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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017






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Custo da cesta básica sobe em 16 capitais e recua em 11

O preço da cesta básica subiu em 16 capitais brasileiras e caiu em outras 11 no mês passado, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Os maiores aumentos ocorreram em Vitória (4,19%), Palmas (3,41%) e Salvador (3,22%). Manaus (-12,87%) e Boa Vista (-7,05%) tiveram as maiores quedas.

Brasília (R$ 444,74), São Paulo (R$ 444,11) e Florianópolis (R$ 441,06) foram as capitais com o preço médio mais alto. Os menores valores ficaram com Natal (R$ 325,98), Maceió (R$ 342,55) e Rio Branco (R$ 342,66).

No primeiro trimestre, as maiores altas acumuladas foram observadas em Belém (17,60%), Aracaju (14,25%), Goiânia (12,77%) e Fortaleza (12,72%). O único recuo foi registrado em Porto Alegre (-0,82%).

O Dieese calcula também quantas horas de trabalho foram, em média, necessárias para comprar uma cesta básica. Em março, esse número ficou em 96 horas e 24 minutos, contra as 96 horas e 37 minutos do mês anterior.

A entidade calcula que o salário mínimo deveria ser de R$ 3.736,26, ou 4,25 vezes mais do que o mínimo de R$ 880,00, para suprir as despesas de uma família de quatro pessoas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Em fevereiro, o valor estava em R$ 3.725,01, ou 4,23 vezes o piso.

O Dieese aponta que “em março, houve predominância de alta nos produtos da cesta nas capitais do Brasil, com destaque para o feijão, manteiga, leite, café em pó, açúcar e batata”. Já o tomate teve queda na maior parte das capitais.

O feijão subiu em 26 cidades, seguido por manteiga (25), café em pó (24) e açúcar (23). A batata subiu em todas as capitais do Centro-Sul em que é pesquisada. O tomate teve preço menor do que em fevereiro em 18 das 27 capitais.

Valor Econômico – 12/04/2016

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Inflação pelo IPC-Fipe abranda para 0,94% na primeira medição de abril

SÃO PAULO  –  A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) teve pequena desaceleração do fim de março para o início de abril, de 0,97% para 0,94%.

Essa taxa menor deve-se a um aumento menos pronunciado em Habitação (de 0,50% para 0,38%) e Despesas pessoais (1,17% para 0,90%).

O aumento em Alimentação e Vestuário, porém, impediu um recuo maior da taxa no período. O primeiro grupo subiu de 1,87% para 1,99% e foi responsável por 0,48 ponto percentual, ou mais da metade, da inflação do IPC-Fipe na primeira quadrissemana deste mês. Vestuário saiu de 1,47% para 1,67% de elevação. Outras duas altas, mas menos intensas, ocorreram em Transportes (0,37% para 0,39%) e Saúde (0,71% para 0,73%). Educação repetiu a taxa positiva de 0,15%.

O IPC-Fipe mede a inflação para famílias que ganham até dez salários mínimos mensais na cidade de São Paulo.

Valor Econômico – 12/04/2016

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Mercado já vê inflação abaixo do teto da meta em 2017

As expectativas dos economistas para a inflação continuaram a melhorar na semana passada e agora o mercado vê a taxa do próximo ano abaixo do teto estipulado para o período. Enquanto isso, as previsões para a atividade econômica foram no sentido contrário e continuaram a piorar, de acordo com o boletim Focus, divulgado ontem pelo Banco Central. A mediana das previsões para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para este ano caiu pela quinta semana consecutiva, de 7,28% para 7,14%. E a mediana para 2017 recuou para 5,95% após oito semanas estacionada em 6%. Assim, pela primeira vez em dois meses os economistas acreditam que a inflação do ano que vem ficará abaixo do teto da meta estipulada para o período, de 6%. A meta para 2016 é de 6,5%.

