Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Sbado, 23 de Setembro de 2017






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

FMI tende a revisar PIB brasileiro para baixo

O Brasil deverá sofrer nova redução nas projeções para a sua economia pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e a expectativa é de que isso ocorra às vésperas da votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

As novas projeções serão divulgadas no início da semana que vem, e o impeachment deverá ser votado pela Câmara dos Deputados no fim da semana.

A expectativa é que elas indiquem uma queda no PIB em torno de 4% em 2016. Alguns especialistas apostam que o FMI poderia rebaixar a estimativa para 3,8% negativos, mas gestores de bancos de investimento e analistas acham que pode surgir um número ainda pior.

A perspectiva anterior do Fundo, divulgada em janeiro, indicou forte redução, de 3,5%. Dilma disse ter ficado estarrecida com trechos daquele relatório, que apontou não apenas fatores externos – caso da desaceleração da atividade econômica na China e da queda no preço das commodities – como provocadores de dificuldades para países emergentes como o Brasil. O FMI apontou a incerteza política vivida no país e o prolongamento das investigações na Petrobras como motivos para a recessão.

Esses fatores internos que dificultam o desenvolvimento da economia nacional se intensificaram, nos últimos meses, com novas revelações nas investigações da Operação Lava-Jato e o aumento da crise política que levou à retomada do processo de impeachment.

O Brasil ainda será avaliado num relatório específico, que deve ser divulgado em breve. Trata-se do comunicado sobre o artigo IV do país – uma avaliação que o Fundo faz sobre os países membros. A última avaliação foi em 10 de abril de 2015 e a nova está prestes a ser publicada.

Os fluxos de capital para as economias emergentes seguem contidos e em desaceleração, de acordo com os dados obtidos no quarto trimestre de 2015, após cinco anos de queda sustentada. De acordo com o capítulo 2 do relatório “Panorama Econômico Mundial”, do FMI, as menores entradas brutas de capital e as maiores saídas em relação ao PIB dos emergentes contribuem para a desaceleração nesse grupo de países, de que o Brasil faz parte, entre de 2010 a 2015.

A principal explicação é a deterioração das perspectivas de crescimento nas economias emergentes. Essa situação traz preocupações por duas razões, segundo o FMI. A primeira é que os fluxos de capital poderiam ajudar os investimentos e o crescimento das economias. A segunda é que os períodos de quedas prolongadas, nos ciclos de fluxos nas décadas de 1980 e de 1990, estiveram vinculados a um elevado número de crises de dívidas.

Por causa dessa segunda preocupação, o FMI fez uma análise para compreender os fatores que determinaram a desaceleração dos fluxos de capitais desde 2010, de maneira a verificar as diferenças com o período em que houve crises de dívida nas décadas anteriores.

O relatório diz que boa parte da desaceleração pode ser atribuída à contração do diferencial de crescimento entre as economias emergentes e as avançadas. Os efeitos macroeconômicos menos adversos na situação atual podem ser atribuídos aos reforços na melhoria da estrutura de políticas desses países, como mais reservas cambiais, menos dívida em moeda estrangeira e maior flexibilidade na taxa de câmbio.

Segundo o FMI, os países que apresentam maior flexibilidade cambial conseguiram se proteger no atual ciclo de fluxos de capitais do que em outros períodos de desaceleração. O Fundo enumera as crises em cada país de acordo com os anos em que ocorreram. O Brasil aparece em gráficos de 1983, 1999 e 2001.

O relatório diz que a depreciação do câmbio, se ordenada, pode amortecer de forma mais eficaz o impacto no consumo e no emprego, o que reduz as desacelerações do crescimento e os riscos de crise da dívida. E sugere a adoção de políticas fiscais que ajudem a reduzir a dívida pública, bem como políticas macroprudenciais, flexibilidade na taxa de câmbio e gestão prudente das reservas.

A instituição conclui que a desaceleração atual afeta de maneira menos drástica os emergentes do que o observado nas últimas décadas do século 20, mas adverte que esses países devem fortalecer as suas políticas para atrair mais capitais, o que auxiliaria o crescimento.

Valor Econômico – 07/04/2016

continue lendo:

IGP-DI desacelera para 0,43% em março e tem alta de 2,78% no trimestre

SÃO PAULO  –  A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) cedeu para 0,43% em março, depois de ficar em 0,79% um mês antes, informa a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em março de 2015, marcou 1,21%. No primeiro trimestre, o indicador acumulou alta de 2,78% e, em 12 meses, de 11,07%.

Dos componentes do IGP-DI, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 0,37% em março, seguindo alta de 0,84% no mês anterior. Os produtos agropecuários saíram de aumento de 2,02% para 1,28% e os produtos industriais, deixaram incremento de 0,36% para queda de 0,01%. No corte estágios, os Bens finais subiram 1,34% em março, menos que o 1,46% de fevereiro. Bens intermediários tiveram queda de 0,83%, ante recuo 0,20% em fevereiro, e as Matérias-primas brutas passaram de alta de 1,35% para 0,63%.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também desacelerou, de 0,76% para 0,50%, com seis de suas oito classes de despesa registrando taxas mais baixas. Habitação (0,39% para -0,15%) foi o grupo mais relevante por causa da queda da energia elétrica (-2,44% para -3,41%).

Houve abrandamento no ritmo de alta em Transportes (1,13% para 0,43%), Educação, leitura e recreação (0,44% para 0,19%), Despesas diversas (1,58% para 1,02%), Saúde e cuidados pessoais (0,69% para 0,64%) e Comunicação (0,83% para 0,70%), influenciados por tarifa de ônibus urbano (1,50% para 0,04%), passagem aérea (1,75% para -8,01%), cigarros (3,28% para 2,12%), artigos de higiene e cuidado pessoal (1,00% para 0,41%) e pacotes de telefonia fixa e internet (0,82% para zero).

Alimentação (1,07% para 1,15%) e Vestuário (0,04% para 0,32%) subiram mais por causa de frutas (4,95% para 7,40%) e roupas (-0,11% para 0,53%).

Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou em março elevação de 0,64%, acima do resultado do mês anterior, de 0,54%. O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços subiu de 0,51% para 0,26% e aquele que representa o custo da mão de obra aumentou de 0,56% para 0,97%.

Valor Econômico -07/04/2016

Redação On abril - 7 - 2016
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.