Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017






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Abimei: pelo fortalecimento da indústria nacional

* Paulo Castelo Branco

É alarmante que, embora o Brasil passe pela pior crise econômica das últimas duas décadas, o governo e o Congresso estejam paralisados, com suas atenções exclusivamente dedicadas aos intermináveis escândalos de corrupção. Os sinais de pane geral na economia – entre eles a inflação e o desemprego galopantes – deixam muito claro que o momento de reagir com assertividade e objetivos bem delineados já ficou para trás faz tempo. É preciso, agora, correr para evitar problemas ainda maiores.

Para a indústria, setor que nós, importadores de máquinas, estamos dedicados a fortalecer, a situação é mais preocupante. Isso porque, depois de anos de incentivos ao consumo em prejuízo da produção, os últimos governos brasileiros não só criaram a bolha que estourou em 2015 como prejudicaram seriamente a competitividade da indústria nacional, deixando-nos em um processo flagrante de desindustrialização e sucateamento das máquinas e equipamentos industriais.

Na origem de todos esses problemas está o fato de que o Brasil ainda não possui uma política industrial bem definida, que crie incentivos para nacionalizar a manufatura e equipar a indústria de forma decisiva para aumentar a competitividade.

Desta forma a Abimei considera que o caminho para iniciarmos um processo de recuperação rumo ao crescimento sustentável passa pelo fortalecimento da indústria nacional. Acreditamos que nossos governantes devam criar incentivos para a produção industrial brasileira tornando-a competitiva internacionalmente.

Além disso, com o intuito de ajudar da forma como for possível, a entidade se coloca à disposição para prestar assessoria gratuita qualificada a empresas que desejam investir em melhoria de competitividade.

* Paulo Castelo Branco é presidente da Abimei (Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais)

Fonte: Usinagem-Brasil

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‘É a pior crise em 38 anos’, diz presidente da MAN

Ana Paula Machado

Com 38 anos de trabalho na indústria automobilística, Roberto Cortes, presidente da MAN Latin America, diz ser um entusiasta e um otimista por natureza.

Entretanto, a crise política e econômica pela qual o Brasil passa, tem feito o executivo repensar a sua posição e cravar: esse momento é mais agudo e intenso que já presenciou no país.

Segundo Cortes, o cenário é pior porque conjuga a queda da atividade, das vendas e dos preços praticados no mercado brasileiro. “A conta não fecha. E posso te dizer que estamos operando no prejuízo.”

Folha – Hoje, o Brasil vive um momento conturbado e deve ter neste ano uma nova queda do PIB. Isso contamina diretamente o seu negócio. Como sobreviver nesse cenário?

Roberto Cortes – Em 38 anos trabalhando na indústria automotiva, esta é crise mais aguda e mais intensa que vivemos. Isso porque, as vendas caem, a capacidade ociosa aumenta, os custos aumentam e os preços não acompanham. Estamos vendendo caminhões com mais tecnologia, pelo mesmo valor praticado em 2012. Não há como repassar ao transportador o aumento dos custos, pois, se fizermos isso, vamos ficar com os pátios mais cheios ainda. É um trabalho duro para mantermos o negócio nesse ambiente.

A conta não fecha?

Não. A conta não fecha. E posso te dizer que estamos operando no prejuízo. Por isso, todo o esforço de ajustes que estamos implantando desde o ano passado. Como, adoção do PPE [Programa de Proteção ao Emprego, que prevê redução de carga horária e de salário] na fábrica, lay-off [suspensão temporária do contrato de trabalho], abertura do processo de PDV (Programa de Demissão Voluntária) e incentivos para aposentadorias. Fazemos isso na esperança da melhora no mercado no ano que vem. Mas isso somente vai acontecer se ocorrer alguma mudança e a confiança voltar. Hoje, a crise política contaminou a economia e isso impacta diretamente o nosso negócio.

Mas e se a melhora não vier?

