Sindicato Nacional da Indústria de
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Sbado, 25 de Novembro de 2017






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Dólar volátil pode afetar embarque de manufaturados

A queda de 5,6% na exportação de manufaturados em março, contra igual mês de 2015, no critério da média diária – recuo 1,9% no trimestre – mostra que a reação dos embarques de industrializados encontra ainda dificuldades. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O recuo ainda não é efeito do câmbio mais valorizado, mas o dólar mais barato das últimas semanas acende uma luz amarela na expectativa de recuperação das vendas ao exterior de bens industrializados.

Rafael Fagundes Cagnin, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), diz que a recente oscilação do câmbio é vista como resultado de especulação de mercado relacionada à crise política e que, superado isso, o real deve voltar a se desvalorizar. “A questão é quanto tempo a volatilidade vai durar. Se permanecer mais tempo, acende-se uma luz amarela, já que a desvalorização cambial foi a única boa notícia para a indústria neste ano.”

José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), tem análise semelhante. Ele lembra que as empresas repassaram como desconto no preço de exportação a vantagem anterior do real mais desvalorizado. “Com a oscilação mais recente, as empresas ainda devem optar por sacrificar margem para não perder negócio.”

Se o dólar demorar meses para voltar a subir, porém, as empresas não terão como deixar de elevar seus preços de exportação e o desempenho dos embarques de manufaturados no segundo semestre deverão ser afetados, avalia Castro. Por enquanto a AEB mantém estimativa de alta de 5% na exportação de manufaturados neste ano, na comparação com 2015.

Cagnin destaca que, de qualquer forma, há ainda uma melhora de desempenho das exportações totais quando se olha a variação em médias móveis trimestrais. No primeiro trimestre do ano, contra igual período de 2015, houve recuo de 5,1% nas exportações. Na mesma comparação o recuo foi de 6% no trimestre encerrado em dezembro de 2015. Em setembro, a redução foi de 19,4%. Em junho e março, de 15,6% e de 14,5%, respectivamente. “O mergulho das exportações está menor, o que não deixa de ser algo positivo.”

Em março, a balança comercial registrou superávit de US$ 4,4 bilhões, valor quase dez vezes superior aos US$ 460 milhões registrados no mesmo mês do ano passado. Trata-se do melhor março da série iniciada em 89. Segundo o ministério, o saldo é resultado da queda da importação em ritmo maior que a das exportações.

No mês passado, a importação totalizou US$ 11,5 bilhões, redução de 30% em relação a março de 2015. A exportação chegou a US$ 16 bilhões -recuo de 5,8%, sempre na média diária. No trimestre, o superávit foi de US$ 8,4 bilhões, ante déficit de US$ 5,5 bilhões em igual período de 2015.

Valor Econômico – 04/04/2016

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Atividade industrial da China avança de forma inesperada no mês de março

A atividade do setor industrial da China aumentou em março pela primeira vez em nove meses, mostrou na sexta-feira (1º) a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) oficial, ampliando as esperanças de que as pressões sobre a economia estão diminuindo.

Mas embora a produção tenha aumentado e as novas encomendas domésticas e do exterior tenham voltado a crescer, as fábricas ainda cortaram empregos a um ritmo significativo, destacando os riscos para os líderes em Pequim conforme eles tentam reduzir o excesso de capacidade. O PMI oficial subiu para 50,2 em março, contra 49 em fevereiro, mas ainda somente um pouco acima da marca de 50 que separa crescimento de contração.

Já o PMI de indústria do Caixin e do Markit, que foca em empresas menores, mostrou que a atividade encolheu de novo em março, embora no ritmo mais lento em 13 meses, ao atingir 49,7, contra 48,0 em fevereiro.

“Considerando que as condições atuais seguem incertas, o governo precisa continuar com medidas moderadas de estímulo para reforçar a confiança do mercado”, disse o economista-chefe do Caixin, He Fan.

Ampliando o humor cautelosamente otimista, o crescimento do setor de serviços da China foi forte. O PMI oficial de serviços do país subiu para 53,8 em março, ante 52,7 no mês anterior.

