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Sbado, 18 de Novembro de 2017






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Brasil tem 48 empresas rebaixadas

O Brasil foi o país da América Latina com maior número de empresas rebaixadas pelas agências de classificação de risco em 2015. De acordo com balanço da Fitch Rating, divulgado ontem, 48 companhias tiveram corte de notas, representando 75% das revisões feitas na região.

E a perspectiva é de novas perdas de rating, segundo o documento. “O risco de novos rebaixamentos paira sobre as empresas brasileiras, o que é envidenciado tanto pela perspectiva negativa da nota soberana do Brasil como pela perspectiva ou observação negativa de 50% do portfólio de companhias brasileiras”, afirma a agência.

Em fevereiro, Fitch deixou em perspectiva negativa 53% das empresas nacionais, sendo que apenas 6% com previsões positivas para o ano. “A combinação de demanda em queda, aumento do desemprego e inflação, taxas de juros altas, preços de commodities em baixa, volatilidade cambial e aperto no crédito criou um cenário de pesadelo para as empresas brasileiras”, informou o balanço da época.

Ainda de acordo com o relatório do mês passado, o fluxo de caixa das empresas brasileiras deve recuar a níveis inferiores aos vistos durante a última década. A agência de risco avalia que somente 19% das companhias que emitem papel, com ratings internacionais, possuem fortes condições para passar o ano sem riscos aos seus perfis de crédito.

As empresas que apresentam maior risco neste ano, segundo a agência, são as de setores com alto risco de crédito, como as aéreas, de construção e de açúcar e etanol. “Também há receio quanto aos segmentos de siderurgia e mineração por causa do baixo preço do ferro e às empresas de médio porte no setor de consumo devido às limitadas alternativas de captação e à falta de liquidez”, destacou o relatório.

Recursos naturais

O grupo de petróleo, gás e recursos naturais respondeu por 33% dos rebaixamentos de ratings ao longo de 2015 no mundo, segundo a Fitch. Preços do petróleo persistentemente baixos continuaram levando as empresas a reduzir ou adiar investimentos, sendo o principal vetor para o enfraquecimento de perfis de crédito globalmente, tanto no nível de grau de investimento quanto para companhias de perfil especulativo.

A América do Norte respondeu por cerca de 45% das elevações de rating em 2015. A maioria (80%) devido a melhora no ambiente de negócios. Isso reflete, de acordo com a agência de classificação de risco, a recuperação mais forte nos Estados Unidos do que em outros países.

Correio Braziliense – 24/03/2016

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Variação do dólar não ameaça o ajuste do setor externo

A queda nominal de mais de 8% do dólar ante o real neste mês ainda não ameaça o ajuste das contas externas, praticamente a única boa notícia para a economia brasileira. O déficit em transações correntes deve continuar caindo, podendo chegar a 1% do PIB. Algumas instituições chegam a falar em déficit zero.

Para alguns analistas, a taxa de câmbio real deve continuar mais fraca ou pelo menos em linha com o patamar médio dos últimos 20 anos, o que sugere manutenção dos ganhos de competitividade obtidos com a depreciação do real do ano passado. Além disso, a economia continuará encolhendo fortemente, o que manterá deprimida a demanda interna e continuará reduzindo as importações.

Levando-se em consideração a evolução do câmbio nominal e as projeções mensais da pesquisa Focus do BC, a cotação média do dólar neste ano deve ficar em R$ 4,01, 20% superior à do ano passado, de R$ 3,34. Ou seja, ainda que o câmbio se aprecie até o fim do ano, a taxa média do dólar – medida mais apropriada quando se trata de contas externas – continuará bem mais alta que a de 2015.

Além disso, de acordo com a Focus, a inflação medida pelo IPCA deve desacelerar para 7,43%, ante 10,67% do ano passado. Uma taxa de câmbio nominal média mais depreciada com uma inflação mais baixa fará com que o câmbio real se desvalorize mais, impulsionando a competitividade e abrindo espaço para a continuidade do ajuste das contas externas.