No Focus, a estimativa para o IPCA de 12 meses também caiu, de 6,48% para 6,43%. Entre os analistas Top 5, os que mais acertam as previsões, a mediana para o IPCA deste ano caiu de 7,18% para 7,06%, mas a de 2017 seguiu em 6,20%. A inflação começa a sentir com mais intensidade o efeito da recessão econômica sobre os preços. Na sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA de março subiu 0,43%, menos que o 0,45% esperado. A inflação de serviços, mais resistente, acumulou em torno de 7,70% no período, excluídas as passagens aéreas, item retirado do cálculo por ser muito volátil. Para economistas consultados pelo Valor, enfim há sinais de que a forte queda da demanda doméstica está chegando aos preços.

Enquanto isso, as expectativas para a atividade pioram. No Focus, a mediana das estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) caiu pela 12ª semana consecutiva, de retração 3,73% para queda de 3,77%. Para 2017 a estimativa segue em aumento de apenas 0,30%.

A queda na expectativa de inflação para 2017 foi acompanhada de um recuo na aposta para os juros no período. O Focus mostra que os economistas esperam um recuo dos atuais 14,25% para 13,75% até o fim deste ano, igual à estimativa da semana anterior. A Selic continuaria a recuar até chegar a 12,25% no fim de 2017, ante 12,50% previstos na semana anterior. Depois de fazerem um corte expressivo nas estimativas para os juros, os analistas Top 5 ajustaram suas previsões para cima: de 13,25% para 13,75% em 2016 e de 11,75% para 12,25% em 2017.

As previsões para o resultado primário do setor público consolidado (União, Estados, municípios, estatais e Banco Central) pioraram na última semana. Para 2016, a mediana das expectativas é de déficit equivalente a 1,60% do Produto Interno Bruto (PIB), ante previsão anterior de -1,50%. Para 2017, a previsão é de menos 1,10% do PIB, de menos 1% previsto na semana anterior. A expectativa para 2018 seguiu em -0,50% e, para 2019 e 2020, em 1% do PIB. Em 12 meses até fevereiro, dado mais recente, o setor público consolidado teve déficit de 2,11% do PIB, percentual recorde. Oficialmente, a meta do governo é ter superávit de R$ 30,5 bilhões, ou 0,5% do PIB, sendo R$ 24 bilhões do governo central. No entanto, o governo enviou ao Congresso um projeto pedindo uma redução para R$ 2,756 bilhões na meta para o governo central e mais um abatimento de R$ 99,45 bilhões, o que permitiria um resultado negativo de R$ 96,65 bilhões, ou 1,55% do PIB neste ano.

Valor Econômico – 12/04/2016

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Projeto vai propor salário mínimo de R$ 946 em 2017

O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017, que será encaminhado ao Congresso até o fim da semana, deverá prever um aumento do salário mínimo dos atuais R$ 880 para R$ 946. Não haverá ganho real. O reajuste teria como base apenas a inflação acumulada, o INPC.

No projeto, o governo vai propor um resultado primário igual a zero para o ano que vem. Com o Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços) em queda livre atualmente, os técnicos não veem condição para que a arrecadação tributária se recupere a ponto de permitir uma poupança para o pagamento de juros da dívida pública já em 2017. O projeto trará, portanto, uma cláusula pela qual uma frustração nas receitas possa ser abatida do resultado, fazendo com que o valor se transforme num déficit.

QUATRO ANOS SEGUIDOS DE DÉFICIT FISCAL
Com isso, as contas públicas ficarão no vermelho pelo quarto ano consecutivo. Em 2014, o rombo do setor público foi de R$ 32,5 bilhões. Em 2015, o déficit subiu para R$ 111,2 bilhões por causa do pagamento das “pedaladas fiscais” (atrasos nos repasses de recursos do Tesouro para bancos públicos e para o FGTS). Este ano, o governo já pediu ao Congresso autorização para que o déficit nas contas públicas possa chegar a quase R$ 100 bilhões.

Além disso, os técnicos da área econômica afirmam que o governo estuda a possibilidade de fixar, já na próxima LDO, um teto para os gastos públicos com mecanismos automáticos de ajuste caso ele não seja atingido. Embora o governo já tenha encaminhado ao Congresso um projeto de lei propondo a fixação de um teto para os gastos, a pauta econômica está parada e essa medida dificilmente será aprovada no Legislativo antes do dia 15.

A proposta deverá manter os parâmetros atuais para o crescimento do PIB e a trajetória da inflação. A equipe econômica trabalha com uma projeção de alta de 1% para a economia e um IPCA de 6% em 2017.

