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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017






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Fed debateu alta de juros em abril mas cautela global predominou, indica ata

Autoridades do Federal Reserve debateram no mês passado se seria necessário elevar os juros em abril, mas o consenso foi de que os riscos provocados pela desaceleração econômica global autorizavam postura cautelosa, mostrou a ata da última reunião do banco central norte-americano, publicada ontem.

“Muitos participantes expressaram a avaliação de que a situação econômica e financeira global ainda representava um risco relevante”, de acordo com o documento sobre a reunião dos dias 15 e 16 de março. Autoridades sinalizaram ao fim da reunião que esperavam aumentar os juros duas vezes em 2016, mas o momento dessas elevações ainda parece estar indefinido.

Segundo a ata, vários dos membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) expressaram a avaliação de que uma abordagem cautelosa para subir o juro seria prudente ou observaram sua preocupação de que elevar a meta para o juro em abril “sinalizaria sentimento de urgência que eles não consideravam apropriado”, apontou a ata.

“Em contraste, alguns outros participantes indicaram que aumento dos juros na reunião seguinte do Comitê pode muito bem ser justificado”, informou a ata.

As autoridades do Fed haviam previamente sinalizado em dezembro que quatro aumentos de juros seriam prováveis em 2016 e a ata da reunião de março destacou o consenso dentro do Fed sobre perspectiva cautelosa para a economia. “De maneira geral, os participantes entendem que os desenvolvimentos econômicos e financeiros continuam apresentando riscos à perspectiva para a atividade econômica e o mercado de trabalho nos Estados Unidos”, segundo o documento.

Discurso alinhado

A ata divulgada ontem segue o mesmo tom cauteloso adotado pelo chair do Fed, Janet Yellen, em discurso proferido durante uma conferência no Economic Club em Nova York, pouco depois da última reunião do banco central norte-americano, em 29 de março. Na ocasião, Yellen afirmou que o banco central dos EUA deveria “proceder com cautela” ao aumentar os juros, visão que tem sido recentemente abraçada por outros membros, incluindo o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard.

O Fed manteve a taxa de juros entre 0,25 e 0,5% na reunião de março e em janeiro, após a alta de dezembro, que interrompeu sete anos de juros quase zerados.

De acordo com a chair do Fed, a medida é importante porque a inflação ainda não se mostrou duradoura diante de um cenário de iminentes riscos globais à economia dos Estados Unidos.

Em suas primeiras declarações desde que o Fed decidiu deixar os juros inalterados na reunião de março, a chair do Fed mais uma vez mostrou-se cautelosa sobre as ameaças à maior economia do mundo, incluindo os preços baixos do petróleo e as preocupações com a economia da China. “Os acontecimentos no exterior sugerem que o cumprimento de nossas metas de emprego e inflação provavelmente vão exigir uma trajetória um pouco menor para a taxa de juros em relação ao que era esperado em dezembro”, disse Yellen.

“Dados os riscos para a perspectiva, considero apropriado que o Comitê proceda cautelosamente no ajuste da política”, disse Yellen, referindo-se ao Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), que define a política monetária.

Na reunião de março, o Fed ainda acenou para uma desaceleração no exterior e turbulências no mercado no início do ano ao justificar a pausa no aperto da política monetária. Naquele momento as autoridades do Fed também reduziram as expectativas econômicas e previram apenas mais duas altas dos juros este ano, contra previsão de quatro elevações em dezembro.

Ainda durante a apresentação, Yellen afirmou que ainda espera que os obstáculos do crescimento fraco no exterior, dos preços baixos do petróleo e das incertezas com a China diminuam e permitam que a recuperação continue.

“Essa expectativa de redução dos obstáculos”, disse ela, é um motivo importante para as autoridades esperarem que “aumentos graduais” nos juros sejam apropriados. “Os contágios para a economia dos Estados Unidos dos acontecimentos dos mercados globais desde o começo do ano provavelmente serão limitados”. Yellen disse que o Fed queria “adiantar-se” a esse risco, apesar de a economia dos EUA provar-se “bastante resiliente” diante de fatores estrangeiros significativos.