Os profissionais chamam atenção para o fato de as exportações, por exemplo, demorarem pelo menos seis meses para reagir ao câmbio mais depreciado. Portanto, a desvalorização de 2015 ainda vai ser sentida mais claramente na balança comercial, o que tende a fortalecer as vendas externas, melhorando a conta corrente.

O economista-chefe do Santander Brasil, Mauricio Molan, diz que o impacto do câmbio sobre as contas externas ocorre apenas no caso de mudança “permanente” de patamar do dólar. Mas, ainda que o dólar passe a cair de forma consistente, estabilizando-se em torno de R$ 3,50, por exemplo, o ajuste da conta corrente ainda ocorreria.

“Um patamar de R$ 3,50 está muito acima da média histórica. Não é uma conclusão absoluta, mas o fato de o câmbio atual ser mais baixo que o médio [real mais fraco que a média histórica] indica que há espaço para a queda do déficit em conta corrente prosseguir”, afirma Molan.

De acordo com dados do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), a taxa de câmbio real média efetiva dos últimos 12 meses está 12,8% mais desvalorizada que a média de 1994 até fevereiro de 2015.

Embora considere que mesmo um dólar mais fraco já seja suficiente para manter o ajuste em conta corrente, Molan vê a moeda americana terminando o ano em patamar mais elevado que o atual, em R$ 4,10, devido aos problemas da economia brasileira e às chances de mais altas de juros nos EUA. Essa previsão para o dólar sustenta estimativa de déficit em conta corrente de 1,4% do PIB. Para Molan, um déficit considerado financiável deve ficar em até 2%.

Em 2015, o déficit em transações correntes caiu para 3,32% do PIB, quase um ponto percentual abaixo do rombo de 2014. Em fevereiro, o ajuste continuou, com o déficit em 12 meses recuando a 2,67% do PIB.

Roberto Padovani, economista do banco Votorantim, concorda que a desvalorização cambial do ano passado colaborou para o ajuste em conta corrente, mas ressalva que a queda do déficit tem “muito mais a ver” com a queda da renda. Por isso, para ele, uma taxa de câmbio da ordem de R$ 3,60, por exemplo, não comprometeria a redução do déficit em transações correntes neste ano. Para ele, a contribuição do câmbio ainda será positiva neste ano, já que, em suas contas, o dólar deve fechar dezembro em R$ 3,80, acima, portanto, da taxa média de 2015, de R$ 3,34.

Padovani não descarta que, ao longo do ano, o dólar possa testar patamares próximos de “R$ 3 ou R$ 3,20”, conforme se desenhar uma solução para a crise política. No entanto, esse nível não seria sustentável, segundo ele. “O diferencial de crescimento entre o Brasil e o mundo deve persistir.”

Os especialistas evitam falar em “dólar de equilíbrio” – aquele que, conceitualmente, mantém o déficit em conta corrente em patamares financiáveis (no caso brasileiro, entre 1% e 2% do PIB). “O importante é financiar esse déficit. E uma média de câmbio em torno de R$ 3,70 é mais do que suficiente para isso”, diz Julia Gottlieb, economista responsável pela análise de contas externas e taxa de câmbio do Itaú Unibanco. Ela estima que o dólar terminará este ano em R$ 4,35 e subirá para R$ 4,50 no ano que vem. Nesse nível, o déficit em conta corrente recuaria para 0,7% do PIB em 2016, passando a superávit de 0,3% em 2017.

Valor Econômico – 24/03/2016

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Escândalo no Chile se assemelha ao Petrolão

O Chile enfrenta um escândalo de financiamento de campanha que lançou dúvidas sobre políticos de todos os grandes partidos. E, assim como no Petrolão brasileiro, uma empresa está no centro de tudo. No Brasil, a Petrobras transferia dinheiro a políticos; no Chile, esse papel cabe à Sociedad Química Minera de Chile (SQM), a produtora de fertilizantes que fornece mais de um quinto do lítio do mundo.

A SQM é controlada por Julio Ponce, ex-genro do ditador Augusto Pinochet. E o alcance do escândalo ajuda a desacreditar toda a classe política chilena.

