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Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017






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Preço de exportações cai em todos os setores

O índice de preços das exportações nacionais, calculado pela Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), diminuiu 19,4% em fevereiro ante o mesmo mês de 2015, para 105,5 pontos.

Na comparação com janeiro deste ano, a queda foi de 1,8%; no bimestre a retração chegou a 20% e, em 12 meses, houve recuo de 22,1%.

Conforme a Funcex, todas as classes de produtos apresentaram variação negativa na comparação de fevereiro com o mesmo mês de 2015: básicos (-24,8%), semimanufaturados (-18,9%) e manufaturados (-12,1%). No caso dos básicos, o recuo do índice de preços foi puxado, principalmente, pelas quedas nos preços de exportação de minério de ferro e seus concentrados (-60,0%), óleos brutos de petróleo (-40,7%), açúcar de cana bruto (-17,1%) soja (-12,5%) e milho em grãos (-10,5%).

Já o índice de quantum (quantidade) das exportações brasileiras avançou 37,3% em fevereiro na comparação com fevereiro do ano passado. Ante janeiro, a alta foi de 20,9%; no bimestre, o aumento chegou a 19,6% e, em 12 meses, foi registrado avanço de 11,3%.

Entre as classes de itens, com base na comparação com o mesmo mês de 2015, a elevação das vendas externas de semimanufaturados foi de 48,9%, nos básicos, de 40,0% e nos manufaturados, de 30%.

A Funcex também informou que o índice de preços das importações feitas pelo País diminuiu 10,5% em fevereiro na comparação com o mesmo mês de 2015.

DCI – 28/03/2016

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Eleição nos EUA ameaça afetar comércio com a China

Em uma campanha presidencial na qual os dois principais partidos esbanjam discursos duros sobre comércio exterior, não há ameaças que sejam páreo para as que Donald Trump, pré-candidato do Partido Republicano à presidência dos EUA, tem feito à China como parte de sua estratégia para reduzir o déficit comercial e trazer empregos de volta ao país.

“Se elas não se comportarem”, disse o empresário em debate neste mês, as empresas chinesas podem enfrentar um imposto de 45% sobre produtos exportados para os EUA, se Trump chegar ao poder.

Com Hillary Clinton – pré-candidata do Partido Democrata, o mesmo do presidente Barack Obama, e líder da disputa dentro do seu partido – e outros também prometendo ações punitivas, a campanha presidencial americana está colocando os EUA em rota de colisão com a China na questão do comércio exterior. Economistas alertam que o tiro pode sair pela culatra, reduzindo as exportações dos EUA e colocando em risco um milhão de empregos no país.

O economista Peter Petri, da Universidade Brandeis, no Estado de Massachusetts, conceituado entre especialistas em comércio por suas projeções sobre o impacto econômico de tratados comerciais, prevê que a tarifa de 45% citada por Trump iria reverberar mundo afora. Produtos fabricados na China migrariam para outros países de mão de obra barata, de onde seriam exportados para os EUA. Para bloquear totalmente as exportações, os EUA precisariam criar uma tarifa global de cerca de 10% e margens maiores em países com baixos salários, como o México, disse ele em uma análise feita para o “The Wall Street Journal”.

Segundo Petri, que diz não estar assessorando nenhum candidato à Presidência, o déficit comercial dos EUA, que no ano passado foi de US$ 736 bilhões, poderia, na verdade, crescer US$ 67 bilhões.

Se o dólar se valorizar apenas 5% nesse período – como geralmente ocorre quando a instabilidade econômica mundial aumenta – as exportações dos EUA poderiam ser ainda mais golpeadas, e o déficit comercial cresceria cerca de US$ 275 bilhões, calcula o economista.

Políticas de altos impostos “migram empregos de firmas mais eficientes, voltadas para exportação, para aquelas menos eficientes competindo por importação, levando a uma produtividade menor e, provavelmente, salários” também, diz Petri. A difícil transição pode custar aos EUA até mais que o um milhão de empregos que os economistas estimam, diz ele.

