Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Sbado, 18 de Novembro de 2017






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Defesa do impeachment não é unanimidade nas entidades empresariais

SÃO PAULO  –  O conselho diretor da Associação Brasileira da Indústria Quimica (Abiquim), composto por presidentes de trinta empresas do setor no país, se reúne nesta quarta-feira, dia 30, para discutir se a entidade terá ou não uma posição oficial sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff. A entidade não assinou o documento publicado hoje em grandes jornais que defende o impedimento da presidente, e é capitaneado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Outra entidade que não assina o documento é a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq). Em seu site, a entidade lembrou que representa cerca de 7,5 mil empresas instaladas no país e colocou um manifesto, chamado “Avança Brasil”, onde avalia que “as instituições brasileiras estão em pleno funcionamento, fruto do amadurecimento da nossa democracia” e reitera “total e irrestrito apoio ao princípio da legalidade, respeito aos preceitos estabelecidos na Constituição Federal e obediência ao devido processo legal”, além de reafirmar seu apoio ao Poder Judiciário, à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal “na apuração e responsabilização daqueles que praticaram atos ilícitos ou que se beneficiaram deles”.

O documento só toca no impeachment para defender que “é imprescindível restabelecer a governabilidade sejam quais forem os desdobramentos do processo de impedimento que tramita no Congresso Nacional”. Procurada pelo Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor, a entidade esclareceu que “de acordo com o seu estatuto, é uma associação apartidária, devendo, portanto, não se manifestar a respeito de movimentos de ordem política”.

O presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo, em caráter pessoal, possui uma posição mais próxima daquela manifestada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). “Precisamos de um governo de conciliação nacional. Se a presidente fez alguma coisa errada, deve sair, mas ela não pode ser tirada do governo só porque alguém quer isso. Não somos uma Venezuela”, disse Figueiredo, ressaltando que essa é sua posição pessoal e que ele vai defendê-la amanhã na reunião do conselho da entidade.

Figueiredo disse que o país precisa de uma definição rápida [quanto ao impeachment] e quem for governo após essa definição [Dilma ou Michel Temer] precisa chamar as lideranças dos maiores partidos e discutir uma solução para sair da crise. Ele vai além e defende uma “espécie de anistia”. “Não teremos conciliação nacional se a oposição continuar querendo julgar o Lula de qualquer jeito”, diz ele, em referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O mesmo vale para o PT em relação aos seus adversários. Todos precisam fazer concessões”, insistiu o executivo.

Questionado se um pacto desse tipo não seria contrário ao movimento das ruas e reforçaria a percepção de impunidade sempre presente no país, Figueiredo ponderou que esse risco já está ocorrendo no processo de delações premiadas, no qual quem adere a ele acaba saindo quase impune, com penas muito brandas, prisão domiciliar ou uso de tornozeleira. “O problema está se avolumando sem solução. É hora de conciliar. Se o Temer virar presidente sem conciliação, ele terá imediatamente o PT na oposição, o que não será fácil”, diz ele.

A ideia de conciliação também está presente no manifesto da Abimaq. “A atual crise ética e política têm sido catastrófica para a indústria e trabalhadores. Nós da Abimaq repudiamos que as desavenças e embates políticos se sobreponham aos interesses maiores da nação. (…) O setor produtivo cobra celeridade, serenidade e espírito público daqueles que compõem os três poderes da República, para que o país possa retomar o caminho da confiança e crença no futuro”, aponta o texto.

Valor Econômico – 29/03/2016 – 17h57

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Governo sem legitimidade

Sem fazer uma defesa do impeachment da presidente Dilma Rousseff como faz a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, afirmou ontem que o governo está perdendo a legitimidade para conduzir mudanças no país, e admitiu que o que mais o preocupa não é o desfecho do processo, mas a velocidade com que ocorre.

Apesar de afirmar que a situação do país é de caos completo, descrédito, desânimo, Andrade afirmou que, se a presidente Dilma sobreviver ao impeachment, o setor privado terá que trabalhar com ela. “Não há alternativa. Se o Congresso Nacional der o direito de continuar no poder, é porque lhe concede também o direito de conduzir as mudanças necessárias. O importante é construirmos um projeto para sair da crise.”

