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Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017






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Brasil enfrenta a segunda maior queda de importações, diz OMC

A crise econômica no Brasil e o real desvalorizado levam o País a sofrer a segunda maior queda de importações entre as grandes economias do mundo. A queda, segundo a OMC, vai se intensificar em 2016 e pode até continuar em 2017.

Em 2015, a redução nas importações foi de 25,2%, colocando o País na 25ª posição entre os principais mercados. No ano passado, o Brasil somou compras de US$ 179 bilhões, inferior às da Polônia ou Turquia. Não foi só em valores que a redução ocorreu. Enquanto as importações físicas pelo mundo aumentaram em 4,5% em 2015, as do Brasil registraram queda de 15%, até mesmo pior que as da Venezuela, com 13%.

Os dados foram apresentados na última quinta-feira, pela Organização Mundial do Comércio (OMC). “Quando a economia desacelera, um indicador é a redução de compras. No caso do Brasil, essa queda foi significativa”, disse Roberto Azevedo, diretor da OMC.

A contração pode continuar em um ritmo ainda maior. Na América Latina, por exemplo, a queda da produção foi de 1% em 2015, mas deve se aprofundar para uma retração de 1,7% em neste ano. “Parte substancial disso vem do Brasil”, afirmou Robert Koopman, economista chefe da OMC.

Nos três primeiros meses de 2016, os dados apontam para uma contração ainda maior que a de 2015. As compras do País registraram US$ 32 bilhões, 33,4% a menos que o mesmo período de 2015. O resultado é o maior superávit dos últimos 28 anos, o que a OMC alerta que nem sempre pode ser um resultado positivo, por ocorrer graças a uma recessão interna.

A queda, no entanto, contrasta com a expansão registrada até 2012, com saltos de mais de 20% por ano nas importações. A tendência levou centenas de multinacionais a cobiçar o mercado brasileiro, investir e compensar suas fracas vendas na Europa com algumas apostas no País.

Hoje, entre as 30 maiores economias do mundo, apenas a Rússia registrou uma contração de compras superior à do Brasil, com queda de 37% em valores e também em volume. A capital Moscou, porém, vive ainda sob o embargo da União Europeia e dos EUA por causa dos conflitos na Ucrânia.

Em 2013 e 2014, o Brasil aparecia na 21ª posição no ranking de maiores importadores. Com a queda de quatro lugares no ranking da OMC, o País já está ameaçado por Malásia e Arábia Saudita.

No lado das vendas ao exterior, o Brasil também teve uma das piores quedas, com contração de 15,1% em valores, colocando o País na 25ª posição entre os exportadores. Hoje, os produtos nacionais representam apenas 1,2% do mercado mundial.

DCI – 11/04/2016

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Economias do leste da Ásia vão desacelerar junto com China, diz estudo

CINGAPURA  –  O crescimento econômico no leste da Ásia e na região do Pacífico vai perder força devido à desaceleração da China, que está adotando mudanças na economia para crescer a um ritmo mais sustentável, informou nesta segunda-feira, em relatório, o Banco Mundial.

Segundo o estudo intitulado Atualização Econômica do Leste da Ásia e do Pacífico, as economias da região, excluindo a China, podem crescer a uma taxa de 4,8% este ano e 4,9% em 2017 e 2018, em comparação com 4,7% em 2015, diz o relatório.

O crescimento será liderado pelas grandes economias do Sudeste Asiático, embora as perspectivas para cada país varie, dependendo do seu comércio e das relações financeiras com economias desenvolvidas e com a China, bem como de sua dependência das exportações de commodities.

Filipinas e Vietnã têm as mais fortes perspectivas de crescimento entre as economias do Sudeste Asiático, com um crescimento esperado de mais de 6% este ano, segundo o Banco Mundial. Na Indonésia, o estudo prevê um crescimento de 5,1% em 2016 e 5,3% em 2017, se as medidas de reforma recentes forem bem sucedidas e um programa de investimento público ambicioso for implementado.