Petri geralmente conclui que os acordos comerciais geram ganhos substanciais, opinião que não é compartilhada por todos os economistas. Peter Morici, economista da Universidade de Maryland, diz que a análise de Petri considera o pior cenário possível. Morici diz ser mais provável que a China se curve às ameaças dos EUA e deixe sua moeda se valorizar, em vez de correr o risco de perder um de seus principais mercados, principalmente num momento de desaceleração da economia chinesa.

Caso o yuan ganhe força, Trump não precisaria recorrer a tarifas altas. A análise de Petri “tenta transformar Trump num Frankenstein”, diz Morici, ex-economista-chefe da Comissão de Comércio Internacional. Ele também diz não estar assessorando nenhum candidato.

Discussões inflamadas sobre comércio exterior não são algo novo nas campanhas presidenciais nos EUA, em especial do lado democrata. Mas, numa notável mudança na ala republicana, Trump tem feito das ameaças contra importações mexicanas e chinesas uma peça central de sua campanha para trazer empregos de volta aos EUA.

“Nosso país, nosso comércio, nossos acordos e, mais importante, nossos empregos estão indo para o inferno”, disse ele neste mês, durante um debate na rede de televisão CNN. “Vamos construir nossas próprias fábricas aqui e fazer nossos próprios produtos.”

Outros candidatos também estão fazendo ameaças, mas numa escala muito menor.

A ex-secretária de Estado Hillary Clinton diz que poderia impor sanções à China e a outros países por “manipular” suas moedas para beneficiar suas exportações. Seu rival no Partido Democrata, o senador Bernie Sanders, tem adotado posição parecida. O governador de Ohio, John Kasich, disse que iria mirar as práticas cambiais da China, mas não disse como. Nenhum dos três especificou de quanto poderiam ser as tarifas.

O senador Ted Cruz, outro candidato republicano, já votou no Congresso contra usar tarifas como punições a práticas cambiais e tem dito que as políticas comerciais com relação à China propostas por Trump poderiam prejudicar os consumidores americanos e ampliar a guerra comercial.

Há tempos a China tem sido alvo da ira americana no que se refere ao comércio. Exportadores americanos reclamam da obrigatoriedade de formar joint ventures locais para que possam vender na China. Alguns setores, como o siderúrgico, afirmam que não têm como concorrer com produtos chineses vendidos nos EUA a preços abaixo do custo.

No ano passado, os EUA tiveram um déficit comercial de US$ 365,7 bilhões com a China. Um grupo de economistas acadêmicos dos EUA atribuiu à concorrência dos importados chineses a perda de cerca 2,4 milhões de empregos no país entre 1999 e 2011.

Outros economistas, no entanto, dizem que a concorrência chinesa tem estimulado a inovação nas empresas dos EUA e observam que os consumidores americanos se beneficiaram com as importações chinesas de baixo custo.

Tanto o governo de Obama quanto o de George W. Bush moveram processos comerciais contra a China na Organização Mundial do Comércio e aprovaram ações legais abertas por indústrias que acusavam a China de fazer “dumping” de mercadorias nos EUA a preços abaixo dos de mercado. Essas ações podem levar à imposição de tarifas sobre produtos específicos da China.

Mas nenhum governo procurou taxar os produtos chineses de forma mais ampla, como ameaçam fazer os candidatos atuais. Uma razão: a China certamente iria retaliar, dizem especialistas em comércio internacional. E as empresas americanas com fábricas na China são especialmente vulneráveis a esse tipo de imbróglio.

“Você pode falar duro, mas é difícil ser realmente duro”, diz Clyde Prestowitz, presidente do Instituto de Estratégia Econômica, que defende políticas comerciais mais agressivas. Ele diz que ações com alvos específicos, como as que o governo Reagan adotou contra os semicondutores japoneses, podem ser mais adequadas no caso da China.

Embora seja provável que a China se defenda com vigor na OMC e apresente ações próprias contra as exportações americanas, a batalha seria em grande parte confinada à sede da OMC, em Genebra.

Valor Econômico – 28/03/2016

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China promete cortar impostos de empresas para estimular transição da economia

O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang disse que vai liberar o setor de serviços gradualmente para investimentos estrangeiros

Mark Magnier e Esther Fung

O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, disse que o governo vai reduzir a carga tributária sobre as empresas chinesas para estimular o dinamismo e ajudar a transição da economia voltada para a indústria rumo ao consumo e serviços.