A divulgação destes indicadores favoreceu a recuperação das ações chinesas no último pregão da semana passada, que iniciou a sessão em queda, mas fechou em leve alta.

O desempenho ruim do início do pregão repercutia o impacto da redução da perspectiva de crédito da China pela Standard & Poor’s, mas reverteu com a surpreendente recuperação da atividade industrial em março. Com isso, o índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,12%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 0,17%.

Na quinta-feira (31), a agência de rating S&P cortou sua perspectiva para o rating do crédito soberano da China para negativo, de estável, dizendo que a agenda de reformas do governo está em andamento, porém que deve avançar mais lentamente do que esperado.

As notícias levaram a uma queda de mais de 1% nas ações de manhã, mas à tarde os mercados se recuperaram após a China divulgar a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês) oficial, que mostrou que a atividade industrial expandiu inesperadamente em março, pela primeira vez em nove meses, dando sinais de que a economia está melhorando. Porém, no restante do continente, uma forte queda das ações japonesas pressionou os outros mercados asiáticos, com uma série de dados fracos da indústria japonesa iniciando fortes vendas de fundos, o que ofuscou os dados da China.

O índice Nikkei do Japão tombou 3,55%. Uma alta do iene, que prejudica os lucros, e a venda pelos fundos de hedge devido ao ano novo fiscal, levaram parte da culpa.

Ferramentas

Apesar da análise da S&P, o banco central da China disse na sexta-feira que vai manter a política monetária prudente para garantir o crescimento razoável do crédito e do financiamento social.

O Banco do Povo da China, em comunicado resumindo a reunião do comitê de política monetária do primeiro trimestre, reiterou que vai usar várias ferramentas de política monetária de forma flexível para manter a liquidez apropriada.

O banco central também disse que vai continuar com as reformas da taxa de juros e da taxa de câmbio.

Já o vice-ministro das Finanças da China, Shi Yaobin, disse que a Standard & Poor’s superestimou as dificuldades que a economia chinesa enfrenta quando a agência de classificação de risco reduziu a perspectiva de rating soberano do país. Shi foi a primeira autoridade sênior do país a responder ao corte de perspectiva da China pela S&P de estável para negativo na quinta-feira.

No começo de março, a Moody’s Investors Service também reduziu a perspectiva da China. Ambas as agências subestimaram a capacidade da China de prosseguir com as reformas para conter os riscos, disse Shi em comunicado.

Ele também descartou preocupações com as reformas em curso das empresas estatais chinesas.

DCI – 04/04/2016

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Dados de produção continuam fracos

As indústrias da zona do euro encerraram o primeiro trimestre ligeiramente melhor do que o projetado inicialmente, mas o crescimento da atividade continua fraco apesar do mais forte corte de preços desde o final de 2009, mostrou na sexta-feira (1º) a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, em inglês).

A pesquisa mostrou que a indústria ainda pesa sobre a economia, e que o crescimento permaneceu fraco na Alemanha, enquanto a atividade contraiu na França. Mas Espanha, Itália, Holanda, Áustria e em particular Irlanda apresentaram forte expansão. “Os dados sugerem que a indústria cresceu apenas cerca de 0,2% no primeiro trimestre”, disse o economista-chefe do Markit, Chris Williamson.

O PMI de indústria do Markit para a zona do euro subiu para 51,6 ante mínima em um ano registrada em fevereiro, de 51,2. O resultado foi ligeiramente melhor do que a preliminar de 51,4 e ficou acima da marca de 50 que separa crescimento de contração.

O subíndice de produção avançou para 53,1 ante 52,3, enquanto o de preço de produção ficou abaixo da preliminar de 47,4 ao alcançar 47,1, o mais baixo desde o observado em dezembro de 2009.

Índice de preços

Mas, nem todas as notícias foram negativas para o bloco econômica na última semana: o ritmo de queda dos preços na zona do euro enfraqueceu em março enquanto o núcleo da inflação, que exclui preços voláteis de alimentos e energia, acelerou, em notícia positiva para o Banco Central Europeu (BCE). O índice de preços ao consumidor recuou 0,1% em março na base anual ante queda de 0,2% anteriormente, uma vez que os preços de alimentos e serviços compensaram a grande queda nos custos de energia, mostraram dados da Eurostat.

