Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017






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Ajuste de estoques e as exportações elevam confiança do setor industrial

O ajuste dos estoques e a melhora nas vendas externas, devido ao dólar mais favorável, elevaram a confiança dos empresários da indústria neste mês, segundo a Sondagem da Indústria de Transformação, da Fundação Getulio Vargas (FGV). A prévia do Índice de Confiança da Indústria (ICI) indica aumento de 1,1 ponto em relação ao número final de fevereiro, ao passar de 74,7 pontos para 75,8. Na comparação com março de 2015, o indicador caiu 3,6 pontos.

Para o superintendente-adjunto de ciclos econômicos da FGV, Aloísio Campelo, o resultado mostra estabilidade no nível de confiança do empresário. No entanto, considera os dados insuficientes para indicar recuperação sustentável nos próximos meses. Segundo ele, a alta na prévia foi impulsionada por avaliações menos desfavoráveis da situação atual, mas as expectativas continuam sem melhora significativa.

Na prévia, o Índice da Situação Atual (ISA) avançaria 2,3 pontos, para 79,4 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) manteria-se estável no nível mínimo histórico, em 72,6 pontos. “Se usarmos a prévia no lugar do resultado final, para os dois subindicadores, e calcularmos a média do trimestre, o ISA subiria de 74,4 pontos para 78 pontos; e o IE cairia de 76,9 pontos para 73,5 pontos do quarto trimestre de 2015 para o primeiro trimestre deste ano”, afirmou Campelo.

Na prática, o quadro menos desfavorável do cenário atual não foi motivado por melhora nas condições de demanda, mas por ações dos empresários do setor para se adequarem ao atual contexto negativo da economia. Campelo lembrou que a indústria tem promovido ajustes em estoques desde o fim do ano passado, com bons resultados no início deste ano.

A prévia divulgada ontem sinalizou que o nível de utilização da capacidade instalada teria alcançado 74,3%, 0,7 ponto percentual acima do mínimo histórico da série, registrado em fevereiro. Ao mesmo tempo, a desvalorização do real frente ao dólar tem direcionado o interesse do industrial para o mercado externo, porque o mercado interno não mostra reação expressiva de demanda.

“O que a prévia sinaliza não é um surto de ‘megaotimismo’ mas que [a confiança] saiu do fundo do poço”, observou Campelo. “Há alguns elementos que levam a indústria a avaliar o momento atual como um pouco mais favorável no primeiro trimestre ante o quarto trimestre, e identificamos essas duas frentes, de ajustes de estoques e direcionamento ao mercado externo.O problema é que as expectativas estão muito ruins.”

Segundo ele, caso se confirme o resultado para o IE no resultado final da pesquisa, a ser divulgado dia 31, as expectativas do empresariado registrarão o pior patamar da série, iniciada em 2001.

A prévia indica, segundo Campelo, que houve quadro menos desfavorável nos patamares de confiança dos industriais de bens intermediários, não duráveis, bens de capital e duráveis, mas todas influenciadas pela melhora no cenário de situação atual.

Valor Econômico – 24/03/2016

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 Abimaq aponta sucateamento de fábricas

Não é de hoje que a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) alerta para o processo de desindustrialização vivido pelo setor. Agora a entidade vai além, alegando que o processo atinge a base de grande parte do parque produtivo nacional e argumenta que, enquanto o governo federal não adotar uma política industrial abrangente, não será possível falar em uma recuperação econômica do País.

 O presidente da entidade, Carlos Pastoriza, admite que, embora o atual cenário político brasileiro não seja favorável a qualquer reivindicação, são necessárias medidas que proporcionem a retomada da competitividade do País de uma maneira geral. Ele cita, como exemplo, as reformas tributária, previdenciária, fiscal e política.

“Quando os assuntos são esses todos os governantes e políticos empurram com a barriga. Precisamos antes de tudo de um País competitivo que tenha condições de estabelecer uma política industrial. Do contrário, o que temos é o sucateamento do parque fabril. Nosso setor, especificamente, está sendo desmontado”, alerta.

Tal processo, conforme Pastoriza, teve início há quase dez anos, quando eclodiu a crise financeira mundial de 2008, e se agravou junto com a deterioração do boom econômico então vivido pelo Brasil, marcado pela valorização internacional das commodities e a desvalorização do dólar. “O problema é que esse processo foi mascarado pelo consumo incentivado e, em vez de a desvalorização da moeda fortalecer a economia e a indústria nacional, acabou por enfraquecê-las”, explica.

