Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 23 de Setembro de 2017






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Índice da construção civil do IBGE sobe 0,82% em março

RIO  –  A inflação medida pelo Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) foi de 0,82% em março, depois de marcar 0,84% um mês antes. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o indicador acumulou alta de 2,23% no primeiro trimestre e de 7,18% nos últimos 12 meses.

O custo nacional da construção por metro quadrado foi de R$ 984,81 em março, dos quais R$ 525,38 relativos aos materiais e R$ 459,43 referentes à mão de obra. Em fevereiro, esse custo totalizava R$ 976,82, sendo R$ 523,53 relativos aos materiais e R$ 453,29 relativos à mão de obra.

A Região Sudeste, com 1,62%, ficou com a maior variação regional em março. As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: 0,30% (Norte), 0,14% (Nordeste), 0,68% (Sul) e 0,26% (Centro-Oeste).

Os custos regionais, por metro quadrado, foram de R$ 1.009,38 no Norte; R$ 912,41 no Nordeste; R$ 1.026,97 no Sudeste; R$ 1.018,20 no Sul e R$ 988,63 no Centro-Oeste.

(Alessandra Saraiva | Valor Econõmico – 08/04/2016

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Produção da indústria caiu em 11 dos 14 locais pesquisados em fevereiro

Com a retração do consumo e dos investimentos no país, a produção da indústria brasileira caiu de modo generalizado em fevereiro.

Naquele mês, 11 das 14 regiões pesquisadas pelo IBGE produziram menos em comparação a janeiro.

Principal parque fabril do país, São Paulo viu sua produção cair 2,1% na passagem de janeiro para fevereiro, ritmo abaixo da média do país (-2,5%).

Mesmo assim, foi o pior mês de fevereiro da indústria de São Paulo em toda a série histórica da pesquisa do IBGE, iniciada em 2002.

Frente a fevereiro de 2015, a produção paulista recuou 12,3%, puxada pelos ramos de automóveis (-25,1%) e de máquinas e equipamentos (-24,6%). Mas o perfil foi disseminado, com 13 das 18 atividades em baixa.

O nível de produção da indústria de São Paulo é o mesmo de agosto de 2003, o que ajuda a dar uma dimensão do tamanho da crise enfrentada.

Cortar a produção, além de reduzir empregos, é uma forma do setor se ajustar ao menor ritmo da demanda.

Conforme dados divulgados nesta quinta-feira (7), os Estados com queda mais intensa foram Bahia (-7,9%) e Amazonas (-4,7%).

A produção no Estado da Bahia havia avançado em dezembro e janeiro, período em que acumulou uma lata de 8,5%. Parte dessa alta foi apagada.

Também tiveram forte queda na produção os Estados de Santa Catarina (-3,3%) e Ceará (-2,8%).

As exceções no mês foram os Estados de Pará (6,2%), Espírito Santo (5,3%) e Goiás (4,1%), segundo os dados divulgados pelo IBGE.

Os dois primeiros têm em comum forte presença da atividade extrativa mineral, que teve um avanço de 0,6% na passagem de janeiro para fevereiro na média nacional.

Na comparação a fevereiro de 2015, 12 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE registraram retração na produção.

Folha de S.Paulo – 08/04/2016

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Caterpillar demite e teme futuro

Sem encomendas para 2017, a Caterpillar, fabricante de locomotivas instalada em Sete Lagoas, na região Central do Estado, já olha para o futuro com preocupação. A planta mineira já reduziu o quadro de pessoal. Embora os números de demissões não tenham sido revelados, opera atualmente com carga “razoável”, fabricando locomotivas negociadas antes de dezembro do ano passado.

 Desde então, como revela o diretor-geral da Progress Rail Services (PRS) no Brasil, braço do setor ferroviário da Caterpillar, Carlos Roso, não houve novos pedidos e novos negócios não foram fechados. “Do final de 2015 até agora não existem novas encomendas. Nos últimos meses não aconteceu nada em termos de vendas. Existem discussões, mas está difícil vender locomotivas na situação atual do País e do setor”, lamenta.

Embora não detalhe os números, Roso conta que a produção da planta mineira em 2015 foi o dobro da do ano anterior. Atualmente, segundo ele, a unidade opera de forma “satisfatória”, mas não estão entrando novos pedidos. A situação preocupa porque o ciclo de fabricação das locomotivas é longo e o prazo para encomendas de máquinas para 2017 já passou.

