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Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017






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IPC-S desacelera para 0,48% na primeira quadrissemana de abril

SÃO PAULO  –  A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) cedeu para 0,48% na primeira quadrissemana de abril, em comparação a 0,50% na última de março, informa a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado foi influenciado por uma queda mais expressiva na tarifa de energia elétrica e por um recuo nos preços da gasolina.

Nesta apuração, cinco das oito classes de despesa que compõem o índice registraram taxas mais baixas. A maior contribuição partiu do grupo transportes (0,43% para 0,29%), em que a gasolina saiu de alta de 0,07% para queda de 0,33%.

Habitação aprofundou a deflação de 0,15% para menos 0,19%, graças à queda de 3,45% na conta de luz, um recuo pouco mais acentuado que o de 3,41% na semana anterior. Também contribuiu a desaceleração nos custos de mão de obra para reparos em residência (0,37% para 0,22%).

Vestuário (0,32% para 0,23%), comunicação (0,70% para 0,47%) e despesas diversas (1,02% para 0,69%) completam a lista de variações menores. Esses grupos foram especialmente influenciados roupas (0,53% para 0,44%), tarifa de telefone residencial (0,40% para -0,08%) e cigarros (2,12% para 1,29%), respectivamente.

Em contrapartida, saúde e cuidados pessoais (0,64% para 0,84%), educação, leitura e recreação (0,19% para 0,21%) e alimentação (1,15% para 1,22%) subiram, puxados por medicamentos em geral (0,17% para 0,81%), passagem aérea (-8,01% para 1,18%) e hortaliças e legumes (0,67% para 1,48%), respectivamente.

O IPC-S é apurado em sete capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Porto Alegre e Brasília.

Valor Econômico – 08/04/2016

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Commodities e dólar seguram IGP-DI

Uma combinação de patamar mais baixo nos preços das commodities no cenário internacional, recente valorização do real frente ao dólar e recessão levou ao enfraquecimento da inflação apurada pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI). O indicador recuou de 0,79% em fevereiro para 0,43% em março, menor patamar em sete meses, informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV)

“Podemos falar de desaceleração de preços não generalizada, mas bastante disseminada”, afirmou o superintendente-adjunto de inflação da fundação, Salomão Quadros. Para ele, a trajetória de desaceleração na família dos Índices Gerais de Preços (IGPs) deve prosseguir no próximo mês. Isso porque os fatores que conduziram à variação menor no indicador devem permanecer em abril.

Com o resultado, o indicador acumula no primeiro trimestre alta de 2,78% e, em 12 meses, de 11,07%. Em março de 2015 a variação do indicador foi de 1,21%. A disseminação de quedas e desacelerações de preços foi tão forte que também acabou influenciando o núcleo da inflação varejista do IGP-DI, usado para mensurar tendências inflacionárias, e que cedeu para 0,63%, de 0,76% em fevereiro.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 0,37% em março, após alta de 0,84% no mês anterior. A inflação dos produtos agropecuários no atacado cedeu de 2,02% para 1,28% e o de produtos industriais, de 0,36% para – 0,01%.

Entre os destaques de recuo de preços no atacado está o retorno à deflação nos preços das matérias primas agropecuárias entre fevereiro e março (de 1,62% para -0,18%). Os preços das commodities agrícolas ainda mostram movimento de baixa, no mercado internacional, lembrou ele. O destaque absoluto continua a ser a soja – que mostrou deflação mais intensa, no mesmo período, de -4,17% para -6,78%.

Outro aspecto mencionado por Quadros para inflação mais “bem comportada” no atacado foi o comportamento do dólar mais fraco no período. Isso, na prática, ajudou a diminuir preços de importados, e de itens cuja formação de preço é influenciada pela cotação da moeda americana. Esse fator motivou a intensificação de queda nos preços de materiais para manufatura, “termômetro” para medir impacto do dólar nos preços do atacado devido à grande presença de importados e cuja variação de preços passou de -0,36% para -2,20%, no período.

