Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 18 de Novembro de 2017






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Pesquisa mostra contribuição da indústria para o ajuste

A desvalorização do real e a redução dos custos tributários no ano passado não foram suficientes para compensar as dificuldades provocadas pela recessão e a indústria perdeu margem de lucro em 2015, segundo dados da pesquisa de custos industriais divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em 2015, os custos industriais subiram 8,1%, mas os preços do setor aumentaram 7%. Essa pode ser considerada uma pequena “contribuição” do setor ao ajuste pelo qual passa a economia.

Desde 2006, essa foi a única queda de margem significativa do setor. Em 2013 e 2014, por exemplo, os preços subiram 1,9 ponto e 0,9 ponto acima dos custos, respectivamente, garantindo a margem do setor quando se pensa em custo e preço (a queda no volume, que foi onde o calo apertou para todos no ano passado, não é considerada nessa equação).

A notícia ruim de queda na margem de lucro, contudo, embute um bom sinal para o futuro. A conta da CNI já incorporou ao custo de produção um aumento de 34% nos insumos importados e de 39% na energia no ano passado. Se isso também tiver ocorrido na prática, isso sugere que não há pressões adicionais expressivas de câmbio e de custo de energia a serem incorporados aos preços do setor em 2016, se o câmbio ficar perto de onde esteve nesse primeiro trimestre (média um pouco abaixo de R$ 3,90).

A pesquisa mostra, ainda, que o setor tem um bom espaço para recuperar o mercado perdido para os produtos “made in” nos últimos anos. Desde o último trimestre de 2014, a indústria mantém preços inferiores aos dos importados. E a diferença é crescente. A pesquisa da CNI considera o ano de 2006 como base 100, tanto para os preços domésticos como para os importados.

Entre 2010 e o fim de 2012, os preços dos manufaturados importados foram mais baratos que os nacionais, quando convertidos em reais. Depois, andaram juntos por muitos trimestres. Na virada de 2014 para 2015, os importados já ficaram mais caros.

Trimestralmente, a mudança começou no fim de 2014, mas se consolidou ao longo de 2015. Na comparação anual, enquanto os bens domésticos ficaram 7% mais caros, os manufaturados importados passaram a custar 30,5% mais em reais em relação a 2014.

Denise Neumann/ Valor Econômico – 29/03/2016

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Empresas apostam em complexos industriais

A nova Lei dos Portos, 12.815, acabou com a proposta de criação de porto indústria – a permissão para as empresas instalarem um terminal portuário, mas apenas para movimentar carga própria. Mesmo assim, o conceito mais amplo de empreendimentos que utilizam sua retroárea para a instalação de um complexo industrial está atraindo o interesse dos investidores. Inspirado no projeto do Porto do Açu, o grupo JCR Participações programou investimento de R$ 1,5 bilhão, para a criação, inicialmente, do Terminal Portuário Porto Pontal, na região da Bacia de Paranaguá, no Paraná, e, futuramente, um porto indústria.

O terminal ocupará mais de 600 mil m² e contará com um pátio ‘de 450 mil m², o que constitui a maior área para depósito de contêineres do país. Mas a área total é de 15 milhões de m² e poderá abrigar um parque logístico-industrial de 3 km frente ao mar.

“Vamos desenvolver a infraestrutura urbana e estimular que empresas venham se instalar, viabilizando a criação de um grande cluster logístico-industrial, que pretendemos desenvolver num horizonte de três a quatro anos, com o apoio do governo do Estado. Nossa intenção é funcionar como os portos da Europa, que arrendam suas áreas para outras empresas”, explica Ricardo Bueno Salcedo, diretor do Porto Pontal.

A exemplo dos grandes portos europeus – como Rotterdam Gateway, Antwerp Gateway e Euromax Terminal Rotterdam – em vez de usar RTGs como os portos brasileiros, o terminal vai ser equipado com RMG (rail mounted gantry), guindastes de pórtico montados sobre trilhos, tendência mundial por sua eficiência e segurança.