“A situação agravou. Estamos vivendo em um momento difícil no País e a situação política prejudica ainda mais novos negócios no setor. Estamos operando com uma carga razoável, resultado de vendas feitas anteriormente. A preocupação fica para 2017 porque não há novos pedidos”, destaca.

Roso revelou que “houve uma queda pequena no quadro de pessoal, mas a Caterpillar está tentando manter o efetivo”. “Fizemos adequações, mas não em volume elevado, mesmo porque os nossos colaboradores já são treinados”, completa. O diretor da empresa, no entanto, não revelou números.

Não só a Caterpillar, mas todo o setor vinha depositando suas fichas na tentativa do governo federal acelerar as negociações com as atuais concessionárias do setor ferroviário para renovar e estender os prazos de contratos das concessões, com o objetivo de garantir investimentos para os próximos. Em contrapartida, os aportes desses players na malha existente poderiam chegar até R$ 16 bilhões, conforme já divulgado.

Concessões – Contudo, o assunto está travado devido ao momento político conturbado do Brasil, como pontuou Roso. O setor considera a renovação das concessões mandatória porque garantiria contratualmente investimentos em melhorias nas ferrovias. Esses aportes, entre ampliação da capacidade do tráfego, novos pátios, redução de interferências urbanas, novos ramais e sinalização, também incluem a ampliação da frota, o que seria bom para os negócios da fabricante de locomotivas.

As transações estavam concentradas basicamente na América Latina Logística (ALL), MRS Logística e Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). A ALL, por exemplo, que detém a maior malha ferroviária do País, anunciou, após a fusão com a Rumo Logística (do grupo Cosan), uma proposta de investimentos de R$ 7,4 bilhões, sendo que R$ 4,6 bilhões estariam condicionados à extensão contratual das suas concessões.

Conforme já informado pela empresa, a planta de Sete Lagoas foi montada para atender a América do Sul e o Brasil, sendo que o País representa cerca de 80% desse mercado. Atualmente, as locomotivas fabricadas na unidade saem das linhas com uma média de 60% de conteúdo nacional.

Fonte: Diário do Comércio

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Mineração evita queda da produção industrial no Pará e Espírito Santo em fevereiro

A Pesquisa Industrial Mensal-Produção Física Regional (PIM-PF Regional), divulgada ontem pelo IBGE, mostrou recuo na produção industrial em 11 de 14 locais entre janeiro e fevereiro. O Pará, com 6,2%, liderou as altas, impulsionado pela extração de minério de ferro. Para especialistas, o bom desempenho da mineração impediu tombo maior no recorte regional. Eles ressalvam que, no setor extrativo, a indústria de petróleo continuou a operar em patamar reduzido.

O destaque negativo no segmento foi a indústria do Rio, com recorde de baixa em fevereiro. Os dados mostram que a indústria da transformação tem poucos benefícios com o dólar em alta. Em São Paulo, responsável por 35% do parque industrial, a produção caiu 2,1%. Além do Pará, houve aumentos nas produções de Espírito Santo (5,3%) e Goiás (4,1%).

O desempenho do Pará é ainda mais positiva ante fevereiro de 2015. Nessa comparação, a atividade subiu 15,4%. Cerca de 80% da indústria no local é extrativa, comenta o economista do IBGE, Rodrigo Lobo. “Fevereiro foi o pico de produção da indústria paraense como um todo desde 2002”, disse.

Fábricas mais competitivas explicam o resultado, diz o professor do Ibmec e coordenador do grupo de Conjuntura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) José Ronaldo Souza Júnior. Recentemente no Pará foram inaugurados projetos de minério de ferro que tornaram o produto brasileiro mais atrativo ante a concorrência.

O mesmo não ocorre no setor de petróleo. As indústrias dependem de projetos específicos para elevar produção, e não há novos em andamento, comentou Souza Júnior.

Isso afetou a indústria fluminense. Houve recuo de 1,9% ante janeiro e de 3,1% ante fevereiro de 2015. Foi o mais baixo patamar da indústria do Rio desde 2002. A produção fabril do Estado se concentra em três segmentos: veículos, extração e refino de petróleo. “As três atividades mostram recuo na produção”, diz Lobo. Para ele, é preocupante a ausência de efeito benéfico do dólar na indústria da transformação.

