uma resultado pior do que a meta fiscal fixada, descontando a frustração de receitas ou despesas específicas, e mesmo assim ela considerada cumprida.

O montante de R$ 50 bilhões corresponde a cerca de metade do resultado fiscal previsto para este ano, que é de déficit de R$ 96 bilhões. O número ainda está em discussão e poderá sofrer mudanças ao longo da semana pela Junta Orçamentária, que reúne os ministros Nelson Barbosa (Fazenda), Jaques Wagner (Casa Civil) e Valdir Simão (Planejamento).

Mas a tendência é que gire em torno de R$ 50 bilhões, a depender das receitas incluídas na lista que poderão ser abatidas da meta, para acomodar uma frustração de arrecadação no ano que vem.

Segundo uma fonte da área econômica, cenários ainda estão sendo avaliados, principalmente porque a crise política complica o quadro econômico. A coincidência de calendário a poucos dias da votação do impeachment é um complicador a mais. A discussão na Junta está atrasada por conta das negociações do governo para barrar o impeachment.

Complexidade. A LDO de 2017 indicará um cenário ainda muito complexo de fraco desempenho da arrecadação de impostos e tributos federais.

O Palácio do Planalto avalia politicamente como encaminhará o projeto da LDO de 2017, mas a tendência é que seja mantido o rito de publicar e entregar o material no Congresso, mesmo com o impeachment da presidente Dilma sendo discutido no plenário da Câmara. A avaliação é que a peça contém ao menos uma notícia positiva: o reajuste do salário mínimo.

O déficit que irá embutido na peça será tratado como uma oportunidade para pedir a cooperação dos deputados e senadores, no sentido de não votarem “pautas-bomba”. A ideia é creditar o saldo negativo à crise política.

O governo poderá fixar na LDO um porcentual de gastos em relação ao Produto Interno Bruto, em valores nominais. Também seriam definidos gatilhos com medidas que podem ser acionadas para corrigir os desvios em relação ao teto do gasto.
A ideia é incluir essas regras na LDO de 2017, mesmo que o projeto de reforma fiscal, enviado ao Congresso no mês passado e que estabelece uma regra de limite para o crescimento das despesas, não tenha sido aprovado.

Valor Econômico – 13/04/2016

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Transporte e energia elétrica pressionam menos e ajudam a reduzir inflação do idoso

asolina e eletricidade mais baratas levaram ao enfraquecimento da inflação do idoso nos primeiros três meses do ano. O Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i) desacelerou de 2,87% para 2,72% entre o quarto trimestre do ano passado e o primeiro trimestre deste ano, informou ontem a Fundação Getulio Vargas. No acumulado em 12 meses o indicador cedeu de 11,13%, em dezembro, para 9,60% em março. Estão previstas taxas de inflação menores em preços administrados e de alimentos, disse o superintendente adjunto de Inflação do Ibre/FGV, Salomão Quadros. Ele prevê desaceleração da taxa, mesmo com impactos relevantes no orçamento do idoso previstos para o período, como reajustes de medicamentos e planos de saúde.

O índice mede a variação da cesta de consumo de famílias majoritariamente compostas por pessoas com mais de 60 anos de idade. Do quarto trimestre de 2015 para o primeiro deste ano, três das oito classes de despesa subiram menos. Em transportes a taxa baixou de 4,52% para 2,87%, graças à gasolina, que desacelerou de 9,78% para 2,55% entre os trimestres.

Houve, ainda, taxas de inflação menores em habitação (1,75% para 1,50%) e vestuário (1,99% para 0,27%). Estas classes de despesa foram influenciadas, respectivamente, por queda e desaceleração nos preços de tarifa de eletricidade residencial (3,81% para -3,08%) e de roupas (2,22% para 0,30%), respectivamente.

Há boas chances de gasolina e eletricidade continuarem a reduzir a pressão. No caso da gasolina, Quadros lembrou que, nos próximos meses, ocorre recuo sazonal no preço do álcool devido ao período de safra de cana-de açúcar. O álcool é usado na composição da gasolina, lembrou ele. Já no caso de eletricidade, Quadros citou o recente anúncio da Agência Nacional de Energia Elétrica sobre bandeira tarifária, que aplica cobrança extra nas contas, e sai da cor amarela para a verde em abril. Ou seja, com a mudança, não haverá custo adicional para os consumidores.

Além disso, o especialista da fundação lembrou que o segundo trimestre é, historicamente, conhecido como de quedas e desacelerações nos preços dos alimentos in natura. O período conta com clima mais favorável à oferta deste tipo de produto.