As medidas de inflação nos EUA têm mostrado alguma força recentemente, com a medida anual preferida do Fed permanecendo em 1,7% em fevereiro, embora ainda abaixo de sua meta de 2%. Entretanto, Yellen permanece cautelosa. “É cedo demais para dizer se esse recente ritmo mais rápido se provará duradouro”, disse a chair.

DCI – 07/04/2016

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Governo aumenta investimentos para promoção do comércio internacional

O governo federal expandiu fortemente os seus gastos na promoção das exportações no início de ano. Dados do Tesouro Nacional revelam que as despesas da União com o comércio exterior saltaram de R$ 7 milhões, no primeiro bimestre de 2015, para R$ 936 milhões, em igual período deste ano.

Os montantes são referentes a medidas voltadas para a indústria, comércio e serviços e contemplam os dispêndios com o Programa de Financiamento às Exportações (Proex) e com ações de promoção comercial, como missões a outros países.

A dotação orçamentária para o comércio exterior também aumentou de 2015 para 2016, de um valor de cerca de R$ 1,612 bilhões, para R$ 4,364 bilhões.

Somente aos setores de comércio e serviços, já foram liberados R$ 461 milhões até fevereiro de 2016, enquanto em igual período do ano passado, os desembolsos alcançaram cerca de R$ 7 milhões.

Para a indústria, nenhum montante foi liberado nos dois primeiros meses de 2015, porém, até fevereiro deste ano, a União direcionou R$ 475 milhões ao setor.

A assessoria de imprensa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) informou ao DCI que, do total executado neste ano (R$ 461 milhões) na área de comércio e serviços, R$ 124 mil foram utilizados pela pasta na gestão e na promoção do comércio exterior que inclui, em grande parte, as despesas com passagens e diárias.

Outros R$ 30 mil foram desembolsados para um termo de cooperação entre o MDIC e o Ministério das Relações Exteriores (MRE). Já o restante do valor é referente ao Proex cujo orçamento é gerenciado pelo Ministério da Fazenda, explica a assessoria de imprensa da pasta.

Nos dois primeiros meses de 2015, os gastos do MDIC para promover as exportações do comércio e dos serviços alcançaram R$ 155 mil, enquanto R$ 6,8 milhões foram liberados ao Proex. A assessoria não repassou os dados sobre a indústria.

Esforço

Para Darlan Moraes Júnior, diretor da empresa de facilitação de negócios com o leste europeu Nova Opção, o avanço no apoio ao comércio exterior mostra uma postura “reativa” do governo federal frente à queda dos preço das commodities agrícolas e minerais nos últimos dois anos.

“O governo percebeu que teria que fazer algum movimento em termos de exportação, diante da baixa de preços no mercado internacional e da alta do dólar podendo ajudar nas transações comerciais”, afirma o empresário.

Apesar de considerar significativo o aumento dos aportes no comércio exterior, Moraes Jr. critica a atuação do governo comentando que falta aos ministérios competentes traçar uma estratégia para o comércio exterior que contemple capacitação de pequenos produtores e aprimoramento de cadeias produtivas.

Neste ano, o MDIC realizou missões comerciais aos Estados Unidos, Argentina e Reino Unido. No dia 31 de março, o ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro, reuniu-se com a secretária de Comércio dos EUA, Penny Pritzker, para discutir a ampliação de medidas de convergência regulatória, harmonização de normas e facilitação de comércio, além de redução de barreiras não tarifárias para facilitar o acesso dos produtos brasileiros ao mercado norte-americano.