O crescimento econômico da região pesquisada como um todo, que exclui Japão, Austrália e Índia, mas inclui a China, vai desacelerar para 6,3% neste ano, ante 6,5% em 2015. Para 2017, a previsão é de um avanço de 6,2%.

(Dow Jones Newswires)/Valor Econômico – 11/04/2016

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FMI apoia juros negativos de alguns países

O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou ontem em relatório que a decisão de alguns bancos centrais de estabelecer taxas de juros negativas pode ajudar a gerar estímulos monetários extras e a suavizar as condições de crédito.

Seis bancos centrais fixaram recentemente taxas negativas de juros, entre eles o do Japão e o Banco Central Europeu. Além disso, afirma o FMI, cerca de 25% da economia mundial em termos de produção estão experimentando atualmente taxas oficiais abaixo de zero.

Isso foi conseguido com o corte de taxas de depósitos para o terreno negativo — uma medida que varia de -0,05%, na Hungria, a -1,25%, na Suécia — o que, na prática, é um “imposto” sobre os depósitos.

“Ainda que a experiência com taxas de juros nominais negativas seja limitada, concluímos provisoriamente que, em geral, ajudam a oferecer estímulos monetários adicionais e aceleram as condições financeiras, o que apoia a demanda e a estabilidade dos preços”, escreveu em relatório José Viñals, conselheiro financeiro e diretor de Assuntos Monetários e Mercados de Capitais do FMI.

O informe foi publicado e divulgado antes das reuniões que o FMI realizará esta semana em Washington.

Por outro lado, os críticos argumentam que as taxas negativas, especialmente no Japão — onde o banco central não conseguiu impulsionar o crescimento ou elevar a inflação —, são um sinal de desespero. O que é preciso fazer, alegam, é elevar o gasto governamental em vez de aplicar políticas monetárias mais expansivas. Os que se opõem aos juros negativos argumentam que poderiam danificar a economia ao inflar as bolhas nos mercados financeiros e diminuir as margens de rentabilidade dos bancos.

Já o FMI diz que até agora as evidências mostraram que as taxas negativas ajudaram os investidores a sair dos seguros títulos soberanos, e reduziram os custos do crédito para as empresas.

O Globo – 11/04/2016

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Demanda de emergentes leva Banco Mundial a recorde de empréstimos

O Banco Mundial atingiu níveis recordes de empréstimos concedidos, desde os reflexos da crise de 2008, com um aumento na demanda por parte de exportadores de commodities de países emergentes.

Ministros das Finanças e representantes de bancos centrais pelo mundo devem se reunir em Washington nessa semana, em encontros do Banco Mundial e do FMI (Fundo Monetário Internacional). Deste último, espera-se para terça-feira (12) o anúncio de um rebaixamento da última previsão de crescimento global de 3,4% para o ano.

Além de discussões envolvendo temas como paraísos fiscais e a desaceleração das economias emergentes, o Banco Mundial terá que discutir o aumento nos pedidos de empréstimos de exportadores de commodities como Indonésia, Nigéria e Peru, que lutam para lidar com os efeitos do colapso nos preços globais das commodities.

No ano fiscal a junho, o banco deve emprestar de US$ 25 bilhões a US$ 30 bilhões através de seu principal braço de empréstimos, o Bird (Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento), disseram dois funcionários do banco ao “Financial Times”. Isso seria mais do que o Bird ofereceu a países membros desde o rescaldo da crise financeira de 2008, que levou o banco a emprestar US$ 44,2 bilhões em 2010.

“É o nosso maior nível de empréstimo em um período que não é de crise”, disse Jim Yong Kim, presidente do Banco Mundial, que começou uma campanha para aumentar o capital do banco, em parte devido à crescente demanda por resgate.

Parte do crescimento do crédito, disse Kim, foi por causa do aumento dos pedidos de empréstimo com crises que vão do surto de ebola ao êxodo de milhões de pessoas da Síria e outros países afetados por conflitos, bem como respostas de longo prazo a assuntos como mudança climática.