O vice-presidente regional da Abimaq, Marcelo Luiz Veneroso, concorda com o presidente nacional. “O empresário tem que ter um ambiente para fazer negócio, com tributação articulada, regras claras, câmbio favorável e leis trabalhistas razoáveis. Política industrial é a solução para o problema, mas os governos sempre protelam”, completa.

Modermaq – Enquanto isso não acontece, a entidade vem se mobilizando para tentar reverter o quadro. No mês passado retomou a proposta de renovação do parque industrial nacional. O Modermaq propõe a substituição de máquinas sucateadas por novas de moderna tecnologia e de alto rendimento. A ideia era “pegar carona” na estratégia do governo de estimular as exportações e retomar o crescimento a partir do mercado externo, promovendo a renovação dos parques fabris, obtendo-se maiores ganhos de produtividade, de qualidade e de rentabilidade.

Conforme Pastoriza, o programa se encontra em “stand by” em virtude do cenário político-econômico, mas há indícios de que seja avaliado e adotado pelo governo no ano que vem. “O governo sabe da necessidade de um programa como esse. O ministro Armando Monteiro já deu garantias de que quando tiver espaço vai adotar as medidas”, defende.

De maneira complementar, o presidente da entidade nacional lançou ontem, em Belo Horizonte, um plano de ações da Abimaq com medidas para a recuperação do desenvolvimento da indústria de bens de capital.

A indústria de máquinas e equipamentos , conforme o presidente da Abimaq, deverá registrar em 2016 a quarta retração consecutiva no faturamento. Desde 2013 o setor já encolheu 30% e deverá acumular recuo de 40% ao fim deste exercício. Com isso, no mesmo período, as fábricas de bens de capital já acumulam mais de 70 mil vagas extintas. Em 2016 poderão ser canceladas outras 15 mil ou mais.

Em Minas, a situação é ainda pior. Conforme Veneroso, após retração de 50% no faturamento em 2015, as indústrias de máquinas e equipamentos do Estado deverão registrar nova baixa neste ano. Os empregos fechados chegaram a 7 mil.

Fonte: Diário do Comércio

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CNI: 52% das indústrias buscaram reduzir custos

Entre as empresas que utilizam principalmente energia elétrica em seu processo produtivo, mais da metade procurou alternativas para minimizar o impacto do aumento da conta de luz no ano passado.

De acordo com a Sondagem Especial – Indústria e Energia divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 52% das 2.876 empresas consultadas tomaram medidas específicas para lidar com o aumento do custo de energia. A maior parte (71%) programou ações ou programas de eficiência energética. Um grupo de 14% dos entrevistados assinalou “outras medidas”, que envolvem corte de turnos e alteração do horário de trabalho para fora das horas de pico. Já o investimento em autogeração foi a terceira medida mais apontada: 10% das empresas.

A eletricidade é a principal fonte de energia para 79% das indústrias, seguida pelo diesel (4%), lenha (3%) e gás (2%).

Impactos

Conforme a sondagem, 94% das empresas em que a eletricidade é a principal fonte para o processo produtivo, o aumento da tarifa impôs impacto significativo no custo de produção. Apenas 2% afirmaram que o impacto foi nulo e outros 2% não perceberam aumento no custo da luz.

A CNI também quis saber como a indústria brasileira lidou com os “apagões”. Para 67% das empresas entrevistadas, as falhas no fornecimento de energia (interrupções e oscilações de tensão), causam prejuízos significativos. Outros 32% indicaram altos prejuízos e 35% assinalaram que os prejuízos são baixos. Para 24% das empresas consultadas, as falhas não causam prejuízos significativos, 5% não se manifestaram e outros 5% afirmaram que nunca tiveram problemas.

“Para a indústria, o maior problema da queda de energia é a paralisação da produção. Dependendo do tipo de empresa e da linha de produção que ela tem, há perdas de matéria-prima, produtos e horas de trabalho. São prejuízos consideráveis, que acabam se revertendo em custos”, destacou, em nota, o especialista em Políticas e Indústria da CNI Roberto Wagner Pereira.

Os problemas são mais frequentes no Norte, região onde o percentual de empresas que reclamam das falhas chega a 69%, segundo a pesquisa. Na sequência, vem o Centro-Oeste (55%), Sudeste (49%), Sul (45%) e Nordeste (42%).