Se a decisão for pela saída dela, no entanto, na opinião do presidente da CNI, o novo governo precisará agir rapidamente. “Se não tomarmos medidas drásticas e duras, vamos continuar do mesmo jeito”, afirmou. Para ele, são urgentes a reforma da Previdência e mudanças na área trabalhista e precisam ser mexidos pontos como a dívida dos estados e a gestão administrativa.

“Somos a favor de uma solução dentro do Estado de Direito. Não dá para continuar com o país da forma como estamos: uma crise ética, falta de legitimidade, problemas que até nos tiram o orgulho de sermos brasileiros. Por outro lado, a CNI respeita as decisões que vão ser tomadas pelo Congresso Nacional e pelo Supremo Tribunal Federal”, disse Andrade.

Correio Braziliense – 30/03/2016

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Faturamento da indústria de máquinas cai 24% em fevereiro, diz Abimaq

SÃO PAULO  –  O faturamento líquido da indústria brasileira de máquinas e equipamentos somou R$ 5,6 bilhões em fevereiro, 24,1% abaixo do valor verificado no mesmo mês do ano anterior. Na comparação com o mês de janeiro, houve aumento de 34,2% no faturamento das companhias de bens de capital mecânicos.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), que representa o setor.

A entidade aponta que a as incertezas políticas, combinadas com a “política econômica recessiva, onde o custo do capital é incompatível com o retorno dos investimentos, tem inviabilizado qualquer decisão de investimento no país”. Para a Abimaq, os dados de fevereiro reforçam o cenário de contração e apontam para mais um ano de crise.

Balança comercial

Segundo a associação, as exportações do setor subiram 9,3% em fevereiro, na comparação anual, somando US$ 583,3 milhões. Enquanto isso, as importações totalizaram US$ 1,07 bilhão, queda de 30% em um ano.

Com isso, o setor teve déficit comercial de US$ 485,9 milhões em fevereiro, o que representa uma redução de 51,1% na comparação com o mesmo mês de 2015.

A Abimaq mostra ainda que o setor de máquinas e equipamentos operou com uma utilização de 65,4% de sua capacidade instalada em fevereiro, 5,8% abaixo do verificado em fevereiro do ano passado e 3,4% acima do visto em janeiro.

(Victória Mantoan | Valor Econômico – 30/03/2016

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Peugeot Citroën lucra na América Latina, mas perde no Brasil

Embora tenha alcançado, dois anos antes da meta, a rentabilidade na América Latina, a PSA Peugeot Citroën informou ontem que ainda perde dinheiro no Brasil, onde suas duas marcas detêm menos de 3% do mercado.

Apesar disso, o presidente da multinacional francesa na região, Carlos Gomes, frisou que o balanço da filial brasileira referente ao exercício de 2015, a ser divulgado provavelmente em maio, vai apresentar perdas inferiores aos resultados dos três anos anteriores, quando o prejuízo no Brasil somou, respectivamente, R$ 381,7 milhões, R$ 2,64 bilhões – este decorrente de uma baixa contábil bilionária – e R$ 698,7 milhões.

O executivo não adiantou, porém, qual foi o tamanho da perda apurada pela montadora – junto com a Renault, uma das poucas do setor a publicar demonstrações financeiras dos negócios no Brasil.

Quando inclui os resultados de todas as operações na América Latina, a PSA, também sem abrir números, diz ter obtido no ano passado o primeiro lucro desde que começou a consolidar os resultados na região.

O desempenho antecipa uma meta que tinha sido estabelecida para 2017, na esteira de uma estratégia de enxugamento de custos e aposentadoria de modelos não rentáveis, como o Peugeot 207, que disputava as camadas mais populares do mercado.

O resultado foi puxado por países vizinhos, sobretudo a Argentina, que se tornou nos últimos dois anos o maior mercado da montadora na região. “Priorizamos margens [de rentabilidade], que cresceram em quase todos os mercados. Tivemos excelente resultado na Argentina”, disse Gomes.

No Brasil, sucessivos prejuízos – que forçaram a matriz a fazer, em 2014, injeção de capital de R$ 2,58 bilhões – ainda obrigam a montadora a manter uma política conservadora de gestão dos recursos, embora venha de um já longo programa de reestruturação.