Para atender o Paraná – maior produtor e exportador de frangos do país -, o novo porto terá 5 mil tomadas reefer, essencial para abrigar contêineres refrigerados. Salcedo lembra que o Estado é o único do país com apenas um terminal de contêineres, e o Porto Pontal surge para oferecer uma gama maior de serviços.

No Rio de Janeiro, o Porto do Açu segue tentando se viabilizar nas mãos dos novos controladores reunidos na holding Prumo Logística Global. A holding é composta pelo EIG, fundo de investimentos americano com 74,3% de participação, a Mubadala, com 6,7%, o Itaú, com 6,4 %, ambos integrando com os demais minoritários o free flot de 25,7%. O Porto do Açu ocupa uma área total de 90 km² com capacidade para acomodar grandes estruturas industriais e de logística e conta com quase 20 m de cais. Diversas novas operações estão programadas para 2016.

O conceito do Açu é de complexo industrial integrado a dois grandes terminais portuários (Onshore e Offshore). O Terminal Offshore (T1) é dedicado a minério de ferro e petróleo. Começou a operar no final de 2014 com os primeiros carregamentos do minério que vem por 500 km de mineroduto do Quadrilátero Ferrífero de Minais Gerais, no município de Conceição de Mato Dentro, até a Ferreport – joint venture entre Prumo (50%) e Anglo American (50%). O terminal de minério tem capacidade para 26 milhões de toneladas e movimentou em 2015 10 milhões de toneladas devendo atingir 16 milhões de toneladas este ano.

“Em maio, será inaugurado o terminal de transbordo de petróleo, com capacidade de 1,2 milhão de barris diários”, afirma José Magela, CEO do Porto do Açu.

Valor Econômico – 29/03/2016

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Montadora terá desoneração na importação de autopeças

O governo incluiu mais 61 autopeças na lista de insumos adquiridos por montadoras que, por falta de produção nacional, beneficiam-se de alíquotas reduzidas do imposto de importação.

As tarifas, que variavam entre 14%, 16% e 18%, caíram para 2% com o enquadramento dessas peças como ex-tarifários, produtos que pagam menos imposto de importação por não terem similares nacionais.

Ontem, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) publicou no Diário Oficial da União duas resoluções nas quais altera a lista de ex-tarifários, em vigor desde dezembro de 2014, do regime que concede tratamento tributário especial a autopeças não fabricadas no país.

O rol de produtos contemplados inclui, entre outros equipamentos, motores auxiliados por turbos com sistema de injeção direta de combustível na câmara de combustão – inclusive de tecnologia bicombustível -, propulsores a diesel igualmente auxiliados por turboalimentadores (turbodiesel) e caixas de câmbio automático de nove marchas.

Com a medida, o governo federal atendeu a montadoras de luxo que estão instalando fábricas no Brasil – com a Audi, Mercedes-Benz, BMW e Jaguar Land Rover -, mas que, apesar da produção local, ainda dependem em grande grau de tecnologias não disponíveis no país.

A Fiat Chrysler Automobiles (FCA) também está entre as beneficiárias, já que o corte no imposto de importação do motor 2.0 tubodiesel e do câmbio automático de nove marchas beneficia versões com tração nas quatro rodas do Renegade, o utilitário esportivo montado na fábrica da multinacional ítalo-americana em Pernambuco.

A desoneração alivia o custo de produção num momento em que as montadoras reclamam do aumento dos preços de insumos importados, em decorrência da desvalorização do real.

O governo, porém, estabeleceu cotas para algumas das novas tecnologias que tiveram a tarifa de importação reduzida a 2%, assim como fixou, nesses casos, um prazo de 12 meses para fruição do benefício. Por exemplo, foi limitada a 5 mil unidades nesse período a importação, com a alíquota reduzida, de motores turbinados 2.0 de tecnologia flex – que roda com qualquer mistura de etanol ou gasolina e equipa modelos da BMW.

Ao revisar a lista, a Camex retirou ainda outros cinco produtos, como turbos já produzidos no Brasil, do enquadramento de ex-tarifário e alterou a redação de outras quatro nomenclaturas. Nas resoluções, o órgão também adicionou ex-tarifários para autopeças usadas na fabricação de tratores agrícolas e de máquinas destinadas ao setor de construção civil.

