Sindicato Nacional da Indústria de
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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017






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Indicadores confirmam quadro difícil do setor

Uma série de indicadores da indústria divulgados nesta quinta-feira mostra um cenário mais desolador para este ano. Os números são corroborados pelo Relatório de Inflação, no qual o Banco Central prevê queda do PIB industrial maior que a estimativa do mercado, contrariando a tradição de previsões oficiais mais otimistas.

O BC estimou queda de 5,8% no PIB industrial deste ano, um ponto percentual a mais que a queda de 4,88% prevista no boletim Focus. A queda prevista pelo BC se aproxima bastante da registrada em 2015, de 6,2%. Para o PIB, o BC estima queda de 3,5%, abaixo dos 3,66% do Focus.

Dentre os dados divulgados ontem, os mais contundentes talvez sejam os da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) sobre a demanda de energia em fevereiro. Na comparação com o mesmo período de 2015, a queda foi de 7,2%. Na extração de minerais metálicos a queda chega a 19,4%, devido ao acidente da Samarco em Mariana. As demais quedas se devem à recessão. Na área têxtil a baixa é de 17% e na automotiva, de 13,4%.

A CNI informou que a utilização da capacidade instalada foi de 77,6% em fevereiro. A FGV apurou 73,1% para o indicador em março. As pesquisas têm diferenças metodológicas, mas apontam na mesma direção. Em São Paulo, a Fiesp calcula queda de 1,3 ponto no uso da capacidade em fevereiro.

O faturamento da indústria recuou 9,9% em termos reais em fevereiro e no primeiro bimestre a queda é de 12,3%, segundo a CNI. Há recuos muitos expressivos, acima da média bimestral, nos segmentos automotivo (-33,3%), vestuário (-22,4%), móveis (-22,5%) e metalúrgico (-16,9%). Esses dados têm se refletido de forma contundente sobre o emprego. Na comparação com janeiro, excluídos os efeitos sazonais, o emprego caiu 0,4% (pelo 13º mês seguido), bem como as horas trabalhadas (-1,2%), a massa salarial real (-1,1%) e rendimento médio real (-0,3%). Sobre fevereiro do ano passado, o recuo é de 9,4% no emprego, de 2,3% no rendimento médio real e de 11,5% na massa salarial. As horas trabalhadoras caíram 8,9%.

Mesmo assim, ainda há alguns sinais dúbios: houve aumento de 0,4% na confiança do setor em março, conforme a sondagem da FGV e de crescimento de 1,6% no faturamento real de fevereiro.

Valor Econômico – 01/04/2016

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Crise de montadoras deve levar indústria a novo recuo

A crise no setor automotivo impôs vida curta ao desempenho positivo da indústria, avaliam economistas. Influenciada principalmente pelo tombo na atividade das montadoras, a produção industrial deve ter caído 2,2% entre janeiro e fevereiro, feitos os ajustes sazonais, segundo estimativa média de 22 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data, mais do que compensando a alta de 0,4% no mês anterior. As projeções para a Pesquisa Industrial Mensal-Produção Física, que será divulgada hoje pelo IBGE, vão de recuo de 2,9% até retração de 0,1%. Em relação a fevereiro de 2015, a produção deve ter diminuído 10,4%.

Excluindo máquinas agrícolas, a produção de veículos somou 13,3 mil unidades em fevereiro, de acordo com medição da Anfavea, entidade que representa as montadoras. Nos cálculos da equipe econômica do Bradesco, esse número – o menor volume mensal em mais de sete anos – equivale a queda de 13,8% sobre janeiro, descontada a sazonalidade. A contração foi generalizada, com recuo de 18,1% na produção de ônibus, de 15,8% na de automóveis e de 3,6% na de comerciais leves. Apenas os fabricantes de caminhões elevaram produção no período (5,9%).

“Para o restante do ano, estimamos que o setor continue com desempenho fraco, principalmente pela retração da atividade econômica e pelo baixo patamar da confiança dos consumidores”, afirma relatório do departamento econômico do Bradesco. Para o banco, a produção industrial recuou 2,2% em fevereiro.