DCI – 07/04/2016

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Líderes globais têm visão pessimista para próximos anos

Persistem muitas vulnerabilidades na economia global e não há sinais de que a atividade vá melhorar significativamente no futuro previsível. A expectativa é que mais de 2,3 milhões perderão o emprego neste ano, totalizando quase 200 milhões sem trabalho. E o comércio mundial crescerá apenas 2,8%, ante os 5% em média entre 1995 e 2015.

Foi esse cenário pessimista que saiu de uma reunião entre a primeira-ministra alemã, Angela Merkel, e diretores de grandes organizações econômicas internacionais, encerrada tarde da noite de segunda-feira em Berlim.

Participaram Christine Lagarde, do Fundo Monetário Internacional (FMI); Roberto Azevêdo, da Organização Mundial do Comércio (OMC); Jim Young Kim, do Banco Mundial; Ángel Gurría, da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e Guy Ryder, da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Conforme o Valor apurou, na avaliação dos participantes, no encontro a portas fechadas, a boa notícia é que não há recessão global à vista, pelo momento; e a má notícia é que o crescimento continua medíocre, frágil e permanecerá abaixo das tendências históricas do pós-guerra, ninguém sabe por quanto tempo.

A constatação foi de que o crescimento ainda é o desafio para a maior parte dos países. Foi manifestada preocupação com a chamada “Brexit”, uma eventual saída do Reino Unido da zona do euro. A crise migratória na Europa também esteve na ordem do dia. Sobre o escândalo offshore, com a revelação dos Panama Papers, os dirigentes insistiram na importância de maior cooperação internacional, para assegurar a troca automática de informações bancárias e se evitar a evasão de impostos.

Cerca de 197 milhões de pessoas estavam desempregadas no mundo em 2015, e a projeção do começo deste ano era de que mais 3 milhões de pessoas perderiam o emprego nos próximos dois anos. Em Berlim, porém, a conclusão foi de que esse número já será quase todo alcançado em 2016, diante da modéstia da atividade.

Também no contexto de baixa demanda global, a OMC prevê a continuação da recente tendência de modesta expansão no comércio, em torno de 2,8%.

A situação dos mercados emergentes, principalmente do Brasil e da Rússia em recessão, esteve na agenda. Os líderes insistiram na importância de “reformas corajosas” para reverter a situação.

Valor Econômico – 07/04/2016

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FMI: fluxo de capitais para emergentes é o pior desde os anos 1980

O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou ontem um estudo que mostra que o fluxo de capital para os países emergentes, como o Brasil, segue baixo, depois de cinco anos de queda constante. O levantamento faz parte do Panorama Econômico Mundial (WEO, na sigla em inglês) e levou em conta os dados do último trimestre de 2015 para 45 países. O organismo avalia que o menor recebimento de recursos reduz investimentos e o crescimento dos países, e sua magnitude lembra as reduções vividas nos anos 1980 e 1990, quando muitos países viveram fortes crises de dívida pública.

O estudo aponta que, analisando o conjunto de países em desenvolvimento, o fluxo de capitais caiu de cerca de 4% do PIB combinado dos emergentes, em 2010, para menos de 0,5% no fim do ano passado. O documento não divulga dados isolados dos países, apenas uma análise da situação dos emergentes em conjunto.

FUNDO SUGERE REFORMAS
O FMI aponta que, entre 2010 e 2015, foi registrada queda no fluxo de todos os tipos de capitais. Ou seja, abrange investimento estrangeiro direto, o chamado “investimento produtivo”, carteira de ações e outros tipos de investimentos nos emergentes.

A última vez em que o fluxo de capitais a países emergentes foi tão pequeno foi em 1988. Apesar da comparação, o Fundo afirma que os impactos da queda dos fluxos têm sido muito menos dolorosos que há algumas décadas. O FMI afirma que a maior causa para a redução do envio de recursos a essas nações se deve à redução da diferença entre o crescimento previsto para os emergentes e os países desenvolvidos.