DCI – 24/03/2016

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Consumidor arredio e ICMS salgado reduzem as vendas

Tradicionalmente fracas no início do ano, as vendas de eletrodomésticos e eletroeletrônicos começaram 2016 com um desempenho bem inferior às expectativas mais negativas que o esperado por conta da recessão. No atual cenário, o consumidor está arredio, o crédito, restrito, e a carga tributária, mais pesada – pelo menos 18 Estados aumentaram suas alíquotas de ICMS.

Segundo a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), as vendas de TVs encolheram 45% em janeiro, em relação a janeiro de 2015. Os eletroportáteis caíram 50%. Equipamentos de ar condicionado e micro-ondas tiveram mostram retração de 58% e 34%, respectivamente.

Sem perspectivas de longo prazo e com o desemprego em alta, o consumidor tem evitado se endividar, adiando a compra de novos produtos. Sem clientes, varejistas ficam com estoques elevados e reduzem o volume de encomendas. Como reflexo dessa situação, fabricantes já fizeram ajustes em suas linhas de produção com demissões e congelamento de contratações, e varejistas estão fechando lojas.

Na Bemol, rede varejista com 20 lojas de departamento no Estado do Amazonas, a expectativa é de recuo nominal entre 8% e 10% nas vendas em 2016, mais que os 4% registrados no ano passado. Segundo Jaime Samuel Benchimol, presidente da varejista, os dois primeiros meses do ano mantiveram o ritmo fraco de vendas apresentado no segundo semestre do ano passado, por isso a expectativa mais negativa.

“Espero que já tenhamos chegado ao fundo do poço”, disse Lourival Kiçula, presidente da Eletros. O Grupo Pão de Açúcar e a rede Magazine Luiza notam que o ritmo de queda nas vendas de eletrodomésticos perde velocidade neste início de ano em relação ao fim de 2015. Mas ainda há retração.

Segundo estimativas da Rosenberg Associados, o volume de vendas do comércio varejista restrito (que exclui as vendas de veículos, motos e peças e de material de construção) deve cair 5,5% este ano, depois de recuo de 4,3% em 2015. Em janeiro, a queda no varejo foi maior que a esperada. Na passagem de dezembro para janeiro o recuo foi de 1,5%, na série ajustada sazonalmente. Na comparação com o mesmo mês de 2015, a queda foi de 10,3%, resultado que só não foi pior que março de 2003.

Com 24,3% de queda no volume de vendas em relação a janeiro do ano passado, o setor de móveis e eletrodomésticos foi o que exerceu o maior impacto negativo no desempenho global do comércio. Além das restrições de crédito, elevação de juros e queda da renda, a consultoria acrescenta outro fator que afetou o desempenho: o recente aumento de ICMS em vários Estados.

Levantamentos de consultorias em janeiro indicavam que ao menos 18 Estados elevaram o ICMS neste ano. Douglas Rogério Campanini, consultor da Athros Auditoria e Consultoria, explica que vários estados usaram a prerrogativa de elevar em até dois pontos percentuais a alíquota para direcionar a fundos de combate à pobreza. O aumento do imposto, diz o tributarista, tem efeito imediato nos preços, já que o próprio ICMS integra o preço das mercadorias (ver gráfico de preços acima).

Campanini diz que, provavelmente, pesou nos preços a mudança na regra para pagamento do ICMS nas vendas diretas, feitas por telefone ou pela internet. Desde o início de 2016, o ICMS dessas operações, que antes era recolhido integralmente pelo Estado de origem, passou a ser dividido com o Estado de destino do produto. E não importa se a alíquota mais baixa de ICMS estiver no Estado produtor ou recebedor da mercadoria – na hora de fixar o preço, a alíquota mais alta é considerada.

Esta nova regra se dá justamente quando vários Estados resolveram salgar o ICMS para melhorar a arrecadação. “Quando tinha de onde tirar, ninguém brigava muito, mas agora, qualquer aumento pesa”, disse o presidente da Eletros.

Os dados da Eletros mostram as vendas da indústria para o varejo. O desempenho de fogões, lavadoras e geladeiras em janeiro ainda não estão fechados, mas a percepção é que poderá ser o quinto mês consecutivo de queda.