O Itaú também avalia que o resultado total da atividade industrial no período foi fortemente afetado pela indústria automotiva, cuja fraqueza se estende às vendas do setor. O banco estima que 128 mil unidades foram vendidas em março, o que significaria recuo dessazonalizado de 1,7% frente a fevereiro.

Embora os estoques do setor estejam em declínio, as vendas estão recuando ainda mais, diz Leandro Padulla, da MCM Consultores, o que mantém a perspectiva ruim para a produção de veículos. “Os estoques voltaram ao nível de 2010, e as vendas, para 2003.” Para Padulla, porém, outros segmentos dentro dos bens duráveis devem ter recuado em fevereiro, uma vez que a expedição de papelão ondulado – indicador que antecede a emissão de embalagens – diminuiu 2,6% ante janeiro. O economista avalia que os bens de capital voltaram ao campo negativo, depois de terem subido 1,3% em janeiro.

“Os recuos em fevereiro da produção de veículos, de embalagens para o setor industrial e do segmento de construção, superiores ao padrão sazonal, antecipam a retração da produção física no mês”, avalia Eduardo Velho, economista-chefe da INVX Global Partners. Segundo ele, a produção diminuiu 1,8% na passagem mensal.

No primeiro semestre, afirma Padulla, o comportamento da indústria tende a continuar volátil, seguido de melhora um pouco mais consistente na segunda metade do ano. Para ele, esse movimento deve ser impulsionado pelo processo de normalização de estoques e, em alguma medida, pela substituição de importações, que já beneficia alguns setores, como os bens intermediários.

“Essa é uma categoria de uso importante dentro da indústria e, a partir do momento em que ela começa a se estabilizar, é um sinal positivo para os demais setores mais à frente”, diz. Mesmo assim, a consultoria trabalha com recuo expressivo da produção em 2016, de 7,2%, apenas um ponto menor que o ocorrido em 2015, de 8,3%.

Valor Econômico – 01/04/2016

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Atividade industrial continuará fraca, mesmo depois de ajuste nos estoques

A atividade industrial continuará em retração no Brasil nos próximos meses, apesar do ajuste no nível dos estoques das fábricas. Com a demanda interna ainda em queda, os empresários esperam novos cortes na produção.

“A demanda deve continuar caindo nos próximos dois ou três meses e já observamos mais empresas projetando queda na produção”, afirmou o superintendente adjunto para ciclos econômicos da Fundação Getulio Vargas (FGV), Aloisio Campelo.

De acordo com a Sondagem da Indústria, divulgada ontem pela FGV, o indicador de produção prevista pelos empresários caiu 2,0 pontos em março para 72,5 pontos, o menor nível da série histórica. Esse componente foi o principal fator negativo sobre as expectativas do setor.

“O câmbio mais alto, que favorece as exportações, o mercado de trabalho mais frouxo, fator que tem tornado a mão de obra mais barata, e o ajuste no nível dos estoques são dados favoráveis para o setor, mas que não se traduzem em uma melhora do cenário porque a demanda interna continua caindo muito, superando o impacto positivo desses fatores”, explicou Campelo, da FGV.

Ele lembrou que o movimento de ajuste nos estoques iniciado pelas indústrias no ano passado, ainda não terminou. Em sondagem, a FGV apurou que o percentual de empresas com estoques excessivos teve baixa de 17,7% para 17,0% na passagem de fevereiro para março. Já o percentual de indústrias com estoques insuficientes subiu de 5,7% para 6,2% em igual comparação. Em março de 2015, o percentual de estoques excessivos e insuficientes estava em 14,7% e 3,9%, respectivamente.

O recuo nos estoques foi um dos principais componentes com influência favorável na composição do índice que mede a confiança dos industriais sobre a situação atual do setor. Em março, o Índice da Situação Atual (ISA) chegou a 78,6 pontos, acima dos 77,1 pontos de fevereiro. No entanto, abaixo dos 80,9 pontos registrados em março do ano passado.