O núcleo da inflação acelerou para 0,9% contra 0,8%, em linha com a tendência recente e com as expectativas, aliviando alguns temores de que os preços baixos da energia estariam afetando os custos de outros bens e serviços.

Ainda assim, a inflação permanece bem abaixo da meta do BCE de quase 2% e não deve retornar para a meta nos próximos três anos.

DCI – 04/04/2016

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Lagarde considera absurdo rumor de que deixaria socorro à Grécia

O clima entre o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o governo grego sofreu mais um abalo no fim de semana. Depois de o site Wikileaks vazar, no sábado, documentos que mostravam o FMI analisando sair do pacote de socorro financeiro à Grécia, o primeiro- ministro grego, Alexis Tsipras, decidiu pedir esclarecimentos à diretora- gerente do Fundo, Christine Lagarde. Esta classificou a história de absurda.

As conversas teriam ocorrido em 19 de março, entre Poul Thomsen, diretor do departamento europeu do FMI, e Delia Velculescu, chefe da missão do Fundo na Grécia. Segundo os documentos, Thomsen teria dito que, no passado, só se tomava uma decisão quando “eles estavam prestes a realmente ficar sem dinheiro e dar um calote”. No que Delia teria respondido “precisamos de um acontecimento”.

‘TRANSPARÊNCIA DE DIÁLOGO’
Thomsen teria, então, afirmado que, sem a participação do FMI, a Alemanha poderia finalmente ceder nas negociações. O governo alemão é o que mais se opõe a um alívio para a dívida da Grécia, que, além de recessão, está recebendo um imenso fluxo de refugiados tentando entrar na UE.

“O governo grego pediu ao FMI explicações sobre se o estabelecimento de condições para um calote da Grécia, imediatamente antes do referendo britânico, é a posição oficial do Fundo”, afirmou em nota a portavoz do governo, Olga Gerovasili. Já Tsipras afirmou, em entrevista ao jornal grego “Ethnos”, que “algumas pessoas estão jogando com o objetivo de nos desestabilizar. Nós não permitiremos que Thomsen destrua a Europa.”

Lagarde, em nota divulgada ontem no site do Fundo — endereçada pessoalmente a Tsipras —, afirmou que “qualquer especulação de que a equipe do FMI estaria pensando em usar um acontecimento de crédito como uma tática de negociação é simplesmente absurda”.

“O FMI conduz suas negociações de boa- fé, não por meio de ameaças, e não nos comunicamos por meio de vazamentos”, afirmou Lagarde, acrescentando desejar conversar pessoalmente com o premier grego para dar andamento às negociações. Ela disse ainda que decidiu publicar a carta no site “para aumentar a transparência de nosso diálogo”.

APORTE DE € 5 BI EM JOGO
Este ano, a revisão do programa já foi adiada duas vezes, devido a uma rixa entre os credores sobre o tamanho estimado do déficit fiscal da Grécia até 2018. Há ainda divergências com o governo de Atenas a respeito da reforma da Previdência e da gestão dos calotes bancários.

A Grécia negocia com os credores um terceiro pacote de ajuda, de € 86 bilhões. Isso seria uma forma de forçar os credores, principalmente a Alemanha, a concordar com um alívio da dívida antes do referendo sobre a saída do Reino Unido da União Europeia em junho. A conclusão das negociações daria à Grécia um aporte de € 5 bilhões, necessários ao país para quitar pagamentos atrasados e dívidas a vencer com o FMI e o Banco Central Europeu.

Os ministros das Finanças da zona do euro devem começar a discutir o alívio da dívida para a Grécia, em paralelo às reuniões do FMI, entre os dias 15 e 17 deste mês, se houver acordo com Atenas sobre um pacote de reformas.

O Globo – 04/04/2016

Redação On abril - 4 - 2016
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