Rafael Cagnin, economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), afirma que as indústrias do Sul, mais exportadoras, ainda mostraram recuo na produção. A queda foi de 1,3% no Rio Grande do Sul (-1,3%), 3,3% em Santa Catarina e de 1,6% no Paraná em relação a janeiro. São Paulo também não esboçou reação. Na comparação com fevereiro do ano passado, a produção paulista caiu 12,3%.

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Executivos evitam falar da crise

Em um ano marcado por uma grave crise econômica e política que coloca em risco a continuidade do atual governo, as empresas brasileiras de capital aberto deram pouca atenção ao ambiente conturbado nos relatórios da administração que divulgam com as demonstrações financeiras.

Embora algumas empresas tenham subido o tom em relação às dificuldades impostas pela crise, levantamento feito pelo Valor dos relatórios de 2015 constatou que, de forma geral, elas ainda preferem usar “desafios” no lugar de “crise”, e evitam relacionar a atual situação do ambiente econômico e político com os números da empresa.

Assuntos como o possível impeachment da presidente Dilma Rousseff ou mesmo a operação Lava-Jato, que adicionaram riscos à confiança e às operações do mercado durante todo o ano passado, ficaram de fora de boa parte dos comentários.

O relatório de administração, a peça de apresentação das demonstrações financeiras, é exigida pela Lei das S.A., de 1976, mas também foi objeto de pareceres e instruções da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ao longo dos anos.

Nele, a administração deve fazer comentários sobre a conjuntura econômica geral, atos governamentais e outros “fatores exógenos relevantes” que influenciaram o desempenho da empresa.

Segundo Rodrigo Luz, presidente do Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (Ibri), a característica que diferencia o relatório de administração das outras peças das demonstrações financeiras é exatamente o seu tom “narrativo”.

“É um relatório menos técnico e mais descritivo, quando se analisa o conjunto. Ele presta contas dos atos praticados pelas companhias e também sobre questões futuras.”

No entanto, exatamente por ser um documento essencialmente descritivo, é mais difícil estabelecer uma regulação mais específica sobre o assunto.

As orientações da CVM a respeito dos itens básicos que precisam constar no documento dão às companhias certa liberdade para abordar os temas que consideram relevantes.

“Decorre daí que, embora sejam uma importante fonte de informação ao acionista, os relatórios ainda são, de forma geral, usados para o marketing das empresas”, afirma o professor de contabilidade César Augusto Tibúrcio Silva, da Universidade de Brasília (UnB).

Com pesquisas conduzidas na área das demonstrações financeiras e avaliação de empresas, Tibúrcio avalia que não há dúvida de que elas “poderiam deixar mais claro” os aspectos explicativos ao balanço, como o reflexo de uma conjuntura política e econômica pior sobre a operação e prognósticos mais realistas e detalhados.

“O relatório deveria ser a melhor parte [das demonstrações financeiras] e, em alguns casos, falta um reconhecimento das fraquezas, tanto as atribuídas aos esforços da empresa, quanto as que se relacionam a fatores externos”, afirma.

Entre as companhias que se destacaram com um discurso mais assertivo, a têxtil Springs Global, da família do ex-vice-presidente José Alencar, cita nominalmente um “ambiente político imprevisível” desde a posse da presidente Dilma e “perda da confiança dos agentes econômicos” com “o esgotamento dos efeitos temporários da denominada nova matriz econômica, que conjugava a intervenção na economia […] com a prática de contabilidade criativa”.

A fabricante de autopeças Mahle Metal Leve é outra companhia que crítica a gestão econômica governamental em 2015. “Quando o ano iniciou, já era detectada a necessidade da realização de ajustes fiscais nas contas […] Contudo, os cortes de gastos realizados pelo governo não foram suficientes para atingir a meta”, afirma em seu relatório de administração.

A Whirlpool, de eletrodomésticos, indicou que a queda de confiança do consumidor, além de fatores econômicos, é influenciada por fatores políticos como “a baixa popularidade e o risco de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o escândalo da Petrobras (operação Lava Jato) envolvendo diversos políticos no nível federal e as incertezas sobre a aprovação do ajuste fiscal”.