O Globo – 12/04/2016

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Bancos estariam subestimando inadimplência, diz agência de risco

Os bancos brasileiros podem estar subestimando a inadimplência com o aumento da reestruturações dos empréstimos, segundo a agência de risco Moody’s.

O aumento da cobertura de provisões pelas instituições financeiras também foi alvo de ressalvas da agência.

Segundo a Moody’s, a reestruturação de empréstimos subiu 37% em 2015 na comparação com 2014. O aumento foi impulsionado por um crescimento tanto da inadimplência total quanto da pré-inadimplência (com atrasos hoje inferior a 90 dias) em diferentes classes de empréstimos. Isso levou os principais bancos do país a mudarem os termos de seus empréstimos.

“Embora o risco de ativos dos bancos pareça administrável com base nas taxas de inadimplência publicadas, a perspectiva é mais complicada quando se leva em consideração o elevado montante de empréstimos reestruturados”, afirmou o analista da Moody’s Farooq Khan.

“O aumento das reestruturações pode mascarar o crescimento da inadimplência e também aponta para um declínio da cobertura com provisões.”

A Moody’s ressaltou que, quando se leva em consideração os números divulgados, o aumento da reestruturação de empréstimos nos bancos levaria a uma elevação de 1,8 ponto percentual no índice de inadimplência de mais de 90 dias em dezembro de 2015 e apontaria para um declínio de 0,6 ponto percentual na cobertura com provisões no mesmo período.

A agência também espera um PIB negativo para este ano, o que pode aumentar o calote.

Especialistas consultados pela reportagem, no entanto, não acreditam que a inadimplência no país esteja subestimada. O economista da consultoria Lopes Filho João Augusto Salles disse que o movimento feito pelos bancos é uma prática comum e necessária para evitar a “quebradeira” geral das empresas.

“Agora, renegociar os empréstimos é bom para os bancos? Não. Mas, é melhor que uma inadimplência sem controle”, disse Salles.

O analista da Austin Asis Luiz Miguel Santacreu disse que, é preciso avaliar, a cada trimestre, a evolução da inadimplência, do provisionamento e as renegociações, para se ter a correta dimensão do tamanho do calote no país.

“Se não ocorressem as renegociações de dívidas, a inadimplência poderia estar pior. Os bancos já provisionaram recursos além do previsto pelo Banco Central para mitigar o risco”, afirmou.

Folha de S.Paulo – 12/04/2016

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Por ‘agenda positiva’, governo quer anunciar medidas de impulso à economia

Sob a batuta do ex-presidente Lula, o governo mobiliza os ministérios para desengavetar todas as medidas que possam criar um cenário positivo às vésperas da votação do afastamento da presidente Dilma Rousseff. A estratégia traçada pelo Palácio do Planalto é o atendimento de pleitos de setores que, até agora, não encontravam eco no governo para suas demandas. Agora, estão sendo analisadas, a toque de caixa, mesmo com um rombo nas contas públicas que pode chegar a R$ 100 bilhões este ano. O plano seria por em prática várias medidas esta semana. Nem todas, porém, serão divulgadas.

As edições do Diário Oficial da União nos próximos dias, dizem técnicos da área econômica do governo, será o melhor termômetro desse movimento. Além de aumentar o espaço para mais gastos no projeto de revisão da meta fiscal deste ano, o governo trabalha para elevar o remanejamento das despesas do Orçamento e, dessa forma, atender a pleitos mais específicos.

Na área econômica, essa movimentação ganhou o apelido de “pacotão do impeachment”. Há, porém, uma grande preocupação com o impacto do custo das medidas para as contas públicas. Técnicos estão preocupados em referendar essas ações, que podem depois ser questionadas pelos órgãos de controle.

O Estado apurou que servidores do Tesouro Nacional manifestam desconforto com a iniciativa. Eles querem evitar o que ocorreu com as “pedaladas fiscais”, manobras feitas para maquiar o resultado das contas públicas que foram condenadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Servidores do órgão sofreram processo de responsabilização pelo tribunal e poderão ser punidos em julgamento que ainda não terminou.