Outro componente do indicador, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também desacelerou, de 0,76% para 0,50%, com seis de suas oito classes de despesa registrando taxas mais baixas. Habitação (0,39% para -0,15%) foi o grupo mais relevante por causa da queda da energia elétrica, de -2,44% para -3,41%.

Quadros observou, que de maneira geral, o atual ambiente de recessão não permite grandes reajustes de preços por parte das empresas, seja no atacado, seja no varejo. Ele lembrou que a maior cotação do dólar, no final do ano passado, levou a repasses de custos a produtos no atacado e no varejo. Mas, notou que, com a recente valorização cambial, este movimento de repasse não mais ocorre, observou. “Creio que, em março, tivemos mais fatores de desaceleração do que de aceleração [no IGP-DI] e isso pode prosseguir [em abril].”

Valor Econômico – 08/04/2016

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Goldfajn vê sinais de início de ajuste na economia

O economista-chefe do Itaú, Ilan Goldfajn, enxerga sinais de que “a economia está querendo voltar a se ajustar”. Segundo ele, fatores como a confiança “parando de cair”, o recuo da inflação, que em algum momento deve trazer também a queda dos juros, e o câmbio mais favorável, ajudando a elevar as exportações e zerando o saldo do balanço de pagamentos no ano que vem, devem contribuir para a recuperação da economia. Ele comparou a situação do Brasil com a de um local que sofre enchente, é devastado, mas onde depois as plantas começam a brotar.

Goldfajn calcula que o “fundo do poço” – quando não haverá nem queda nem crescimento da atividade – virá no quarto trimestre deste ano. Até lá, prevê, o PIB continuará caindo cada vez menos. Ressalta, no entanto, que ficar “parado em um nível tão baixo não é bom”. A recuperação também não virá em 2017. “Não vai dar para no ano que vem a coisa estar resolvida de uma hora para a outra.”

Segundo ele, “o núcleo do problema é o déficit nominal de quase 10%”. “Não há confiança que volte enquanto não tiver mais ou menos a clareza de que vai resolver aquilo”, afirmou. “Não precisa ser algo que vá mudar o fiscal hoje, mas alguma coisa que sinalize que no futuro a situação vai melhorar.”

Goldfajn não quis comentar o possível desempenho de variáveis macroeconômicas se a presidente Dilma Rousseff permanecer no poder, mas afirmou que o principal canal da política que afeta a inflação é o câmbio. “O canal de transmissão de dificuldades políticas e fiscais para a inflação é o câmbio. Tem a expectativa de que no futuro não teremos o câmbio depreciando tanto. Se algo mudar nessa equação, o câmbio pode subir”. Nas projeções do banco, o dólar terminará 2016 cotado em R$ 4.

Também presente ao evento, o ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco, sócio e estrategista-chefe da Rio Bravo Investimentos, foi enfático em suas críticas em relação à presidente da república. “Existe um obstáculo muito grande aos debates sobre reformas que chama-se Dilma Rousseff”, disse em entrevista coletiva. Ele já havia dito em palestra pouco antes que a primeira medida que tomaria se fosse chamado a integrar o atual governo seria pedir demissão.

Na visão de Franco, Dilma não tem a intenção e nem terá a capacidade política, caso o impeachment não se concretize, de fazer reformas que ele aponta como necessárias, a exemplo da previdenciária e da trabalhista. “Pelo que estamos observando da coalizão que ela está montando, vai ser mais do mesmo, nem guinada à esquerda e nem na direção correta”, afirmou.

A entrada com força do ex-presidente Lula no governo poderia ajudar na articulação política, diz Franco, mas o petista também teria poucas intenções de aplicar essas reformas em um momento de “problemas fiscais seríssimos”. “É difícil para um líder que se formou em um cenário de bonança se adaptar ao contrário. Talvez ele não esteja com cabeça certa para os problemas atuais”, afirmou.

Franco elogiou a disposição do ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, de trazer à tona o debate sobre a situação das contas públicas, mas crê que o governo não tem condições políticas de implantar esses cortes estruturais neste momento. “Acho que até já desistiram da reforma da Previdência, mas só de cogitá-la já é importante”, disse.