Mas quase metade dos empréstimos deste ano –cerca de 45%– devem vir na forma do que o Banco Mundial chama de “empréstimos para políticas de desenvolvimento”, isto é, emprestar diretamente para orçamentos nacionais que não estão vinculados a projetos específicos, disse Sri Mulyani Indrawati, chefe de operações do banco.

A demanda por tais empréstimos vem crescendo conforme o colapso no preço do petróleo e outras commodities deixa lacunas orçamentárias em países como a Nigéria. Maior exportador da África, o país vê sua situação econômica se deteriorar e buscou no banco a ajuda para lidar com um deficit orçamentário previsto em US$ 11 bilhões nesse ano.

CRÍTICAS

Esse tipo de empréstimo tem levado a críticas de que o Banco Mundial corre o risco de interferir na função do FMI de dar respostas a crises e que o banco estaria, na verdade, possibilitando que governos evitem a difícil decisão política de pedir assistência ao FMI.

Há algumas evidências de que os empréstimos pelo banco têm ajudado os governos a, pelo menos, adiar uma negociação com o fundo, cujos resgates são, muitas vezes, acompanhados de exigências por reformas e estigmas para o país.

Na semana passada, a Angola pediu um empréstimo de emergência ao FMI –é a segunda vez em menos de sete anos que o país recorre ao fundo. No entanto, esse movimento veio apenas nove meses após a Angola ter recebido um pacote de apoio ao orçamento do Banco Mundial no valor de US$ 650 milhões, e depois de ter passado anos ganhando apoio financeiro da China para evitar um retorno ao fundo.

Tanto Kim quanto Sri Mulyani negam que o Banco Mundial esteja tentando ocupar o lugar do FMI. Segundo eles, os empréstimos do banco também são acompanhados de uma série de exigências por reformas e em sintonia com o fundo.

“Eu acho que não seria fácil encontrar um país que nos vê como um recurso mais fácil do que o FMI”, disse Kim.

O aumento da demanda reforça a necessidade de os acionistas do Banco Mundial considerarem dar mais recursos ao banco, disse Kim. Durante os últimos dois anos, o banco já reduziu sua base de custos em US$ 400 milhões e tem encontrado novas maneiras de alavancar seu patrimônio existente. Ainda assim, diz Kim, o banco precisa de mais munição.

Acionistas estão trabalhando para o reabastecimento, ainda nesse ano, dos empréstimos concedidos pelo banco a países pobres. Isso será acompanhado por uma discussão maior sobre a estrutura de capital do Banco Mundial, que deve atingir seu clímax no ano que vem, disse Kim.

Folha de S.Paulo – 11/04/2016

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Solução para a Grécia sairá em breve, afirma ministro alemão

O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, disse estar “bem otimista” de que os credores conseguirão encontrar uma solução para a Grécia nas próximas semanas, mas acrescentou que qualquer desfecho não incluirá o alívio da dívida do país.

Para ele, uma vez que os prazos para o pagamento da dívida grega já foram prolongados por 35 anos e os pagamentos de juros foram adiados por dez anos, as pessoas que falam em alívio da dívida simplesmente “não querem falar sobre o que a Grécia precisa fazer”.

A União Europeia e o FMI deram início, na sexta-feira (8), a negociações para alcançar um entendimento sobre como persuadir a Grécia a realizar mais reformas econômicas ligadas a seu resgate financeiro, de modo a liberar empréstimos adicionais.

Folha de S.Paulo – 11/04/2016

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União Europeia fecha o cerco contra manobras fiscais de multinacionais

Grandes empresas multinacionais como Google, Ikea e Amazon serão obrigadas a divulgar seus lucros e impostos pagos nos países da União Europeia (UE) em que operam, segundo planos que a instância executiva do bloco comunitário deve apresentar amanhã.

A proposta de divulgação pública dos chamados “relatórios país por país” faz parte de um esforço mais amplo da Comissão Europeia para garantir que as empresas não se esquivem do pagamento de impostos. Regras semelhantes já se aplicam aos bancos na UE.