Em um discurso de cerca de uma hora, ontem, no Fórum de Boao para a Ásia — o equivalente chinês do Fórum Econômico Mundial, de Davos — Li disse para uma plateia de cerca de 2 mil pessoas, entre autoridades e empresários chineses e estrangeiros, que o governo vai levar adiante os cortes de impostos, concentrando-se especialmente em ajudar o promissor setor de serviços, incluindo pesquisa e desenvolvimento. Ele disse que tais reduções de impostos serão equivalentes a 500 bilhões de yuans (US$ 76,8 bilhões) este ano.

“Este é um grande passo para promover reforma estrutural”, disse ele. “Nós temos grande potencial de desenvolvimento, assim como resiliência.”

Li disse que a China vai continuar aberta ao mundo, e irá gradualmente liberar seu mercado de serviços para investimento estrangeiro e evitar uma rápida depreciação do yuan em linha com sua meta de incentivar setores de alto valor agregado.

O primeiro-ministro admitiu que o caminho da China para seguir adiante não será fácil, mas disse que Pequim manterá sua meta de crescimento de pelo menos 6,5% ao ano até 2020, mesmo enquanto coloca em prática a reforma estrutural.

Comparando a economia da China a um trem bala, ele disse que conduzir o trem em alta velocidade não é algo econômico, então a meta do governo é conduzi-lo a uma “velocidade razoavelmente elevada”.

Em temas que devem ser bastante explorados quando a China sediar o encontro do G-20, o grupo das 20 principais economias do mundo, planejado para setembro deste ano, Li defendeu uma coordenação econômica e financeira como um antídoto à volatilidade do mercado, novos motores de crescimento e melhora da produtividade para conduzir a Ásia e o mundo a uma trajetória de crescimento mais robusto.

Ele reiterou que o cenário de emprego na China continua estável, que o consumo doméstico continua crescendo e que o país tem várias ferramentas para se defender contra o risco sistêmico.

Li disse que as políticas tributária, fiscal e monetária serão conduzidas de forma a estimular novas fontes de crescimento, incluindo setores de alta tecnologia, tecnologias de ponta e manufatura mais avançada.

Ele citou como exemplo a sua recente visita a um centro de inovação na província de Hainan, que é constituída de um arquipélago no sul do país, onde está sendo realizado o fórum de Boao. O centro desenvolveu uma broca para fazer furos em cocos, oferecendo uma forma mais segura e eficiente de inserir canudos para que os turistas bebam a água de coco.

A receita no setor de turismo na China cresceu 19% no ano passado, revelando o dinamismo do segmento e oportunidades de emprego, acrescentou ele.

Economistas dizem que a busca por um crescimento anual de 6,5% ao longo dos próximos cinco anos pode levar Pequim a recorrer a estímulos excessivos e recuar nas suas promessas de reestruturar indústrias tradicionais. No ano passado, a China cresceu 6,9%, o ritmo mais baixo em 25 anos.

“Eles têm que ficar comprometidos com a meta”, disse Jianguang Shen, da Mizuho Securities Asia, antes do discurso de Li. “Sem enormes estímulos, não sei como [vão] conseguir isso.”

Economistas dizem que algumas outras ferramentas, como intervenções no mercado e esforços para gerenciar detalhadamente fluxos de capital ou dirigir bancos e empresas estatais podem estar atingindo um ponto de retornos decrescentes.

“Eu temos que o topo da liderança atual não perceba o quão importante é a credibilidade nacional e internacional sobre as reformas econômicas e a gestão”, disse Pieter Bottelier, economista que já trabalhou no Banco Mundial, antes da apresentação de Li.

Li disse que a China não vai tentar desafiar as leis da economia e gradualmente enfrentará a capacidade industrial excedente. Ele citou um plano para reduzir a excessiva produção das siderúrgicas e indústrias de carvão. Isso inclui um fundo para treinar e realocar um número estimado de 1,8 milhão de trabalhadores que devem perder seus empregos.

Executivos do setor industrial dizem que os cortes citados só vão eliminar cerca de 10% do excesso de capacidade em setores onde o excesso já supera 30%.

