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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017






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Importações de Rússia e Brasil têm a maior queda

O Brasil sofreu a segunda maior contração nas importações em 2015 entre as grandes economias em termos reais (ajustadas pela inflação e câmbio) e caiu no ranking do segmento da 21ª para a 25ª posição de maior importador global.

Conforme dados da OMC, a baixa nas importações brasileiras foi de 15,1% em volume, só superada pela Rússia, com -27%. As cifras refletem a dimensão da recessão nessas economias, devendo continuar tendo impacto em 2016. Bahrein e Ucrânia (-26%), Líbia (-19%) e Cazaquistão (-16%) também caíram mais que o Brasil, mas seus mercados têm outra dimensão.

Em valor, a baixa nas importações de mercadorias foi de 25,2%. Significa que o país importou US$ 60 bilhões a menos em 2015 do que no ano anterior, pelo efeito da recessão e extrema flutuação do câmbio, com desvalorização do real, que encareceu os produtos estrangeiros.

As exportações brasileiras de mercadorias, por sua vez, cresceram 8,3% em termos reais. As vendas aumentaram em volume, mas o faturamento foi 15,1% menor, ou US$ 34 bilhões a menos do que em 2014.

O Brasil manteve em 2015 seu ranking como 25º maior exportador mundial de mercadorias, com 1,2% do total. Nas importações, teve 1,1% do total, ante 1,3% no ano anterior.

O comércio exterior de serviços no Brasil também sofreu baixa, de US$ 25 bilhões. As exportações caíram US$ 7 bilhões e as importações, US$ 18 bilhões.

China, Brasil, Rússia e Índia foram as grandes economias que mais sofreram contração no comércio exterior em 2015.

A China liderou o corte de importações, o que se explica pelo tamanho de sua economia, com US$ 278 bilhões a menos do que no ano anterior – recuo de 14,6%.

Mas em percentuais foi a Rússia o campeão na contração, com baixa de 37%, ou menos US$ 114 bilhões nas compras de produtos estrangeiros. Suas exportações baixaram 31,6% e as importações, 37%. Já no caso da Índia, a surpresa é que o país vem crescendo, mas as importações declinaram 15,1% e as exportações também baixaram 17,2%.

Valor Econômico – 08/04/2016

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UE e Mercosul vão trocar propostas na segunda semana de maio

BRASÍLIA  –  O Mercosul e a União Europeia (UE) acertaram hoje que vão finalmente trocar propostas, na segunda semana de maio, para um acordo de livre comércio entre os dois blocos. A troca de ofertas vem sendo adiada seguidamente desde meados de 2014.

O acerto foi feito em reunião entre a comissária de Comércio da UE, Cecilia Malmström, e o ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa. Os uruguaios exercem a presidência rotativa do Mercosul. A promessa de intercâmbio de propostas foi feita em comunicado divulgado pelos europeus, que estavam resistindo a avançar no acordo, e dá portanto mais credibilidade ao novo cronograma.

“Estou feliz porque podemos avançar com as negociações de longa duração”, disse Malmström, segundo o comunicado. “Ambos os lados estão fortemente empenhados e, por isso, estou confiante em que a próxima troca de ofertas nos permitirá retomar com sucesso essas negociações no sentido de um acordo ambicioso e abrangente”.

No comunicado, a UE frisa que o intercâmbio de ofertas deverá especificar as formas de aumentar a abertura recíproca não só para bens, mas também nas áreas de serviços e compras governamentais – dois pontos de forte interesse dos europeus.

Valor Econômico – 08/04/2016

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OMC reduz projeção de crescimento do comércio mundial em 2016 a 2,8%

O crescimento do comércio mundial atingirá 2,8% este ano, abaixo da estimativa anterior de 3,9%, projetou ontem a Organização Mundial do Comércio (OMC).

A entidade prevê que o comércio subirá 3,6% em 2017, superando a marca de 3% pela primeira vez em seis anos. Suas projeções são baseadas em crescimento econômico de 2,4% em 2016 e de 2,7% para o próximo ano.

Mas a OMC tem revisado repetidamente suas estimativas preliminares nos últimos cinco anos já que as previsões de recuperação econômica acabam se provando otimistas demais.

Desde a crise financeira, o comércio tem crescido praticamente em linha com a expansão econômica global, e não duas vezes mais rápido como ocorria nos anos antes da crise. Os riscos às suas últimas projeções ainda são principalmente de baixa, incluindo uma desaceleração mais forte do que o esperado da economia da China, piora da volatilidade do mercado financeiro e exposição dos países com grandes dívidas externas a fortes movimentos cambiais.