Valor Econômico – 29/03/2016

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Siderúrgicas devem fechar 11.332 vagas no primeiro semestre

No primeiro semestre deste ano, 11.332 vagas serão fechadas na indústria siderúrgica, segundo estimativas divulgadas ontem pelo Instituto Aço Brasil (IABr), que reúne as principais empresas do setor. O número representa um acréscimo de 15% em relação às previsões de dois meses atrás e dá o ritmo de quão rapidamente a crise vem se agravando entre as siderúrgicas. Na conta estão incluídas as demissões feitas pela Usiminas, de cerca de 1.800 funcionários, e da CSN, de aproximadamente 900 pessoas.

Entre 2014 e 2015, outras 29.740 pessoas já haviam perdido o emprego e 2.296 tiveram seu contrato de trabalho suspensos (lay off). Além das demissões, cerca de 9 mil postos de trabalho deixaram de ser abertos devido a investimentos engavetados. Entre 2014 e 2015, US$ 2,9 bilhões em projetos deixaram de sair do papel, segundo levantamento do instituto.

—É a pior crise da história da siderurgia brasileira. É pior que a crise de 2008, porque a recuperação será mais lenta — disse Marco Polo de Mello Lopes, presidente executivo do IABr.

A previsão para 2016 é que o consumo caia 8,8% ante 2015, para 19,4 milhões de toneladas, voltando ao patamar de 2006. Essa volta ao passado se acentuou a partir de 2014, quando os principais segmentos que consomem aço no Brasil já davam sinais de recuo na demanda. As indústrias de bens de capital, automotiva e de construção civil respondem por 80% do consumo. A produção deve cair 1% este ano, para 32,9 milhões de toneladas, o menor nível desde 2010.

SETOR QUER ‘ ENTRAR NA FILA’
Para Marco Polo, a saída para o setor são as exportações. A reivindicação do IABr é que o governo federal retome o Reintegra, programa que “limpa o resíduo tributário” das exportações, nas palavras de Marco Polo. Como o produto passa por diferentes etapas, e em cada uma incide uma lista de tributos, o programa previa um reembolso ao produtor de 3% do seu valor final. A iniciativa valia não apenas para a indústria siderúrgica, como também para outros segmentos exportadores. Isso custava ao governo cerca de R$ 7 bilhões por ano. Com a pressão pelo ajuste fiscal, o percentual de reembolso caiu para 0,1% em dezembro.

Considerando o retorno pleno do Reintegra, a estimativa do IABr para as exportações este ano são de alta de 2,3% em volume e 3% em valor. Marco Polo deu a entender que a retomada do programa poderia ser custeada pelas reservas internacionais:

— Está se falando em usar as reservas para financiar programas sociais e abater dívidas. O que estou dizendo é que tem alguém na fila aqui também.

O Globo – 29/03/2016

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Setor eletroeletrônico corta 1,7 mil vagas em fevereiro

As indústrias elétricas e eletrônicas fecharam 1,7 mil vagas em fevereiro, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

Foi o pior desempenho para um mês de fevereiro desde 2009, quando foram eliminados 5,7 mil postos de trabalho. Nos dois primeiros meses de 2016 já foram extintas 2,5 mil vagas.

Com este resultado, o número de empregados diretos no setor caiu para 245,5 mil, atingindo o mesmo patamar de março de 2007. Considerando os últimos 12 meses, as empresas fecharam 48,7 mil postos de trabalho, uma queda 16,5%.

Segundo a Abinee, fevereiro foi o 13º mês seguido em que o nível de emprego no setor apresentou queda.

Valor Online – 28/03/2016

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Crise faz Minas perder 1.144 empresas em apenas um mês

As consequências do cenário econômico desfavorável estão cada dias mais claros nos números gerados pelo setor produtivo. Em Minas Gerais, apenas no mês de janeiro de 2016, 1.144 empresas foram fechadas, gerando um saldo negativo de 87 organizações a menos no Estado, segundo dados da Junta Comercial de Minas Gerais (Jucemg). No mesmo mês de 2015, esse saldo foi positivo em 424 empresas.