Entre os acusados de aceitar dinheiro ilegalmente da SQM estão captadores de recursos ou assistentes da presidente Michelle Bachelet e do ex-presidente Eduardo Frei, assim como Carlos Ominami, pai adotivo de um candidato presidencial da eleição de 2013. Pessoas ligadas ao ex-presidente Sebastián Piñera e ao seu ministro da Economia, Pablo Longueira, também estão sendo investigadas, embora não tenham sido acusadas pelo Ministério Público. Com o surgimento quase semanal de novas acusações, os partidos enfrentam dificuldades para encontrar candidatos com reputações imaculadas para a eleição de 2017.

Valor Econômcio – 24/03/2016

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Weidmann diz que BCE foi ‘longe demais’

A reputação de Jens Weidmann de o homem que não diz “sim” é bem exagerada. O presidente do Bundesbank, o banco central da Alemanha, disse ontem que as autoridades do Banco Central Europeu (BCE) estavam certas ao intensificar os estímulos à zona do euro neste mês, embora acredite que o pacote todo de corte de juros, compra de bônus e liberação dos empréstimos tenha ido longe demais. O que o presidente do BCE, Mario Draghi, classificou em sua entrevista à imprensa após a reunião de 10 de março como estratégia “nein zu allem” – usando deliberadamente a frase em alemão que significa “não para tudo”-, não se confirmou desta vez.

Embora este tenha sido o reconhecimento mais explícito de Weidmann há algum tempo, da necessidade de agir, na verdade ele já defendeu as taxas de juros negativas no passado e aceitou o afrouxamento quantitativo como instrumento válido. Mesmo assim, os comentários de Draghi refletem uma história em que autoridades do Bundesbank no conselho diretor do BCE rejeitaram repetidas vezes as inovações do banco para combater as crises na zona do euro.

“Weidmann na verdade nunca criticou a necessidade de o BCE agir”, disse Carsten Brzeski, economista-chefe do ING DiBa, em Frankfurt. “Ele quer ser visto como alguém que faz críticas construtivas, mesmo não concordando com tudo, e não apenas ter a posição de dizer não para tudo.”

A posição do presidente do Bundesbank no momento reflete os grandes desafios para um bloco cambial ainda frágil depois de uma recessão de duplo mergulho e a crise financeira, e que agora enfrenta uma desaceleração da economia mundial e uma onda de volatilidade no mercado que poderá lançá-lo em uma espiral deflacionária.

O fato de o conselho diretor ter revisto para menos, mais uma vez, sua previsão de inflação, significa que precisa fazer algo, disse ele em um pronunciamento em Vaduz, Liechtenstein. O BCE previu que a inflação ficará em apenas 1% este ano e que até 2018 vai acelerar para apenas 1,6%. A taxa está longe da meta de pouco menos de 2% em três anos, minando a credibilidade do banco central.

“As projeções econômicas revistas são desafiadoras em termos de política monetária e mostraram a necessidade de agir”, disse Weidmann. “Quanto a isso o conselho foi unânime. No entanto, no geral as decisões foram longe demais, em minha opinião, e o amplo conjunto de medidas não me convenceu.”

Uma das mais importantes decisões do BCE, fazendo dele o maior banco central a estabelecer até hoje uma importante taxa de juro abaixo de zero, foi apoiada por Weidmann em junho de 2014. Ele foi contra um posterior corte dos juros em setembro daquele ano, e um pacote de estímulo econômico em dezembro de 2015, que levou a taxa para -0,3%.

Ele também foi contra a decisão tomada em janeiro de 2015, de implementar o afrouxamento quantitativo, embora tenha dito no ano anterior que tal programa não estava descartado.

Medidas anteriores do BCE provocaram fortes reações. Após Draghi anunciar em setembro de 2012 um programa emergencial anterior de compras de bônus, conhecido como Transações Monetárias Diretas, Weidmann emitiu um comunicado dizendo que o plano era “a mesma coisa que financiar os governos emitindo papel moeda”.