“Entretanto, o comércio ainda registra um crescimento positivo, mesmo a uma taxa decepcionante”, disse o diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo, em entrevista à imprensa.

Volume x valores

“Este será o quinto ano consecutivo de crescimento do comércio inferior a 3%. Porém, enquanto o volume de comércio global avança, o seu valor tem caído por causa das taxas de câmbio, e de mudança e quedas nos preços das commodities. Isso poderia prejudicar o crescimento econômico frágil nos países em desenvolvimento vulneráveis. Soma-se a isso a ameaça do protecionismo, um vez que muitos governos continuam a aplicar restrições comerciais e as ações dessas barreiras continua a crescer”, complementou Azevêdo. O comércio global de bens cresceu 2,8% em 2015, em volume, mas em termos de valor as exportações recuaram 13,5% devido à alta do dólar e à queda dos preços de commodities.

No entanto, a organização pretende manter estes números em perspectiva, comentou o diretor-geral da OMC. “Membros da OMC podem tomar uma série de medidas utilizando o comércio para elevar o crescimento econômico global – desde reverter medidas restritivas ao comércio até a aplicação do Acordo de Facilitação do Comércio da OMC. Este acordo irá reduzir drasticamente os custos do comércio em todo o mundo, e assim potencialmente poderá impulsionar o comércio em até US$ 1 trilhão por ano” avaliou Azevedo. “Outras medidas também poderão ser adotadas para corrigir as barreiras tarifárias e não-tarifárias sobre as exportações de produtos agrícolas e manufaturados”, disse.

A OMC acredita que o crescimento do comércio deve acelerar para 3,6% em 2017, ainda abaixo da média de 5,0% desde 1990. Os riscos para a previsão são inclinados para o lado negativo, que inclui ainda desaceleração nas economias emergentes e da volatilidade financeira.

A organização também apresentou seu balanço sobre o desempenho do mercado global no ano passado. Segundo a OMC, a América do Sul registrou o mais fraco crescimento das importações entre todas as regiões em 2015. O resultado foi influenciado, principalmente, por uma severa recessão no Brasil que gerou demanda deprimida.

Os dados também indicam que as exportações de economias desenvolvidas foram superadas pelas realizadas pelos os países em desenvolvimento em 2015: com 2,6% de crescimento de volume para os primeiros e de 3,3% para os países em desenvolvimento.

Já nas importações, as economias desenvolvidas apresentaram alta no ano passado de 4,5%, enquanto os países em desenvolvimento praticamente estagnaram, registrando 0,2% no período analisado.

Negociação

Durante a entrevista para apresentar os dados, o presidente da OMC também disse que o impacto de um referendo na Grã-Bretanha sobre a saída da União Europeia pode depender em parte das negociações britânicas com membros da Organização Mundial do Comércio (OMC).

“Deixar a UE terá um importante componente comercial, claramente”, disse o chefe da entidade internacional de comércio. “Se isso acontecer, depende dos termos da separação; do relacionamento que vai permanecer entre a UE e a Grã-Bretanha; e dependerá das negociações que a Grã-Bretanha terá com os membros da OMC para esclarecer os direitos e as obrigações nesse determinado momento”, avaliou Azevêdo.

DCI – 08/04/2016

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Governo Obama impede US$ 370 bi em fusões e aquisições entre empresas

Companhias norte-americanas abandonaram US$ 370 bilhões em transações de grande porte desde que o presidente Barack Obama assumiu o poder, em 2009. Isso porque as autoridades regulatórias de seu governo bloquearam um número sem precedente de transações em defesa da competição, do emprego e da base tributária dos Estados Unidos.

As grandes empresas norte-americanas reagiram com desalento na terça-feira (5) a novas regras propostas pelo Tesouro dos Estados Unidos, que buscavam pôr fim às transações de inversão tributária, usadas por empresas norte-americanas para se transferirem a jurisdições de tributação mais baixa.

A medida levou ao cancelamento da tomada de controle da Allergan, sediada em Dublin, pela Pfizer, em uma transação que somaria US$ 160 bilhões –US$ 190 bilhões incluídas as dívidas. A companhia farmacêutica norte-americana, fabricante do Viagra, transferiria seu domicílio tributário para a Irlanda, onde está registrada a fabricante do Botox, a fim de escapar a bilhões de dólares em impostos.