Valor Econômico – 24/03/2016

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Mercedes-Benz investe R$ 600 mi e inaugura fábrica em SP

Com a produção local, estamos fortalecendo nossa competitividade global e estaremos ainda mais próximos de nossos clientes brasileiros e de suas necessidades

Tamires Almeida

A Mercedes-Benz realiza, na manhã desta quarta-feira, 23, a cerimônia de inauguração da fábrica deveículos de passeio em Iracemápolis (SP), cujos investimentos chegam a R$ 600 milhões.

A unidade tem capacidade de produção anual de 20 mil unidades e começa a operar 19 meses após o anúncio da construção, tempo recorde segundo a montadora alemã, com 750 empregos diretos gerados até o fim de 2016.

O primeiro veículo a sair da linha de produção foi um sedã Classe C. Além dele, a companhia produzirá na unidade da cidade paulista o utilitário GLA, a partir do segundo semestre deste ano.

“A produção global da Mercedes-Benz automóveis compreende 26 fábricas que estão organizadas em complexos de acordo com a arquitetura dos veículos. Com a produção local, estamos fortalecendo nossa competitividade global e estaremos ainda mais próximos de nossos clientes brasileiros e de suas necessidades,” informou em comunicado Markus Schäfer, membro do Board Mercedes-Benz Automóveis, Produção e Logística.

Com um recorde de vendas no ano passado da Mercedes-Benz, o executivo informou, no comunicado, que a empresa acredita “nas perspectivas de longo prazo do mercado de automóveis no Brasil” e ainda espera que a unidade de Iracemápolis seja “referência para as fábricas de porte médio em termos de layout e tecnologia”.

“Assim, conseguimos uma produção altamente flexível e de alta qualidade para atender a demanda local, diz o texto.

Já Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO América Latina, citou que a montadora “está firmemente estabelecida no País desde 1956” e que a “a abertura de uma nova unidade é um compromisso forte com o Brasil e completa um ciclo de produção”.

Ele lembrou que a montadora, há 60 anos no País, será a única da indústria automotiva a produzir automóveis, vans, ônibus e caminhões na América Latina.

Fonte: Exame

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Mercedes retoma produção de carros de luxo no Brasil com nova fábrica

IRACEMÁPOLIS (SP)  –  (Atualizada às 15h53) A Mercedes-Benz marca nesta quarta-feira a inauguração de sua fábrica no interior paulista com a retomada da produção dos carros de luxo da montadora alemã no país. A fábrica já emprega 500 pessoas a começar a produção pelo sedã Classe C e, a partir do segundo semestre, será a vez do utilitário esportivo GLA.

No total, o investimento no empreendimento superou R$ 600 milhões, mais do que os R$ 500 milhões previstos no anúncio do projeto, em outubro de 2013.

Durante o evento, o presidente da Mercedes no Brasil, Philipp Schiemer, destacou que a montadora se tornou a única na América Latina que produz tanto automóveis quanto caminhões, ônibus e vans. Segundo ele, a fábrica de Iracemápolis segue o padrão de qualidade das demais unidades da Mercedes no mundo.

De acordo com o membro do conselho de administração da matriz, Markus Schäfere, a fábrica paulista é uma das mais flexíveis do grupo no mundo, capaz de adaptar a produção às demandas do mercado.

Ele destacou que no ano passado a marca aumentou em aproximadamente 50% as vendas de carros no Brasil e que períodos desafiadores são parte da natureza desse negócio, numa referência à crise atravessada pela indústria automobilística brasileira.

Turnos

Em função da crise na indústria automobilística, a companhia não vai mais implementar no ano que vem o segundo turno de produção na nova fábrica. O plano está suspenso por tempo indeterminado, segundo a montadora.

 A ideia era contratar cerca de 500 pessoas para trabalhar na segunda jornada em 2017. Mas o principal executivo da marca alemã no país adiantou que vai postergar essas contratações.  “Vai depender do mercado”, disse Schiemer em entrevista a jornalistas, após participar da cerimônia de inauguração da fábrica. “Não vamos mais acelerar a produção como planejávamos”, disse Schiemer.

A unidade arranca, então, em apenas um turno, o que permite à Mercedes montar no máximo 12 mil automóveis por ano, menos do que as 20 mil unidades para as quais a fábrica foi projetada.

No ano passado, com veículos importados, a Mercedes vendeu 17,5 mil carros de passeio no Brasil, no melhor desempenho já obtido pela filial.