Bom, vamos manter todos os ajustes na produção. Operávamos em três turnos de trabalho, cinco dias por semana. Agora, reduzimos para um intervalo e quatro dias de trabalho. Adotamos medidas de proteção ao emprego e vamos seguir assim até quando pudermos. É melhor manter esses colaboradores do que demiti-los. São pessoas capacitadas e o custo de uma demissão é maior do que mantê-las.

E como explicar isso à matriz? Como convencê-los de que a operação no Brasil é viável?

A matriz conhece o Brasil e já passamos por mais de 20 crises aqui. Os fundamentos da economia ainda estão mantidos. O que sempre dizemos é que o potencial do mercado brasileiro é enorme. Isso se mostrou nos anos anteriores. A nossa frota é antiga e essa renovação vai acontecer. Só não sabemos quando. Se será no médio ou longo prazos. Por isso, sempre dissemos para olhar mais para frente, para o futuro. E não avaliar o momento atual. Mas volto a dizer que esta crise é a pior que já vivemos.

Os investimentos estão mantidos no país?

Sim. Estamos com um plano de investimento de R$ 1 bilhão que se iniciou em 2012 e terminará em 2017. Não vamos mexer nesses recursos. Estamos investindo em novas tecnologias. Os ajustes na produção que fizemos, como os programas de demissão voluntária, estão nessa conta também. Ainda faltam R$ 400 milhões para serem aplicados até o ano que vem.

Qual a expectativa de mercado para este ano?

Estamos trabalhando com uma queda de 15%, para 60 mil caminhões. No ano passado, foram comercializados 71 mil veículos. Entretanto, se olharmos só para os números do primeiro trimestre, a queda foi maior, cerca de 30%. Vamos para o terceiro ano seguido de retração. Se compararmos com 2013, esse recuo pode alcançar 70% até o final deste ano. Nunca vimos isso. Nas outras crises, nesse mesmo período, a queda foi de 30% e isso já deixava americanos e europeus loucos. Imagina agora?

Fonte: Infomet

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IBGE: produção industrial volta a cair em fevereiro

Pressionada principalmente pela produção de automóveis e eletrodomésticos, a indústria brasileira voltou a recuar em fevereiro depois de rápido alívio no início de 2016 e registrou o pior resultado em pouco mais de dois anos, diante do quadro político e econômico.

A produção industrial teve em fevereiro queda de 2,5% em comparação com janeiro, informou na sexta-feira (1) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa é a pior leitura desde a queda de 2,8% registrada em dezembro de 2013, além de representar o pior resultado para o mês de fevereiro na série histórica iniciada em 2002.

Em relação a fevereiro de 2015, houve queda de 9,8%, a 24ª taxa negativa seguida nessa base de comparação.

O maior destaque em fevereiro ficou para a categoria de Bens de Consumo Duráveis, com perdas de 5,3% sobre janeiro, devido à menor produção de automóveis e de eletrodomésticos, ainda afetada por concessão de férias coletivas. Já Bens de Capital – medida de investimento – avançou 0,3%.

Dos 24 ramos pesquisados, 13 apresentaram recuo, sendo a principal influência negativa veículos automotores, reboques e carrocerias, com queda de 9,7%.

DCI – 04/04/2016

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Recessão reduz ganhos em 40% no quarto trimestre

Um ano desastroso para a economia brasileira, com diversos indicadores atingindo seus piores patamares em anos, ganha materialidade nos resultados das companhias nacionais de capital aberto em 2015.

No ano passado, o lucro das empresas com ações negociadas na bolsa encolheu 29%, para R$ 36,2 bilhões.

No quarto trimestre, que para muitos setores representa o período mais forte em resultados no ano, a queda foi ainda mais acentuada: de 40%.

Se de julho a setembro o dólar foi o grande vilão, causando piora marcante no resultado financeiro das empresas, nos últimos três meses de 2015, a deterioração operacional pesou mais sobre os resultados.