Li ressaltou a aposta da China para estimular o crescimento regional e expandir sua influência desenvolvendo infraestrutura. Em um sinal da crescente influência regional da China, líderes do Camboja, Laos, Myanmar, Nepal, Indonésia, Cazaquistão, Rússia e Tailândia — entre outros — participaram do fórum.

Segundo Li, aprimorar a economia da China é bom para a China e oferece oportunidades para o restante da Ásia. A China vai superar dificuldades temporárias e “abraçar um futuro brilhante”, acrescentou ele.

Fonte: The Wall Street Journal Americas

Desemprego oculto chinês é desafio para Pequim

O governo da China quer eliminar o excesso de capacidade de produção do país, mas seu plano de reformas ameaça agravar o problema do desemprego oculto.

Neste mês, o premiê Li Keqiang, falando no Congresso Nacional do Povo, o Parlamento chinês, reiterou o compromisso do governo de livrar o país de instalações ultrapassadas e do excesso de capacidade. Ele também destacou a determinação de Pequim de “reagir ativa e apropriadamente às empresas ‘zumbis’ [como são chamadas as firmas praticamente falidas que vivem à custa do governo]” por meio de fusões, falências e liquidação.

Isso ressalta o senso de urgência: a menos que a China reforme agora essas zumbis, há tanto tempo negligenciadas, será difícil obter crescimento sustentável. Mas reformas estruturais costumam ser sofridas, e o governo do presidente Xi Jinping teme abalar demasiadamente o mercado de trabalho.

Em 2015, foram criados 13,12 milhões de empregos no país, superando a meta do governo, de 10 milhões. Mas “a China tem um grave problema de desemprego oculto”, disse Wang Yiming, vice-presidente do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, do Conselho de Estado da China, um centro de estudos ligado ao governo.

Na Província de Henan, um executivo de 40 anos de uma empresa estatal de carvão teve seu salário cortado em mais da metade em fevereiro. As finanças de seu empregador foram espremidas pela forte queda no preço do carvão, em meio à desaceleração da economia chinesa. A renda do executivo agora é menos de 10% em comparação aos tempos de auge da empresa.

Hoje ele vai ao trabalho apenas uma ou duas vezes ao mês. Ainda assim, continua na folha de pagamento, truque usado pela maioria das estatais em dificuldades financeiras. As empresas se valem disso para “proteger os empregos”, enquanto reduzem salários de forma generalizada. Isso alimenta o medo entre os trabalhadores de que a “empresa possa quebrar a qualquer hora”, diz o executivo.

“Há empregos parciais em setores com excesso de capacidade onde as pessoas trabalham apenas poucas horas”, disse Bai Chong-em, professor na Universidade de Tsinghua. Esse problema de desemprego “oculto” está longe de ser um segredo. O governo admitiu que eliminar o excesso de capacidade de produção no setores de aço e carvão vai tirar o emprego de 1,8 milhão de pessoas.

O mercado de trabalho da China vem se tornando cada vez mais difícil para os trabalhadores. No fim de 2015, a Shenzhen G. Credit Electronics, fabricante de equipamentos de TI, quebrou. Autoridades colocaram um pôster num quadro de avisos perto da sede da empresa: “Proteja [seus] direitos de acordo com a lei”. A intenção era impedir que funcionários em protesto ameaçassem se matar.

“Está mais fácil contratar nos dias de hoje”, disse um dono de restaurante em Chongquing, que emprega sete pessoas. Antes salários mensais de 2.500 yuans (US$ 385) ou até mais não eram suficientes para atrair novos funcionários. Hoje, salários de 2.000 yuans atraem candidatos facilmente.

A remuneração dos executivos também está sob pressão. Depois dos feriados de Ano Novo, um executivo de 42 anos pediu demissão de uma empresa imobiliária em Chongquing porque seu chefe decidiu cortar a remuneração dos executivos em 40%. Em vez de aceitar reduzir seu salário de 400 mil para 240 mil yuans, ele decidiu sair. “O trabalho requer muitas horas extras e viagens”, disse. “Não posso continuar com uma remuneração menor.”

A China tem pela frente um teste de fogo. Com 15 milhões de pessoas entrando na força de trabalho neste ano, medidas duras de reformas poderiam complicar a situação ainda mais.