Para Franco, um eventual governo do vice Michel Temer, a conjuntura política poderia facilitar a aprovação das reformas. Ele comparou a situação do atual vice com a de Itamar Franco, que assumiu após o impeachment de Fernando Collor e conseguiu implantar o Plano Real.

“Suponho que o novo governo teria um plano coerente. Seria uma presidência curta. Se você tiver uma agenda definida e focada, é uma janela que se abre para implantar coisas que as pessoas dizem que são impossíveis e improváveis”, disse. Para que a agenda de reformas saísse do papel, a “presidência com um jeitão parlamentarista” teria que mostrar que “o programa é mais importante do que a pessoa”.

Valor Econômico – 08/04/2016

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BC diverge da Fazenda sobre crédito como forma de reanimar economia

O diretor de Fiscalização do Banco Central, Anthero Meirelles, afirmou que qualquer política de incentivo ao crédito será inócua enquanto a economia não recobrar o fôlego e a confiança for restabelecida. A avaliação contraria a estratégia que vem sendo adotada pelo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, que tem priorizado ações de curto prazo para reativar a economia na injeção de crédito.

Segundo Meirelles, “não há apetite dos bancos, públicos e privados, para ampliar crédito. Não há demanda. O sistema tem liquidez, tem folga de capital. Diria que acho que o estímulo ao crédito pode funcionar num momento de recuperação do ciclo, de recuperação da confiança. Fora isso, acho que não tem demanda por crédito.”

Nesta quinta (7), o BC divulgou o Relatório de Estabilidade Econômica, publicação semestral, a qual aponta que o brasileiro está tomando menos empréstimos e cada vez menos tem conseguido honrar suas dívidas em dia.

Para o diretor, essa situação reflete o baixo nível de confiança das pessoas e das empresas na economia e não é problema de oferta.

Um mês depois de assumir a Fazenda, em janeiro, Barbosa anunciou pacote de destravar R$ 83 bilhões em crédito, como forma de reanimar a economia.

A defesa da Fazenda, contestada pelo BC no relatório, é resgatar a atividade econômica via recuperação do crédito, usando melhor recursos existentes na economia.

Para Barbosa, há demanda em setores específicos, como crédito habitacional e para capital de giro das empresas.

Para o Banco Central, o mercado de crédito passou a sentir com mais intensidade o revés na atividade econômica a partir do segundo semestre de 2015.

Segundo a publicação, os bancos privados reduziram em 8,2% a concessão de crédito no ano passado, e bancos públicos, vetor das políticas públicas de incentivo ao crédito, tiveram crescimento quase nulo, de 0,2%.

Na média, houve retração de 3,7% no estoque de crédito, já descontada a inflação.

A inadimplência das operações de crédito no país chegou a 3,4% em dezembro do ano passado. Um ano atrás, esse índice estava em 2,9%.

Folha de S.Paulo – 08/04/2016

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Incertezas prosseguem com ou sem Dilma, dizem consultores

As incertezas sobre a política e a economia não se encerram com uma decisão sobre o eventual impeachment da presidente Dilma Rousseff, afirmam consultores políticos e economistas.

Tanto se Dilma sair quanto se a presidente permanecer no cargo, há dúvidas sobre a resolução do impasse político, cujo efeito sobre a economia é a grave recessão.

Desde a semana passada, quando o governo passou a negociar cargos com os partidos menores da base aliada (PP, PTN, PR e PSD), analistas passaram a considerar mais difícil o impeachment.

O consultor político Christopher Garman, da Eurasia, contratada por bancos e gestoras, afirma que se o impeachment não prosperar, a pressão política pelo afastamento da presidente subirá.

Na sua avaliação, há 60% de chance de Dilma sofrer um impeachment e 75% de ela não terminar o mandato.