Para a Randon, fabricante de implementos rodoviários, “estamos vivenciando uma das mais longas e profundas crises das últimas décadas no Brasil, que ganha maior relevância pelo viés político e ético, paralisando a economia”.

A maioria, porém, continuou com o texto brando. No segmento de papel, houve menção da influência negativa do ambiente político nos negócios, mas sem a formulação de relações mais diretas com os resultados financeiros. A Eucatex, fabricante de chapas de fibra da família do deputado federal Paulo Maluf, foi a única mais objetiva, citando a “operação Lava Jato e o ambiente político conturbado”.

No setor de energia, a Duke Energy, que atua no Brasil por meio da Geração Paranapanema e anunciou em fevereiro sua intenção de sair de mercados na América Latina, falou em “turbulências” no ambiente político, com “escândalos de corrupção e redução de investimentos” tendo “expressivo reflexo” sobre o desempenho.

“Relacionar a situação política não pode ser um meio de escapismo das companhias às suas responsabilidades, mas quando o impacto é legítimo, isso precisa aparecer, como empresas de serviços públicos, que dependem de leilões e segurança jurídica”, diz Mauro Rodrigues da Cunha, presidente da Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec).

O presidente do Ibri entende que as companhias indicaram os impactos das mudanças no cenário econômico de maneira contábil, com a série de baixas feitas em diversos setores, e diz que opinar textualmente sobre temas externos à empresa é uma questão de cada companhia, ligada ao funcionamento dos comitês de divulgação.

“Isso acaba trazendo uma particularidade para cada companhia. Não há uma padronização, diferente de uma peça técnica, então acaba tendo mais liberdade”, diz Rodrigo Luz.

Criador do prêmio oferecido pela Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca) para os melhores relatórios anuais, Lélio Lauretti afirma que o relatório de administração perdeu espaço para as notas explicativas, uma peça mais detalhada do balanço.

“O que manda é a cultura empresarial. Há companhias que só apresentam o lado bom e outras que fazem um modelo, com o que deu certo e deu errado. Depende da transparência da companhia.” (Colaboraram Thais Carrança e Paula Selmi)

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A indústria e o câmbio

Apenas com desvalorização cambial (alta do dólar) não é possível devolver competitividade à indústria

Celso Ming

O que fazer, afinal, para salvar a indústria diante da tendência à valorização do real (baixa do dólar) no câmbio interno?

A Coluna dessa quinta-feira sugeriu que nem mesmo a crise profunda em que se meteu a economia vem conseguindo eliminar a propensão à baixa do dólar. Basta uma melhora na economia para que as cotações deslizem. É uma situação que reduz a capacidade da indústria de competir com o produto importado, traz insegurança e, assim, tende a provocar sua desidratação.

Em boa parte, essa tendência à baixa do dólar é consequência da nunca vista abundância de moeda estrangeira nos mercados, situação que, mais cedo ou mais tarde, deve ser revertida pela atuação dos grandes bancos centrais.

Para quem aceita a tese de que o problema central são as receitas muito altas com matérias-primas (doença holandesa), como é o caso do professor Luiz Carlos Bresser-Pereira, a melhor maneira de devolver competitividade à indústria seria instituir o confisco (Imposto de Exportação) nas exportações de commodities e usar os recursos assim arrecadados para programas de reequipamento do setor. Mas esta seria medida contraproducente por várias razões: porque é altamente duvidoso o diagnóstico da doença holandesa, como a Coluna dessa quinta-feiraargumentou; porque desestimularia a produção agropecuária e a mineração; e porque não atacaria o problema principal.

O problema principal é a baixíssima competitividade da indústria. Não é a excessiva valorização do real que sabota, que tira o chão da indústria; apenas  acentua a situação. O setor enfrenta o elevado custo Brasil, um conjunto de problemas estruturais graves: excessiva carga tributária, infraestrutura ruim e cara, obsolescência de seu estoque de máquinas e equipamentos, um sistema de leis trabalhistas confuso e imprevisível, burocracia em excesso e a falta de acordos comerciais que garantam preferência ao produto industrial brasileiro.

As condições adversas da indústria são tais que apenas um câmbio fortemente desvalorizado seria capaz de lhe dar competitividade. Essa hipótese é de probabilidade insustentável, porque o País não pode ter um câmbio feito sob medida apenas para a indústria.