De acordo com o documento, o impacto menor da queda do fluxo nesses países se deve aos avanços obtidos pela maior parte dos emergentes na década passada, principalmente a criação de maiores reservas cambiais, além de uma participação muito menor de dívida em moeda estrangeira no total das obrigações dessas nações.

Outro fator que favoreceu a absorção do impacto da redução dos fluxos de capitais foi o câmbio flutuante. E, em muitos casos, o fluxo está sendo afetado por uma forte saída de recursos destes países, ao contrário do que ocorreu no passado, quando em geral apenas não havia mais chegada de recursos, mas sem grande fuga de capitais de países emergentes.

“O fenômeno afetou a todas as regiões e a maioria das economias emergentes, sem importar seu tamanho. Ou seja, não se limitou à China, Rússia ou aos Brics (Grupo formado por Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul)”, afirmou o documento.
Em outro capítulo, o FMI avalia que o momento é ideal para que os países realizem reformas, principalmente na área trabalhista e de mercados, para retomar o crescimento.

O Globo – 07/04/2016

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Cai o temor de que China tenha pouso forçado

A economia da China está se estabilizando depois de perder ritmo nos últimos meses, segundo novos indicadores que aliviaram o temor de um pouso forçado da economia, mas levantaram duvidas sobre o real compromisso do governo de promover um ajuste.

A perda de força da indústria e do setor imobiliário, motores tradicionais da economia chinesa, afetou o preço das commodities e encolheu o lucro dos grupos chineses baseados no antigo modelo de crescimento. Os planos de demissões em setores com excesso de capacidade produtiva, como os de aço e de carvão, trouxeram preocupações quanto ao desemprego e manifestações de trabalhadores.

Dados recentes indicam, porém, que a maré pode estar mudando. Os índices de gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) da Caixin para indústria e serviços, divulgados ontem, tiveram forte alta em março. O PMI da indústria chegou a 49,7 pontos, maior patamar em mais de um ano e bem acima das previsões. O PMI de serviços subiu para os 52,2 pontos em março, ante os 51,2 de fevereiro. A marca de 50 pontos é o limite entre a contração e a expansão da atividade.

Os novos dados indicam que o recente esforço de estímulo, em especial no setor imobiliário, conseguiu interromper a desaceleração.

“Para a China, este momento é um ponto central macroeconômico no que se refere à economia e ao câmbio”, escreveu o economista Larry Hu, da Macquarie.

“O medo era que um pouso forçado já tivesse acontecido e a depreciação cambial se acelerasse. Com isso, analistas apressaram-se em cortar suas previsões para o yuan [e o PIB]. Nas últimas duas semanas, a maré virou e analistas começaram a rever previsões.”

Mas os estímulos à aquisição de imóveis criam riscos de agravar a dependência da economia em relação a investimentos em ativos fixos, criando obstáculos a uma transição para o crescimento movido a consumo e serviços buscado pelas autoridades chinesas. A Caixin diz que o mercado imobiliário é “o principal fator por trás da recente retomada do investimento”.

Após uma desaceleração nas vendas de imóveis, incorporadoras reduziram seus investimentos em novos projetos no ano passado, enquanto aguardavam que o mercado digerisse o grande excedente de imóveis não vendidos. Mas os preços e os volumes de vendas se recuperaram nos últimos meses, aquecendo a atividade de construção civil, bem como serviços relacionados ao mercado imobiliário.

As autoridades cortaram, recentemente, o valor exigido como entrada de compradores fora das principais cidades, ao passo que governos locais têm oferecido subsídios para seduzir migrantes rurais a adquirir casa.

A pesquisa da Caixin, que se concentra em empresas de capital fechado, reforça a tendência verificada em outras pesquisas recentes. O índice PMI industrial compilado pela Agência Nacional de Estatísticas, que pesquisa primordialmente empresas estatais, chegou a 50,2 em março, um pico em nove meses. O índice PMI da agência para o setor de serviços subiu para 53,8.

Valor Econômico – 07/04/2016

Redação On abril - 7 - 2016
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