Sindicato Nacional da Indústria de
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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017






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Descoberto novo mineral que pode inspirar novos materiais

Em razão de suas propriedades físicas e estruturais, acredita-se que um novo mineral chamado melcheritapode ter aplicações tecnológicas importantes. O citado mineral, que foi caracterizado em 2014 por um pesquisador do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) e pelo professor Daniel Atencio, do Instituto de Geociências (IGc/USP), foi descoberto pelo engenheiro de minas, Luiz Alberto Dias Menezes Filho (1950-2014), na mina de Jacupiranga, em Cajati (SP).

A melcherita, um dos setenta minerais já descobertos em território brasileiro, foi encontrada em 2014, mas sua descoberta se tornou oficial apenas em 2015, através da aprovação da Associação Mineralógica Internacional (IMA, na sigla em inglês).

O nome melcherita é uma homenagem ao falecido Prof. Dr. Geraldo Conrado Melcher (1924-2011), que chefiou o Departamento de Engenharia de Minas e Petróleo da Escola Politécnica da USP e que atuou na mina de rocha fosfática de Cajati, através da empresa de mineração Serrana S. A., tendo trabalhado também com Luiz Menezes Filho.

O novo mineral foi encontrado em uma cavidade muito pequena de uma rocha de carbonatito*, que é rica em calcita e dolomita, retirada da mina de Jacupiranga. É nesse tipo de cavidade que se localizam os minerais raros.

Para descobrir a melcherita, os pesquisadores analisaram a rocha com as técnicas de difração de Raios-X e de Espectroscopia Raman, consistindo esta última na incidência de um laser que, ao atingir uma espécie mineral, faz com que os átomos ou íons de sua estrutura vibrem. O espectro característico dessas vibrações funciona como uma “digital”. Portanto, com base no comportamento dos átomos, é possível distinguir cada mineral presente em uma rocha. “A estrutura da melcherita é muito versátil. E até pouco tempo só havíamos encontrado essa estrutura em compostos produzidos em laboratório, e não na natureza”, diz o Dr. Marcelo Barbosa de Andrade, pesquisador responsável pelo Centro de Caracterização de Espécies Minerais (CCEM/IFSC), que participou dessa descoberta.

Possibilidade fantástica de aplicação tecnológica

A melcherita foi o segundo hexaniobato (tipo de composto) a ter sido descoberto no mundo. Ao contrário de outros compostos sintéticos, ou seja, aqueles produzidos em laboratório, a melcherita contém nióbio, substância bastante utilizada na fabricação de aço. Por ter características diferentes dos compostos sintéticos, a possibilidade de aplicação tecnológica desse mineral, segundo Marcelo, é fantástica. O nióbio, por exemplo, origina octaedros – estruturas que contêm oito faces – que se unem formando um “super-octaedro”.

A melcherita

O pesquisador explica que já existem estudos envolvendo o aprisionamento de vírus, a partir dessas estruturas formadas pelo nióbio. Nesse sentido, já há pesquisas sendo desenvolvidas com o intuito de usar essa metodologia para aprisionar substâncias químicas letais, como, por exemplo, as do gás sarin, que, de acordo com um relatório divulgado no último dia 4 de janeiro pela Organização das Nações Unidas (ONU), foram utilizadas em ataques ocorridos na Síria.

Por se tratar de um mineral recém-descoberto, o pesquisador do IFSC/USP explica que ainda será feita uma série de estudos com foco nas propriedades físicas desse mineral, a fim de analisar outras possíveis aplicações da melcherita, até porque esse mineral ainda não foi encontrado em nenhuma outra região do mundo, a não ser em Cajati. “A pesquisa ainda está em desenvolvimento. E, em razão de podermos substituir os elementos que existem no mineral, alterando suas propriedades físicas, esperamos apresentar muitas novidades”, afirma Marcelo, acrescentando que algumas partes dos estudos foram feitas em parceria com o Prof. Robert T. Downs, do Departamento de Geociências, da Universidade do Arizona (Estados Unidos), e com o Dr. John Spratt, do Museu de História Nacional, em Londres (Inglaterra).

Com a finalidade de preservar o novo mineral, os pesquisadores já depositaram a melcherita no Museu de Geociências da USP e no Museu Mineralógico da Universidade do Arizona, onde as amostras do material estão acessíveis aos especialistas interessados em desenvolver novos estudos com o mineral recentemente descoberto.