No ano, fatores como a queda de 3,8% do produto interno bruto (PIB), a alta de 47% do dólar e uma inflação acima dos 10%, além do nível de confiança de empresários e consumidores em patamares historicamente baixos, deixaram marcas nas receitas em queda e custos e despesas em elevação, num momento em que a dívida subiu às alturas.

O levantamento do Valor Data leva em conta os resultados de 242 companhias não financeiras. Os números consolidados excluem os dados de Petrobras, Vale e Eletrobras, para facilitar a análise do restante da amostra.

Considerando as três gigantes, chega-se a um prejuízo das empresas listadas de R$ 57,3 bilhões ao fim de 2015, revertendo lucro líquido de R$ 27,4 bilhões no ano anterior, num resultado negativo sem precedentes na história empresarial brasileira.

Mas não foram apenas as gigantes que sofreram em 2015. Por setores, os destaques negativos no ano ficaram por conta da siderurgia, construção imobiliária e atividades ligadas ao consumo interno, como o varejo de alimentos e de eletrodomésticos.

“A receita está caindo na maioria dos setores, por causa do PIB e da queda nas commodities, mas as empresas estão fazendo o dever de casa. A maioria das companhias está adotando política de redução de custos, de melhora operacional”, diz o estrategista do Itaú BBA, Lucas Tambellini.

A siderúrgica Gerdau, por exemplo, com prejuízo de R$ 4,6 bilhões no ano passado, o maior de sua história, reduziu produção e planeja cortar investimentos em 35% em 2016.

A Usiminas teve perdas líquidas de R$ 3,2 bilhões em 2015, após fechar capacidades em Ipatinga (MG) e Cubatão (SP), e aguarda agora injeção de capital de R$ 1 bilhão de seus acionistas, para manter a cabeça fora d’água, em meio à sobreoferta global de aço.

A exceção ficou por conta da CSN, que surpreendeu o mercado com lucro de R$ 1,26 bilhão em 2015, com receitas extraordinárias resultantes da reorganização societária em uma subsidiária de mineração. Com alavancagem (dívida sobre Ebitda) em 8,15 vezes, porém, a empresa prevê cortar despesas fixas e vender ativos, após rolar dívida.

Já as incorporadoras imobiliárias não veem melhora no horizonte, num cenário de crédito imobiliário restrito, redução dos recursos da poupança e aumento dos distratos, como consequência da piora nos indicadores de emprego e renda. As incorporadoras de capital aberto tiveram, no ano passado, prejuízo líquido de R$ 2,91 bilhão, mais de 16 vezes superior às perdas de 2014. (Ver mais em Prejuízo das incorporadoras sobe 16 vezes)

“O ano foi marcado por um aumento da crise econômica e política e, pior do que isso, seu término é imprevisível”, disse o copresidente da Cyrela, Raphael Horn, em teleconferência de resultados. “Em 2016, a situação será tão ou mais difícil ainda, com menor demanda e um crédito mais restrito”, acrescentou o executivo.

Embora o ano tenha feito mais vítimas do que vencedores, há quem tenha se beneficiado desses mesmos fatores macro que prejudicaram a maioria. As produtoras de celulose, por exemplo, Fibria, Klabin e Suzano tiveram resultados operacionais robustos, com o empurrão do real em baixa. Não conseguiram escapar do prejuízo, porém, devido ao impacto inverso na dívida.

Já a petroquímica Braskem fechou o ano com lucro de R$ 3,1 bilhões, na esteira da queda das commodities – o petróleo em baixa barateia a nafta, matéria-prima da produção de resinas.

No varejo, em meio à piora generalizada de resultados, o ponto fora da curva continua sendo a Raia Drogasil, com alta de 53% no lucro no ano. Apesar do bom desempenho, a varejista farmacêutica adotou tom de cautela em seus planos de expansão. “Podemos até ir para novos mercados, mas isso hoje é menos importante”, disse Eugenio de Zagottis, vice-presidente de relações com investidores da companhia, em teleconferência. (Colaboraram Chiara Quintão e Renato Rostás)

Valor Econômico – 04/04/2016

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Redação On abril - 4 - 2016
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