“Nossa convicção de [Dilma] não terminar [o mandato] é alta, mas o caminho da queda é difícil de antecipar. Se o governo vencer a batalha do impeachment, aumentaríamos a probabilidade de novas eleições”, disse Garman, em evento organizado pelo Itaú Unibanco com cerca de 1.000 empresários, investidores e analistas.

“A crise econômica vai se aprofundar e a insatisfação social vai aumentar. É um ambiente difícil para um governo manobrar, por isso diminuímos a probabilidade de impeachment, mas não a probabilidade da presidente não terminar o mandato”, disse.

O professor da FGV Oscar Vilhena, também no evento, observou que Dilma enfrenta não apenas um processo de impeachment, mas uma “onda”, que prevê um eventual novo pedido de julgamento político e a análise da validade da chapa Dilma-Temer pela Justiça Eleitoral.

“Deveríamos olhar a presidente Dilma não submetida a um processo de impeachment, mas a um conjunto de ondas que se sobrepõem a esse primeiro processo”, disse.

Para Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central, a composição de um eventual governo Michel Temer será complexa, algo que o mercado pode estar subestimando.

“Os partidos, como o PSDB, terão pedidos a fazer e a negociação política não será simples”, disse.

Em caso de o impeachment não ocorrer, Franco crê que o mercado financeiro deve reagir mal. E a crise não acaba.

“Se não acontecer, não se encerra o assunto. Claro que será uma decepção, o mercado não vai gostar. Porém o jogo continua”, disse.

Para Garman, Temer poderia montar uma boa equipe e animar o mercado, mas a Lava Jato continuará pairando sobre seus aliados, e o PT se queixará de que as regras do jogo não foram respeitadas.

Folha de S.Paulo – 08/04/2016

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Reforma quase enterrada

O governo dá sinais, cada vez mais claros, de que vai enterrar a reforma da Previdência. O relatório final do fórum, criado para propor mudanças no sistema, previsto este mês, ainda não foi concluído e, pior, não tem data definida para ser entregue ao Congresso Nacional. Segundo o Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS), ainda faltam duas reuniões, que serão realizadas em 26 de abril e 3 de maio. “Foi um problema de agenda dos integrantes sem nenhuma influência do cenário político”, informou.

O fato é que até mesmo o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, deixou de lado a discussão. Em fevereiro, apresentou os pontos que considerava necessários para a sustentabilidade do sistema — como demografia e idade média das aposentadorias; financiamento da Previdência Social, receitas, renúncias e recuperação de créditos; diferença de regras entre homens e mulheres; pensões por morte; previdência rural, financiamento e regras de acesso; regimes próprios e convergência dos sistemas previdenciários — passou o bastão para o MTPS e estipulou prazo de 60 dias para o relatório.

Praticamente dois meses se passaram, e até agora nada foi divulgado. A discussão com dirigentes de sindicatos patronias, centrais sindicais e representantes do setor público pouco avança. Para o ex-secretário de Políticas de Previdência Social Leonardo Rolim, o problema é que o governo Dilma não fará nada que vá contra as centrais sindicais, que dão sustentação a essa administração nas ruas.

Descrédito

O presidente do Conselho de Administração a Mongeral Aegon Seguros e Previdência, Nilton Molina, não acreditava no futuro da reforma. “O governo não explicou como está o sistema, as pessoas não conhecem o mecanismo e por isso não são a favor”, explicou. Na opinião dele, o fórum vai produzir muito pouco. “Por um lado as confederações patronais não gostariam de uma queda de arrecadação no Sistema S, de outro lado as centrais sindicais têm o objetivo que nada aconteça porque, com a subtração de benefícios, perderiam seus cargos”, analisou.

Rolim lamenta a falta de comprometimento de políticos e centrais sindicais brasileiras em comparação com a espanhola. “Aqui não há compromisso com o futuro. Lá eles fizeram o Pacto de Toledo há 20 anos e atualizam a população, além de fazer reformas na legislação. Apesar de ter uma população muito mais envelhecida, gastam menos e têm um estado social melhor e mais bem estruturado que o brasileiro”, argumentou.

Correio Braziliense – 08/04/2016

Redação On abril - 8 - 2016
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