Negociação. Em uma das frentes, o governo negocia com parlamentares a flexibilização de exigências cobradas pelo Ministério da Fazenda para conceder alívio no caixa dos Estados, que pode chegar a R$ 45 bilhões nos próximos três anos. As contrapartidas são justamente as medidas que os governadores teriam de adotar para controlar gastos com pessoal. Por pressão de sindicatos, a bancada do PT apresentou emendas que desfiguram o projeto do governo. O medo era perder apoio em setores da população que tradicionalmente são aliados do partido.

A equipe econômica estuda injetar mais recursos no microcrédito, com a liberação de parcela do compulsório – dinheiro que os bancos são obrigados a deixar no BC – para crédito a pequenas empresas. Atualmente, os bancos são obrigados a destinar 2% dos depósitos à vista a esse tipo de operação. A maior parte, porém, não aplica o mínimo exigido por lei, sendo punida com retenção do dinheiro no BC. Banco do Brasil, Caixa e Banco do Nordeste concentram a maior parte das operações.

Segundo o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, com a ampliação da exigência para 4% e novas regras para definir os tomadores (com aumento do teto de faturamento para R$ 360 mil dos atuais R$ 120 mil por ano), haverá um incremento de até R$ 3 bilhões. Outros R$ 5 bilhões devem vir de uma nova linha para capital de giro, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do Fundo PIS/Pasep.

Especialista em contas públicas, o economista-chefe da corretora Tullett Prebon, Fernando Montero, observa os sinais de afrouxamento fiscal, embora ainda veja alguma resistência na Fazenda. “Mas sem dúvida, sim, há esse movimento. Até secretários de Fazenda dos Estados posicionam-se contra dar a folga agora e discutir as contrapartidas depois”, diz.

O economista Mansueto Almeida avalia que a crise do impeachment está dificultando cortes adicionais em programas do governo. Mas sua preocupação maior é com transferência de custos para outras esferas, como o FGTS, que podem se transformar em mais esqueleto fiscal no futuro. “O governo não tem condições de fazer política anticíclica com a trajetória explosiva da dívida.”

O Estado de S.Paulo – 12/04/2016

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Coluna

O dia seguinte para Lula e Michel Temer

Valor Econômico – Raymundo Costa – 12/04/2016

Bem antes da votação, o PT previa ontem perder por cinco a seis votos de diferença na comissão do impeachment, mas considerava ter mais chances no plenário da Câmara dos Deputados. O governo acredita que hoje tem mais que os 171 votos necessários, com tranquilidade. Mas nada indica que chegue assim à votação. Na melhor das contas do Palácio do Planalto, a presidente Dilma escapa do impeachment por algo entre 20 e 30 votos. É pouco e dá alento ao pior cenário pós-impeachment: se Dilma vencer no plenário por vantagem ligeira, a crise continua porque ela não governa, mesmo tendo Lula a tiracolo; se a oposição ganhar o impeachment e ela sair, acende os movimentos sociais.

É o quadro de vésperas de votação da autorização para o julgamento da presidente Dilma Rousseff no Senado. Mas o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Michel Temer trabalham para reverter o cenário do caos. Não há uma empreitada mais fácil que a outra. Para o PMDB o impeachment é um atalho para Temer chegar aonde dificilmente chegaria, em condições naturais; para Lula, uma possibilidade para repor o PT no jogo eleitoral de 2018.

Segundo um integrante do grupo palaciano que traça e executa as estratégias para combater o impeachment, a sobrevivência de Dilma deve ser seguida por uma série de ações a ser cuidadosamente embalada como “o início do segundo mandato da Dilma e a 5ª chance do PT” – as outras quatro foram as duas eleições de Lula e as duas de Dilma. É tratado também como “a 3ª chance da Dilma”, mas na prática, se houver uma nova oportunidade, ela parece mais com o início de um 3º mandato de Lula – o objetivo do grupo é isolar a presidente.

Dilma não é a culpada de tudo, mas é a grande culpada, do ponto de vista do PT e de Lula, pela situação a que chegou o projeto de poder do partido. Não se trata de conversa para separar Dilma de Lula, como costuma reagir o PT. É fato. A ideia é que o próprio Lula e os ministros Jaques Wagner (chefe de gabinete da Presidência) e o ministro Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) façam a contenção da presidente. Para Lula governar um novo governo.