Segundo o plano, as empresas da UE com receita anual superior a € 750 milhões terão de publicar relatórios contendo dados de faturamento e impostos pagos que serão colocados à disposição do público. As regras serão igualmente aplicáveis às filiais médias e grandes de empresas não europeias que operam no bloco de 28 países.

Em janeiro, a Comissão propôs uma série de regras que visam impedir a evasão tributária em larga escala praticada por empresas na Europa, onde os governos estão em dificuldades para eliminar seus déficits orçamentários, na esteira da crise financeira. Essas propostas incluíam a obrigação para as grandes empresas de declarar seus dados país por país, mas o acesso às informações permaneceria limitado às autoridades tributárias.

A pressão no sentido de tornar públicos os relatórios detalhados surgiu depois que jornais em todo o mundo revelaram milhares de contas offshore supostamente em nome de autoridades, executivos e celebridades. A avalanche de e-mails e dados sobre as contas foi supostamente vazada da firma de advocacia panamenha Mossack Fonseca.

“Depois dos Panama Papers, não deve restar uma única hesitação: precisamos de um relatório público país por país”, disse Pierre Moscovici, comissário de tributação da União Europeia.

Cerca de 6.500 empresas em todo o mundo poderão ser afetadas pelas regras propostas, 2.000 das quais têm sede na Europa, segundo funcionários da UE.

A transparência proposta, porém, não envolverá as operações das multinacionais em países fora da União Europeia. Isso foi criticado por defensores de transparência tributária, que argumentam que os paraísos fiscais, para onde muitas companhias transferem seus lucros, deveriam ser sujeitos às novas regras. Em vez disso, as empresas publicariam dados sobre as suas atividades fora da UE agregadamente, e não discriminados por país.

“Será muito embaraçoso para a Comissão se suas regras tributárias e de transparência continuarem permitindo que as empresas persistam em suas práticas duvidosas, expostas pelo Panama Papers”, disse Elena Gaita, uma especialista em transparência empresarial na Transparência Internacional, entidade mundial anticorrupção.

Moscovici sinalizou que poderão ser feitos alguns ajustes de última hora no plano visando expor as operações em paraísos fiscais. “Depois dos Panama Papers, teremos capacidade política para avançar mais”, disse ele.

As autoridades da UE ainda estão atordoadas diante das revelações, em 2014, de que muitas empresas multinacionais fecharam acordos privilegiados em países como o Luxemburgo, que lhes permitiram pagar pouco imposto no bloco. A Comissão iniciou uma série de investigações sobre esquemas especiais de tributação para as multinacionais, que, segundo ela, podem caracterizar ilegalidades na forma de subsídios estatais.

O Serviço Parlamentar Europeu de Pesquisas estima que a evasão praticada pelas empresas custa aos países da UE entre € 50 e € 70 bilhões em receitas a cada ano.

Os defensores de transparência dos impostos dizem que as propostas deveriam ser mais ambiciosas, porque o piso de € 750 milhões em faturamento permitirá a muitas multinacionais escapar ao pagamento de impostos. Autoridades da UE argumentam que o piso abrangerá todas as companhias com condições de praticar “planejamento tributário agressivo”, que aproveita brechas e incompatibilidades em diferentes sistemas para reduzir os montante que recolhem ao fisco.

Os defensores de maior transparência afirmam também que a proposta não pede às empresas que publiquem informações suficientes. Mas autoridades e empresas da UE dizem que pedir às empresas que divulguem informações que possam ser comercialmente sensíveis poderia colocá-las em posição desvantajosa em relação a concorrentes que operam em outros países.

Irene Yates, vice-presidente de tributação no McDonald’s, disse aos legisladores europeus no mês passado que seria melhor manter fora do domínio público os relatórios sobre impostos pagos e lucros país por país. É importante “manter as informações confidenciais, ao compartilhá-las entre as autoridades fiscais”, afirmou ela.

A proposta ainda terá de ser aprovada pelos governos da UE e pelo Parlamento Europeu, antes de ser convertida em lei, num processo que pode levar meses.

Valor Econômico – 11/04/2016

Redação On abril - 11 - 2016
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