Valor Econômico – 13/04/2016

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Poder da moeda local cai mais de 80% desde o Plano Real

Uma nota de R$ 100 guardada no cofre em julho de 1994 tem poder aquisitivo equivalente a R$ 18,59 atualmente, ou seja, uma perda de poder de compra de 81,41% desde o início do Plano Real em 1994 até 31 de março de 2016.

O estudo foi divulgado ontem pelo Instituto Assaf e mostra perda de mais de 80% no poder aquisitivo da moeda brasileira. Os valores foram calculados com base no valor presente do dinheiro ao longo do tempo e descontado pela taxa de inflação oficial acumulada em cada período a partir de julho de 1994.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – registrou inflação acumulada de 437,79%%, considerando o período do Plano Real (1º/7/1994 a março de 2016).

Por esse cálculo, uma nota de R$ 50 guardada em 1994 teria valor hoje de R$ 9,30. A cédula de R$ 10 esquecida numa gaveta teria poder aquisitivo de apenas R$ 1,86. Nessa mesma premissa, a nota de R$ 5 teria o valor de compra atualizado em R$ 0,93. E por fim, a cédula de R$ 1 valeria R$ 0,19.

Valor Econômico – 13/04/2016

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Abecip: taxa de juro a 10% será ponto onde veremos o crédito ser retomado

A produção de crédito para o mercado imobiliário pode retomar patamares importantes, ao redor de R$ 70 bilhões a R$ 80 bilhões ao ano, com retração da taxa Selic para 10% a 11%. A opinião é do presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Gilberto Duarte. A projeção se baseia, segundo ele, na tese de que com o juro nesses níveis, a poupança volta a competir com os fundos de tíquetes menores, entre R$ 50 mil a R$ 100 mil, considerando os custos com taxa de administração e imposto sobre o ganho.

“Nesse momento o fluxo da poupança volta e pode irrigar o mercado imobiliário”, disse em conversa com jornalistas no evento Summit Imobiliário, realizado pelo Estadão em parceria com o Secovi-SP. Duarte considera que com a taxa de 12,3% projetada para o ano que vem, já existe potencial para boa melhora do mercado.

O dirigente avalia que também a oferta de funding por meio de instrumentos como as letras de crédito imobiliário (LCI) tendem a ser incentivados com a queda do juro para 10% a 11%, já que por conta da isenção a demanda aumenta e, ao mesmo tempo, proporciona oportunidade aos tomadores de recursos a um custo mais baixo. “O impacto desse funding em termos de custo foi muito grande quando a taxa Selic atravessou o patamar de 14%”, disse.

Sobre um potencial fim da isenção da LCI, ele remeteu à criação da Letra Imobiliária Garantida (LIG), que diz ser um instrumento mais avançado em termos de garantia. Duarte aposta que o instrumento será regulado antes do final de 2016. “Temos discutido com o Banco Central, que tem interesse de regular esse mercado”, afirmou.

Duarte não considera que o mercado de crédito esteja estagnado em termos de funding. “O mercado está rodando, mesmo com o recurso a 14%, porque existem amortizações e portanto liberação de poupança”, pontuou. “O mix é que importa”, disse.

De toda a forma, Duarte pondera que nesse momento não seria o ideal que o crédito voltasse aos patamares de R$ 100 bilhões a R$ 110 bilhões em concessões de financiamento imobiliário. “Não seria sadio, porque os custos das incorporadoras estouraram. Para o mercado ficar sadio, não é preciso voltar a esses patamares”, destacou.

O Estado de S.Paulo – 13/04/2016

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Loyola vê ‘otimismo cauteloso’ sob impeachment
A reação dos mercados financeiros à eventual aprovação do impeachment da presidente Dilma Rousseff deve ser de “otimismo cauteloso”, na opinião do ex-presidente do Banco Central e atual sócio da consultoria Tendências Gustavo Loyola. “É otimista, por causa da percepção de que Dilma não tem a mínima condição de governar”, afirma. “Mas é cauteloso porque ninguém sabe qual será a política econômica do [Michel]Temer.

Loyola diz que, embora Temer esteja fazendo um discurso de retomada de uma política fiscalmente responsável, mais pró-mercado, não se sabe quanto apoio ele terá no Congresso. “Ele terá maioria qualificada para fazer uma reforma da Previdência?”, observa. “E ninguém pode antecipar sequelas do impeachment: a Câmara continuará tendo o Eduardo Cunha e o Senado, o Renan Calheiros? A Lava-Jato, prosseguirá?”, acrescenta, lembrando ainda que existe o processo que corre no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que pode vir a inviabilizar a permanência de Temer no Congresso. “Diante disso tudo, acredito que o mercado deva ir para o lado mais cauteloso”, afirma. Nesse cenário, pode haver alguma melhora adicional na bolsa. Mas, para o câmbio, a atuação do Banco Central terá peso importante no comportamento da cotação, afirma.