Foi Dilma quem foi atrás de Lula, quando viu que as chances do impeachment no Congresso eram reais. Lula nunca pensou em ser ministro, mas também não disse não à primeira investida. Pesava, é claro, o foro privilegiado que impediria o juiz Sergio Moro de decretar sua prisão. Lula ainda foi aconselhado a responder prontamente, pois se a notícia vazasse não teria outra alternativa a não ser aceitar. Nem deu tempo: no dia seguinte, o convite estava nos jornais. Vazado pela entourage da presidente. A eventual recusa de Lula significaria que até ele abandonara Dilma à própria sorte. Moral da história: Lula e seu grupo podem até pensar na interdição branca da presidente, mas o episódio demonstra que ela também sabe manobrar para conseguir o que quer.

A atual equipe econômica pode ficar por um período de transição, mas será trocada. Esse será o primeiro desafio de Lula: convencer os movimentos sociais que é preciso fazer sacrifício agora para ter chance em 2018. É possível que alguns movimentos aceitem “alguma restrição”, segundo um próximo de Lula, mas será preciso virar o disco e falar mais de investimento e menos de ajuste. “A centralidade das ações tem de ser o emprego”, diz um dos interlocutores entre Lula e o movimento social.

Discute-se um reajuste do bolsa família. É ideia outra vez usar os bancos públicos para irrigar o crédito, estimular a renovação de 15% da frota nacional de carros e retomar as obras paradas do Minha Casa Minha Vida. “Só não pode ser de pinguinho em pinguinho”, mas com alguma escala que dê discurso eleitoral para o PT em 2018. Talvez isso possa satisfazer os movimentos sociais. Talvez não. “Quem está saindo na rua para botar a cara e defender o governo não aceitará o enforcamento depois que não passar o impeachment, nem o Lula segura”, diz um petista com amplo trânsito nos movimentos sociais, sindicatos e centrais sindicais.

Lula tem muito para fazer em pouco tempo. O ex-presidente quer reunir com mais frequência e dar mais efetividade ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). Também quer mexer na política externa, que foi uma das marcas de seus governos, mas que agora considera “muito acanhada”. Enquanto o vice Michel Temer expurgou de seu dicionário a palavra “revanchismo”, nos arredores do lulismo se diz que “engana-se quem acha que a Lava-Jato pega o PT e acabou”.

Lula tem em mente a reforma política, uma evidência da crise. Mas a reforma de que fala o PT é a mesma que até hoje não conseguiu ganhar espaço algum no Congresso. A reforma não consta dos pontos fundamentais já reconhecidos de um eventual governo Temer: reconstrução nacional; fim da reeleição; não interferência nas eleições municipais; um ministério surpreendente; garantia de que não haverá perseguição política.

Temer promete preparar o terreno e fazer os ajustes necessários para que o governo a ser eleito em 2018 tenha condições efetivas de recuperar o país. Trata-se de uma agenda indigesta, mas o raciocínio é que quem teve 342 votos para fazer o impeachment, terá até os 308 necessários para aprovar uma emenda constitucional.

Para se afugentar de vez o cenário segundo o qual a votação do impeachment não detém a crise, talvez a saída seja um grande acordo. Uma espécie de concertação nacional, só que não há ninguém à vista capaz ou interessado em liderar um processo deste tamanho. Falta alguém como Ulysses Guimarães ou Tancredo Neves.

Num acordo geral para tirar o país da crise, talvez, até a presidente Dilma concordasse em sair, renunciar. Sem um acordo, não sai ninguém. Se tiver o impeachment, pode ser difícil segurar o MST, UNE, MTST, a CUT. Os ânimos estão radicalizados, como pode ser visto em recente reunião do PT, em São Paulo, quando a assembleia se voltou raivosa contra o autor de uma proposta de conversação. O PT está mal, mas vê Lula num patamar melhor que o dos candidatos do PSDB nas pesquisas. Já se Dilma sobrevive, fica contra a vontade da maioria.

 

Redação On abril - 12 - 2016
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