Mesmo assim, ele não foi tão longe quanto outros alemães no conselho diretor do BCE. Em 2011, Axel Weber, que precedeu Weidmann no Bundesbank, e o membro do conselho executivo do BCE Juergen Stark deixaram os cargos após desacordos em relação a outro plano de compra de bônus defendido pelo então presidente do BCE Jean-Claude Trichet.

Em 10 de março, o BCE reduziu sua taxa de depósito para -0,4%, ampliou as compras mensais de bônus de € 60 bilhões para € 80 bilhões, e acrescentou mais dívida corporativa à mistura. Ele também ofereceu empréstimos aos bancos a taxas potencialmente negativas, significando que as instituições financeiras poderão receber para tomar dinheiro do banco central. A ideia é encorajá-los a emprestar mais às empresas e ao consumidor.

Segundo autoridades a par das deliberações, alguns dos 25 membros do conselho diretor demonstraram ceticismo com o aumento do afrouxamento quantitativo e das compras de bônus. Alguns planejadores econômicos defenderam uma redução maior da taxa de depósito e os empréstimos de longo prazo para os bancos, que segundo eles não são polêmicos, disseram as fontes.

O sistema rotativo significa que Weidmann não votou, mas mesmo assim que pode contribuir para as discussões. Como presidente do banco central da maior economia da zona do euro, e o maior participante no programa de afrouxamento quantitativo, ele será ouvido, o que lhe dará a oportunidade de deixar claro que seu consentimento tem limites.

“Todos sabem o que penso sobre a compra de títulos soberanos na união monetária”, disse ele em Vaduz. “A perspectiva recente mais fraca para os preços e o crescimento não me convencem da suposta necessidade de usar esse instrumento, que eu considero como uma ferramenta puramente de última instância.”

Ele também alertou que quanto mais o BCE tenta resolver os problemas que realmente exigem reformas estruturais lideradas pelo governo, mais vai atrair clamores por políticas extremas.

Ele se mostrou particularmente contra uma certa discussão. “A política monetária precisa estar atenta ao fato de que a política de juros baixos em andamento e as medidas não convencionais envolvem riscos”, disse ele. “Mesmo que isso seja ‘apenas’ o fato de o conselho diretor surgir com propostas ainda mais absurdas, como jogar dinheiro de um helicóptero.”

Valor Econômico – 24/03/2016

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Pesquisa mostra ganho do ‘não’ em referendo

A campanha para que a Grã-Bretanha se separe da União Europeia está com dois pontos percentuais de vantagem, de acordo com uma pesquisa de opinião do instituto ICM, indicando que uma desavença no Partido Conservador pode ter afetado a confiança na iniciativa do primeiro-ministro britânico, David Cameron, de defender a permanência do país no bloco.

O apoio para que a Grã-Bretanha deixe a UE subiu para 43%, aumento de 2 pontos percentuais em relação a sondagem semelhante de uma semana atrás, como indicou a pesquisa divulgada ontem. Três meses antes do referendo de 23 de junho, o levantamento com duas mil pessoas realizado entre 18 e 20 de março mostrou que a campanha do “fica” tem 41% de apoio – eram 43% uma semana atrás.

Cameron enfrenta uma das crises mais profundas em sua liderança de uma década no Partido Conservador desde que Iain Duncan Smith, ex-secretário de Trabalho e Aposentadoria, contrário à filiação à UE, renunciou por conta dos gastos com o bem-estar social.

A divisão em relação à filiação – tema que ajudou a afundar os mandatos dos ex-premiês conservadores Margaret Thatcher e John Major – intensificou as rusgas dentro do partido Conservador.

“A opinião pública não parece estar se mobilizando a seu favor [Cameron]. A dianteira de dois pontos da semana passada do ‘fica/sim’ reverteu para uma dianteira de dois pontos do ‘sai'”, afirmou a ICM.

Há uma semana, autoridades do Banco da Inglaterra disseram que a libra levou grande golpe com a incerteza trazida pelo referendo sobre a permanência do país na UE e pela chance de desaceleração do crescimento, após votarem pela manutenção da taxa de juros de forma unânime.

DCI – 24/03/2016

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Redação On março - 24 - 2016
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