Vendas 

Executivos da montadora evitaram dar previsões de vendas da marca em 2016, mas Schiemer disse ver uma tendência de acomodação no segmento premium, após os recordes registrados no ano passado pelo trio alemão que encabeça esse mercado: Audi e BMW, além da Mercedes.

Nas contas da Mercedes-Benz, as vendas das três montadoras, que no ano passado beiraram as 51 mil unidades em 2015, devem ficar neste ano dentro da faixa de 45 mil a 50 mil automóveis.

Valor Econômico – 23/04/2016

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Randon tem prejuízo de R$ 24,6 milhões em 2015

Após lucrar em 2014, empresa sente os efeitos de crise profunda

Após lucrar mais de R$ 200 milhões em 2014 (leia aqui) a Randon encerra 2015 comprejuízo de R$ 24,6 milhões, de acordo com balanço divulgado ao mercado financeiro na quarta-feira, 23. “Estamos vivenciando uma das mais longas e profundas crises das últimas décadas no Brasil”, declara no comunicado o diretor presidente da empresa, David Abramo Randon.

O faturamento líquido da companhia reduziu em 18%, passando de R$ 3,8 bilhões em 2014 para R$ 3,1 bilhões no ano passado. O lucro bruto totalizou R$ 640,9 milhões, valor 32% abaixo do apurado no ano anterior e representou 20,7% do faturamento líquido. Há um ano, o resultado era de R$ 943 milhões e 25% do faturamento. Em 2015, as despesas operacionais, que incluem os custos administrativos e comerciais entre outros aumentaram de R$ 573,6 milhões em 2014 para R$ 603,7 milhões em 2015, representaram 19,5% sobre o faturamento líquido contra os 15,2% de antes.

“A crise de confiança instalada no País tem sido determinante para que a economia continue em recessão e reforce os fracos volumes de vendas e produção”, analisa o diretor financeiro e de relações com investidores, Geraldo Santa Catharina. Para o executivo, a já fragilizada demanda por veículos comerciais foi ainda mais prejudicada com a decisão do governo de antecipar a suspensão do Finame PSI no fim de outubro passado. “A busca das montadoras pelo ajuste nos níveis dos estoques de seus pátios e dos seus concessionários derrubou os volumes de produção”, reforça.

Em seu relatório, a Randon destaca que embora a taxa do dólar esteja atrativa para exportações, as crises econômicas nos países dependentes de petróleo e demais commodities têm dificultado o aumento das vendas para estes mercados. As exportações a partir do Brasil geraram receita de US$ 158,1 milhões, queda de 17,4%. Houve retrações das vendas para Europa, África e Oriente Médio, enquanto os países do Mercosul e também o Chile ganharam representatividade, passando de 31% de participação em 2014 para 40% em 2015.

Nas operações do grupo localizadas no exterior o faturamento bruto total (sem eliminações das vendas entre as empresas) em 2015 totalizou US$ 142,8 milhões contra os US$ 117,4 milhões do ano anterior. Enquanto isso, O total entre a soma das exportações e das receitas geradas no exterior foi de US$ 301 milhões no ano passado, 2,6% a menos que o resultado anterior, de US$ 309 milhões.

Na nota, a Randon informa que está implementando diversas ações visando a recuperação das vendas para este s mercados, uma vez que a ampliação dos negócios ao exterior é parte das prioridades da companhia.

Segmentos

Os reboques – carro-chefe do portfólio da Randon – acompanharam o fraco desempenho do mercado de caminhões, registrando queda de 36,3% nos volumes de vendas de 2015 sobre o ano anterior. A participação de mercado da Randon caiu 0,7 ponto porcentual em 2015, para 26,2%, em um mercado representado por 29,6 mil unidades.

Para a divisão de vagões ferroviários, a similaridade existente no processo de fabricação de semirreboques e vagões permitiu um melhor aproveitamento da capacidade instalada. O segmento fechou o ano com 1,9 mil unidades entregues, alta de 47,4% no comparativo anual. Este foi isoladamente o melhor desempenho histórico da companhia neste setor.

Por fim, no de autopeças, a Fras-le, uma das controladas das Empresas Randon, encerrou o ano acumulando alta de 14,4% em seu faturamento líquido em parte por ter a maior fatia de suas vendas nos mercados de reposição e exportação, este último favorecido pelo efeito cambial.

Fonte: Automotive Business

Redação On março - 24 - 2016
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