Ainda que tenda a atrair mais dólares, é a melhora dos fundamentos da economia a principal condição para fortificar a indústria. Contas públicas em ordem, contas externas equilibradas e inflação na meta são fatores que garantem previsibilidade para os negócios e confiança em alta. É canteiro propício para os investimentos no setor produtivo e aumento do emprego. Para isso, não basta o bom trabalho de bombeiro; é preciso garantir reformas estruturais: da Previdência, do sistema tributário, das leis trabalhistas, das regras da política… e por aí vai.

É um grave equívoco achar que a indústria tem de ser fortificada com aumento artificial do consumo interno, com desonerações improvisadas, com créditos subsidiados seletivos, como os oferecidos pelo BNDES, e pelas demais invenções proporcionadas pela Nova Matriz Macroeconômica inventada pelo então ministro da Fazenda Guido Mantega.

A melhor política industrial consiste em proporcionar crescimento econômico sustentável e uma política comercial ativa que garanta mercado externo para o produto brasileiro. Mas o governo Dilma não entende assim.

Aí está a evolução da produção de grãos nos últimos sete anos conforme levantamentos do IBGE.

Revisão

Na sua terceira estimativa deste ano, o IBGE reviu para baixo a projeção da produção de grãos. Em vez de 211,3 milhões de toneladas, será de 210,0 milhões de toneladas, ou 0,2% mais alta do que a da safra de 2015. Os novos números levaram em conta prognósticos de quebra de produção em consequência de adversidades climáticas no Cerrado do Nordeste. Desta vez, as estimativas da Conab convergem com as do IBGE.

Fonte: O Estado de São Paulo

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Sindicato teme ‘tragédia’ se PM entrar na Mabe

O Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região considera alto o risco de uma invasão na unidade da multinacional Mabe em Campinas (SP) terminar em confronto e tragédia. “Depois do modo como a polícia invadiu a unidade de Hortolândia, utilizando helicóptero, com mais de 80 PMs para retirar poucos trabalhadores e impedindo a entrada de advogados, os funcionários de Campinas radicalizaram.

Estamos orientando o pessoal a ter calma, mas eles estão desesperados e uma invasão pode acabar em morte. Isso não é exagero”, disse Sidalino Orsi Júnior, presidente do sindicato.

Segundo ele, após reunião com a Polícia Militar ficou acertado que a desocupação não ocorrerá até o resultado de duas reuniões. Uma será entre trabalhadores, credores e a administração da massa falida hoje, em Hortolândia. Outra será segunda-feira, no Ministério Público do Trabalho em Campinas.

A fábrica de Hortolândia foi desocupada no domingo, mas a de Campinas continua ocupada. Os trabalhadores fizeram barricadas com caixas, pneus e carros, que podem ser incendiados caso a PM tente invadir. O material está coberto por uma substância parecida com óleo.

A administradora da massa falida afirmou que os trabalhadores podem destruir o maquinário destinado a leilão para pagamento de dívidas trabalhistas. Os funcionários dizem que não estão nas áreas onde ficam os equipamentos. A administração também divulgou áudio em que alguém faz ameaças ao administrador Nilton Tavares. “Não sabemos quem fez isso, mas era esperado. O executivo abriu seu WhatsApp para os trabalhadores. São 1,9 mil funcionários e seus familiares que estão sem receber desde dezembro, desesperados, alguns perdendo casa e carro. Alguém iria perder a cabeça”, disse Orsi.

Adriano Soares, 38 anos, que há 16 trabalha na Mabe como operador de produção, é um dos que estão na fábrica de Campinas. “Tenho dois filhos, um de 18 e outro de dois anos, e não tenho como pagar pensão. Também tenho um imóvel financiado, que ainda tem 20 anos para pagar, e posso perder por não ter como quitar as prestações”.

César Pereira Sanguineti, 30 anos, está há sete anos na Mabe e teve de deixar a casa de aluguel que vivia com a esposa e voltou para a casa dos pais. “Mas tem gente aqui que não tem para onde ir e está morando na fábrica com a família”.
O grupo mexicano Mabe fabricava as marcas da linha branca GE, Continental e Dako, e entrou em falência em fevereiro. Demitiu os funcionários sem pagar salários e rescisões. Eles então ocuparam as fábricas.

O Estado de S.Paulo – 08/04/2016

Redação On abril - 8 - 2016
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