A despeito do euro caro para importações, a companhia preferiu trazer da França, e não investir na produção local, o motor de três cilindros – mais um da onda de compactação dos propulsores – que vai equipar, primeiro, o hatch 208, da Peugeot, e, posteriormente, outros modelos, ainda não divulgados, do portfólio do grupo.

“Com a localização, você tem o ganho logístico e a facilidade de o motor estar na mão. Mas você tem também que assumir um custo de investimento”, justificou Gomes em entrevista a jornalistas na sede do centro de design da montadora na capital paulista.

No total, entre investimentos no desenvolvimento do novo motor, incluindo sua adaptação à tecnologia bicombustível consumida no Brasil, e na renovação do Peugeot 208, que chega às concessionárias no começo de maio, a PSA desembolsou R$ 200 milhões. O aporte faz parte do programa de R$ 3,7 bilhões em execução no país desde 2010.

Alinhada à cobrança de melhora da eficiência energética dos veículos – feita pelo governo em contrapartida aos benefícios do regime automotivo, conhecido como Inovar-Auto -, a Peugeot apresentou o novo propulsor como o mais econômico do país, capaz de fazer o carro rodar na estrada por quase 17 quilômetros com um litro de gasolina.

Valor Econômico – 30/03/2016

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Lucro da CSN salta 30 vezes no quarto trimestre para R$ 2 bilhões

SÃO PAULO  –  (Atualizada às 12h36) A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) registrou lucro líquido atribuível aos acionistas controladores de R$ 2,012 bilhões de outubro a dezembro, resultado cerca de 30 vezes maior do que o obtido no mesmo período de 2014, de R$ 67,8 milhões, segundo demonstração de resultado consolidado divulgada pela companhia na madrugada desta terça-feira.

No resultado consolidado, a CSN contabilizou lucro líquido de R$ 2,371 bilhões no quarto trimestre de 2015, resultado 35 vezes superior ao lucro líquido de R$ 66,9 milhões no mesmo período no ano anterior.

Para o ano todo de 2015, a empresa teve lucro líquido de R$ 1,615 bilhão, ante prejuízo líquido de R$ 112,2 milhões em 2014.

A receita líquida da empresa no quarto trimestre de 2015 foi de R$ 3,678 bilhões, em queda de 3,6% ante os R$ 3,819 bilhões no quarto trimestre de 2014. O valor para o ano todo de 2015 foi de R$ 15,331 bilhões, em queda de 4,9% sobre um ano antes.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado no quarto trimestre de 2015 foi de R$ 686 milhões. Para o ano inteiro de 2015, o Ebitda foi de R$ 3,251 bilhões, em queda de 31% ante 2014.

A despesa financeira líquida da companhia ficou em R$ 182,7 milhões no quarto trimestre de 2015, em queda de 68% sobre a despesa de R$ 580,8 milhões um ano antes. O resultado para o ano todo de 2015 foi de R$ 3,373 bilhões, em alta de 9,4% ante 2014.

O investimento total da companhia em 2015 alcançou RS 2,17 bilhões, em baixa de 2,9% ante os R$ 2,236 bilhões em 2014.

A companhia registrou recorde na produção de minério de ferro em 2015, totalizando 27,8 milhões de toneladas, volume 7% superior ao de 2014, sendo que Casa de Pedra representou cerca de 26,2 milhões de toneladas. No quarto trimestre de 2015, a produção foi de 7,2 milhões de toneladas.

Mineração

O resultado positivo da CSN no quarto trimestre de 2015 foi beneficiado pela combinação dos negócios de mineração da empresa, executada em novembro, que trouxe ganho de R$ 2,9 bilhões no balanço do intervalo.

Em novembro do ano passado, a empresa anunciou a reestruturação dos negócios de mineração e logística correlata, que transferiu para a Congonhas Minérios as subsidiárias Casa de Pedra, Tecar e MRS Logística, além da joint venture Namisa, que a CSN dividia com o Consórcio Asiático. “Com a alteração no controle dos ativos da Namisa, o CPC15/IFRS3 [procedimento contábil de combinação de negócios] deve ser aplicado”, afirmam as notas explicativas do balanço da CSN. “A Congonhas foi considerada a adquirente e a Namisa foi a empresa adquirida.”