Para Loyola, por causa dessas questões, é importante que, caso o impeachment seja aprovado, o próximo governo apresente rapidamente tanto uma carta de intenções e também anuncie nomes de peso para a equipe econômica. “O próximo governo tem de estabelecer rapidamente diálogo com agentes econômicos e tentar implementar ajustes”, afirma, reforçando que são as ações fiscais as mais esperadas. “É preciso endereçar várias coisas, mas no campo da economia, o novo governo tem que se comprometer com um ajuste fiscal. E o nome da equipe é uma forma de mostrar esse compromisso.”

Loyola reconhece que o avanço na direção do ajuste não é fácil, especialmente porque esbarrará em medidas impopulares, como a reforma da Previdência. Mas ele reforça que é fundamental que se mostre o esforço por um avanço na direção correta. “Não há ilusão de que é fácil fazer, mas a questão é ver as coisas acontecerem, ainda que gradualmente, como forma de reconquistar a confiança”, diz.

Ele lembra que, hoje, o país tem perspectiva negativa pelas três agências de risco e que seria importante mudar o cenário a ponto de, pelo menos, alterar esse viés para a nota do país. Outro ponto importante seria a retomada da agenda de concessões. “São coisas que podem reverter as expectativas e abrir espaço para algum crescimento econômico”, diz.

Já a permanência de Dilma Rousseff deve ser um evento negativo, capaz de fazer o dólar subir para cima dos R$ 4,00. “Não descartaria ver o dólar em R$ 4,50, a depender da condução da política econômica após o processo”, diz. Esse cenário, diz Loyola, pode impor uma alta de juros pelo Banco Central para responder tanto à pressão que a desvalorização do câmbio teria sobre a inflação como à deterioração das expectativas que o evento por si só provocaria. “Mas é bom lembrar que uma vitória de Dilma nesse processo não encerraria o assunto, porque há outros pedidos na fila”, diz.

Loyola considera que a permanência de Dilma no governo pode piorar de forma expressiva os preços dos ativos porque a expectativa é que haja uma guinada à esquerda mais clara da política econômica. “A percepção é de que haverá uma degradação da política econômica, que já é ruim”, afirma. “O receio é que a responsabilidade fiscal seja ferida de morte. E o próprio Lula tem dito que é preciso mudar a política”, afirma. “Acho que o governo fez uma opção clara pela esquerda, pelas raízes do partido. A questão é que ela não tem base política para aprovar medidas mais heterodoxas.”
Valor Econômico – 13/04/2016

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Juro do cheque especial chega até 13% ao mês

O uso do dinheiro disponibilizado aos correntistas por meio de cheque especial ficou mais caro em abril nos dois bancos públicos – Caixa Econômica Federal (CEF) e Banco do Brasil (BB) – entre sete instituições pesquisadas pelo Procon de São Paulo.

De acordo com dados do órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, na Caixa a taxa de juros subiu de 12,29% para 12,59% ao mês e no Banco do Brasil a variação foi de 11,99% para 12,09%.

Na média, a taxa cobrada no cheque especial ficou em 13,08%, o que significa uma elevação de 0,06% sobre o índice do último mês de março, que apresentou 13,02%.

Já na modalidade de empréstimo pessoal, os juros ficaram estáveis nos sete bancos com a taxa média em 6,48%.

Variação de juros

No Banco Santander, a taxa sobre o empréstimo pessoal permaneceu em 8,49%; no HSBC, 7,3%; no Bradesco, 6,67%; no Itaú, 6,43%; na Caixa, 5,5%; no Banco do Brasil, 5,6%, e no Safra, 5,4% no período analisado.

Já em relação ao cheque especial, houve as seguintes variações: o banco Santander apresentou 14,95%; no HSBC, 14,67%; no Bradesco 12,63%; no Itaú, 12,61%; na Caixa Econômica Federal foi de 12,59%; no Banco do Brasil, 12,09% e no Safra, 12% ao mês. Em sua nota técnica, a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) alerta ao consumidor para que fique atento aos custos sobre a utilização tanto do cheque especial quanto do empréstimo.

Observa também que o valor final a ser pago aos bancos pode ser maior do que os rendimentos de diversas aplicações financeiras, principalmente, aos da poupança.

Diante dessa variação mensal dos juros, os analistas da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor recomendam que é mais vantajoso para quem tem essas aplicações fazer a retirada das reservas aplicadas para o pagamento de dívidas do que recorrer às linhas de crédito dos bancos.

DCI – 13/04/2016

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Redação On abril - 13 - 2016
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