*O carbonatito é muito utilizado na produção de vidros, pasta de dente e materiais para construção civil. 

Fonte: Planeta Universitário

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Governo lança programa de aumento de produtividade da indústria

O governo federal lançou nesta quarta (6) o programa Brasil Mais Produtivo, que pretende aumentar a produtividade de pequenas e médias indústrias em pelo menos 20%, ao cortar desperdícios nos processos de produção.

A expectativa do Ministério do Desenvolvimento, que está tocando o projeto com o Senai e outros parceiros, é atender 3.000 empresas até 2017.

Empresários terão a orientação de consultores para detectar problemas, como excesso de estoque, deslocamento desnecessário de funcionários, e aplicar soluções, com base na metodologia de manufatura enxuta.

Para o ministro Armando Monteiro (Desenvolvimento), o programa, por ora, tem alcance limitado, mas aponta para a direção “correta”, ao quebrar com o clima de paralisia na economia.

Monteiro citou que, em meio ao forte processo de ajuste fiscal em curso, não dá para recorrer ao “velho repertório” de medidas econômicas, como desonerações e outros incentivos usados anteriormente para estimular a economia.

Para o ministro, o programa tem o trunfo de ser uma intervenção rápida, com baixo custo, que otimiza processos e reduz custos.

CUSTO

O custo do programa por empresa será de R$ 18 mil, sendo R$ 15 mil subsidiados pelo programa. O restante poderá ser financiado pelo cartão BNDES.

A primeira fase, que vai de abril a maio deste ano, terá orçamento de R$ 50 milhões –Ministério do Desenvolvimento e Senai vão bancar esse custo, meio a meio.

Até maio, o programa estará disponível em dez Estados, chegando a todo o país até o fim do ano, espera o governo.

Estão aptas a participar indústrias que tenham entre 11 e 200 empregados. No primeiro momento do programa, será dada prioridade aos seguintes setores: metalmecânico, vestuário, calçados, moveleiro, alimentos e bebidas.

As empresas interessadas deverão se inscrever no site www.brasilmaisprodutivo.gov.br.

O programa surgiu como um projeto piloto coordenado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), com 18 empresas no Sul e no Ceará. Houve, em média, um aumento de 48% de produtividade e redução de 21% dos custos de produção.

Folha de S.Paulo – 07/04/2016

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Crédito para veículos desaba e reduz venda no primeiro trimestre

A crise de confiança na economia já impactou os financiamentos de veículos no país. Segundo a Anfavea (associação dos fabricantes), no primeiro trimestre deste ano os contratos chegaram ao pior nível desde 2005, o que influenciou diretamente as vendas das montadoras.

Os financiamentos representaram 51,4% do total de vendas. Historicamente, esse percentual fica acima de 60%. Os licenciamentos, no período, caíram 28,6%.

“Com a taxa de desemprego alta, o cliente não vai se arriscar no financiamento. Aliada a isso, há ainda a escassez do crédito. Os bancos preferem conceder empréstimo aos clientes mais antigos”, disse o presidente da Anfavea, Luiz Moan.

Dados da Cetip, empresa do mercado financeiro que acompanha as transações, também apontam para contração nas vendas financiadas de veículos. A fatia era de 57,2% dos licenciamentos em janeiro e, em fevereiro, caiu a 55,6%. A empresa ainda não tem os dados de março.

O crédito mais escasso contribuiu para a queda nas vendas de veículos: 481,31 mil no primeiro trimestre deste ano, 28,6% menos que as 674,38 mil do período em 2015.

No mês passado, foram licenciadas 179,2 mil unidades, queda de 23,6% no comparativo com março de 2014.

A média diária de vendas foi menor em março do que em fevereiro. Foram vendidos, por dia, 8.146 veículos, em 22 dias de trabalho. Em fevereiro, o setor comercializou 8.156 unidades/dia.

Segundo a Anfavea, a queda foi maior do que a esperada e se deve ao agravamento da crise política no país.

Como reflexo do recuo nas vendas, a produção de veículos no trimestre alcançou o menor nível desde 2003. As montadoras instaladas aqui fabricaram 482,29 mil veículos ante 667,57 mil unidades no mesmo período de 2015, declínio de 27,8%.

Em relação ao mês de março, o recuo foi de 23,7% no comparativo com 2015, 195,3 mil ante 255,9 mil.