O procedimento contábil aplicado, explica a empresa, resultou em um ganho de R$ 2,9 bilhões no balanço do quarto trimestre, líquido dos impostos diferidos, e um aumento patrimonial total para a CSN no valor de R$ 4,8 bilhões.

As vendas ao mercado interno caíram 24,2% no período, para R$ 1,7 bilhão. Já no mercado externo, a receita líquida de vendas subiu 25,6%, para R$ 1,97 bilhão.

O resultado de equivalência patrimonial trouxe perda de R$ 55,4 milhões, revertendo ganho de R$ 246,5 milhões no quarto trimestre de 2014.

A margem bruta da CSN recuou três pontos percentuais no comparativo anual, para 21%. As despesas gerais e administrativas avançaram 30,9%, para R$ 126,7 milhões, e as despesas com vendas subiram 18%, para R$ 410,6 milhões.

Dívida

A dívida líquida ajustada da CSN subiu 13,2% no quarto trimestre de 2015 em relação ao terceiro e somou R$ 26,5 bilhões.

Com isso, a relação entre a dívida líquida e o Ebitda ajustado subiu de 6,5 vezes, no terceiro trimestre, para 8,1 vezes no último trimestre do ano passado.

De acordo com a CSN, a dívida líquida ajustada, assim como caixa ajustado, considera 33,27% da participação na MRS Logística, 60% na Namisa e 50% na Companhia Brasileira de Serviços de Infraestrutura (CBSI) até novembro de 2015. A partir de dezembro do ano passado, passou a considerar 100% da Congonhas Minérios, 37,27% da MRS e 50% da CBSI, além das aplicações financeiras em garantia para operações cambiais na BM&FBovespa.

Exposição

A exposição cambial líquida da CSN, gerada pela diferença entre ativos e passivos em dólar, derivativos contratados e contabilidade de hedge, encerrou 2015 em US$ 173 milhões.

O resultado se dá porque a exposição cambial natural da empresa, isto é, o passivo de US$ 4,615 bilhões subtraído do ativo de US$ 1,795 bilhão, ficou em US$ 2,820 bilhões ao fim do ano passado. Desse valor, é calculada ainda a diferença de US$ 1,435 bilhão da exposição a derivativos contratados líquidos e outro US$ 1,558 bilhão relativo à contabilidade de hedge de fluxo de caixa, gerando o saldo de US$ 173 milhões no fechamento de 2015.

Segundo a CSN, a contabilidade de hedge adotada pela companhia correlaciona o fluxo projetado de exportações em dólar com parte dos vencimentos futuros da dívida na mesma moeda. Com isso, a variação cambial de parte da dívida em dólar fica registrada temporariamente no patrimônio líquido, sendo levada ao resultado quando ocorrerem as receitas em dólar provenientes das exportações.

Capital de giro

O capital de giro aplicado ao negócio da CSN totalizou R$ 3,38 bilhões no quarto trimestre do ano passado, queda de 15% em relação ao terceiro trimestre, informou a empresa em seu balanço.

Para o cálculo do capital de giro, a CSN realiza ajustes nos valores registrados nos seus ativos e passivos. No caso da linha de contas a receber do demonstrativo financeiro, excluem-se os dividendos a receber, os débitos de empregados e outros créditos, enquanto que, nos estoques, considera o item perdas estimadas e exclui o item almoxarifado, que não compõe o ciclo financeiro e será, posteriormente, incorporado ao ativo imobilizado da empresa.

Em relação à antecipação dos impostos, foi composta apenas pela parcela de IR/CSLL dentro da conta de tributos a recuperar nas demonstrações financeiras. Na linha de tributos a recolher, a empresa explica que é composta pela conta de obrigações fiscais do passivo circulante, acrescido de tributos parcelados.

Assim, o capital de giro aplicado ao negócio ficou, no último trimestre do ano passado, R$ 594 milhões abaixo do encerramento do terceiro trimestre, principalmente em função da redução de R$ 802 milhões em contas a receber, enquanto a conta de estoques registrou elevação de R$ 254 milhões.

Na mesma base de comparação, de acordo com a companhia, o prazo médio de recebimento se reduziu em 16 dias, enquanto o pagamento apresentou incremento de 4 dias, com os estoques aumentando em 9 dias o seu giro.

Valor Econômico – 30/03/2016

Redação On março - 30 - 2016
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