Foi a mais recente de uma série de intervenções por diferentes ramos do governo Obama, que bloqueou mais fusões e aquisições de alto valor do que nas eras Clinton e Bush filho somadas, de acordo com uma análise feita pelo “Financial Times” de transações abandonadas no valor de mais de US$ 10 bilhões.

OUTROS CASOS

Em 2014, a AbbVie desistiu de sua tomada de controle da irlandesa Shire, por US$ 55 bilhões –outra “inversão” que teria permitido que a empresa baixasse sua carga tributária nos Estados Unidos– depois de uma proposta semelhante de mudança de regras por parte do Tesouro americano.

O governo também bloqueou diversas grandes transações no setor de telecomunicações, em um esforço para proteger a competição. A Comcast retirou sua proposta de US$ 71 bilhões pela aquisição da Time Warner Cable, no ano passado, depois que o Departamento de Justiça sinalizou que tentaria bloquear a transação, que atraiu forte oposição de ativistas. Segundo eles, a ação criaria um monopólio no setor de banda larga e prejudicaria a “neutralidade da rede”.

A AT&T também abandonou uma oferta de US$ 39 bilhões pela T-Mobile US em 2011, depois que o Departamento de Justiça abriu processo para tentar bloquear a união, e a tentativa da Nasdaq de tomar o controle da Bolsa de Valores de Nova York, por US$ 11 bilhões, foi prejudicada por questões antitruste.

Em contraste, o governo de George W. Bush bloqueou apenas uma grande transação, a tomada de controle da Hughes Electronic pelo grupo de TV via satélite EchoStar, por US$ 27 bilhões.

Duas grandes fusões ou aquisições foram impedidas no governo de Bill Clinton: a aquisição da fabricante de equipamento bélico Northrop Grumman pela Lockheed Martin, uma rival de maior porte, por US$ 12 bilhões, e a oferta de US$ 125 bilhões que a MCI WorldCom apresentou pela operadora de telefonia móvel Sprint.

“RETÓRICA ESQUERDISTA”

A postura intervencionista despertou a ira de Wall Street. Um grande investidor no ramo de ciências biológicas, que tem ações na Pfizer, Allergan e AbbVie, disse que o governo estava “construindo uma prisão artificial para as companhias farmacêuticas, em lugar de enfrentar a questão subjacente”, em referência aos impostos relativamente altos para as empresas norte-americanas.

Um executivo de banco de investimento disse que a transação mostrava até que ponto a Casa Branca sucumbiu à “retórica esquerdista” que ganhou força depois da crise financeira e terminou personificada na campanha de Bernie Sanders à presidência.

No entanto, representantes do governo argumentam que a era da Obama coincidiu não só como uma série de inversões tributárias, mas com um nível sem precedentes de atividade no ramo de fusões e aquisições. Eles acreditam que alguns setores correm o risco de se tornarem não competitivos, depois de décadas de consolidação.

Em discurso na noite de quarta-feira (6), Loretta Lynch, secretária federal da Justiça dos Estados Unidos, disse que o Departamento de Justiça “não permitirá que os gestores elevem o valor para os acionistas à custa do consumidor individual”.

Ela acrescentou que “a consolidação entre importantes competidores –especialmente em setores já concentrados– desperta sérias questões quanto a aumentos de preços, queda de produção, perda de qualidade e desaceleração na inovação”.

O governo dos Estados Unidos mencionou preocupações antitruste, essa semana, ao abrir um processo para bloquear a tomada de controle acionário da Baker Hughes, uma companhia de serviços petroleiros, por sua rival Halliburton, por US$ 25 bilhões.

Debbie Feinstein, diretora da divisão de competição na Comissão Federal de Comércio (FTC) norte-americana disse ao “Financial Times” que “não há dúvida de que vamos ser agressivos contra a conduta de fusões que prejudiquem a competição e os consumidores. Esse é o nosso trabalho e o encaramos com muita seriedade e realizaremos com cuidado. Não temos medo de recorrer à Justiça”.