Já o Índice de Expectativas (IE) apurado pela FGV recuou de 72,6 pontos em fevereiro para 72,0 pontos em março. Apesar da piora das perspectivas, a melhora da avaliação sobre a situação atual levou a uma alta de 0,4 ponto no Índice de Confiança da Indústria (ICI) para 75,1 pontos em março. Em igual mês de 2015, o ICI estava em 79,5 pontos.

“Se olharmos a curva de tendência desses indicadores nos últimos três anos é possível identificar uma certa estabilização, mas é uma acomodação no pior patamar histórico e a perspectiva para os meses seguintes continua muito ruim”, destacou Aloisio Campelo.

Na avaliação do economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, esses indicadores sinalizam uma estabilidade das expectativas do dos industriais. Mas ele pondera que os números não indicam melhora. “A produção continuará caindo, considerando a retração esperada para e economia do País este ano”, disse Perfeito. Dados do último Boletim Focus, do Banco Central (BC), mostram estimativa de retração de 3,66% no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2016.

Ociosidade

A utilização da capacidade instalada (UCI) avançou 0,5 ponto percentual para 77,6% em fevereiro ante janeiro, na série livre de influências sazonais. Mas na comparação com fevereiro do ano passado, o uso do parque fabril brasileiro recuou 2,2 pontos percentuais, conforme os Indicadores Industriais, divulgados ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

DCI – 01/04/2016

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Indústria volta a puxar queda do consumo de eletricidade em fevereiro

RIO  –  O consumo de energia elétrica no país alcançou 38.495 gigawatts-hora (GWh) em fevereiro deste ano, 5,1% inferior ao apurado em igual mês do ano passado. A informação foi divulgada nesta quinta-feira na Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

No primeiro bimestre, o consumo total de energia elétrica no país atinge 76.713 GWh, queda de 5,5% ante igual bimestre em 2015. Em 12 meses, o consumo de energia no país foi de 460.255 GWh, retração de 2,92%, em comparação com igual período do ano anterior.

A EPE informou que todas as classes e subsistemas apresentaram recuo no consumo de energia elétrica, em fevereiro ante igual mês no ano passado. A classe industrial, mais uma vez, liderou a queda na demanda de energia, com recuo de 7,2% em fevereiro ante fevereiro de 2015, para 13.375 GWh – a mais forte retração entre os segmentos pesquisados.

Segundo a EPE, o cenário reflete a menor atividade industrial do período. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, mostram que foram eliminados 26.187 empregos formais em fevereiro deste ano na indústria de transformação. Já a pesquisa industrial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou redução no ritmo produtivo de 13,8% em janeiro, na comparação anual, lembrou a EPE.

Ainda segundo a empresa, o consumo residencial mostrou recuo de 3,2% em fevereiro, ante fevereiro de 2015, para 11.352 GWh. Já o consumo comercial tem retração de 4,8% em fevereiro ante fevereiro de 2015, para 7.719GWh, a maior queda desde 2004. A EPE lembra que o quadro de crédito restritivo, combinado ao mercado de trabalho com perspectiva de aumento do desemprego e retração da renda têm induzido o consumidor a adotar comportamento mais cauteloso no consumo de produtos e serviços. Isso, na prática, se reflete em menor demanda por energia nas residências e empresas. Além disso, no caso do consumo residencial, temperaturas amenas no período também contribuíram para menor consumo de energia.

Regiões

Entre os subsistemas, o mais forte recuo em fevereiro ante igual mês de ano anterior foi observado no sistema Sudeste/Centro-Oeste, com retração 5,8%, para 22,460 GWH. A segunda queda mais intensa foi verificada no Nordeste, com taxa negativa de 5,1% no período, para 5.811 GWh.

A seguir, o sistema Sul, teve retração de 4,6% no período, para 7.304 GWh. Por fim, o sistema Norte mostrou queda de 1,1% em fevereiro ante fevereiro de 2015, para 2.594 GWH.

Valor Econômico – 01/04/2016

Redação On abril - 1 - 2016
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