Valor Econômico – 28/03/2016

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Comércio com Reino Unido perde força, mas investimento aumenta

Os países do Reino Unido estão comprando menos produtos do Brasil, mas ampliaram os investimentos em participação no capital. Segundo especialistas, o mau momento econômico de ambos impede que o fluxo de capitais e mercadorias avance mais.

No primeiro bimestre de 2016, produtores e empresários brasileiros receberam apenas US$ 415 milhões com exportações para o Reino Unido, queda de 27% na comparação com igual período do ano passado, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

“Existe um gasto menor com insumos básicos para produção de manufaturados, como, por exemplo, com o minério de ferro brasileiro”, justificou Paulo Dutra, coordenador do curso de economia da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP).

Assim como aconteceu com o minério de ferro, houve redução nos rendimentos com vendas de ouro e café para o Reino Unido, dois dos principais produtos exportados pelos brasileiros para os países europeus.

E não foi só a receita das exportações que recuou neste ano. O volume total dos embarques também caiu (-28%) na comparação entre os primeiros bimestres deste ano e do ano passado. Para Dutra, esse fenômeno é causado por uma instabilidade da atividade econômica no Reino Unido.

Por outro lado, foram registrados aumentos no volume e na receita proveniente de exportações brasileiras de papel, pasta química de madeira, móveis domiciliares e frutas, como o limão.

Esse crescimento não impediu, entretanto, que o Reino Unido aparecesse apenas na décima terceira posição entre os maiores compradores de produtos brasileiros no mundo, recuando seis posições na comparação com o primeiro bimestre de 2011. Países como Chile, Bélgica e Coreia do Sul ultrapassaram o Reino Unido durante os últimos cinco anos.

Aportes

Por outro lado, o investimento direto vindo de Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte cresceu em 2016. Segundo dados do Banco Central brasileiro, os aportes em participação no capital brasileiro cresceram 30%, chegando a US$ 476 milhões neste ano.

Segundo os analistas entrevistados pelo DCI, o principal motivo é o preço dos ativos brasileiros, que foi puxado para baixo com a desvalorização do real e o enfraquecimento de empresas nacionais.

“Além disso, os britânicos têm longa prática de investimento e estão acostumados com instabilidade política, com tempo ruim. Mesmo quando há uma situação como a do Brasil, eles mantêm os investimentos”, complementou Antônio Alves dos Santos, professor de economia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

O Reino Unido aparece na quinta posição entre os países que mais investiram no Brasil em 2016, ficando atrás de Holanda, Alemanha, Estados Unidos e México.

Importações

O fluxo de produtos no sentido contrário, do Reino Unido para o Brasil, despencou neste ano. Com a fraqueza da economia brasileira e a desvalorização do real, as compras de mercadorias recuaram 18% no primeiro bimestre deste ano, ante igual período de 2015.

Segundo Bertrand Camacho, consultor em comércio exterior da Barral M Jorge, o recuo acontece apesar de uma diminuição do preço médio das exportações europeias para o Brasil, “que é um esforço dos europeus para salvar o que for possível das negociações”.

Já o investimento direto brasileiros em participação no capital de empresas nos países europeus teve alta considerável (+142%) neste ano, mas continua em patamar reduzido (US$ 63 milhões).

Negócios

Recentemente, a Secretaria de Inovação e Novos Negócios (SIN) do MDIC realizou uma viagem de negócios ao Reino Unido para promover o investimento entre os dois países.

Empresários e autoridades brasileiros participaram de reuniões com representantes do governo britânico, entidades do setor privado e investidores locais. Um dos objetivos dos encontros, segundo o MDIC, é “aprofundar os conhecimentos sobre os mecanismos de fomento ao investimento em capital de risco a empresas inovadoras”.

A missão foi considerada “um primeiro passo na aproximação de investidores britânicos e brasileiros, para fomentar o coinvestimento em startups [empresas nascentes, principalmente de tecnologia] que atuem nos dois países”.

Segundo o diretor de Fomento à Inovação, Igor Nazareth, a semana de reuniões permitiu uma discussão qualificada sobre os principais instrumentos utilizados pelo governo britânico para estimular a indústria de capital de risco. “Este conhecimento servirá de base para formulação das bases de novos instrumentos no Brasil”, avaliou, em nota.