Moan afirmou que, por causa desse nível mais baixo de atividade, a ociosidade no trimestre está maior que a esperada. No segmento de automóveis e veículos comerciais leves, por exemplo, 60% das linhas de montagem estão paradas, já em caminhões e ônibus, esse patamar atingiu 81,6%.

Isso afeta diretamente no nível de emprego, segundo a Anfavea. O setor fechou março com 38.792 empregados em lay-off (suspensão temporária do contrato de trabalho) e no PPE (Programa de Proteção ao Emprego).

No total, a folha de pagamento das montadoras conta com 128,5 mil pessoas, 8,7% a menos que no mesmo período de 2015, quando o quadro de funcionários girava em torno de 129,9 mil.

NEM EXPORTAÇÃO SALVA

Embora o número de unidades exportadas tenha se ampliado –de janeiro a março foram embarcados 98,8 mil veículos, aumento de 24%–, a queda no valor dos produtos vendidos fez cair o valor das vendas externas.

A receita passou de US$ 2,43 bilhões para US$ 2,25 bilhões no trimestre, redução de 7,6%, mesmo com a valorização do dólar médio, de R$ 2,86, no primeiro trimestre de 2015, para R$ 3,89 neste ano.

Moan disse aguardar o acordo de exportação de veículos para o Irã para as próximas duas semanas. Pelos cálculos da Anfavea, o mercado iraniano pode absorver 140 mil automóveis, 17 mil ônibus e 35 mil caminhões.

O vice-presidente de logística da Scania Latin America, Fábio Castello, afirmou que o Irã deverá se tornar um dos principais mercados para a marca.

Folha de S.Paulo – 7/04/2016

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Companhia vai mal, executivos vão muito bem

A remuneração dos executivos das empresas brasileiras não está alinhada com resultados financeiros que geram valor e trazem retorno aos acionistas, segundo um estudo da consultoria PwC e da Fundação Getulio Vargas (FGV) com 134 companhias de capital aberto. A maioria delas (76%) não registrou geração de valor e teve queda no lucro líquido, mas ainda assim aumentou a remuneração fixa e variável de seus altos executivos.

Para João Lins, sócio da PwC, é importante entender a relação entre remuneração e o processo de geração de valor da empresa, pois a grande justificativa para os pacotes de remuneração é atrelar os ganhos do profissional ao desempenho de curto e longo prazos das companhias. O estudo mostrou, entretanto, que a parcela variável sofreu poucas mudanças no período analisado, mesmo quando o resultado das empresas foi insatisfatório.

Valor Econômico – 07/04/2016

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Reajustes reais despencam em 2015, mostra Dieese

As negociações salariais entre patrões e trabalhadores resultaram em um reajuste médio de 0,23%, em termos reais, em 2015. É o menor percentual desde 2004, quando havia ficado em 0,61%. Em 2014, o aumento real foi de 1,34%. O balanço de 708 negociações salariais, divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), leva em conta indústria, comércio e serviços. Agropecuária e setor público não entram nos cálculos. O principal fator para o resultado pouco favorável aos trabalhadores foi o forte aumento da inflação, além da recessão econômica e a alta do desemprego.

“Em 2015, além de uma conjuntura econômica adversa, com indicadores gerais muito negativos, tivemos um salto da inflação”, disse José Silvestre Prado de Oliveira, coordenador de relações sindicais do Dieese, que usa como base para a inflação o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), de 11,28%, no ano passado. No período, 52% dos reajustes ficaram acima da inflação, 29,9% foram iguais ao INPC e 18,1% ficaram abaixo. Em 2014, 90,2% ficaram acima, 7,3% foram iguais e apenas 2,4% ficaram abaixo.

A piora da atividade industrial fez os reajustes serem menores no Sudeste do que nas outras regiões. São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo têm a maior concentração de indústrias no Brasil. O setor já vinha sofrendo “há quatro, cinco anos” e viu a situação se agravar ainda mais em 2015, o que contribuiu para os menores reajustes nesses Estados, disse Silvestre.

No Sudeste, 42,2% dos reajustes (em todos os setores) ficaram acima do INPC, 33,6% foram iguais e 24,2%, menores. A região que apresentou melhor desempenho foi o Sul, com 59,8% dos reajustes acima do INPC, 26,5% iguais e 3,7% menores. Em seguida, vêm Nordeste (60,3% acima, 22,9% iguais e 16,8% abaixo) Norte (57,4% acima, 21,3% iguais e 21,3% abaixo), Centro-Oeste (54% acima, 20% iguais e 26% abaixo).