Junto com o fechamento das empresas, chega o crescimento do desemprego. Segundo o gerente de estudos econômicos da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Guilherme Leão, a indústria brasileira perdeu 1 milhão de empregos com carteira assinada em 2015 na comparação com o ano anterior. Segundo dados do Caged, o total de desempregados no Brasil mais do que triplicou nos dois primeiros meses do ano, passando de 48 mil para 204 mil. Em Minas Gerais, mais do que dobrou, de 8.661 para 19.636. “Um salto absurdo no desemprego”, diz Leão. O gerente ainda salienta o crescimento das recuperações judiciais no Brasil, que cresceu 55,6% em 2015 na comparação com o ano anterior. “A recuperação judicial é um mecanismo para a empresa tentar sair da crise. Como fazer isso com um cenário de incerteza como o atual? A possibilidade de essas empresas irem da recuperação judicial para a falência é grande”, avalia o gerente de política econômica da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Flávio Castello Branco.

A crise que paralisa a economia brasileira deixa um rastro de empresas desativadas. Só no Estado de São Paulo, 4.451 indústrias de transformação fecharam as portas no ano passado, número 24% superior ao de 2014, quando 3.584 fabricantes deixaram de operar, segundo a Junta Comercial local. O quadro se estende por todo o país, formando um cemitério de fábricas de variados setores, muitas delas fechadas definitivamente, algumas em busca de alternativas para voltar a operar e outras à espera de compradores. Muitos trabalhadores demitidos não receberam salários e rescisões.

Esse quadro atinge setores variados e são muitos os exemplos. No ano passado, a PK Cables, empresa de componentes elétricos, encerrou suas atividades em Itajubá, no Sul do Estado, gerando cerca de 500 demissões. No Brasil, segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), foram mais de 40 mil empregos a menos no setor, diante de uma queda de 21% na produção no mesmo período. “A crise começou em meados de 2014, 2015 foi um caos e 2016 não mostra sinais de melhora. Essa longevidade da crise afeta todos os setores e os investimentos”, afirma o gerente de economia da Abinee Luiz Cézar Rochel.

No início do 2016, o grupo Tigre, que fabrica tubos, conexões e acessórios para a construção civil, fechou sua unidade fabril em Pouso Alegre, também no Sul de Minas, fechando 327 postos de trabalho. Segundo a empresa, a decisão foi motivada por “um cenário macroeconômico desfavorável”. “Desde setembro de 2014, motivado pela acentuada queda de volume nos mercados em que atua, o grupo vem adotando medidas para fazer frente à desaceleração da economia, a fim de manter a sustentabilidade do negócio e preservar milhares de empregos em todas as suas 22 unidades”, completa a nota da empresa.

Varejo

Lojas. O varejo brasileiro registrou o fechamento de 95,4 mil lojas no ano passado, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC). Em Minas Gerais foram 12,5 mil lojas.

Setor têxtil perde 20% das unidades

A indústria têxtil fechou 100 mil vagas no Brasil, segundo o diretor superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Valente Pimentel. Em Minas Gerais, segundo o presidente do Sindicato das Indústrias Têxteis de Malhas (Sindimalhas-MG), Flávio Roscoe Nogueira, 20% das empresas fecharam as portas no Estado e 10% dos funcionários foram demitidos.

Em janeiro deste ano, o fim de uma confecção em Leopoldina, na Zona da Mata, causou o fechamento de cerca de 100 postos de trabalho. Já em 2015, o fechamento da indústria responsável pela grife DTA, que funcionou por 24 anos em Betim, causou 280 demissões. “O ano de 2015 foi desastroso. Em 2016, o aumento das exportações e a substituição dos importados são favoráveis e apostamos em crescimento de 5% a 6%, mas vai depender do consumo interno”, diz Pimentel.

O Tempo/MG – 29/03/2016

Redação On março - 29 - 2016
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