*

Negócios de empresas americanas que não foram adiante após ações do governo

BARACK OBAMA

Acordo de US$ 160 bi entre Pfizer e Allergan
Motivo para a desistência: benefícios fiscais com mudança de sede da empresa

Oferta de US$ 71 bi da Comcast pela Time Warner Cable
Motivo para a desistência: sinais de que EUA vetariam negócio por motivo de monopólio

Acordo entre AbbVie e a irlandesa Shire, por US$ 55 bilhões
Motivo para a desistência: benefício fiscal com mudança na sede da empresa

Proposta de US$ 39 bi da AT&T pela T-Mobile
Motivo para a desistência: questões antitruste

Acordo de US$ 11 bi de Bolsa de NY e Nasdaq
Motivo para a desistência: questões antitruste

GEORGE W. BUSH

Acordo de US$ 27 bi entre Hughes Electronic e o grupo de TV via satélite EchoStar
Motivo para a desistência: questões antitruste

BILL CLINTON

Oferta de US$ 125 bi da MCI WorldCom pela Sprint, de telefonia
Motivo para a desistência: questões antitruste

Folha de S.Paulo – 08/04/2016

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BCE sinaliza disposição para estímulo

O Banco Central Europeu (BCE) está disposto a afrouxar mais a política monetária, de acordo com três autoridades – incluindo seu presidente, Mario Draghi -, que repetiram as preocupações declaradas por seus colegas norte-americanos sobre o cenário incerto para a economia global.

Este será mais um ano desafiador para o BCE, escreveu o presidente da entidade, Mario Draghi, em relatório anual divulgado ontem.

“Enfrentamos incertezas sobre o cenário para a economia global. Enfrentamos contínuas forças desinflacionárias. E enfrentamos questões sobre a direção da Europa e sua resiliência a novos choques”, escreveu o presidente do Banco Central Europeu.

Draghi insistiu que “o BCE não se rende à inflação excessivamente baixa”, mensagem que mostra disposição para agir. Tal ação pode envolver reforma do esquema de compra de títulos pelo BCE.

Durante encontro realizado na Alemanha ontem, o economista-chefe do BCE, Peter Praet, falando a economistas em Frankfurt, também enfatizou a prontidão do banco central para adotar mais medidas se necessário.

“Se mais choques adversos se materializarem, nossas medidas podem ser recalibradas mais uma vez proporcionalmente à força do problema”, declarou ele.

Draghi afirmou que o programa de quantitative easing do BCE, que efetivamente imprime dinheiro para comprar principalmente títulos soberanos, vai impulsionar a produção econômica na zona do euro em cerca de 1,5 ponto percentual entre 2015 e 2018.

Seu vice, Vitor Constancio, enfatizou essa mensagem no Parlamento Europeu em Bruxelas mas acrescentou que outras autoridades, particularmente em governos, também têm que fazer sua parte para melhorar o crescimento.

“O BCE tem feito [sua parte] e continuará fazendo o que for necessário para buscar seu objetivo de estabilidade de preço que agora implica também buscar aumentar o crescimento”, disse Constancio.

DCI – 08/04/2016

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O efeito ‘Grande aposta’ no mercado americano

O consumidor americano está com medo de se endividar. A culpa é de Brad Pitt? Para o Morgan Stanley, sim. Em relatório, o banco americano afirma que “A grande aposta”, ganhador do Oscar de melhor roteiro adaptado e que concorreu em outras quatro categorias, como melhor filme, afastou quem precisa e aposta em empréstimos de alto risco, os chamados subprime.

A crise financeira internacional, cujo ápice aconteceu em setembro de 2008, com a quebra do banco Lehman Brothers, teve origem nos empréstimos imobiliários de alto risco, os subprime, que, empacotados pelos bancos em complexos mecanismos de investimento, contaminaram todo o sistema financeiro. O filme explica como isso aconteceu e o Morgan Stanley acha que o sucesso da produção de Hollywood ajudou a afastar os clientes.

Os analistas do Morgan Stanley, liderados por Jeen Ng, indicam no relatório que a estreia de “A grande aposta” — a versão cinematográfica do livro de Michael Lewis publicado em 2010 — tem gerado preocupações sobre uma nova classe de ativos.

“As preocupações com crescentes riscos de recessão — e talvez até mesmo a popularidade do recente filme ‘A grande aposta’ — motivaram os investidores a investigar qualquer fonte potencial de fraqueza. Os setores de consumo que envolvem grandes despesas iniciais, tais como habitação e automóveis, são a área natural para se começar”, diz o Morgan Stanley.

O filme mostra como o gestor de fundos Michael Burry previu que o crédito imobiliário subprime estava fadado a falhar e como ele lucrou com isso. O papel foi interpretado por Christian Bale e a produção conta também com nomes como Steve Carell, Ryan Gosling e Brad Pitt.

O Globo – 08/04/2016

Redação On abril - 8 - 2016
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