No mesmo período, 45% dos reajustes da indústria ficaram acima do INPC, 36% foram iguais e 19% ficaram abaixo. Como comparação, o comércio teve 53,4% dos reajustes maiores do que a inflação, 31,9% foram iguais e 14,7%, menores. Já os serviços tiveram 61,5% de reajustes maiores, 20,1% iguais e 18,4% menores.

Para 2016, a expectativa é que conjuntura econômica continue complicando as negociações, mas a desaceleração da inflação pode ajudar a firmar acordos melhores. “Há sinais de que as negociações podem ter mudanças em alguns aspectos, mas a minha aposta é que os resultados não sejam muito diferentes de 2015”, diz Silvestre, para quem o cenário “continua adverso”.

Ele destaca dois pontos que podem fazer com que os trabalhadores tenham algum ganho real maior neste ano: a inflação com “tendência de queda” e o desemprego crescendo “em ritmo menos acelerado”. Além disso, fatores como a eventual queda da taxa de juros e a melhora do câmbio podem ajudar na recuperação da indústria, o que abriria espaço para maiores reajustes no setor.

No entanto, segundo ele, haverá neste ano uma inversão nas categorias que receberão maiores ajustes. Em 2015, as mais beneficiadas foram aquelas que têm data-base no primeiro semestre, como construção civil, transportes e mineração. O motivo foi a alta da inflação a partir da metade do ano, o que tirou ganhos de categorias que recebem o reajuste na segunda parte do ano, como metalúrgicos, bancários e petroleiros.

“Agora, as categorias que recebem aumento no primeiro semestre vão pegar a inflação em 9%, 8,5%, mas as do segundo devem pegar algo em torno de 6%, 7%”, calcula. Isso dará maiores ganhos a essas últimas categorias.

Valor Econômico – 07/04/2016

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Funcionários da Gerdau realizam protesto contra o acúmulo de função

Os funcionários da Gerdau fizeram uma paralisação na última terça-feira (5) para protestar contra uma série de abusos que eles alegam estar acontecendo no setor de produção, principalmente sobre o acúmulo de função, que gera erros nos salários e riscos à segurança.

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba, uma das áreas com mais reclamações é a do laminador leve, em que a chefia estaria sobrecarregando os trabalhadores a várias funções, inclusive submetendo alguns a continuarem operando durante o horário de refeição. Outra reclamação aconteceu na área de fornos elétricos, na Aciaria, em que operadores também estão exercendo funções mais altas sem receber o salário adequado, o que fere a equiparação salarial. Também há casos de operadores de ponte rolante sem qualificação.

O Sindicato também afirma que a manutenção da fábrica foi alterada. Hoje há apenas um mecânico em cada área e os demais ficam na manutenção central. A medida seria para economizar com adicionais de insalubridade. Para o secretário geral do sindicato, Herivelto Moraes ‘Vela’, todas essas situações comprometem a segurança no local de trabalho.

“Temos um acordo de garantia de emprego, temos a garantia do reajuste deste ano, mas não iremos baixar a guarda. O sindicato está atento a esses problemas e conta com a adesão dos trabalhadores também em novos protestos que deverão ocorrer”, disse Vela.

Atualmente, a Gerdau de Pinda emprega em torno de 1.700 trabalhadores na produção de laminados a aço.

Outro lado

A Gerdau divulgou nota se posicionando sobre a paralisação, veja na íntegra:

“A Gerdau confirma que houve manifestação em sua Usina em Pindamonhangaba, promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores local, sem interrupção da operação da Unidade. A Empresa reforça que a segurança e a integridade das pessoas são um valor e uma prioridade, e que preza pelo cumprimento das relações de trabalho, pelo respeito aos colaboradores, instituições e comunidade. A Gerdau reforça ainda que respeita a liberdade de expressão e o diálogo direto e transparente entre as partes, buscando um caminho que concilie o interesse comum e gere ganhos mútuos. Também acredita que o direito de manifestação não deve se sobrepor ao direito dos cidadãos de manterem suas atividades cotidianas.”

Fonte: Agora Vale

Redação On abril - 7 - 2016
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