De acordo com o analista de mercado de capitais da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Bruno Gomes, a missão vai ajudar no aprimoramento da regulamentação dos Fundos de investimento em participações em seed capital e seed venture capital, bem como crowdfunding, temas nas quais a CVM está trabalhando. “Este contato com investidores, associações e governo foi fundamental para obtermos uma visão muito completa de como os mecanismos de estímulo ao capital de risco funcionam aqui.”

Participaram também da missão representantes da Apex-Brasil, Sebrae, entidades de investidores (Instituto Anjos do Brasil, Associação Brasileira de Venture Capital e Private Equity – ABVCAP – e da iniciativa Dínamo) e de fundos de investimentos e grupos de investidores anjo (Ikewai, Bozano e Gávea Angels).

DCI – 28/03/2016

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Coluna

Estrangeiros miram fusões e aquisições

Liliana Lavoratti – 28/03/2016

Está ocorrendo no Brasil um ingresso constante de capitais estrangeiros, que se antecipam à nova rodada de fusões e aquisições de empresas brasileiras. Em dezembro, ingressaram US$ 15,2 bilhões, segundo o Banco Central, e em janeiro devem ter entrado outros US$ 5,5 bilhões. “Esse dinheiro está vindo para cá sem intenção de retorno rápido. Os recursos para especulação no mercado financeiro já estavam aqui e seguem aplicados em títulos públicos. Nos últimos meses, o desembarque de dinheiro é de estrangeiros que já analisaram o potencial do País e querem se instalar aqui, apesar da crise política e econômica sem desfecho ainda.

Instituições fortes

Para o diretor de Pesquisa Econômica do GO Associados, Fábio Silveira, os capitais estrangeiros, descontaminados do ambiente beligerante no Brasil, viram o ciclo de baixa dos nossos ativos e estão ávidos por se expandir ou adquirir empresas brasileiras. “Os investidores de fora não vão esperar a alta dos preços, vão mergulhar de cabeça assim que houver um desfecho da crise”, comenta Silveira. “A vinda desse dinheiro de fora é um sinal de que confiam em nossas instituições. O capital externo não convive com falta de democracia”, acrescenta Silveira.

Páscoa gourmet

Até pouco tempo atrás, quando se falava de produtos de luxo tinha-se a sensação de serem caros e destinados à população de alta renda. A evolução do comportamento de consumo, entretanto, colocou este mercado em novo patamar, o de luxo acessível a qualquer classe econômica em busca status e/ou indulgência. Assim, esse mercado virou uma alternativa empresarial importante, apesar da crise, segundo a coordenadora da Academia de Varejo, Patricia Cotti. Isso explica o avanço da “goumertização” dos produtos, que pode ser vista agora nas ofertas de ovos de Páscoa.

BMG Consórcio

O mercado brasileiro ganha neste mês uma nova administradora de consórcios, o BMG Consórcio, que já inicia as operações com mais de 5 mil pontos de vendas e presença em todo o território nacional. Será aberta ainda uma plataforma on-line, para a consulta e contratação dos produtos oferecidos. “O consórcio é uma boa alternativa para aquisição de bens e serviços de forma planejada”, diz o diretor da BR Consórcio, Rodolfo Montosa. O segmento dos consórcios cresceu 13,9% no ano de 2015, ante 2014, com 2,4 milhões de novas adesões, conforme dados da ABAC.

Arte brasileira em Dubai

O muralista brasileiro Eduardo Kobra faz, em conjunto com Agnaldo Brito, artista de sua equipe, um novo mural em Dubai, nos Emirados Árabes. Com 17 metros por 5 metros, o painel A Lenda do Cavalo Árabe será finalizado no dia 6 de março. Kobra é o primeiro artista a ter permissão para fazer obras nas ruas de Dubai e o painel tridimensional acompanha o formato da fonte com os cavalos interagindo com as águas. É a segunda vez que ele faz um trabalho em Dubai. Em maio de 2015, realizou na cidade a obra em 3D denominada “O Beduíno” e “A Flor do Deserto.

DCI

Redação On março - 28 - 2016
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